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Clipping 09/02/10

Escrito por William Pedreira
09/02/2010

Edição nº 0 terça, 09 de fevereiro de 2010
Fechamento: 08:51





Edição número 1514 terça-feira, 09 de fevereiro de 2010

 

 

 

 Fechamento: 08h45


 

 

 

Veículos Pesquisados:

 

 

Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)

Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)

Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)

William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)

 

 



O Estado de S.Paulo


Lula lança projeto de combate à corrupção

Pela proposta, empresas que fraudarem licitações poderão ser até fechadas pela Justiça

 

Felipe Recondo (Nacional)

 

Um projeto de lei encaminhado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso vai mirar a parte mais sensível das empresas que se envolvem em escândalos de corrupção: o faturamento. As empresas que praticarem tráfico de influências para obter vantagens nos contratos com a administração pública, sonegarem tributos decorrentes da execução de contratos celebrados com os governos ou fraudarem licitações poderão ser multadas e até fechadas pela Justiça.


A proposta segue para o Congresso com a missão principal de evitar a repetição de escândalos descobertos pela Polícia Federal que, normalmente, têm como beneficiárias empresas com contratos firmados com a administração pública. Operações recentes, como a Castelo de Areia, descobriram indícios de crimes financeiros e doações ilegais de campanha. Em Brasília, o chamado "mensalão do DEM", que atingiu o governador José Roberto Arruda (sem partido), tem como principais financiadoras as empresas com contratos firmados com o governo do Distrito Federal.


O texto prevê, no âmbito administrativo (em processo que pode durar apenas 180 dias), aplicação de multas e rescisão do contrato, além da proibição de firmar contratos com órgãos públicos, receber subsídios ou contratar empréstimos com bancos controlados pelo poder público. A proposta permitirá ainda que, pela via judicial, as empresas tenham as atividades suspensas temporariamente, tenham os bens cassados ou, nos casos mais graves, sejam dissolvidas. Para a punição mais severa, será preciso demonstrar que a empresa foi constituída deliberadamente para facilitar ou promover a prática de atos ilícitos.


MUDANÇA
As leis atuais deixam as empresas corruptas praticamente intocáveis e livres de punição. Nos escândalos recentes, apenas diretores ou funcionários das empresas foram presos ou processados. As empresas tiveram prejuízo para a imagem, mas não foram obrigadas a pagar multas ou a ressarcir os cofres públicos pelo prejuízo que causaram.


Para punir as empresas, há dois caminhos legais, mas o caminho é longo e, ao final, a penalidade não é forte o suficiente para evitar novos crimes. "O que há hoje é uma dificuldade de punição por uma legislação processual medieval", afirmou ao Estado o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. Um deles passa pela lei de licitações. A empresa que fraudar uma concorrência pública pode ser declarada inidônea e ter de pagar uma multa contratual. O outro caminho envolve a lei de improbidade administrativa, mas para chegar a punir a empresa, é preciso primeiro identificar o agente público envolvido na fraude para depois processar a pessoa jurídica que se beneficiou do crime.


A proposta do governo é criar mecanismos para punir diretamente as empresas sem que seja necessário, para isso, enfrentar o périplo de um processo judicial. Apesar da possibilidade de punir as empresas, Hage disse não esperar resistências do setor privado. "O projeto visa a reduzir o custo que a corrupção gera para as empresas. A boa empresa vai entender que esse projeto quer nivelar a livre concorrência", disse o ministro.



Dívida atrelada à Selic chega a 62%

Em 2009, proporção em relação à dívida pública bateu recorde anual; em 2006, essa participação era de 41,7%

 

Fernando Nakagawa (Economia)

 

Dados do Banco Central mostram que, proporcionalmente, a dívida do governo nunca esteve tão atrelada ao juro básico da economia, a taxa Selic. Em dezembro de 2009, 62% do endividamento líquido do setor público eram remunerados pela taxa decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), um novo recorde anual. Em 2006, a fatia era 20 pontos porcentuais menor, de 41,7%.

 
O recorde de participação da Selic na dívida ocorre às vésperas de um possível aumento na taxa de juro, que pode ser decidido pelo Copom para controlar pressões inflacionárias. Para boa parte dos analistas do mercado financeiro, a alta deve começar em março ou abril. Para outros, virá somente no fim do primeiro semestre ou início do segundo.


Seja como for, a eventual subida do juro engordaria a carteira dos investidores na mesma proporção em que faria crescer a dívida pública. Por causa disso, na semana passada o tema motivou o Palácio do Planalto, como noticiou o Estado, a manifestar desconforto com o que considera uma pressão dos bancos em favor da alta da Selic.


A participação da taxa de juro na dívida subiu rapidamente nos últimos anos. Dos 41,7% de 2006, foi para 47,2% no ano seguinte e saltou para 58,2% em 2008. Segundo o professor de economia da USP Fabio Kanczuk, essa alta da participação do juro pós-fixado na dívida resulta da estratégia do governo de comprar dólares para as reservas internacionais.

 
Os números do BC mostram que essa correlação ocorre desde 2006, quando o Brasil passou a ser credor internacional. Naquele ano, a posição credora na divisa americana equivalia a 3,4% da dívida. Em 2007, saltou para 17,5%. Desde então, ficou em 30,3% em 2008 e 24,7% no fim do ano passado, o equivalente a R$ 33,23 bilhões.

 
Essa relação existe porque o BC compra a moeda americana dos bancos e paga em reais. Mas, para evitar que esse dinheiro seja despejado na economia como crédito, o que pode criar pressão inflacionária, o próprio BC vai ao mercado para "enxugar" o excesso de liquidez.


Para reduzir os reais em circulação, o BC vende aos bancos títulos públicos, que geralmente pagam aos investidores uma remuneração baseada na Selic. Por isso, as reservas avançam e, ao mesmo tempo, a dívida interna em reais aumenta.


Nessa transação financeira, são firmados dois compromissos: o BC se compromete a devolver os reais com juros no fim do período - geralmente algumas semanas - e os bancos a entregar os títulos de volta ao BC. Por isso, a transação é conhecida como "operação compromissada".


Em dezembro de 2009, o estoque dessas operações era de R$ 454,71 bilhões, o equivalente a 54,5% da dívida pública atrelada à Selic. Sem as operações compromissadas, a participação da Selic na dívida despencaria de 62% para 28,2%.


Focus prevê nova alta para inflação

Segundo pesquisa, IPCA deve fechar o ano com alta de 4,78%, fora, portanto, do centro da meta, que é 4,50%

 

Fernando Nakagawa (Economia)

 

O mercado financeiro piorou as projeções para a inflação em 2010 pela terceira semana consecutiva e, com isso, reforçou as apostas de que o Banco Central (BC) precisa aumentar em breve a taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 8,75% ao ano. Pelas previsões do mercado, a taxa começa a subir em abril e atingiria 11,25% já em outubro. Na pesquisa anterior, o patamar seria atingido só em dezembro.

A alta dos juros viria com o objetivo de controlar a inflação, que dá sinais de estar subindo. De acordo pesquisa divulgada ontem pelo BC, a previsão para este ano do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do governo, subiu de 4,62% para 4,78%. Com a alta, a estimativa se afastou ainda mais do centro da meta do governo, que é 4,50%. A pesquisa Focus é feita toda semana pelo BC com cerca de 80 bancos e empresas de consultoria.


De acordo com a pesquisa, a primeira feita depois da ata da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), a previsão de inflação mais alta não veio apenas para o IPCA. Como a inflação subiu com força em janeiro, os analistas aumentaram as estimativas para diversos índices - tanto os que medem os preços ao consumidor quanto no atacado.


A expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe , da Fipe, que acompanha o varejo em São Paulo, saltou de 4,50% para 5,04% em uma semana. Já a previsão para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que é influenciado pelo atacado, subiu de 4,60% para 5,13%.


"O IPCA de janeiro subiu 0,75%, a maior variação mensal desde maio de 2008, causando nova elevação das expectativas de inflação em 2010. Os principais índices mantiveram o sinal de aceleração no início do ano, com variações mensais mais elevadas das séries recentes", diza o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto.

 
Para o Ministério da Fazenda, a alta de janeiro é sazonal e deve diminuir de intensidade nos próximos meses. Mas Campos Neto levanta uma questão: mesmo com alguns reajustes sazonais, como o transporte na capital paulista, ele diz que "não se pode negligenciar o fato de que há sinais de mudanças no patamar da inflação". Ele dá como exemplo a alta do núcleo dos índices de inflação, que é composto pelos principais preços e tem subido com força nas últimas medições.


"A recuperação da demanda, junto com a sinalização de depreciação do câmbio, manterá o sentido de alta do IPCA ao longo do ano", reforça o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, em relatório aos clientes.

 
Apesar dos prognósticos mais pessimistas para a inflação, o mercado manteve a previsão de que a alta total da Selic deve ser de 2,50 pontos porcentuais em 2010. Depois de uma alta de 0,5 ponto em abril, haveria aumentos idênticos em junho, julho, setembro e outubro até que a taxa chegasse em 11,25%. O economista do Schahin pondera, contudo, que a ata do Copom, divulgada na semana passada "não sugeriu iminência neste movimento".



Correios vão virar S.A. e abrir agências no exterior

Projeto do governo, que será enviado ao Congresso após o carnaval [br]por meio de MP, é modernizar a empresa e dobrar seu faturamento

 

Tânia Monteiro e Gerusa Marques (Economia)

 

O governo quer dobrar o faturamento dos Correios e chegar a R$ 25 bilhões de receita anual no prazo de um ano e meio. A meta faz parte do projeto de modernização da estatal, que será posto em prática por meio de uma medida provisória (MP). A minuta da MP foi apresentada ontem pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deverá ser encaminhada ao Congresso após o carnaval.


O projeto de modernização da estatal, que passará a se chamar Correios do Brasil S.A., se dará em três frentes: com a criação de novos serviços, atuação no exterior e implantação de uma governança corporativa, transformando os Correios, que hoje são uma empresa pública de direito privado, em uma sociedade anônima de capital fechado. O ministro Hélio Costa garantiu, no entanto, que está descartada a possibilidade de abrir o capital da empresa.


A ideia é dar aos Correios uma nova estrutura de logística, com a criação do Correio Híbrido, mecanismo que permite o envio eletrônico de correspondência, como um boleto bancário, que é impresso em um centro de distribuição da estatal mais próximo do destinatário. O envio por meio eletrônico substitui o transporte aéreo e grande parte do transporte terrestre, reduzindo custos.


A proposta também prevê o fortalecimento do Banco Postal, hoje operado em parceria com o Bradesco. Segundo o ministro, o contrato do Banco Postal com o Bradesco vence no ano que vem, quando será feita nova licitação. Ele avalia, no entanto, que pela expertise já adquirida pelo Bradesco, "são fortes as chances de ele continuar parceiro dos Correios no Banco Postal". Costa negou a intenção de eliminar a parceria com o setor privado nesse projeto.


O ministro relatou que, depois de dois anos de trabalho, foi possível chegar a um consenso com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento. "Precisamos modernizar os Correios para que possa competir em um mercado cada vez mais disputado e sobreviver à nova era da informática", afirmou o ministro, acrescentando que um dos objetivos da proposta é permitir que os Correios possam usar a sua infraestrutura para comercializar novos serviços, como, por exemplo, vender seguro e chips de telefone celular.


Apesar de este ser um ano eleitoral, Costa disse acreditar que a MP será votada no Congresso. Segundo ele, há disposição por parte dos parlamentares de modernizar a empresa e a proposta do governo está em consenso com algumas iniciativas que já tramitam na Câmara e no Senado.


Segundo ele, essas mudanças são necessárias porque a empresa está perdendo 400 milhões de correspondências por ano. Em cinco anos, os Correios perderam um bilhão de correspondências. "Temos de modernizar a empresa, recuperar clientes, aumentar a receita, senão estaremos fadados, em dois anos, a ser uma carga pesada para o governo."


A abertura de agências no exterior, segundo Costa, vai permitir que os Correios façam remessas para o Brasil, principalmente de países como Estados Unidos, Japão, Portugal e Espanha. A estimativa é que os brasileiros que moram no exterior enviem US$ 6 bilhões por ano ao Brasil. "Não pretendemos ser um banco", disse Costa.

O ministro citou também que o novo formato jurídico dos Correios permitirá uma nova negociação com empresas aéreas para entrega de correspondências, o que permitirá que se amplie o prazo dos contratos, reduzindo os custos.

 

 


 

Folha de S.Paulo


STF discute derrubar lei que blinda Arruda

Proposta é rever legislação do DF, que só permite a abertura de processo contra governador se Câmara Legislativa autorizar


Três ministros disseram à Folha que mudança dará ao tribunal a chance de adotar uma "postura exemplar" contra a impunidade no país

 

Felipe Seligman (Brasil)


Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) já começaram a discutir a melhor forma de dar uma resposta ao mensalão do DEM, escândalo que envolveu o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e seus assessores.


Essa resposta é a possibilidade de derrubar um artigo da Lei Orgânica do Distrito Federal que hoje condiciona a abertura de processo penal contra o governador à autorização prévia da Câmara Legislativa.


A Folha conversou, nas últimas semanas, com ministros da corte sob a condição de anonimato. Arruda e seus assessores são investigados por participarem de um suposto esquema de enriquecimento ilícito e pagamento de propina a deputados em troca de apoio na Câmara do DF. Ele nega.


O Supremo irá analisar, ainda neste semestre, uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria-Geral da República contra a Lei Orgânica do DF. Essa lei repete uma regra que ocorre em todos os Estados brasileiros.


Os governadores possuem foro no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Quando o Ministério Público apresenta uma denúncia contra eles, porém, o tribunal só pode dar prosseguimento ao processo com a autorização de, no mínimo, dois terços dos integrantes das Assembleias Legislativas.


O problema é que, via de regra, os legislativos estaduais são dominados pelos governadores, como no caso de Arruda, o que inviabiliza o prosseguimento das investigações.


Por conta disso, o STJ em toda sua história conseguiu abrir ação penal apenas contra um governador, sendo que já chegaram mais de 50 pedidos contra eles, segundo informações do próprio tribunal. Se o STF mantiver a condicionante, estará, na prática, inviabilizando o prosseguimento das investigações contra Arruda.


Dois integrantes do STF disseram à Folha que a corte se depara com o problema da jurisprudência. O tribunal já entendeu, em diversas ocasiões, ser constitucional a "exigência pela Constituição Estadual da autorização prévia da Assembleia Legislativa" para processar o governador.


O argumento é que o presidente também só pode ser processado após autorização do Congresso e, portanto, deve-se respeitar o princípio federativo - o que vale para uma esfera de poder, deve valer para outra.


O ministro Marco Aurélio Mello já defendeu abertamente, em artigo publicado na Folha, a mudança dessa jurisprudência, ao citar a independência dos Poderes.


Outra composição

Outros colegas também rebatem a manutenção da postura, com o argumento de que os julgamentos sobre o caso ocorreram em um período em que a composição do STF era outra. Poucos ministros que estão na corte participaram dos debates e, portanto, podem pensar de forma diferente.


A reportagem ouviu de pelo menos três ministros que o tribunal terá a chance de adotar uma "postura exemplar" contra a impunidade no país e dar uma resposta à sociedade.


Um dos argumentos que está em discussão foi adiantado pelo Painel da Folha. Seria dizer que, diferentemente dos demais Estados brasileiros, onde tal regra é definida pelas Constituições estaduais, no DF ela consta da Lei Orgânica local.


A Folha apurou que o Ministério Público, caso ganhe essa primeira etapa no STF, já pensa em pedir que o governador seja afastado do cargo para não atrapalhar as investigações. Para isso, no entanto, ele precisa ser transformado em réu.


O relator do caso, ministro José Antonio Dias Toffoli, decidiu julgar diretamente o mérito do caso, o que é visto como um sinal de que estaria disposto a mudar a jurisprudência.



Sem Lula, Unasul debate hoje ajuda ao Haiti

Brasil, que comanda missão de paz no país e defendeu plano próprio para reconstrução, será representado por assessor do presidente


Planalto atribui ausência de brasileiro a compromissos pré-agendados em Minas Gerais; chanceler Celso Amorim também não vai

 

Flávia Marreiro (Mundo)


O Brasil, que tem pretensões de liderança regional e pregou um "plano Lula" para a reconstrução do Haiti, não enviará nem seu presidente nem seu chanceler para participar hoje de uma cúpula de chefes de Estado da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) em Quito que tratará justamente de planos de auxílio da região ao país caribenho, devastado por um terremoto no último dia 12.


No encontro convocado pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, que tem a chefia rotativa do órgão multilateral, a Unasul deve insistir num ponto: as ações de ajuda não podem solapar a soberania haitiana.


A defesa da soberania e a necessidade de reforçar instituições do governo do Haiti têm sido a tônica do discurso dos países da região, em especial do Brasil, desde a tragédia.


A mensagem costuma ser acompanhada de críticas, veladas ou não, à presença de 20 mil militares americanos envolvidos em ações humanitárias no Haiti, sem integração total à missão de paz da ONU no país.


O Brasil tem o comando militar da Minustah -com total soldados e policiais que não alcança a metade do contingente dos EUA- e defende a participação ativa dos países da região na reconstrução. O chanceler Celso Amorim sugeriu que os esforços de ajuda sejam batizados de Plano Lula.


O Palácio do Planalto diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá ao Equador por motivos de agenda. O presidente, que deve visitar o Haiti no dia 25, passará o dia em Minas Gerais, onde inaugurará obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e terá encontros com políticos locais. Já o Itamaraty diz que compromissos em Brasília impediram a participação de Amorim.


O Brasil será representado pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e por uma comitiva do Itamaraty chefiada pelo embaixador Antonio Simões, subsecretário para a América do Sul.


O presidente Correa afirma que o encontro de hoje irá além da questão humanitária. "Sem governo e sem instituições, o país não poderá seguir adiante, a não ser como colônia, e isso nós não vamos permitir", disse.


O ministro equatoriano da Segurança, Miguel Carvajal, disse à Folha que a intenção é delinear uma linha de ação complementar à da Minustah, que tem foco principal na segurança. "Quando pregamos a cooperação Sul-Sul também falamos da cooperação com os demais países da região", diz.


O presidente do Haiti, René Préval, abrirá a reunião de hoje, expondo "as necessidades e prioridades" de seu país agora.


Entre os participantes da cúpula estará o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que tem atacado duramente a presença americana no Haiti. Chávez tampouco endossou o envio da Minustah após a derrubada do presidente Jean-Bertrand Aristide, em 2004.


Na crítica à missão, porém, Caracas está isolada. Metade do contingente da Minustah é de latino-americanos. Até a aliada irrestrita Bolívia, de Evo Morales, contribui com soldados e policiais.

 


Governo vai rever modelo de concessões ferroviárias

Plano prevê separar construção, manutenção e controle da operação nas linhas

 
Ministério diz que novo modelo eleva competição e quer aplicá-lo na concessão do tramo sul da ferrovia Norte-Sul ainda neste ano


Agnaldo Brito
(Dinheiro)

 

Instituições do governo federal preparam a revisão da modelagem de concessão ferroviária vigente hoje no país. Os estudos, em fase final de elaboração, preveem a exclusão dos operadores das ferrovias das novas licitações. Nada muda nas concessões vigentes.


Se a proposta for implantada de fato, as concessões incluirão no rol de atribuições do concessionário a construção da ferrovia, a manutenção da linha e o controle do tráfego de trens. Funcionará como uma concessão rodoviária, livre ao acesso de todos mediante o pagamento de um pedágio (no caso, o direito de passagem pela linha).


O governo tenta emular modelo adotado pela espanhola Adif (Administradora de Infraestruturas Ferroviárias).


O governo tem pressa. A ideia é aplicar a nova modelagem de concessão para leilões que irão ocorrer ainda neste ano, entre os quais: as subconcessões dos trechos da Ferrovia de Integração Oeste Leste, entre Ilhéus (BA) e Figueirópolis (TO), e as do tramo sul da Ferrovia Norte-Sul, entre Palmas (TO) e Estrela D'Oeste (SP).


"O governo vem estudando há algum tempo uma nova modelagem para os trechos de ferrovia que estão em construção, separando as responsabilidades pela construção e pela operação. Na prática, significa dizer que teremos ferrovias abertas e, com isso, um sistema mais eficiente e competitivo", disse o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.


Pela proposta na mesa, os operadores ferroviários como a Vale, a ALL ou a MRS (entre outras) não poderão fazer parte da concessão, serão apenas usuários da infraestrutura com seus equipamentos e responsáveis pela prospecção de mercado para atração de cargas para os corredores.


O assunto é tratado de forma reservada por três instituições ligadas ao governo federal: o Ministério dos Transportes, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) -responsável pela concessão- e a Valec Engenharia (a estatal que projeta, constrói e detém os direitos sobre novos trechos a serem licitados no país).


A informação foi dada pelo superintendente de serviços de transporte da ANTT, Noboru Ofugi, durante uma mesa de discussões em Santos (litoral de São Paulo) sobre a expansão do porto da região.


"Vou dar aqui em primeira mão uma informação, que as concessionárias já devem saber. Estamos discutindo no âmbito do governo a mudança da modelagem de concessões ferroviárias no país", disse, ao detalhar as iniciativas do governo para impulsionar o setor ferroviário.


Após o encontro, Ofugi afirmou à Folha que a proposta ainda está em fase de discussão no governo, mas que o objetivo é construir um modelo capaz de garantir mais competição entre as companhias ferroviárias que exploram os 29 mil quilômetros de linhas no país dedicadas ao transporte de carga. A disputa entre os operadores é ainda incipiente, o que, para o governo, retarda o avanço da ferrovia na matriz de transportes do país.


As operadoras ferroviárias somente agora assumem posições mais flexíveis ao permitir o acesso de concorrentes a suas linhas. A ANTT chegou a intervir em alguns momentos para que isso fosse garantido.


Fiesp rejeita redução da jornada no país para 40 horas semanais (Dinheiro)

 

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgou nota ontem dizendo que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não é capaz de criar mais empregos no país. A federação diz que há uso eleitoral do debate sobre a carga horária.


Segundo a Fiesp, o tema já é discutido entre trabalhadores e empresários e não deve ser imposto pelo governo.


Hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), recebe representantes de centrais sindicais e de empresários para tentar chegar a um acordo sobre a votação da proposta de emenda constitucional que reduz a jornada.
Antes do encontro, sindicalistas da Força Sindical, CUT, CGTB, Nova Central, CTB e UGTT se reúnem para pressionar congressistas. A intenção de Temer é colocar o assunto em pauta neste semestre, já que depois de julho o Congresso deve ficar esvaziado.


As centrais dizem que, com menos horas por semana, serão criados cerca de 2 milhões de empregos.




Valor Econômico


Confiança do consumidor cresce para nível de 2005

A confiança dos brasileiros na situação financeira e econômica do país, bem como em suas contas pessoais, foi, em janeiro deste ano, a mais alta já registrada desde 2005. O Índice Nacional de Confiança do Consumidor (INCC), medido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), divulgado ontem, atingiu 149 pontos, três a mais que em dezembro de 2009.

Os melhores resultados alcançados antes dos dois últimos meses, foram registrados em dezembro de 2008 e novembro de 2006, quando o índice atingiu 145 pontos. As regiões Norte e Centro-Oeste foram as mais otimistas no último mês. Registraram 164 pontos no INCC, seguidas do Sul (160), Sudeste (151) e Nordeste (133).

Os moradores das capitais e das regiões metropolitanas mostraram-se mais confiantes que os do interior. Nas capitais, a média registrada no INCC foi de 160 pontos, nas regiões metropolitanas, de 156, e, no interior, de 141 pontos.

A pesquisa mostrou também que a classe C foi a mais otimista em relação à economia em janeiro, com 161 pontos no índice. As classes A e B atingiram 141 pontos, e as classes D e E, 139.

O estudo indicou que a expectativa do brasileiro em relação a sua condição econômica e financeira, nos próximos meses, é boa - 52% disseram acreditar que estarão em situação "um pouco melhor"; 24%, "mais ou menos melhor"; 12%, "muito melhor"; 7%, "um pouco pior"; 2%, "muito pior"; e 3% não responderam.


Grupos internacionais podem participar de primeira PPP federal

Claudia Safatle

Com leilão de concessão previsto para fim de março, na Bovespa, sai do papel a primeira Parceria Público-Privada (PPP) do governo federal: o projeto Pontal, com quase 8 mil hectares para irrigação em Petrolina (PE). O modelo da PPP foi elaborado pelo governo com assessoria do Banco Mundial e da Corporação Financeira Internacional (IFC), o braço financeiro do Bird para o setor privado, numa concepção que deixa para trás a visão fundiária e introduz elementos modernos de gestão do agronegócio.

Para vencer a licitação, porém, o quesito de maior peso e pré-condição para habilitação do consórcio será as empresas se comprometerem, em contrato, a destinar no mínimo 25% da área para os pequenos produtores.

Várias empresas estrangeiras e grupos nacionais já visitaram o projeto Pontal - que está em construção há 14 anos - e demonstraram interesse em participar de um consórcio. A companhia Citrofut, do México, enviou uma missão que passou seis meses na região. Ela já comprou uma fabrica de suco integral no interior de São Paulo e está, agora, interessada em ter uma plataforma de suprimento de frutas no Vale do São Francisco.

A gigante Jain, empresa indiana processadora de frutas (banana, mamão, maracujá, entre outras) e vegetais também já esteve no local e no início de março uma missão do governo brasileiro irá à India, juntamente com uma equipe do IFC. A Pepsi manifestou interesse e a americana Bolth House Farms se movimenta para formar um consórcio.

O holandês Rabobank, maior banco agrícola do mundo, mapeou as potencialidades do Vale do São Francisco - onde há disponibilidade para irrigação de um milhão de hectares, embora em 40 anos o governo tenha conseguido chegar a apenas 150 mil hectares - está dando assessoria para empresas interessadas e deve financiar alguns consórcios.

Até agora, o governo investiu R$ 250 milhões na construção de cerca de 70% da infraestrutura coletiva (60 km de canais e o sistema de bombeamento). Os investimentos estimados para concluir todo o projeto variam conforme a escolha da cultura. Se for plantação de ciclo curto, conclui-se com cerca de R$ 200 milhões. A concessão, no Pontal, será de 25 anos, prorrogáveis por até 35 anos. Os demais perímetros irrigáveis poderão ser concedidos por 25 anos.

Foram cinco anos de estudos para se chegar ao modelo de concessão de irrigação, pelo qual se pretende imprimir um "choque" de tecnologia e de gestão nos perímetros irrigados do semi-árido nordestino, explicou o diretor da área de desenvolvimento integrado e infraestrutura da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), Clementino de Souza Coelho. "O governo entra como indutor e regulador, mas quem entende de genética, de produtividade, de capacitação do pequeno produtor é o setor privado", assinalou.

O governo estabelecerá um teto para aportar no investimento e vencerá o leilão a empresa que demandar o menor valor. Esse critério terá peso de um terço (1/3); os dois terços (2/3) restantes serão atribuídos ao consórcio que se comprometer em alocar no mínimo 25% da área irrigável a pequenos agricultores, que deverão ser parte da cadeia produtiva das empresas agrícolas que ocuparem o restante do projeto.

A tarifa de água será subsidiada pelo Orçamento da União, pois, se o concessionário cobrar a tarifa cheia, o empreendimento se torna inviável. Em qualquer eventualidade, o Fundo Garantidor das PPP honrará a equalização tarifária.

Esse sistema difere substancialmente do que vinha sendo feito até agora: governo desapropriava a terra e construía todas as obras necessárias, dependendo da liberação a conta-gotas do orçamento, quase sempre contingenciado. Falta de dinheiro é a principal razão para o Pontal estar há 14 anos em obras. Depois de tudo concluído, o governo vendia os lotes para pequenos, médios e grandes produtores. Não era parte do projeto a preocupação com a logística, com escala, com a estrutura de produção e comercialização, entre outros fatores necessários ao êxito do empreendimento, explicou Coelho.

"Construímos, agora, um modelo para atrair as grandes empresas de produtos agrícolas agregados, como a Cutrale, a Citrosuco, empresas de frutas frescas, processadas, fibras, nozes, que possam oferecer rendimento elevado", disse.

Outros projetos de irrigação já estão na fila para entrar no regime de PPP, que passa a ser a forma de se fazer irrigação no semi-árido. Até o fim do ano, segundo o diretor da Codevasf, deverão ir a leilão 60 mil hectares do Baixio do Irecê (BA) e, depois, o projeto Salitre, com 29 mil hectares em Juazeiro (BA). Se o novo modelo de irrigação do semi-árido for bem sucedido, o Banco Mundial pretende implementá-lo em outros países da África e no México.


Centrais sindicais pressionam por redução da jornada de trabalho

Fernando Taquari

SÃO PAULO - O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB), se reúne amanhã com representantes de seis centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CGTB, Nova Central, UGT e CTB).

Na pauta do encontro, a tentativa dos sindicalistas de estabelecer uma data para votação da Proposta de Emenda à Constituição 231/1995, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e o aumento da hora extra de 50% para 75%.

Os defensores da medida lutam para colocar a proposta em votação ainda no primeiro semestre deste ano porque depois o Congresso estará vazio por conta do período eleitoral.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), chegou até admitir no final do ano passado a possibilidade de negociar a desoneração da folha de pagamento e o valor pago pelas horas extras em troca da aprovação da matéria.

Os sindicalistas, que na semana passada fizeram uma vigília em frente ao Congresso na volta das atividades legislativas para pressionarem os parlamentares, garantem que a redução da jornada criará dois milhões de empregos diretos. A estimativa foi feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Para chegar ao montante, o Dieese considerou o número de pessoas com contrato de 44 horas semanais, em 2005, que somavam 22.526.000. Ao diminuir quatro horas de cada uma delas, a entidade calculou que seriam gerados dois milhões de empregos.

Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota hoje para se posicionar contra a PEC. A entidade ressaltou que a redução da jornada de 48 para 44 horas, estabelecida na Constituição de 88, não criou novos postos de trabalho.

"A realidade é indiscutível: de 2003 a 2009, o Brasil reduziu a taxa de desemprego de 12,3% para 8,1%, por meio do crescimento econômico e não por alterações na jornada de trabalho", observou Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Skaf acredita que além de não criar emprego, a medida comprometeria a competitividade brasileira, com a chance de reduzir os níveis de produção, as exportações e provocar o aumento de preços em produtos, bens de consumo e serviços.




O Globo

Mensalão do DEM: novos vídeos mostram que secretário do DF sabia de suborno

Carolina Brígido e Bernardo Mello Franco

BRASÍLIA - Vídeos gravados pelo jornalista Edimilson Edson dos Santos, o Sombra, revelam que o secretário de Comunicação do Distrito Federal, Weligton Moraes, sabia do suborno que seria pago a ele (Sombra) em troca de um depoimento favorável ao governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) nas investigações do suposto esquema de corrupção instalado na administração local. Testemunha importante no inquérito, Sombra é amigo de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo de Arruda e delator do esquema.

No diálogo com Weligton, Sombra reclama que Antônio Bento Silva, funcionário aposentado da Companhia Energética de Brasília (CEB) e suposto emissário de Arruda, parou de ligar para falar da propina:

- Hoje deu uma esfriada, o Bento não me ligou hoje de manhã, porque ele vem me ligando todos os dias. Eu liguei pra ele. Ele disse que teve um problema. Ele disse que me ligava já já. Até agora. Das duas uma: ele tem certeza que eu vou fazer o que ele pediu, ou ele tá armando pra me dar um flagrante.

Na quarta-feira, Antônio Bento foi preso em flagrante pela Polícia Federal tentando subornar Sombra com R$ 200 mil em dinheiro. Foi o próprio jornalista quem avisou a PF e, antes, registrou as negociações em vídeos.

Apontado como intermediário do governador na negociação do suposto suborno, Rodrigo Arantes, sobrinho de Arruda, pediu afastamento do governo do DF. Ele era secretário particular do tio e alegou, em carta, que não poderia permanecer no cargo durante as investigações.

Em uma conversa com Weligton, Sombra reclama da desorganização das negociações com Antônio Bento. Weligton interrompe a conversa para dar um telefonema, aparentemente para tentar acelerar a transação.

Em troca do dinheiro, Sombra teria de lançar dúvida sobre os vídeos gravados por Durval, nos quais são mostrados pagamentos de propina a aliados do governador. O jornalista também teria de apresentar uma declaração dizendo que deixou de trabalhar nos vídeos de Durval quando percebeu que eles eram manipulados para prejudicar Arruda. A minuta dessa carta foi apreendida pela PF.

Vários vídeos de Sombra mostram diálogos com Bento, que oferece R$ 1 milhão pela colaboração, dividido em cinco parcelas de R$ 200 mil. Num deles, Bento sai apressado porque iria conversar sobre o assunto com um gerente do Banco de Brasília (BRB).

- Ele (Arruda) tá pronto pra pagar. Ele só tá esperando marcar (o depoimento). Eu vou no BRB agora. O diretor disse: "Se esse negócio não se resolver, eu vou ser o culpado. Vamos resolver isso" - disse Bento.

Dinheiro em caixas de papelão num banheiro
Em outro diálogo, Antônio Bento diz ter visto o dinheiro reservado para o suborno em caixas de papelão num banheiro. Segundo Sombra, o dinheiro teria sido mostrado a Bento pelo próprio Arruda, na residência oficial de Águas Claras.

Outro vídeo mostra Bento pressionando o jornalista a entregar logo a declaração que prejudicaria Durval. Sombra se recusa a assinar o texto antes do fim da negociação. Procurado pelo GLOBO, Weligton não foi encontrado. Os advogados de Arruda não retornaram as ligações com pedido de entrevista.

Neste domingo, cerca de 500 manifestantes voltaram a pedir o afastamento de Arruda no Eixo Rodoviário de Brasília. O protesto teve apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT).


Centrais sindicais pressionam por redução da jornada de trabalho

SÃO PAULO - O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB), se reúne amanhã com representantes de seis centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CGTB, Nova Central, UGT e CTB).

Na pauta do encontro, a tentativa dos sindicalistas de estabelecer uma data para votação da Proposta de Emenda à Constituição 231/1995, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e o aumento da hora extra de 50% para 75%.

Os defensores da medida lutam para colocar a proposta em votação ainda no primeiro semestre deste ano porque depois o Congresso estará vazio por conta do período eleitoral.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), chegou até admitir no final do ano passado a possibilidade de negociar a desoneração da folha de pagamento e o valor pago pelas horas extras em troca da aprovação da matéria.

Os sindicalistas, que na semana passada fizeram uma vigília em frente ao Congresso na volta das atividades legislativas para pressionarem os parlamentares, garantem que a redução da jornada criará dois milhões de empregos diretos. A estimativa foi feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Para chegar ao montante, o Dieese considerou o número de pessoas com contrato de 44 horas semanais, em 2005, que somavam 22.526.000. Ao diminuir quatro horas de cada uma delas, a entidade calculou que seriam gerados dois milhões de empregos.

Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota hoje para se posicionar contra a PEC. A entidade ressaltou que a redução da jornada de 48 para 44 horas, estabelecida na Constituição de 88, não criou novos postos de trabalho.

"A realidade é indiscutível: de 2003 a 2009, o Brasil reduziu a taxa de desemprego de 12,3% para 8,1%, por meio do crescimento econômico e não por alterações na jornada de trabalho", observou Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Skaf acredita que além de não criar emprego, a medida comprometeria a competitividade brasileira, com a chance de reduzir os níveis de produção, as exportações e provocar o aumento de preços em produtos, bens de consumo e serviços.


 

O Dia


Sem piso, salário pode encolher
Enquanto Justiça não julga mérito da liminar que derrubou vencimento regional estão em vigor os valores de 2009

Michel Alecrim

Rio - Com a liminar expedida pela Justiça que suspende a lei que estabeleceu o novo piso regional do Rio, mesmo quem já pagou valor reajustado pode baixar o salário do empregado. Rendimentos de domésticas, por exemplo, que tinham sido elevados para R$ 581,88 voltam para R$ 512,67 até que o Órgão Especial do tribunal julgue a questão. Conforme O DIA já noticiou, a suspensão foi dada a partir de pedido da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan).

A desembargadora Jacqueline Montenegro, que concedeu a liminar no plantão da última quinta-feira, esclareceu ontem que a medida suspende a aplicação da Lei 5.627/09 por inteiro, apesar de o questionamento ter sido feito em relação a categorias com acordo coletivo ou convenção. De acordo com ela, não havia como anular apenas trecho da lei sem invalidá-la integralmente.


O gerente jurídico da Firjan, Jean Alves, afirmou que a entidade não tinha a intenção de afetar categorias como as empregadas domésticas e nem questiona o valor do piso. A divergência da indústria é jurídica, segundo ele. "A legislação autoriza o estado a estabelecer seu piso regional, desde que respeite acordos e convenções", afirmou Alves.


Segundo ele, mesmo com garantia constitucional de não redutibilidade dos salários, com base na liminar, quem já deu o aumento pode voltar atrás. A mesma avaliação fez o advogado trabalhista Cássio Oliveira, ouvido por O DIA.


Já o deputado Paulo Ramos (PDT), autor da emenda que estendeu o piso a todas as categorias, criticou a decisão. Segundo ele, há 1.600 acordos no estado prevendo salários abaixo do piso, feitos por sindicatos "pelegos". Para o deputado, as faixas do piso não são mera referência e seu cumprimento é obrigatório. "Em outros estados não existe esse negócio de acordo coletivo fixar para baixo o salário", atacou.

O presidente do Conselho Estadual de Trabalho e Renda, Indalécio Wanderley Silva, também criticou a suspensão do novo piso. Ele conta que foi pego de surpresa e que vai analisar o processo para saber que medida tomar. "Muitos sindicatos têm estrutura fraca e alguns são pelegos. Mesmo com acordo coletivo, o que tem que prevalecer é o maior valor", argumenta o sindicalista.


Procuradoria entra com recurso para esclarecimento

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) divulgou ontem uma nota informando que vai entrar com recurso no Tribunal de Justiça (TJ) para obter mais esclarecimentos sobre a liminar. O órgão não informou se tentaria cassar a medida tomada contra projeto sancionado pelo governador Sérgio Cabral. O processo movido pela Firjan foi encaminhado ontem ao Órgão Especial do TJ e distribuído para a desembargadora Elisabete Filizzola, que vai relatá-lo.

Segundo o Tribunal de Justiça, a juíza deve pedir esclarecimentos ao estado, que teria cinco dias úteis para responder. A decisão do órgão pode vir só depois do Carnaval.

A Alerj decidiu realizar amanhã, às 10h, audiência pública para tratar do assunto. As galerias devem ficar lotadas de trabalhadores. O debate envolvendo patrões e empregados será realizado no plenário da Casa.


A decisão afeta empregadas domésticas, operadores de telemarketing, operários da construção civil, frentistas, professores dos ensinos infantil e fundamental, contadores e garçons, entre outros trabalhadores.


JACQUELINE MONTENEGRO DESEMBARGADORA: "O ESTADO ULTRAPASSOU OS LIMITES"
A desembargadora Jacqueline Montenegro lamenta que sua decisão tenha afetado categorias sem organização sindical que dependem do piso regional. Segundo ela, a sentença foi em caráter emergencial para sanar ilegalidade, já que o estado não teria competência de interferir em acordos e convenções. Ela espera que o Órgão Especial solucione o problema em definitivo.


1. Apesar de a liminar ter sido em atenção a questionamento sobre categorias com acordo coletivo, acabou afetando a todos. Não havia como separar?
Não existe impedimento para o estado fixar o piso. Desde 2000 isso acontece. Mas não é permitido ao estado criar normas relativas ao Direito do trabalho. Entendo que o estado ultrapassou os limites da delegação dada pela lei. Pela maneira como foi redigida, não tinha como separar o artigo. Por isso, a eficácia da lei como um todo ficou prejudicada.


2. Como ficam as categorias sem acordo coletivo?
Tomei decisão emergencial. Não sou a magistrada natural do caso. A competência é do Órgão Especial. Espero que procurem minorar os efeitos.




Diário Catarinense


Professores na Justiça

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de SC pretende entrar na justiça com uma ação popular, pedindo a anulação do processo realizado para a contratação de professores admitidos em caráter temporário (ACTs).


Centrais discutem redução da jornada

Representantes das centrais sindicais voltam a se reunir hoje, em Brasília, com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, para estabelecer uma data para a votação da Proposta de Emenda Constitucional 231/95, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

 

 
Agência Brasil


Congresso deve votar vetos sobre obras da Petrobras

Iolando Lourenço


Brasília - O Congresso Nacional (Câmara e Senado) reúne-se hoje (9), a partir das 19h, para apreciar 74 vetos a dispositivos da proposta orçamentária deste ano. Ao sancionar o Orçamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou partes do texto que impediam o repasse de recursos a quatro obras da Petrobras nos estados do Espírito Santo, do Paraná, do Rio de Janeiro e de Pernambuco.

Se não fossem vetados os dispositivos, as obras seriam paralisadas e impedidas de receber recursos públicos. O Tribunal de Contas da União (TCU) considerou as obras superfaturadas e com indícios de irregularidades. Por isso, os deputados e senadores, ao aprovar o Orçamento da União, deixaram-nas fora da possibilidade de receber recursos até que fossem resolvidas as irregularidades.


Inconformados, os partidos de oposição na Câmara e no Senado decidiram obstruir as votações até que fosse realizada sessão do Congresso para apreciação dos vetos. O governo concordou com a demanda da oposição, tendo em vista "a absoluta prioridade em votar os projetos do pré-sal", conforme informou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.


O ministro está convencido de que o Congresso manterá os vetos e de que as obras da Petrobras vão continuar. "A base aliada vai ser sensível à importância das obras da Petrobras. São obras em quatro estados, que representam 25 mil empregos, e a base vai manter os vetos para a continuidade das obras", afirmou.


Só na questão da Petrobras são 71 vetos a dispositivos do Anexo 6 do Orçamento. Eles se referem a diversos contratos em que o TCU encontrou indícios de irregularidades. Três vetos referem-se a pontos do Anexo 5 e tratam de gastos com a criação de cargos comissionados.


Para que os vetos sejam rejeitados e o texto aprovado pelo Congresso retomado, serão necessários pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado, ou seja, metade mais um dos deputados e também dos senadores. A rejeição de vetos só ocorre quando há um amplo acordo entre os partidos da base e da oposição. Do contrário, os vetos são mantidos.



Redução da jornada de trabalho não será boa para o Brasil, diz Fiesp

Bruno Bocchini


São Paulo - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo manifestou ontem (8) formalmente ser contra a proposta de emenda à Constituição 231, de 1995, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, e o aumento da hora extra de 50% para 75%.

"Em ano eleitoral o velho tema volta ao debate, sinalizando claro uso político de algo que, na prática, já é realidade no país com base no livre entendimento entre as empresas e seus colaboradores em diversos setores da economia", diz o texto da nota distribuída pela Fiesp e assinada também pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).


De acordo com a Fiesp, experiências de redução de jornada de trabalho já realizadas mostram que o objetivo do projeto, de aumentar os postos de trabalho, não será alcançado.


"A pretendida medida, além de não criar emprego, comprometeria a competitividade brasileira, poderia reduzir os níveis de produção, as exportações e provocar o aumento de preços em numerosos produtos, bens de consumo e serviços. E nada, como tais indicadores, conspira tanto contra a criação de postos de trabalho!", diz a nota.


O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou no documento que a recente diminuição da taxa de desemprego no país foi fruto do crescimento econômico e não da redução da jornada de trabalho. Para ele, a diminuição de 48 horas para 44 horas de jornada semanal, instituída na Constituição de 1988 "não criou um emprego sequer".

"A realidade é indiscutível: de 2003 a 2009, o Brasil reduziu a taxa de desemprego de 12,3% para 8,1%, por meio do crescimento econômico e não por alterações na jornada de trabalho. Por outro lado, a redução do período semanal de trabalho, de 48 para 44 horas, estabelecida pela Constituição de 1988, não criou um emprego sequer", disse Skaf.


Segundo a Fiesp, o processo de redução de jornada de trabalho introduzido na França mostrou-se mais "interessante" porque, segundo a entidade, estabeleceu liberdade para, de maneira voluntária, empresas e empregados aderirem ao regime.

"O que não apenas garantiu empregos, como abriu novas oportunidades de postos de trabalho. No Brasil, a legislação já possibilita esse entendimento entre as partes, faltando apenas que se estabeleça a compensação nos impostos", diz a nota.





Agência Estado

Centrais voltam a discutir redução da jornada com Temer

Ana Conceição

SÃO PAULO - Representantes de seis centrais sindicais - CUT, Força Sindical, CGTB, Nova Central, CTB e UGT - voltam a se reunir amanhã, em Brasília, com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), para estabelecer uma data para a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231/95, que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.

O encontro será no final da tarde, após reunião entre Temer e representantes de entidades empresariais, de acordo com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical. "A ideia é que a data de votação da emenda seja marcada amanhã", disse.


Na terça-feira passada, representantes das seis centrais sindicais recepcionaram deputados e senadores na chegada ao aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, na abertura do ano legislativo. Depois, reuniram-se com Temer para propor a votação da PEC. A ideia é votar a proposta ainda no primeiro semestre porque depois o Congresso será esvaziado pelo período eleitoral.


Em junho passado, a Comissão Especial que analisa a redução de jornada aprovou o relatório apresentado pelo deputado Vicentinho (PT-SP), que trata da PEC 231/95. A medida também aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%. As centrais argumentam que com menos horas trabalhadas cerca de dois milhões de empregos serão criados.


Enquanto sindicatos se mobilizam para tentar aprovar a PEC, entidades patronais se posicionam contra a redução da jornada. A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) divulgaram nota hoje argumentando que diversas experiências internacionais mostram que objetivo do projeto - aumento dos postos de trabalho - não será alcançado. "A medida, além de não criar emprego, comprometeria a competitividade brasileira, poderia reduzir os níveis de produção e as exportações e provocar o aumento de preços em numerosos produtos, bens de consumo e serviços", diz a nota.


Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, diz que a redução do período semanal de trabalho, de 48 para 44 horas, estabelecida pela Constituição de 1988, "não criou um emprego sequer".



 

G1


Integrantes do movimento Fora Arruda voltam a agir
Nesse domingo, na Asa Sul, teve passeata contra o governador do Distrito Federal

Os manifestantes se reuniram no Eixão, na altura da 2 Sul, com carro de som, faixas, cartazes, camisetas, caras pintadas e fantasias com os símbolos do escândalo do mensalão do Democratas de Brasília: panetones, meias, cuecas e notas de dinheiro.

A passeata foi puxada por integrantes do PT e contou ainda com representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Diretório dos Estudantes da Universidade de Brasília e populares.

As músicas, em ritmo de carnaval e de repente nordestino, se referiam ao inquérito da Caixa de Pandora.


Na altura da 109 Sul, os manifestantes bloquearam o trânsito no Eixinho de cima. Na maioria estudantes, eles passaram entre os carros como forma de protesto.

O movimento a favor do governador também tinha uma manifestação marcada para ontem, no Parque da Cidade, mas foi cancelada.





Terra

Centrais sindicais vão ao Congresso pedir pela jornada de 40h

Membros de centrais sindicais devem se reunir nesta terça-feira na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), para pressionar os parlamentares a votarem Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. Os sindicalistas vão cobrar dos líderes e do presidente da Câmara a data da votação da PEC.

As centrais sindicais afirmam que a redução da jornada de trabalho irá gerar 2 milhões de novos empregos no País. Segundo informações da Força Sindical, o ato será iniciado às 10h, no salão Verde da Câmara.

Membros da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Nova Central, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e União Geral de Trabalhadores (UGT) participarão da manifestação.

 
 

Infonet.com.br


Bloco Siri na Lata faz manifesto na sexta-feira

Tradição do carnaval sergipano, o Bloco  Siri na Lata, puxado pela Central Única dos Trabalhadores de Sergipe, promove a sua quarta edição, na próxima sexta-feira, 12, com a saída marcada para as 8h, na Praça Fausto Cardoso.

Com irreverência e protesto, o Bloco Siri na Lata percorrerá as ruas do centro de Aracaju com muito frevo, faixas de protesto, e um novo elemento: uma carroça de burro, exemplificando o que é o transporte público em Aracaju.

Para o Professor Dudu, presidente da CUT-SE, o Bloco Siri na Lata representa um momento de mostrar, de forma humorada, os principais temas que afligem a classe trabalhadora em Sergipe.

Entre os assuntos que serão destacados no Bloco Siri na Lata esse ano estão:  luta pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas e pelo direito de greve, protesto contra o aumento da passagem, abertura do comércio aos domingos e feriados e a implantação da Fundações Públicas de Direito Privado,  repúdio contra a decisão judicial que mantém Flavio Conceição como conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe.




Aenoticias.pr.gov.br


Trabalhadores pedem para que deputados aprovem os projetos do Governo

Representantes do movimento sindical, trabalhadores e membros da sociedade civil organizada lotaram as galerias da Assembleia Legislativa do Paraná, na tarde desta segunda-feira (8), para defender o reajuste e permanência do salário minimo regional. Mais de 800 pessoas acompanharam o vice-governador Orlando Pessuti na entrega das propostas do Governo do Estado aos deputados. O objetivo, segundo líderes sindicais, é pressionar os parlamentares para aprovar os projetos de lei e, com isso, aumentar em até 21,5% os valores do piso estadual, além de criar uma política salarial permanente.

"O apoio da classe trabalhadora mostra que estamos no caminho certo. O governador Roberto Requião mantém uma relação muito próxima com os sindicatos, baseada no diálogo franco e aberto. Junto com eles, discutimos e buscamos novas soluções para problemas antigos. Todos os anos chamamos os trabalhadores para participar da elaboração dos reajustes para o salário mínimo, que acreditamos ser uma política de distribuição de renda. Este ano a participação se estendeu e deve aumentar até a aprovação das propostas, que eu acredito que serão aceitas pelos deputados estaduais", revela o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Nelson Garcia.


Segundo o representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Jairo Correa de Almeida, as famílias que moram no campo sentem mais rápido o impacto positivo e aumentam o consumo nas pequenas e médias cidades do Interior. "Os trabalhadores ganham mais e podem gastar mais, seja na vendinha da esquina, na compra de uma máquina nova, ou de roupa para os filhos. Assim que o salário cai na conta, já tem destino certo e movimenta a economia local", explica.


Para o presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka, este ciclo de consumo e produção, impulsionado pelo aumento no poder aquisitivo, é a maior vantagem do piso regional. "O mais interessante é que o salário minimo paranaense não favorece apenas quem tem direito a ele, ou seja, os trabalhadores não organizados em classe ou sem acordo coletivo de trabalho. O piso estadual gera emprego, renda e qualidade de vida para todos. Basta pensar que se um fabricante de bicicleta vende mais, porque agora tem mais pessoas com dinheiro para comprar seu produto, ele vai ter que produzir mais. Para isso, terá que contratar mais empregados e esse novo funcionário vai poder comprar outras coisas e assim por diante", ressalta ele.


O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PR), Roni Barbosa, lembra que o salário mínimo paranaense também contribui para as negociações salariais das mais diversas categorias "puxando para cima" os valores pagos. "Com o piso, todos os trabalhadores, mesmo os que têm salário definido em convenção, ganham mais. Usamos o piso estadual como referencia para os aumentos anuais e somos indiretamente beneficiados", conta.


De acordo com o diretor da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-PR), Zenir Teixeira, tornar o piso regional permanente é garantir que os avanços alcançados com ele não sejam perdidos. "Quando o salário paranaense foi criado, muitos empresários ameaçaram demitir. Isto não aconteceu. Ao contrário, o Estado bateu recordes em geração de empregos e hoje somos lideres em criação de vagas de trabalho com carteira assinada. Nossos deputados não podem permitir retrocessos neste sentido", defendeu ele.


Para o presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Paraná (NCST), Denilson Pestana, a Proposta de Emenda Constitucional que cria uma política salarial e determina os critérios a serem usados nos reajustes futuros favorecem empregados e empregadores. "Hoje temos um governador com visão em defesa da classe trabalhadora. Amanhã ou depois podemos ter um governante com outra posição. Com a PEC teremos direitos garantidos e regras claras. O trabalhador fica mais seguro e o empresário terá como se adaptar com antecedência", disse Pestana.

 

 

Parana-online.com.br


Governo quer correção permanente do mínimo

Elizabete Castro

Junto com o projeto que reajusta o piso salarial regional, o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) também apresentou ontem aos deputados uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que torna permanente a correção anual do salário mínimo regional, adotado em 2006.
 
Na semana passada, o governo já havia remetido à Assembleia Legislativa uma mensagem tornando obrigatório o pagamento do piso regional aos trabalhadores das empresas que prestam serviços terceirizados ao poder público.

A ida do vice-governador Orlando Pessuti à Assembleia mereceu tratamento de grande evento. A dois meses de tomar posse com governador, devido ao afastamento do governador Roberto Requião (PMDB) para disputar as eleições, em abril, o vice foi à Assembleia acompanhado de representantes de centrais sindicais (CUT e Força Sindical), que ocuparam as galerias para manifestar apoio aos projetos.

Aplaudido, o vice e pré-candidato do PMDB ao governo disse que a participação dos dirigentes e associados das centrais sindicais na sessão de ontem foi conseqüência natural das negociações que vinham comandando com as entidades sobre o projeto do governo. "Nós temos mantido conversas permanentes com as centrais. A vinda deles é uma manifestação de apoio à política salarial deste governo", justificou.

Para sempre

O projeto de reajuste do piso salarial prevê correções que variam entre 9,25% a 21,5%, dependendo da faixa salarial. Concebido para servir de referência para trabalhadores dos setores que não dispõem convenção coletiva de trabalho, a nova proposta de piso oscila entre R$ 663 e R$ 765.

O líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), disse que os novos valores poderão vigorar já no mês de abril se houver esforço coletivo dos deputados para as propostas serem votadas até o final de março.

Originalmente, o governo estabeleceu que o piso deveria ser pago a partir de 1º.de maio. O projeto terá que ser aprovado ainda na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), antes de chegar ao plenário.

A PEC do governo estipula critérios de correção dos valores do piso anualmente. Atualmente, o governo adota algumas medidas de referência para estabelecer o valor.

A principal é a média dos salários pagos para os trabalhadores que dispõem de acordou ou convenção coletiva de trabalho, cujas negociações são conduzidas por sindicatos.

Conforme o projeto encaminhado ontem, o reajuste do mínimo regional seria feito a partir da variação do Produto Interno Bruto (PIB) da economia paranaense nos dois anos anteriores e a inflação do ano anterior.

Se a PEC for aprovada, em 2010, o novo governador teria de considerar a variação do PIB do Paraná do ano de 2009 e a inflação de 2010, que é medida a partir do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para estabelecer o novo valor do piso regional.




Jcnet.com.br


Regional da CUT reforça na tribuna crítica contra a prisão dos sem-terra

Monise Centurion

O coordenador da sede de Bauru da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Francisco Wagner Monteiro, reafirmou ontem, na Câmara Municipal de Bauru, que a prisão de sete integrantes do Movimento Sem-Terra e o encaminhamento deles a diferentes cadeias públicas da região foi um ato político, "numa atitude somente vista pela ditadura militar". O sindicalista também criticou as atuações da Polícia e da Justiça nas prisões dos militantes.

Os sem-terra são acusados pela Cutrale de depredar e furtar materiais que estavam guardados na propriedade, bem como destruir 3 mil pés-de-laranja. Os integrantes do movimento, por sua vez, alegam que a área pertence à União e foi grilada pela Cutrale. "A Justiça tem se omitido. A Cutrale é a única invasora de terras. Ela grilou aquelas terras. O que a CUT vem pedir aos vereadores é a manifestação da cobrança da verdade. Queremos que seja apurado isso", disse Chicão na Tribuna livre.


O discurso foi repleto de críticas ao modo como a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública conduziram as investigações da ocupação da Fazenda Santo Henrique, em Borebi, alvo de uma disputa judicial entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Sucocítrico Cutrale, que diz ser dona da área.

"Se alguém causou prejuízo, isso tem que ser apurado, segundo os fatos, mas não os fatos da polícia de Serra, da polícia da pirotecnia do Dr. Valencise, mas a verdade. A Cutrale deve devolver à União todo o dinheiro da laranja que ela colheu." Além disso, Monteiro criticou o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) que, na opinião dele, tem "se manifestado levianamente contra o movimento pela reforma agrária".



 

Rádio Web - Jornal Brasil Atual


Justiça ameaça emprego de 1000 trabalhadores em Taubaté

Decisão da Justiça ameaça emprego de 1000 trabalhadores em empresa de Taubaté, no vale do Paraíba, em SP. Isso poderá ocorrer se a empresa MP Plastics cumprir uma determinação do Tribunal de Justiça de SP e desocupar o imóvel de propriedade da Indaru. A ordem de despejo é por falta de pagamento e a MP já foi notificada que deveria encerrar suas atividades nesta segunda-feira, dia 8. O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté realizou uma assembleia na porta da empresa com os trabalhadores de todos os turnos e seus familiares. Um plano de lutas em defesa dos empregos foi aprovado. Para o presidente do sindicato Isaac do Carmo, faz parte desta estratégia informar a sociedade e sensibilizar as autoridades. Para ouvir esta matéria acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=informe%5Fcut%5F2010%5F2%5F9%5F7%5F26%5F11%5F10%2Ewma&nm_audio=Justi%E7a+amea%E7a+emprego+de+1000+trabalhadores+em+Taubat%E9

Sindicato conquista vitória contra o monopólio dos consignados

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Paulo conseguem vitória na Justiça contra o monopólio dos empréstimos consignados. Desde janeiro, o controle da folha de pagamento dos 220 mil servidores públicos da cidade de SP deixou de ser feito pelo Banco Itaú e passou a ser de responsabilidade do Banco do Brasil. Pelo novo contrato, os servidores só poderiam efetuar empréstimos consignados com o Banco estatal. Para ouvir esta matéria acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=informe%5Fcut%5F2010%5F2%5F9%5F7%5F26%5F42%5F32%2Ewma&nm_audio=Sindicato+conquista+vit%F3ria+contra+o+monop%F3lio+dos+consignados  

"É bom que FHC esteja pronto para comparações"

O Jornal Brasil Atual desta terça-feira, 9, entrevistou o presidente Nacional do Partido dos Trabalhados, deputado federal Ricardo Berzoini. O parlamentar fez uma avaliação dos quatro anos em que esteve à frente do PT e respondeu às afirmações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, criticou a estratégia adotada pelo Planalto na corrida pela sucessão eleitoral. Para Ricardo Berzoíni, "Na democracia, o povo vivencia experiências, julga e avalia". Para ouvir esta matéria acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=destaque%5F2010%5F2%5F9%5F7%5F21%5F36%5F98%2Ewma&nm_audio=%22%C9+bom+que+FHC+esteja+pronto+para+compara%E7%F5es%22
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