Twitter Facebook YouTube Flickr Orkut Conexão Sindical

CUT NACIONAL > CLIPPING > CLIPPING 29/01/10

Clipping 29/01/10

Escrito por William Pedreira
29/01/2010

Edição nº 0 sexta, 29 de janeiro de 2010
Fechamento: 08:56




Edição número 1507 sexta-feira, 29 de janeiro de 2010



Fechamento: 08h55

 
Veículos Pesquisados:

 
Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da
Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com
Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)
Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)
Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)
Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)
William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)
Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)



O Estado de S.Paulo



Lula defendeu projeto que partilha lucro das empresas, diz Mangabeira
Autor da proposta, ex-ministro relata que presidente deu ''apoio entusiasmado'' e Tarso, ''estreita colaboração''

Vannildo Mendes (Nacional)

Autor do projeto que determina a distribuição compulsória de 5% dos lucros das empresas para os empregados, o ex-ministro de Assuntos Estratégicos Roberto Mangabeira Unger afirmou ontem que a cúpula do governo não só sabia como estimulou a proposta. Em entrevista ao Estado, por e-mail, ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva era um defensor "entusiasmado" da proposta e os ministros da Justiça, Tarso Genro, e do Trabalho, Carlos Lupi, colaboraram diretamente na sua elaboração. "Conduzi esse trabalho com o apoio entusiasmado do presidente Lula e em estreita colaboração com meus amigos colegas ministros, sobretudo os do Trabalho e da Justiça", garantiu Mangabeira, que hoje é professor na Universidade Harvard.

A afirmação contradiz declaração do ministro da Justiça, segundo a qual a obrigatoriedade da partilha de lucros, hoje entregue à negociação direta entre empregados e empregadores, não passa de "estudo" e não foi objeto de análise e decisão de sua pasta nem do governo. O projeto tem nove artigos e integra um documento de 67 páginas, chamado Reconstrução das Relações Capital-Trabalho, que Mangabeira diz ter produzido após um ano e meio de análises e discussões com entidades representativas de trabalhadores e do setor empresarial.

LEI
Prevista na Constituição, a participação de empregados no lucro das empresas é disciplinada pela Lei nº 10.101, editada em 2000 pelo governo Fernando Henrique Cardoso. O texto remete os critérios da distribuição à livre negociação entre as partes e não fixa um porcentual de partilha. O novo texto, na prática, anularia a lei vigente e tornaria a distribuição compulsória, fixando a cota de 5%.

Desse montante, se aprovada a proposta, 2% serão transferidos de forma linear a todos os empregados. Os 3% restantes devem ser distribuídos conforme critério interno de gestão da empresa, em razão do mérito individual, produtividade e resultados.

O ex-ministro relatou que "sempre", com o apoio de Lula, se reuniu com as seis maiores centrais sindicais do País para dar uma definição mais clara à norma constitucional. "Expus ao presidente, em meio a essas discussões, o rumo das propostas que emergiam", explicou Mangabeira, que antes de ter um posto na Esplanada dos Ministérios qualificara o governo Lula de "o mais corrupto da história".

CONSULTAS
Ele informou que fez também "incontáveis consultas" a empresários grandes, médios e pequenos, além de ter dialogado com a Justiça e o Ministério Público do Trabalho. "Nessa parte de meu esforço, contei com a ajuda constante do dr. Jorge Gerdau e do movimento Brasil Competitivo, que ele lidera", afirmou. "Em toda essa atuação, sempre fui claro a respeito do sentido dessas consultas."

Segundo Mangabeira, o Brasil tem a má tradição, em matérias como a da relação trabalho-capital, de delegar a definição das leis às corporações interessadas.

"República não é corporativismo", escreveu em sua resposta, ao defender papel decisivo do Estado na elaboração desse tipo de conteúdo. "A consulta é necessária por justiça e por prudência, mas é preciso não confundir consulta com delegação de poder", disse. "São as instituições republicanas as que precisam deliberar o conteúdo das leis e, ao deliberá-lo, zelar pelos interesses das maiorias desorganizadas."

Ele disse compreender que, como em qualquer país do mundo, projetos que mexem em interesses poderosos, como o seu, gerem controvérsias. "É natural: alcançam a distribuição da riqueza, da renda e do poder."


Lupi promete a Dilma apoio do PDT em ''eleição plebiscitária'' Pedetista defendeu a ''continuidade'' e ministra emendou: ''Continuidade para nós é avançar''

Tânia Monteiro (Nacional)

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu ontem do ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, o apoio da legenda à sua candidatura à Presidência, durante almoço em sua casa, na península dos ministros, em Brasília. "O partido tem um compromisso nacional. A nossa candidata é a ministra Dilma. Vamos de corpo e alma, sem contrapartida", declarou Lupi, que defendeu "uma eleição plebiscitária para que fique claro quem é contra e quem é a favor da continuidade do governo Lula".

Ao lado da ministra Dilma, Lupi disse que ela "garante a continuidade do governo Lula, com a obrigação de ser melhor ainda, já que a nossa tarefa é sempre suplantar porque senão estamos igual à mesmice que muitos representam".

Dilma, que estava ao seu lado, emendou dizendo que "continuidade para nós é avançar". Ela, porém, fez questão de ressaltar que ainda não é candidata. "Na realidade sou uma provável futura candidata. Mesmo em fevereiro, ainda serei pré-candidata, porque candidata só com a convenção", afirmou a ministra. A reunião da Executiva Nacional do PT está marcada para fevereiro, quando ela será lançada pelo partido. E a convenção do PT, em junho, vai confirmar a indicação.

Participaram da reunião, na casa da ministra, lideranças do PDT e do PT. Com relação ao candidato à vaga de vice na chapa presidencial, a ministra disse que essa conversa ainda não ocorreu. "Essa discussão só vai ocorrer se eu for, a partir de fevereiro, indicada candidata do PT", afirmou.

PROGRAMA DE GOVERNO
Lupi negou que tenha interesse em manter o Ministério do Trabalho com o partido ou ampliar os cargos na Esplanada. Afirmou que o interesse do partido é programático e quer discutir ampliação das vantagens trabalhistas, como a redução da carga horária de 44 para 40 horas, com a manutenção do salário.

O líder do PDT na Câmara, deputado Dagoberto Nogueira Filho (MS), informou que o partido apenas pediu à ministra para integrar a comissão que vai elaborar o programa mínimo de governo.

Lupi admitiu que o PDT poderá ter dificuldades, em alguns Estados, de reunir um único palanque de apoio à Dilma, mas alegou que as questões regionais serão resolvidas. No almoço, foi feito balanço detalhado, ficando definido que onde houver problemas, como no Maranhão, a ministra terá dois palanques. O PDT deixou claro que não está disposto a abrir mão de candidaturas viáveis como a de Jackson Lago. Uma má notícia para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), aliado do Planalto. Lago é o principal adversário de sua filha Roseana, que governa o Maranhão e é candidata à reeleição.

No Paraná, os dois partidos costuram acordo em torno da candidatura do senador Osmar Dias (PDT) a governador. Pelo acerto, uma vaga ao Senado fica para Gleisi Hoffmann (PT), mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Sobre a ligação do PDT com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), Lupi admitiu que, se o mineiro fosse candidato à Presidência, a decisão do PDT poderia ser outra. "Mas nunca disse que eu não apoiaria a ministra Dilma", afirmou Lupi, lembrando que já havia garantido a Lula que, se a ministra fosse candidata, o partido não teria nenhuma dificuldade em apoiá-la.


Stédile promete cerco mundial à Cutrale
Líder do MST critica polícia, defende ataque à fazenda da empresa e diz que ''ocupar terra pública não é crime''

Sandra Hahn (Nacional)

O líder do Movimento dos Sem-Terra João Pedro Stédile criticou ontem a prisão de nove pessoas ligadas ao MST nesta semana, disse que "ocupar terra pública não é crime" e prometeu uma campanha "de denúncia" contra a Cutrale por injustiças que atribuiu às atividades da fabricante de suco. "Vamos mobilizar nossos amigos em todo o mundo", afirmou Stédile, dizendo que a campanha começaria no Fórum Social Mundial, onde participou de seminário.

"Vamos aproveitar o fórum para denunciar a forma como a Cutrale produz esse suco, que depois ela entrega para a Coca-Cola", declarou o líder.

A Operação Laranja, que resultou nas prisões, foi desencadeada pelas investigações para apurar os responsáveis pela invasão da Fazenda Cutrale em Borebi (SP), em outubro. Sete nomes estavam na lista dos mandados de prisão que seriam cumpridos e dois foram detidos por porte ilegal de armas.

Stédile reiterou que "ocupar terra pública não é crime, é um dever". Acrescentou que "a Polícia Civil de São Paulo está exagerando por motivação política" e considerou que a ação aproveitou o calendário eleitoral, porque em fevereiro o Congresso voltará do recesso e recomeçam os trabalhos da CPI que vai apurar denúncias de irregularidades em convênios entre a União e entidades ligadas ao MST. Segundo ele, a fazenda foi ocupada para denunciar "que a Cutrale é invasora de uma terra pública".

REFORMA AGRÁRIA
Stedile criticou andamento da reforma agrária, dizendo que o presidente Lula descumpriu compromissos com o MST, e pediu que o governo faça a revisão dos índices de produtividade, que servem para avaliar as propriedades rurais para fins de reforma agrária.


Mantega anuncia o fim do IPI reduzido para automóveis e eletrodomésticos
Ministro diz que já está na hora de retirar as medidas tomadas pelo governo para estimular a economia

Jamil Chade (Economia)

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que está na hora de o Brasil começar a retirar as medidas fiscais para socorrer a economia e garantiu que os incentivos serão eliminados. Ele adiantou que a isenção fiscal (redução do Imposto sobre Produtos Industrializados) para a linha branca acabará neste fim de semana e o incentivo ao setor automotivo também tem data marcada para terminar. Segundo ele, a indústria sofreu contração de 5% a 6% em 2009, mas as perspectivas são de crescimento para 2010.

Apesar de defender o fim dos pacotes criados para ajudar a economia a enfrentar a crise, Mantega diz que o Estado precisará garantir uma nova regulação ao sistema financeiro internacional e manter sua presença. Hoje, Mantega defenderá a tese da importância do papel do Estado aos empresários reunidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, e cobrará a aceleração de reformas no sistema financeiro. Abaixo, trechos da entrevista de Mantega.

SAÍDA
Segundo Mantega, os incentivos fiscais criados para dar fôlego às vendas de eletrodomésticos terminarão no fim de semana, já em um sinal de que o Brasil começa a adotar sua estratégia de saída dos pacotes. "Os estímulos fiscais estão sendo desativados e chegando ao fim."

Desde que foram criados, os incentivos passaram por várias renovações. Na véspera de seus prazos, o governo evitava dar indicações se manteria a medida ou não, até mesmo para incentivar os consumidores a manterem suas compras e não adiarem decisões. Questionado se a decisão seria para valer desta vez, Mantega insistiu que sim, garantindo que não seria uma estratégia de comunicação do governo. "Achamos que, se a economia está crescendo, ela não precisa mais da ajuda do Estado." Ele garantiu que os incentivos para a compra de veículos vão acabar em 31 de março. "Isso não será renovado."

Para 2010, Mantega estima que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficará entre 5% e 5,5%, puxado por consumo doméstico e investimentos. Mas rejeita a tese de um superaquecimento da economia e de risco de inflação.

"A preocupação no Brasil é se vamos crescer demais ou não. Essa é a discussão que está sendo colocada. Não sou em quem a coloco. Há quem diga que o País poderia crescer entre 6% e 6,5%", disse. "Mas não acho que há nem bolha nem superaquecimento da economia brasileira. Quem diz isso está fazendo um prognóstico apressado. Estamos apenas recuperando o que perdemos."

Prova de que não haveria uma bolha é o fato de que, por seus dados, ainda existe uma capacidade ociosa na indústria. Ainda, segundo ele, em 2009, o setor deve fechar o ano em queda de 5% a 6%. Para 2010, o País criará mais de um milhão de empregos e alguns setores terão falta de mão de obra.

DÍVIDA
Mantega admite que o maior desafio para o mundo será estabelecer uma estratégia de manutenção da recuperação das economias, sem criar uma nova crise da dívida. Para o ministro, esse risco é real. "Saímos dessa crise com uma grande dívida pública. Mas não tinha como escapar disso. Agora, o desafio é como fazer para não desestimular a economia e, ao mesmo tempo, administrar a dívida, o que não é fácil", alertou. Ele rejeita que a crise da dívida seja um risco no Brasil e garante que o País não vive o dilema entre dívida e manter o crescimento. "A intervenção do Estado foi mais precisa e menos dispendiosa e já saímos da crise. A dívida não cresceu de forma desmesurada, mas vai voltar a cair", indicando que a taxa seria uma das menores entre os países do G-20. Segundo ele, o déficit público nominal fechou 2009 em 3,2% e o superávit primário em 2009 foi de 2,5% e será de 3,3% em 2010.

BANCOS
Mantega critica o comportamento dos bancos, mas estima que ainda existe espaço político para uma reforma das regras financeiras internacionais. "Todos concordavam que havia essa necessidade. Mas é claro que, com a crise sendo menos intensa, as vontades diminuem. Em certos países, o sistema financeiro tem forte influência política e isso dificulta essas mudanças", avaliou.

Ele lembra que, no início da crise, muitos governos falavam na criação de taxas sobre os bancos. "Os europeus, que eram os que mais falavam, deixaram de falar. O Reino Unido apenas taxou os bônus e não fala mais em taxar capitais. Há uma mediação política das decisões e vontades", criticou.

Para ele, deve haver um novo pacote de regras "para impedir que a irresponsabilidade cometida seja repetida" pelos bancos. Um ponto positivo, segundo ele, é a proposta de Barack Obama de criar uma taxa de 0,15% sobre os ativos dos bancos que foram ajudados pelo governo.

O ministro, porém, rejeita a ideia para o Brasil. "Não demos dinheiro aos bancos e, portanto, não há a necessidade de cobrar a taxa."

Mantega ainda ataca o comportamento dos bancos. O crédito continua escasso, tanto para o setor privado como para os consumidores no mundo. "Falta crédito. Mas os bancos voltaram a ter lucro e distribuir bônus extraordinários", disse. "Isso causa uma certa revolta do contribuinte que deu dinheiro para governos para ajudar os bancos."

BOLSA
Sobre a bolsa em São Paulo e a saída de bilhões de dólares nos últimos dias, Mantega insiste que o movimento não o preocupa e que se trata de uma repercussão de medidas na China. Mas admite que existem riscos de bolhas no sistema e critica mais uma vez os bancos. "É normal que haja momentos de entrada e saída de capital. Os mercados oscilam muito. Há momentos de realização (de lucros) ainda. No caso das saídas nos últimos dias, foi mais um reflexo da situação da China. A China tomou medidas de contração monetária e lá sim pode haver uma bolha. Os chineses colocaram muito crédito em circulação, o que não fizemos no Brasil. Agora, terão de refrear o volume financeiro e isso gera temores de que vão diminuir o consumo de commodities. O impacto, então, é no Brasil e nossa bolsa cai."

REAL X DÓLAR
Mantega ainda declara que a valorização do dólar em relação ao real foi positiva. "O câmbio está melhor do que estava", disse. Ele se recusa a dizer qual seria a taxa ideal para o Brasil, mas insiste que o governo tem seu papel na equação final. "O câmbio bom é o de equilíbrio. O equilíbrio é o que resultar das forças de mercado e um pouco de ajuda do Banco Central."

"Durante muito tempo, especuladores tinham a vida muito fácil, sabendo que o real se valorizaria", disse. Para Mantega, a intervenção do governo é para garantir que a flutuação de fato ocorra. "Tínhamos um câmbio flutuante, mas que só flutuava em uma direção. Isso não vale. Nós queremos um câmbio flutuante que flutue para cima e para baixo", disse. "As apostas mudaram de direção. Antes, só se apostava na direção da valorização do real e era fácil ganhar dinheiro no Brasil. Agora, essa verdade não existe."

ELEIÇÃO
Mantega ainda provocou. Para ele, nenhum candidato nas eleições presidenciais no Brasil terá a coragem de propor mudanças na área econômica. "O resultado econômico é fundamental na situação política. No Brasil, a mudança não é necessária. Quero ver quem é o candidato que vai dizer que vai mudar e acabar com nossos programas. Faço uma aposta. Duvido que algum candidato diga que vai mudar. Eu estou pagando para ver. Os candidatos não vão explorar a questão econômica na campanha. Só explora isso quando dá errado."


Lucro do Bradesco cresce 5% e vai a R$ 8 bi
Crédito subiu 6,8% em 2009; alta neste ano é estimada em até 25%

Leandro Modé (Economia)

O freio na concessão de crédito, principalmente para grandes empresas, fez o lucro do Bradesco crescer de forma modesta em 2009. Os ganhos da instituição alcançaram R$ 8,012 bilhões, o que representou expansão de 5,1% ante o ano anterior. Ainda assim, foi o terceiro maior lucro de uma instituição financeira na década, segundo a empresa de informações financeiras Economática, atrás apenas dos R$ 8,8 bilhões do Banco do Brasil em 2008 e dos R$ 8,5 bilhões do Itaú em 2007.

"2009 foi um ano de contrastes: o primeiro semestre teve um clima econômico adverso e o segundo foi marcado pela retomada de expectativas muito positivas", afirmou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. Segundo ele, a postura do sistema bancário, durante o pior momento do ano, foi de "manter a liquidez e o crédito aberto a todos os clientes". "Mas a demanda, em sua maior parte, foi menor."

Os empréstimos às grandes empresas caíram 0,6% no ano passado. Para as micro, pequenas e médias, houve crescimento de 11,2%. Nas pessoas físicas, a expansão foi 11,5%. A carteira total do banco avançou 6,8%, para R$ 228,1 bilhões.

Para 2010, as projeções do Bradesco para o crédito são bem mais otimistas. A expectativa é de uma alta entre 21% e 25%, com destaque para as empresas, com expansão prevista de 25% a 29%. Para as pessoas físicas, o banco espera um crescimento entre 16% a 20%. Segundo o vice-presidente do banco, Domingos Abreu, as empresas devem demandar mais empréstimos por causa do ciclo de investimentos no País.

Por isso, explicou Trabuco Cappi, o segmento do crédito à pessoa jurídica que mais deve crescer no ano é o de capital de giro. "O motor do crescimento em 2010 será o investimento", disse. O departamento econômico do Bradesco estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá ao redor de 6% neste ano.

Os números do balanço do banco ficaram dentro das expectativas do mercado, mas analistas chamaram a atenção para a queda da rentabilidade. "O resultado do Bradesco foi bom. Contudo, ressaltamos o ROE (retorno sobre o patrimônio) abaixo de 20%, possivelmente abaixo dos principais pares", escreveram os analistas do Banco Fator, referindo-se aos dados do quarto trimestre.

Desconsiderando fatores excepcionais, a rentabilidade ficou em 19,7%. Incluindo tais fatores, foi de 23,7%. Entre os eventos extraordinários, o Bradesco registrou no quarto trimestre ganhos relativos à abertura de capital da Cetip e à venda de um lote de ações da Cielo (ex-Visanet).

REFIS
Outro dado extraordinário na contabilidade do Bradesco no último trimestre do ano foi um pagamento de tributos no valor de R$ 388 milhões. Abreu explicou que o banco entendeu que valia a pena aderir ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis). "Desistimos de algumas teses que vínhamos defendendo (na Justiça)", explicou.


Desemprego cresce em 2009, mas renda sobe
Desocupação no País atingiu 8,1% e a renda do trabalhador subiu 3,2%

Jacqueline Farid (Economia)

A crise na economia brasileira em 2009 causou a alta do desemprego, mas não impediu o aumento do poder de compra dos trabalhadores nas seis principais regiões metropolitanas do País. Segundo divulgou ontem o IBGE, a taxa de desocupação no País ficou em 8,1% no ano passado, ante 7,9% em 2008.

O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, acredita que os efeitos da crise tenham cessado em dezembro, quando a taxa de desemprego ficou em 6,8%, a menor da série histórica mensal iniciada em 2002 e exatamente no mesmo nível de igual mês de 2008.

"Apesar da crise em 2009, o mês de dezembro teve uma taxa de desocupação como em dezembro de 2008. O mês respondeu ao comportamento sazonal; não houve piora em relação a dezembro do ano anterior."

O último mês do ano é marcado pela contratação de trabalhadores temporários em alguns segmentos. Em dezembro de 2009, esse padrão se repetiu. Comércio e serviços foram os principais responsáveis pela queda no desemprego em relação à taxa de novembro.

Segundo Azeredo, a crise econômica provocou a desaceleração na abertura de vagas e perda de ritmo nos avanços no mercado de trabalho em 2009, mas não houve degradação na qualidade do emprego.

Como exemplo dessa qualidade, ele destacou que, na média do ano passado, o rendimento médio real dos trabalhadores aumentou 3,2% ante o ano anterior, variação próxima à ocorrida em 2008 ante 2007, de 3,4%. "O poder de compra não foi afetado pela crise", disse.

Na região metropolitana de São Paulo, que responde por cerca de 40% dos ocupados, a renda média real, ante o ano anterior, aumentou mais em 2009 (3,2%) do que em 2008 (2,4%).

Azeredo destacou também que houve continuidade no aumento da ocupação com carteira de trabalho assinada em 2010. Além disso, a população ocupada nas seis regiões cresceu 0,7% em 2009 ante 2008.

O crescimento, porém, foi o menor da série histórica e bem inferior ao apurado em 2009, de 3,4%. A taxa de desemprego cresceu, apesar desse acréscimo, porque o número de desocupados subiu mais de um ano para o outro (1%).

Mas o nível de ocupação (porcentual de ocupados no total da população em idade ativa) também recuou de 2008 (52,5%) para 2009 (52,1%). "A queda no nível de ocupação é significativa e reflete a desaceleração que ocorreu no mercado de trabalho em 2009 por causa da crise", disse.

PERSPECTIVAS
Com a crise deixada para trás e o atual processo de aquecimento da economia, analistas acreditam que 2010 será melhor para o mercado de trabalho do que o ano que passou. O diretor de Integração Acadêmica da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Antonio Freitas, avalia que o aumento do desemprego em 2009 refletiu o cenário de incertezas para os empresários, que preferiram "adotar medidas preventivas", com reduções de custos que incluíram o corte de funcionários.

A partir de agora, ele aposta na queda da taxa de desemprego em relação a 2009. "Haverá novos postos de trabalho no Brasil, sobretudo para aqueles que necessitam de mão de obra qualificada, como o setor de serviços."

Para o analista da Tendências Consultoria Bernardo Wjuniski, "o desempenho do mercado de trabalho deve ser mais consistente a partir do início deste ano, respondendo melhor à recuperação da atividade econômica".

Mas ele acredita que o aumento da procura por vagas poderá pressionar a taxa de desemprego. "As perspectivas favoráveis devem contribuir para que mais pessoas retornem à PEA (População Economicamente Ativa, que reúne ocupados e desocupados)", comentou.


Plano de recriação da Telebrás prevê injeção de R$ 20 bilhões do BNDES
Proposta para estatal de banda larga deve ser apresentada ao presidente Lula em 10 de fevereiro

Gerusa Marques (Economia)

Em uma iniciativa para voltar ao mercado de telecomunicações, o governo poderá investir R$ 20 bilhões, cedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na criação de uma estatal - já chamada de InfoBrasil - para concorrer com as empresas privadas no fornecimento de serviços de banda larga. Os técnicos do governo concluíram o diagnóstico solicitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles definiram o custo do investimento e asseguram que a nova estatal, ou a própria Telebrás revitalizada, atenderá à camada da população mais pobre e cidades fora dos grandes centros urbanos com o serviço de internet a preço mais baixo que os cobrados pelas teles.

Atualmente, esse mercado é dominado por empresas privadas, que, no entanto, não atenderam à expectativa do governo de estender os serviços de banda larga às classes C, D e E. As empresas demandaram isenções tributárias para compensar os pesados investimentos. Lula não gostou da reação e pediu um estudo para testar a viabilidade de uma estatal.

A Agência Estado teve acesso a esse estudo que será apresentado a Lula no dia 10 de fevereiro. O presidente poderá escolher entre duas propostas. Uma delas prevê a atuação do Estado em toda a cadeia de fornecimento dos serviços de banda larga, desde a transmissão de dados no atacado até o atendimento ao consumidor final. A outra propõe a parceria com as grandes empresas de telefonia. Na última vez que participou da discussão, em novembro passado, Lula criticou a atuação das teles que, segundo ele, "só estão interessadas no filé mignon".

A aliança com as empresas de telefonia, entre elas a Oi e a Telefônica, é defendida pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, para quem não é possível massificar a banda larga sem a participação da iniciativa privada. Na reunião de novembro, ele apresentou um plano para que até 2014 o País esteja com 90 milhões de acessos à internet rápida.

Isso exigiria investimentos de R$ 75 bilhões, sendo R$ 49 bilhões das empresas e R$ 26 bilhões do governo. Essa alternativa prevê, ainda, a desoneração tributária e uso de fundos setoriais, como o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que arrecada aos cofres públicos R$ 1 bilhão ao ano.

REAÇÃO
"A decisão final é do presidente", disse na quarta-feira o ministro, reagindo à proposta de decreto presidencial que circulou na Esplanada dos Ministérios, em defesa da revitalização da Telebrás para ser a operadora do plano. Por essa proposta, a Telebrás ficaria sob a coordenação do Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital, vinculado à Presidência da República.

O presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Serviços Telefônico Fixo Comutado (Abrafix), José Fernandes Pauletti, também criticou a proposta, classificando-a de "uma loucura e um desperdício de dinheiro público". Pauletti disse que os empresários não foram chamados pelo governo para conversar sobre esse plano, e acrescentou: "Para fazer uma reunião sob a ameaça de um decreto de estatização, já está começando errado."




Folha de S.Paulo

Sem Ciro, PT de SP quer viabilizar alternativa
Partido cobra maior presença de Lula e de Dilma em eventos no Estado para levar pré-candidatos petistas ao palanque

Chinaglia diz que todos os dirigentes do PT paulista preferem uma candidatura própria, mas vão aguardar decisão do presidente Lula


Maria Clara Cabral
(Brasil)

Diante da insistência do PSB em deixar para março a decisão sobre a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), petistas de São Paulo prometem intensificar a partir de agora as negociações com os demais partidos atrás de alianças e "turbinar" a agenda dos pré-candidatos do PT ao governo.


Dirigentes do partido também cobram do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata à Presidência, uma maior participação em eventos no Estado, para dar mais visibilidade à legenda e levar os pré-candidatos juntos para o palanque. "Precisamos fortalecer a agenda popular e a agenda política [em SP], inclusive com a participação dos dois maiores nomes do partido", disse o deputado federal José Genoino (PT-SP).


Anteontem, em Pernambuco, Lula fez mais um apelo aos dirigentes do PSB para que Ciro abrisse mão de sua candidatura à Presidência e aceitasse concorrer ao governo de São Paulo em uma chapa apoiada pelo PT. Ele acha que o melhor cenário para a eleição presidencial é uma eleição plebiscitária entre Dilma e o governador José Serra (PSDB-SP).


Como o presidente saiu do encontro sem resposta, os petistas acham que está mais do que na hora de reagir. "[Deixar a decisão para março] compromete a construção de um nome, principalmente se for alguém que nunca disputou nenhuma eleição majoritária", disse o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP).


A estratégia é intensificar a pré-campanha, mas sem desagradar Lula: apesar do esforço para dar visibilidade para os nomes petistas, o martelo só será oficialmente batido em março. Mas os petistas têm convicção de que as chances de Ciro concorrer ao governo de São Paulo são pequenas.


"Todo mundo sabe que o PT paulista, que todos os dirigentes preferem uma candidatura própria, mas todo mundo também sabe que tem que aguardar o presidente Lula", afirmou Chinaglia. "Não podemos fazer política que dependa dele [Ciro] só", completou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).


Neste um mês e meio que falta para o lançamento oficial de uma pré-candidatura, quatro petistas podem ganhar força: Aloizio Mercadante, Marta Suplicy, Emidio de Souza e Antonio Palocci. O primeiro já saiu na frente. Em encontro com deputados anteontem em Brasília, o próprio Lula disse que, sem Ciro, prefere o senador.


Ele prometeu que vai começar a "falar duro" para que Mercadante seja o candidato no Estado. Até agora, Mercadante diz que quer disputar o Senado.


A intensificação da agenda dos petistas tem o aval do presidente. Segundo deputados que estiveram com ele anteontem, Lula quer fazer uma reunião com os dirigentes do PT de São Paulo para acertar os detalhes dessa articulação no Estado.



Ipea fará mapa com as obras do PAC no país (Brasil)  

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, lançou ontem uma ferramenta que permitirá cruzar uma série de informações dos municípios do país.

Além de dados colhidos de órgãos do governo, os mapas do Ipea divulgarão os locais em que há obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o trajeto do trem-bala entre o Rio e São Paulo e a presença do Bolsa Família nos municípios. O presidente Lula pretende usar o PAC para alavancar a candidatura de sua pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff (Casa Civil).


Segundo Erivelton Guedes, assessor técnico da presidência do Ipea, não há um cronograma para a disponibilização de todas as informações previstas: o site (mapas.ipea.gov.br) foi lançado apenas com dados de infraestrutura, principalmente rodovias.


"O PAC ainda não tem. É uma das próximas camadas que serão colocadas. Possivelmente vai ser uma das primeiras, é de grande visibilidade e interesse da sociedade", declarou Guedes.



Lula renova concessões do setor elétrico
MP deve encerrar indefinição sobre vencimento das concessões entre 2015 e 2020 que trava setor e dificulta investimento

Decisão deve liberar fusões e ter como contrapartida redução de tarifa, o que pode render dividendos políticos para a campanha de Dilma


Leila Coimbra
(Dinheiro)

O governo decidiu renovar as concessões do setor elétrico que vencem entre 2015 e 2020, mas sob novas condições e com o foco na redução de tarifas para os consumidores. Uma minuta de medida provisória que regulamenta a decisão está em fase de finalização. Parte da equipe que discute o tema defende que seja editada e enviada ao Congresso o mais breve possível.


Com essa decisão, o governo descartou a possibilidade de tomar as concessões para fazer novo leilão. A legislação possui interpretação dúbia quanto à possibilidade de renovação ou retomada dos ativos pelo poder concedente, daí a necessidade da edição da MP para evitar questionamentos legais.


Há quem defenda, no governo, a necessidade também de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para que se altere o artigo 175 da Constituição. A Advocacia-Geral da União está sendo consultada sobre a legalidade das medidas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não decidiu quando encaminhará a MP ao Legislativo.


Tudo indicava que a decisão sobre as concessões ficaria para o próximo governo. Mas parte do grupo de trabalho sobre o tema, liderado pelo secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, defende que a atual situação de indefinição prejudica demais o setor.


Um dos argumentos é que o impasse está travando operações de fusões e aquisições.


A compra de 41% da Celg (Goiás) pela Eletrobrás e também as negociações envolvendo a Cemig (Minas), que já anunciou o interesse em comprar empresas do setor, estão paralisadas por conta disto. As concessões de Eletrobrás, Celg e Cemig vencem em 2015.


O presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Nelson Hubner, é um dos defensores de uma solução imediata, segundo apurou a Folha. Argumentou em reuniões do grupo que, sem posição definida, as empresas de energia não estão conseguindo contrair empréstimos para investimentos em suas redes, o que está levando ao sucateamento dos ativos, e também estão impossibilitadas de renovar os contratos de longo prazo de compra e venda de energia que vencem a partir de 2012.

Dividendos políticos

Um outro ponto levantado pelos defensores de uma decisão imediata são os dividendos políticos que o tema pode render na campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República.

Isso porque o modelo de renovação das concessões em estudo poderá trazer benefícios para o consumidor com tarifas mais baixas. E Dilma, ex-ministra de Minas e Energia e responsável pelo novo modelo do setor elétrico, sempre discursou a favor de mudanças para evitar aumentos maiores nos preços de energia.


A minuta da MP prevê que os controladores de inúmeras usinas que terão a concessão vencida a partir de 2015 abram mão da parte da tarifa que cobre os investimentos feitos para gerar energia. Motivo: o investimento já foi pago. Esse valor, estimado pelos técnicos das Minas e Energia entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões anuais, poderia ir para um fundo ou seria destinado diretamente para reduzir as tarifas por meio de mecanismo a ser criado.


Para as concessionárias de distribuição de energia, a renovação seria pelas condições atuais: as revisões tarifárias já repassam aos consumidores redução de custos. Na transmissão, a parte privatizada manteria as atuais regras, similares à da distribuição. Para as linhas estatais, seria estendida a regra que rege as transmissoras privadas.


Eletrobrás
O governo chegou a cogitar não renovar nenhuma concessão de geração. Assim, as usinas voltariam para a União e seriam operadas pela Eletrobrás. Mas, pela Constituição, as alternativas eram ou uma nova licitação ou a operação em uma nova estatal a ser criada, já que a Eletrobrás é empresa de economia mista e estaria, impedida de receber os ativos. A nova estatal esvaziaria a Eletrobrás, e a hipótese foi descartada.


Segundo a advogada e economista Elena Landau, do escritório Sérgio Bermudes Advogados e contratada pela ABCE (Associação Brasileira dos Concessionários de Energia) para tratar do tema, a legislação atual possui interpretação dúbia. "A lei das privatizações [nº 9.074/1995], não deixa claro que essas concessões são renováveis", disse Landau. Ela acredita que não é necessário a edição de uma PEC para tratar das renovações: "Todo o setor elétrico foi regulamentado por MP."



Ford tem primeiro lucro desde 2005 (Dinheiro)

A Ford, a única das grandes montadoras americanas que não recorreu à ajuda do governo dos EUA, teve um lucro de US$ 2,7 bilhões em 2009, o primeiro resultado positivo anual desde 2005.

O fato de não ter que recorrer a empréstimos da Casa Branca foi um dos fatores que influenciaram o resultado, já que ela conseguiu melhorar a sua imagem e conquistar novos consumidores. Pela primeira vez desde 1995, a empresa aumentou a sua participação de mercado nos Estados Unidos.


A Ford disse ainda que espera ter lucro com suas operações em 2010, o que, se confirmado, vai superar as estimativas de seus executivos, que anteriormente calculavam que a empresa só voltaria a ter lucros constantes a partir do ano que vem.





Valor Econômico


Indústria fecha 2009 com estoques abaixo do normal e planeja contratações

Denise Neumann

A indústria virou o ano com estoques abaixo do normal e com planos para contratar mais funcionários e comprar mais matéria-prima, preparando-se para atender uma demanda aquecida. No último trimestre do ano passado, apenas 9 de 27 setores registraram um nível de estoques alto, enquanto os 18 restantes reportaram um volume de produção estocada abaixo do desejável, segundo pesquisa Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada ontem com base nas informações de 1.418 empresas de todo o país.

Esse quadro de estoques baixos é bastante diferente daquele registrado no último trimestre de 2008 - naquele período, a indústria havia se preparado para uma demanda forte, mas ela foi fortemente impactada pela crise mundial e 70% dos setores encerraram o ano com estoques acima do planejado.

Com estoques ajustados ou necessitando de recomposição, todos os 27 setores esperam aumento de demanda interna - na pesquisa da CNI, números acima de 50 são considerados positivos, e em 20 segmentos o indicador de demanda superou 60 pontos, um percentual bastante elevado. No início de 2009, pro exemplo, metade dos setores não alcançou 40 pontos, um sinalizador bastante negativo de expectativa. Na exportação, ocorre o contrário do esperado para o consumo doméstico: a maioria dos setores espera perdas nas vendas ao exterior.

Para atender ao aumento esperado de demanda, a indústria planeja contratar mais e comprar mais matéria-prima. Na média, a expectativa dá indústria de trans formação com o aumento do pessoal empregado passou de 40,7 pontos (sinal de demissão) em janeiro de 2009 para 54,8 pontos neste início de 2010. O índice de expectativa de número de empregados cresceu pelo quarto trimestre consecutivo.

O novo aumento e o percentual elevado indicam que as intenções de ampliação do número de empregados estão mais difundidas pela indústria. Entre os 27 setores, apenas dois não sinalizam aumento do quadro de pessoal. Os segmentos com as expectativas mais positivas para o emprego são os de material elétrico e de comunicação, borracha, limpeza e perfumaria e farmacêutico.

A sondagem da CNI mostrou que , no último trimestre de 2009, o nível de utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 77%, quatro pontos percentuais acima do resultado registrado no trimestre exatamente anterior. Houve também um crescimento de três pontos sobre o último trimestre de 2008 (74%). Apesar da expansão, o índice permanece abaixo do patamar do quarto trimestre de 2007, quando a indústria operava com 80% de sua capacidade. Naquele ano, o setor ainda não havia sido afetado pela crise financeira mundial.

Em nota, durante a divulgação dos resultados da sondagem, a CNI destacou que o ritmo de crescimento da indústria já está próximo aos níveis pré-crise. O indicador de produção mostra um aumento de 56,6 pontos no terceiro trimestre para 58,1 pontos no quarto trimestre. A dificuldade de acesso aos empréstimos para capital de giro e ao financiamento de longo prazo também foi apontada pelo empresário industrial como um obstáculo ao melhor desempenho da empresa. (Com Fernando Taquari, de São Paulo)


Desemprego vai aumentar e pode segurar alta de juros, avalia economista

João Villaverde

Não serão eventuais pressões políticas os maiores desafios para o Banco Central (BC) elevar as taxas de juros básicas neste ano. Devido à melhora da atividade - que vê o Produto Interno Bruto (PIB) passar de quase zero em 2009 para taxas próximas a 6% neste ano - mais pessoas procurarão emprego. Num primeiro momento, esse movimento vai gerar aumento da taxa de desemprego. A missão do BC, então, será elevar os juros num período de aumento da desocupação. Essa é a avaliação de Alexandre Lintz, estrategista-chefe do BNP Paribas, para quem a taxa de desemprego pode alcançar 9% entre o segundo e o terceiro trimestres do ano, antes de iniciar trajetória de queda.

Segundo Lintz, a População Economicamente Ativa (PEA) tem caráter pró-cíclico, isto é, tende a se ampliar quando a atividade se acelera. O economista calcula que a alta na taxa de desemprego começa nos primeiros meses deste ano, uma vez que a maior parte do seguro-desemprego contratado por aqueles que perderam vagas no ano passado vence no período. No ano passado, os benefícios do seguro-desemprego tiveram prazo ampliado de cinco para sete meses.

"O problema do mundo não é inflação, mas desemprego", disse Lintz, presente em seminário realizado ontem pela Câmara de Comércio França-Brasil, em São Paulo. Para o economista, as turbulências mundiais terão reverberação "dramática" em países desenvolvidos, como Grécia e Espanha, onde a taxa de desemprego ultrapassa 10% - valor próximo ao verificado nos Estados Unidos. "Dificilmente teremos pressões inflacionárias nos EUA neste ano. No Brasil, crescendo mais rapidamente, a alta de preços deve vir apenas em 2011, movimento que será antecipado pelo BC no fim deste ano", avalia.

"Os analistas, até pouco tempo, acreditavam que 2010 seria um ano tranquilo. Mas vemos forte deterioração do déficit em conta corrente, e o câmbio, diferentemente do que ocorreu no ano passado, deve oscilar ao longo do ano", afirma Eduardo Mafra, tesoureiro do Société Générale. Para Mafra, a expectativa de um déficit nas transações correntes da ordem de US$ 60 bilhões, que se soma aos cerca de US$ 10 bilhões referentes à amortizações de dívida externa, "pode causar estresse no mercado se a liquidez internacional sofrer retração". O economista avalia que o financiamento do déficit pode ser feito "sem dificuldades", mas, se houver problemas mais sérios nos países desenvolvidos, a repercussão mais imediata ocorrerá na taxa de câmbio.

Os economistas convergem sobre a percepção de que a inflação corrente não constitui "pressão" sobre a meta de 4,5% perseguida pelo Banco Central. "As altas nos índices de inflação neste começo de ano são impulsionadas por fatores sazonais absolutamente normais. As pressões nos preços e no fechamento do hiato do produto só virão no segundo semestre", avalia Mafra, para quem o BC deve elevar a Selic a partir do último trimestre.

Para Vladimir do Vale, estrategista-chefe do Crédit Agricole, "o mercado exagera quando precifica aumento de quatro pontos percentuais na Selic, começando em abril". Segundo o economista, o BC terá de elevar as taxas - para ele, a operação começará em junho - como forma de "trazer o crescimento do PIB para taxas próximas ao potencial, de 4,5%". Para Vale, o BC deve antecipar em seis meses o fechamento do hiato entre o PIB potencial e o PIB corrente, devido à defasagem da política monetária.


Copa, eleição e alta do PIB vão puxar vendas domésticas

Stella Fontes

As vendas domésticas da indústria papeleira nacional, que encerraram o ano passado com queda de 2,4% e abaixo da marca de 5 milhões de toneladas, devem mostrar recuperação ao longo de 2010, na esteira da melhora do cenário econômico, da realização de eleições e da Copa do Mundo, eventos que estimulam principalmente o consumo de papéis revestidos. Dentre os fatores que poderão impulsionar a retomada no mercado interno aparece ainda a possibilidade de o governo inserir no escopo do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) a entrega de 50 milhões de cadernos. No ano passado, as compras no âmbito do PNLD ficaram aquém da expectativa da indústria, porém a aposta é a de encomendas superiores em 2010.

Para a presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Elizabeth de Carvalhaes, há condições para que a indústria reverta a queda do ano passado. Contudo, ainda há desafios importantes para o setor, entre os quais a necessidade de maior fiscalização do uso de papel isento de impostos no país. "Fiscalização é hoje a maior demanda do setor", disse.

Para o diretor da unidade de negócio Papel da Suzano Papel e Celulose, Carlos Anibal de Almeida, as medidas adotadas tanto pelo governo federal quanto pelo paulista para combater o desvio de finalidade do papel imune - a lei prevê isenção de impostos apenas para o produto com fins editoriais - devem surtir efeito já neste ano. "Essas iniciativas possibilitam um equilíbrio muito maior entre o papel nacional e o importado e vão se traduzir em aumento da produção no país", avaliou. Segundo levantamento da Bracelpa, mais de 90% do papel imune que não é utilizado para os fins previstos em lei é proveniente de outros países. Em 2009, a produção brasileira de papéis, também conforme a entidade, recuou 0,7%, para 9,341 milhões de toneladas.

Na Suzano Papel e Celulose, a avaliação também é a de que o cenário favorece vendas mais fortes no mercado doméstico em 2010. De janeiro a setembro do ano passado, a empresa comercializou 809 mil toneladas de papéis, entre mercados interno e externo, uma queda de 5,9% ante o verificado no mesmo período de 2008 - a Suzano deve anunciar os resultados consolidados de 2009 no início de março. Considerando-se apenas as vendas domésticas, a companhia entregou 422,1 mil toneladas do produto até setembro, uma queda de 13,3% na mesma comparação. "Assim como a expectativa de expansão do PIB, também a obrigatoriedade de uso da nota fiscal eletrônica, que influencia os negócios de 'cut size', deverá ajudar nas vendas internas", explicou. A realização de eleições e a Copa do Mundo, acrescentou Anibal, historicamente beneficiam as vendas de papéis revestidos, na esteira da realização de campanhas publicitárias. "O quarto trimestre já foi bastante forte e o ritmo vem se mantendo", destacou.

Segundo a presidente da Bracelpa, as negociações em torno da inclusão de 50 milhões de cadernos no PNLD tiveram início em agosto e a indústria espera que a licitação ocorra em fevereiro, para que as compras sejam efetivadas no segundo semestre. Caso essa expectativa se concretize , afirmou Elizabeth, a produção de papel de imprimir e escrever no país pode ser ampliada em 20 mil a 30 mil toneladas. No ano passado, na avaliação da entidade, "ficou evidente" que a falta de programas de incentivo do governo contribuiu para a queda das vendas. "Outros setores que são sensíveis ao nível de emprego e foram alvo de programas do governo reagiram de forma mais positiva", apontou.




Diário do Grande ABC


Trabalhadores da fábrica de colchões Ortobom encerram greve em S.Bernardo

Carolina Lopes

Os trabalhadores da fábrica de colchões Ortobom, em São Bernardo, decidiram nesta quinta-feira encerrar a greve iniciada na semana passada. Em assembleia realizada de manhã, os funcionários aprovaram a proposta negociada ontem entre a empresa e o Sindicato dos Químicos do ABC.


Uma das reivindicações dos funcionários era com relação ao plano de saúde. Eles estavam sem convênio desde que a empresa anterior deixou o Grande ABC. Segundo o sindicato, a Ortobom havia proposto um outro plano, mas o valor pago por dependente (R$ 42) foi considerado alto pelos trabalhadores.


De acordo com o diretor da entidade, Antônio Bezerra da Silva, a empresa reduziu esse valor. "Agora, será descontado R$ 0,50 e, se ele tiver apenas um dependente, esse valor sobe para R$ 1. Já se ele tiver dois dependentes, o valor é de R$ 56,50 e vai aumentando conforme o número de pessoas incluídas no convênio. O preço é maior, mas muito abaixo do que havia sido proposto de início", afirma Silva.


O sindicalista afirma que a fabricante de colchões também assumiu outros compromissos. "Alguns trabalhadores na mesma função têm salários diferentes. Ficou decidido que uma comissão será formada para discutir o problema e formular um plano de cargos e salários", explica.


Ainda segundo Silva, os cerca de 300 trabalhadores da empresa terão 60 dias de estabilidade e os dias parados não serão descontados. "Dos cinco dias parados, os funcionários irão pagar quatro, trabalhando aos sábados para compensar", diz.


Para o diretor do sindicato, porém, a proposta ficou aquém do esperado. "Mas para uma empresa que se recusava a negociar, houve um avanço significativo", avalia.





Diário de São Paulo


CUT quer secretaria especial para os idosos

O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da CUT está procurando o governo para propor a criação de uma secretaria especial, com status de ministério, onde seriam discutidas as reivindicações da categoria.

A ideia, segundo a CUT, é centralizar todos os projetos e grupos de trabalho que hoje estão distribuídos entre oito ou nove ministérios. "O governo trata as questões dos aposentados e dos idosos de forma muito pulverizada. Temos reivindicações no ministério da Saúde, no da Previdência, no das Cidades, no da Fazenda, entre outros", diz Epitácio Luiz Epaminondas, o Luizão, presidente do sindicato dos aposentados da CUT.

Para o dirigente, a secretaria especial teria condições de agrupar esses assuntos e cobrar soluções mais rápidas. "Queremos um canal direto é eficiente de comunicação com o governo", diz Epaminondas.

Atualmente, o governo tem secretarias especiais para mulheres, negros e o setor de pesca.

Uma das funções primordiais da nova secretaria, que a CUT propõe, seria fiscalizar o cumprimento do Estatuto do Idoso, que hoje é responsabilidade do ministério da Justiça.
 
A entidade acredita que, por ser ano eleitoral, a negociação com o governo para a criação da nova secretaria  fique mais fácil.




Diário Catarinense


CUT e Força estarão juntas
 
As duas maiores centrais sindicais do país, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, resolveram juntar energias em 2010, ano eleitoral e de provável crescimento econômico, para tentar avançar em antigas reivindicações trabalhistas, como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

- É a primeira vez que estaremos atuando juntos - afirmou o presidente da Força Sindical e do Diretório Estadual do PDT de São Paulo, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho.


A agenda comum também servirá para reforçar a posição favorável à candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Aliadas de primeira hora do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as centrais funcionarão como uma linha auxiliar da eleição plebiscitária pretendida pelo presidente.



 

Gazeta do Povo


Vigilantes deixam de abastecer caixas eletrônicos a partir de segunda-feira
Trabalhadores do transporte de valores entraram em greve reivindicando aumento real (acima da inflação) de 3%, mas o Sindicato das Empresas propôs apenas a reposição da inflação e um aumento de R$ 0,10 no vale-refeição
 
Vitor Geron

Os vigilantes responsáveis pelos serviços de transporte de valores do Paraná decidiram, nesta quinta-feira (28), entrar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada depois que o sindicato da categoria recusou a última proposta apresentada pelo sindicato patronal. Com isso, os caixas eletrônicos deixarão de ser abastecidos a partir da próxima segunda-feira (1) podendo faltar dinheiro.

Só no estado, trabalham no transporte de valores 2.487 vigilantes. A classe reivindicava um aumento salarial real (acima da inflação) de 3%, mas o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná (Sindesp-PR) propôs a reposição da inflação e um aumento de R$ 0,10 no vale-refeição. A oferta foi avaliada como insuficiente pelos vigilantes.

O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, classificou como absurda a proposta do sindicato patronal. Ele também disse que a expectativa dos vigilantes é que sejam reabertas as negociações para que a greve possa durar o menor tempo possível. "Lamentamos pelo fato da população ter que pagar pela falta de respeito e consideração dos patrões com os vigilantes", completou.

Nesta sexta-feira (29) é a vez dos vigilantes responsáveis pela segurança dos bancos decidirem se vão ou não entrar em greve. A paralisação dos vigilantes prejudicaria ainda mais o funcionamento das agências bancárias. Os bancos não podem abrir as portas sem que pelo menos dois vigilantes façam a segurança do local.

Situação já ocorreu em 2009
No ano passado, os vigilantes realizaram uma greve de cinco dias que prejudicou o funcionamento dos bancos. Só em Curitiba, mais de 130 agências fecharam as portas. Houve também prejuízos no funcionamento dos sistemas bancários de Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Umuarama.

A paralisação só terminou após um acordo entre o sindicato patronal e a categoria. As negociações chegaram a ser intermediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas só após muita conversa os trabalhadores aceitaram a proposta dos patrões.




Jornal do Comércio


Boaventura defende socialismo do século XXI

O auditório Dante Barone na Assembleia Legislativa ficou pequeno nesta quinta-feira para acomodar o público que acompanhou o debate Como Construir Hegemonia Política, painel do seminário Dez Anos Depois: Desafios e Propostas para um Outro Mundo Possível, do Fórum Social Mundial (FSM).

Intelectuais e líderes de movimentos sociais refletiram sobre as transformações que ocorreram no mundo desde o primeiro encontro no FSM, em Porto Alegre, em 2001. E se questionaram sobre como pensar em uma nova sociedade.

O diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, apontou alguns pilares de uma nova ordem social. O pensador português - que já fez pesquisas sobre pluralismo nas favelas do Rio de Janeiro e sobre o Orçamento Participativo (OP) de Porto Alegre - apontou que a humanidade atravessa um período de contracorrente.

"Basta ver a crise pela qual o sistema neoliberal está passando", disse, referindo-se à crise financeira internacional e às dificuldades da economia dos Estados Unidos. Ele propôs a discussão em torno de um novo sistema ou o que chamou de "socialismo do século XXI".

"O socialismo reemerge porque o capitalismo não só não cumpriu suas promessas como tentou disfarçar o fato com arrogância militar e cultural. E nesse processo, ganharam força e visibilidade os movimentos sociais e suas lutas pela terra, pela água, pela soberania alimentar, pelo fim da dívida externa e das discriminações raciais e sexuais, pela identidade cultural e por uma sociedade justa", observou Boaventura.

E completou: "O socialismo do século XXI se define, por enquanto, melhor pelo que não é do que pelo que é: não quer ser igual ao socialismo do século XX, cujos erros e fracassos não deseja repetir", explicou o português.

Segundo o acadêmico, a democracia ainda não está constituída e é preciso aproveitar a extrema contribuição de movimentos sociais para democratizá-la ainda mais.


Provocador e rebelde competente, Boaventura pediu para sair da mesa enquanto os outros painelistas continuavam o debate para ir denunciar ao Ministério Público Estadual a criminalização dos movimentos sociais, pedindo o fim de todas as ações civis públicas contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A feminista peruana Virginia Vargas apontou a importância da mudança de paradigmas que os movimentos sociais trouxeram para o contexto da democracia. Como, por exemplo, a definição do conceito de família. "Hoje fala-se em diferente convívios familiares que não são mais somente do pai e mãe", disse.

Ela ainda contestou o sociólogo português ao afirmar que o socialismo não é o futuro da democracia, mas sim a democracia é o futuro do socialismo. "A democracia não é apenas um sistema político, mas sim toda uma rede que guarda profunda relação com a sociedade e os direitos das minorias."

O pesquisador francês Christiphe Aguiton, um dos principais responsáveis por disseminar as ideias do FSM na Europa, chamou a atenção para a necessidade de se refletir sobre o passado histórico para não incorrer em nenhum erro. Falou da tradição partidária e dos movimentos sindicais que deram origem às instituições responsáveis pelas lutas das classes trabalhadoras no mundo. Citou como exemplo o Brasil, onde um partido de trabalhadores assumiu o poder em um governo de esquerda e promoveu uma série de pequenas reformas sociais.

Todos saíram convictos de que é necessário criar espaços no espaço do FSM. É preciso ampliar as discussões naquilo que Boaventura chamou de fórum em movimento. "É a única maneira de garantir que a ideia do Fórum não morra. Queremos criar rebeldes competentes", afirmou.




Agência Brasil


Renda média do trabalhador de regiões metropolitanas aumentou 14% em quatro anos

Thaís Leitão


Rio de Janeiro - A renda média do trabalhador brasileiro aumentou 14,3% entre 2003 e 2007 nas seis principais regiões metropolitanas do país. Essa expansão representa um ganho médio anual de R$ 168,43. Houve alta em todas as regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os destaques foram Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador. Nessas capitais, o avanço da renda média do trabalhador ficou em torno de 19%.

De acordo com o levantamento divulgado ontem (28) pelo IBGE, em 2009, o rendimento médio do trabalhador foi de R$ 1.350,33, atingindo o maior patamar da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). A região metropolitana de São Paulo registrou o rendimento médio mais alto: R$ 1.502,06. Já a região metropolitana de Recife apresentou o mais baixo: R$ 895,90.


Entre os empregados com carteira assinada, a renda média aumentou 7,3% no período, enquanto a dos trabalhadores sem carteira assinada subiu 18,8%.


Entre os grupamentos de atividade, o IBGE verificou que os serviços domésticos apresentaram o maior aumento relativo, de 26,8%. A expansão no setor foi observada em todas as regiões pesquisadas, especialmente no Nordeste (35%).


O levantamento também revelou que o rendimento médio das mulheres continua sendo menor que o dos homens. A renda média delas ficou em R$ 1.097,93 em 2009, o que representava 72,3% dos ganhos dos homens (R$ 1.518,31).


Discrepância ainda maior foi observada entre os rendimentos dos trabalhadores do grupo formado por pretos e pardos e os de cor branca. O grupo de pretos e pardos recebeu em média R$ 882,42 no ano passado, enquanto os trabalhadores de cor branca tiveram rendimentos de R$ 1.716,44.



Escolha do novo presidente da CPI sobre corrupção no governo Arruda é adiada

Carolina Pimentel


Brasília - O deputado Batista das Cooperativas (PRP), presidente interino da comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada para investigar o suposto esquema de corrupção do Distrito Federal, adiou para hoje (29) a escolha do novo presidente da comissão.

A ideia é que a eleição fosse realizada ontem (28). No último dia 26, Alírio Neto (PPS) deixou a presidência da CPI, por ter se desligado do Bloco Democrático Popular, coligação entre PMDB e PPS, que lhe concedia o direito de ocupar uma cadeira na CPI.

Pelo pouco tempo em que ficou na CPI, Alírio chegou a encerrá-la com base na interpretação de uma decisão judicial, causando reação negativa da opinião pública e também de seu partido. O PPS passou a cobrar de Alírio explicações sobre o fim da CPI e para que ele adotasse a posição da legenda a favor da apuração das denúncias de pagamento de propina a distritais e o afastamento do govenador José Roberto Arruda, acusado de ser o chefe do esquema. Dias depois, Alírio negou, em Plenário, ter anulado a CPI.


O deputado Geraldo Naves (DEM), também aliado de Arruda, é um dos cotados para ocupar a presidência da comissão. Ele é o substituto de Alírio.


A reunião de hoje da CPI serviu para os governistas atacarem o deputado Cabo Patrício (PT), presidente interino da Câmara, que adiou a eleição do novo presidente para a próxima terça-feira (2). Em um discurso inflamado, Batista das Cooperativas disse que o petista fez "carnaval" e "se comportou como um cabo de terceiro escalão".


Geraldo Naves leu uma nota de repúdio ao petista, segundo ele, assinado por vários deputados, sem citar o número. Paulo Tadeu (PT) defendeu o colega de partido, enquanto a assessoria de Patrício não comentou as declarações dos deputados.

Desde que a CPI foi criada, no início do mês, praticamente não caminhou. Os requerimentos aprovados pela comissão pedindo mais informações ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o inquérito da Operação Caixa de Pandora e convocando os diretores e donos das empresas de informática suspeitas de abastecerem o esquema de propina não tiveram andamento. O depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, autor das denúncias, foi adiado, a pedido do próprio ex-secretário.



Stédile diz que Gilmar Mendes é o porta-voz da direita

Isabela Vieira


Porto Alegre - Um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, acusou ontem (28), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de ser o "porta-voz" da direita no país.

"O presidente do STF se transformou no líder da direita, seu Gilmar Mendes. Ele não é um jurista. Quem elegeu ele? Ele foi indicado pelo Fernando Henrique Cardoso e agora fala sobre tudo", disse Stédile durante uma manifestação do MST no Fórum Social Mundial em Porto Alegre.


De acordo com Stédile, as atitudes do presidente do STF revelam como o Judiciário trabalha contra os movimentos sociais, que também enfrentam ataques do Legislativo, em especial da bancada ruralista, e dos veículos de comunicação.


"Eles [a direita] utilizam os instrumentos sobre os quais têm hegemonia total. Um vai repercutindo o outro. Por que utilizam o Judiciário? Porque vão orientando todo o aparato repressivo".


O líder do MST também comentou a prisão de nove militantes em São Paulo envolvidos na ocupação de fazenda da Cutrale, no ano passado, e lembrou que o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) comprovou que as terras ocupadas eram griladas.


"O delegado da polícia, a mando de não sei quem, mandou prender nove militantes. Não sei por que não mandou prender as 240 famílias que estavam na ocupação".


As declarações de Stédile foram feitas durante manifestação do MST contra a criminalização dos movimentos sociais e a punição a líderes do movimento. Na atividade, também foram exibidas imagens de sem terras mortos em ações da polícia militar em diversos lugares do país.





Agência Estado


CUT e Força unificam agenda e reforçam apoio a Dilma

Ana Conceição

SÃO PAULO - As duas maiores centrais sindicais do País, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, resolveram juntar forças em 2010, ano eleitoral e de provável crescimento econômico, para tentar avançar em antigas reivindicações trabalhistas, como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A agenda comum também servirá para reforçar a posição favorável à candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

"É a primeira vez que estaremos juntos", disse o presidente da Força e do Diretório Estadual do PDT de São Paulo, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho. Aliadas de primeira hora do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as centrais funcionarão como uma linha auxiliar da eleição plebiscitária pretendida pelo presidente.


De acordo com Paulinho, não haverá uma posição oficial das centrais a respeito das candidaturas, mas o apoio a Dilma será majoritário. "Não posso dizer que todo mundo vai apoiar a Dilma; a grande maioria vai. Tem sindicato na Força que é ligado ao DEM, o meu vice-presidente é do PSDB", disse ele, referindo-se a Melquíades Araújo, filiado ao partido do governador José Serra (PSDB), provável candidato da legenda à Presidência.


Mais enfático, o secretário nacional de Saúde do Trabalhador da CUT, Manoel Messias Nascimento, avisa que não haverá espaço para dissidência. "A candidatura Serra não contempla a continuidade dos projetos de distribuição de renda. O PSDB não tem uma plataforma desse tipo. Eles defendem a política de redução de direitos."

Vigília
O início da agenda sindical será na terça-feira, quando CUT, Força e mais quatro entidades farão uma vigília dentro do Congresso para exigir que os parlamentares votem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga de trabalho semanal de 44 para 40 horas. A PEC, que tramita desde 1995 e está pronta para votação, recebeu um adendo que remunera as horas extras em 75% a mais que as normais. Não há acordo, contudo, para que o plenário aprecie a proposta.

Os compromissos comuns das centrais culminarão com a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em 1º de junho, quando o movimento sindical deve elaborar um documento a ser entregue aos candidatos a presidente da República, cuja definição ocorrerá, obrigatoriamente, até junho. O evento será realizado em São Paulo e pretende reunir milhares de dirigentes e militantes de sindicatos no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, na zona oeste da capital paulista.


Lista mais ''pesada''

Segundo Nascimento, por causa do ano eleitoral e da expectativa de desenvolvimento econômico no País, a lista de reivindicações estará mais "pesada" e as centrais, mais duras nas negociações. "É sempre mais fácil mobilizar as categorias em épocas de crescimento econômico. As pessoas ficam menos ameaçadas pela possibilidade de desemprego", explica.

Paulinho diz que a redução da jornada será o principal assunto do ano para as centrais. No programa partidário gratuito que a sigla apresentará no dia 11 em rede nacional de rádio e televisão, Paulinho falará, exclusivamente, sobre o assunto. Outros pontos que constarão da pauta das centrais são a mudança dos Índices de Propriedade da Terra e a PEC do Trabalho Escravo.


Em nota publicada na página da CUT na internet, o presidente da central, Arthur Henrique, enfatizou que a convenção de junho "será um instrumento de mobilização que contribuirá no processo eleitoral, demarcando campo com a direita".





G1


CUT e Força unificam agenda e reforçam apoio a Dilma

Da Agência Estado

As duas maiores centrais sindicais do País, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, resolveram juntar forças em 2010, ano eleitoral e de provável crescimento econômico, para tentar avançar em antigas reivindicações trabalhistas, como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A agenda comum também servirá para reforçar a posição favorável à candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

"É a primeira vez que estaremos juntos", disse o presidente da Força e do Diretório Estadual do PDT de São Paulo, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho. Aliadas de primeira hora do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as centrais funcionarão como uma linha auxiliar da eleição plebiscitária pretendida pelo presidente.

De acordo com Paulinho, não haverá uma posição oficial das centrais a respeito das candidaturas, mas o apoio a Dilma será majoritário. "Não posso dizer que todo mundo vai apoiar a Dilma; a grande maioria vai. Tem sindicato na Força que é ligado ao DEM, o meu vice-presidente é do PSDB", disse ele, referindo-se a Melquíades Araújo, filiado ao partido do governador José Serra (PSDB), provável candidato da legenda à Presidência.
 
Mais enfático, o secretário nacional de Saúde do Trabalhador da CUT, Manoel Messias Nascimento, avisa que não haverá espaço para dissidência. "A candidatura Serra não contempla a continuidade dos projetos de distribuição de renda. O PSDB não tem uma plataforma desse tipo. Eles defendem a política de redução de direitos."

Vigília
O início da agenda sindical será na terça-feira, quando CUT, Força e mais quatro entidades farão uma vigília dentro do Congresso para exigir que os parlamentares votem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga de trabalho semanal de 44 para 40 horas. A PEC, que tramita desde 1995 e está pronta para votação, recebeu um adendo que remunera as horas extras em 75% a mais que as normais. Não há acordo, contudo, para que o plenário aprecie a proposta.

Os compromissos comuns das centrais culminarão com a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em 1º de junho, quando o movimento sindical deve elaborar um documento a ser entregue aos candidatos a presidente da República, cuja definição ocorrerá, obrigatoriamente, até junho. O evento será realizado em São Paulo e pretende reunir milhares de dirigentes e militantes de sindicatos no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, na zona oeste da capital paulista.

Lista mais 'pesada'
Segundo Nascimento, por causa do ano eleitoral e da expectativa de desenvolvimento econômico no País, a lista de reivindicações estará mais "pesada" e as centrais, mais duras nas negociações. "É sempre mais fácil mobilizar as categorias em épocas de crescimento econômico. As pessoas ficam menos ameaçadas pela possibilidade de desemprego", explica.

Paulinho diz que a redução da jornada será o principal assunto do ano para as centrais. No programa partidário gratuito que a sigla apresentará no dia 11 em rede nacional de rádio e televisão, Paulinho falará, exclusivamente, sobre o assunto. Outros pontos que constarão da pauta das centrais são a mudança dos Índices de Propriedade da Terra e a PEC do Trabalho Escravo.

Em nota publicada na página da CUT na internet, o presidente da central, Arthur Henrique, enfatizou que a convenção de junho "será um instrumento de mobilização que contribuirá no processo eleitoral, demarcando campo com a direita".




Band

Empresários rejeitam divisão dos lucros proposta pelo governo

Uma proposta do governo prevê que grandes empresas sejam obrigadas a dividir 5% dos lucros com os funcionários. Do contrário, esse percentual seria cobrado a mais no imposto de renda das companhias.

De acordo com o estudo, as empresas teriam que dividir 2% dos lucros de forma igualitária entre todos os empregados. Os 3% restantes poderiam ser distribuídos a critério da companhia, por mérito ou resultados. As grandes empresas também seriam obrigadas a divulgar informações consideradas sigilosas como os balanços contábeis e fiscais.


A ideia faz parte de um pacote trabalhista que está em estudo por técnicos de vários ministérios, da Ordem dos Advogados do Brasil, de associações e juristas. O pedido foi feito pelo ministro do Trabalho, Carlo Lupi.


A proposta não agradou empresários e nem a FEBRABAN (Federação Brasileira dos Bancos). A CUT (Central Única dos Trabalhadores) aprova a iniciativa, mas reclama que não foi chamada para discutir as regras.


Hoje as companhias podem dividir os lucros, mas é uma ação facultativa. Para o economista Raul Veloso, a obrigatoriedade vai fazer os empresários repassarem os 5% para os preços, o que geraria inflação.


Mas o ministro da Justiça garantiu que nada está definido. Tarso Genro negou que o texto esteja pronto para ser enviado ao Congresso Nacional.

 
 

Faxaju.com.br

Estância: Panfleto denúncia deputados

Na manhã da última terça-feira (26), foi distribuído em Estância, precisamente na frente do Hospital Regional Amparo de Maria um panfleto colorido contendo letras graúdas e fácil de ler, denunciando os deputados estaduais sergipanos que votaram contra a Saúde.

O panfleto traz na frente o título: ELES VOTARAM CONTRA OS TRABALHADORES DA SAÚDE PARA AGRADAR O GOVERNO DO ESTADO. As fotografias dos parlamentares que estão sendo acusados de terem votado contra para agradar o Governo do Estado vêm na seqüência.

A foto de maior destaque no documento e que inclusive vem no centro dos demais, é a foto do deputado Rogério Carvalho, atual secretário de Saúde. As outras fotos são de: Francisco Gualberto (líder do governo na Assembléia), Ulices Andrade (presidente da Assembléia), Angélica Guimarães, Adelson Barreto, Tânia Soares, Pastor Mardoqueu, João da Graças, Garibalde Mendonça, Susana Azevedo, Pulinho da Varzinhas, André Moura, Pastor Antônio, Professor Wanderlê e Armando Batalha.

Na parte inferior do panfleto, aparece uma frase: EM 2010, ELES VÃO PEDIR O SEU VOTO... FIQUE DE OLHO!

Já no verso do panfleto, o texto fala que "mais uma vez, estes deputados sergipanos prejudicaram os trabalhadores da saúde pública de Sergipe".

Seguindo a redação, o material recorda que em 2008, eles aprovaram uma lei encaminhada pelo Governo do Estado criando as Fundações Públicas de Direito Privado, realizando um sonho da direita conservadora deste Estado representada por João Alves, Albano Franco e seus aliados.

Segue o panfleto: "Achando pouco, em sessão extraordinária, em dezembro de 2009, mo apagar das luzes, eles aprovaram um pacote de maldades contra estes servidores. Aprovaram o corte de gratificações e o congelamento de salários. A saúde pública, que já estava doente, agora agoniza na UTI.

No último parágrafo o panfleto traz que "a Secretaria de Saúde pressiona e persegue os servidores para aderirem as fundações, deixando-os com os nervos à flor da pele, com reflexos negativos no desempenho das atividades profissionais, refletindo no atendimento ao usuário, que também sofre os resultados da truculência dos gestores da saúde pública. Uma vergonha!", destaca o panfleto.

Finalizando, o panfleto que traz as assinaturas do Atitude (Chapa de oposição à direção do SINTASA), CUT (Central Única dos Trabalhadores/SE), Associação 192 e o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (SINDMED), deixa claro: "Quem vota contra os trabalhadores, não merece o voto do povo"!

 

Redenoticia.com.br


Aposentados farão "ato político" dia 8 no Senado

Em 8 de fevereiro (segunda-feira), a partir das 9h30, o Senado Federal realiza sessão solene em homenagem alusiva ao Dia Nacional do Aposentado. A iniciativa partiu do senador Paulo Paim, que novamente atendeu ao pedido da COBAP. Evento será transmitido ao vivo pela TV Senado para todo o território nacional.

Será o primeiro grande ato político promovido pelos aposentados após o fim das férias dos deputados e senadores, que retornam oficialmente ao trabalho a partir da próxima terça-feira, 2 de de fevereiro.

Em razão de 2010 ser um ano de eleições, a sessão solene torna-se estratégica, pois vai mostrar aos políticos brasileiros que os aposentados estão atentos e ainda não desistiram da aprovação dos seus projetos que ainda não foram votados na Câmara dos Deputados.

"Os senadores fizeram a sua parte aprovando por unanimidade os três principais projetos que beneficiariam milhões de aposentados. Já passou da hora dos deputados federais fazerem a lição de casa e tomarem atitude semelhante", ponderou o diretor Vicente Fernandes, plantonista da COBAP.

Além da Confederação, federações e associações de bases, outras entidades e instituições terão representatividade no ato: CNBB, CUT, Nova Central, UGT, CTB, Conlutas e FST.

A COBAP conclama suas filiadas a trazer suas caravanas à Brasília para participar deste evento histórico no Senado.



 
  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • Orkut
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

FNDC Redes Sociais CUT Comitê Brasil em defesa das florestas e do desenvolvimento sustentável Clipping CUT Brasil Atual 2 TVT Banner Água para o Brasil

Copyright © 2002-2009 CUT Central Única dos Trabalhadores | 3.438 - Entidades Filiadas | 7.464.846 - Sócios | 22.034.145 - Representados
Rua Caetano Pinto nº 575 CEP 03041-000 Brás, São Paulo SP | Telefone (0xx11) 2108 9200 - Fax (0xx11) 2108 9310