CUT NACIONAL
>
CLIPPING
>
CLIPPING 10/02/10
Clipping 10/02/10
Escrito por William Pedreira
10/02/2010
Edição nº 0 quarta, 10 de fevereiro de 2010
Fechamento: 09:10
Edição
número 1515 quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Fechamento:
08h55
Veículos Pesquisados:
Clipping CUT é um
trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da
Secretaria Nacional
de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com
Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)
Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)
Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)
Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)
William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)
Secretária de
Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)
O Estado de S.Paulo
Procurador
e STJ discutem afastamento de Arruda
OAB
entra com representação em que pede saída ou prisão do governador
Vannildo
Mende e Felipe Recondo (Nacional)
Em encontro reservado na noite de ontem no Superior Tribunal de Justiça (STJ),
o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o ministro Fernando
Gonçalves, relator da Operação Caixa de Pandora, discutiram o afastamento do
governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do cargo.
Nos últimos dias, aumentou a pressão sobre
Arruda, que se tornou suspeito de obstrução à Justiça. Ontem à tarde, a Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com representação no Ministério Público
requerendo medidas judiciais para o imediato afastamento, ou a prisão, do
governador, acusado de comandar o esquema de corrupção batizado de
"mensalão do DEM", revelado pela Operação Caixa de Pandora.
No ofício, encaminhado ao procurador-geral da República, o presidente da OAB,
Ophir Cavalcante, alega que a presença de Arruda no cargo estaria causando
"dano efetivo à instrução processual", com destruição de provas,
pressões e tentativas de corrupção de testemunhas.
Ophir justificou o pedido com o vídeo, gravado pela Polícia Federal, que
flagrou o momento em que um aliado do governador, Antônio Bento, entrega R$ 200
mil ao jornalista Edson Sombra, a título de suborno para atrapalhar o processo.
O dinheiro, que teria sido entregue a Bento por um sobrinho de Arruda, foi
apreendido e enviado para a perícia juntamente com um bilhete com supostas
instruções cifradas de Arruda que legitimariam o emissário e a proposta de
suborno. "Não há ambiente para permanência de agentes políticos que
violaram deveres e incorreram em diversas proibições inerentes ao exercício da
função pública", diz Ophir.
Internamente, a Justiça e o Ministério Público já discutem há algum tempo as
formas jurídicas e tiram as últimas dúvidas técnicas a respeito do afastamento
do governador, ou eventual prisão, para garantia da instrução do inquérito,
conforme noticiou o Estado no sábado. A hipótese vem sendo amadurecida desde
janeiro, quando o STJ analisava o pedido de quebra de sigilo bancário dos
envolvidos.
Se a opção for pelo simples afastamento, ele pode ser determinado tanto pela
Justiça Federal de Primeira Instância, mediante ação civil pública, como pelo
STJ, onde tramita o inquérito da Caixa de Pandora. No caso de prisão, a medida
compete exclusivamente ao STJ, foro especial de governadores. Em outra frente,
o Ministério Público Eleitoral pediu ao TRE que casse os mandatos de Arruda e
do deputado distrital Leonardo Prudente, flagrado em vídeo guardando dinheiro
nos bolsos e até nas meias.
Chávez
anuncia novo plano antiapagão
Empresas
e cidadãos que gastarem mais energia serão multados
Reuters
(Internacional)
Horas depois de declarar estado de emergência no setor elétrico, na
segunda-feira, o governo venezuelano lançou um plano para economizar energia
que inclui multas para grandes consumidores ou para quem gastar mais e
incentivos para quem reduzir seu consumo. O novo plano é voltado tanto para
consumidores residenciais quanto para empresas e indústrias.
Segundo o presidente Hugo Chávez, os lares que gastarem mais de 500 quilowatts
por hora na média mensal serão considerados grandes consumidores e terão de
cortar 10% do seu consumo sob pena de uma multa equivalente a 75% de sua conta
de luz. Para todos aqueles que gastarem 10% a mais do que na última fatura, a
multa será de 100% sobre o valor dos gastos atuais. E para os que consumirem
20% a mais, a tarifa extra será de 200%.
Por outro lado, as residências com um consumo abaixo dos 500 quilowatts por
hora que conseguirem reduzir seu consumo de eletricidade entre 10% e 20% terão
um desconto de 25% em sua conta de luz. Para os que cortarem mais de 20%, a
redução será de 50%.
O Brasil também adotou um sistema de metas de redução de consumo energético,
com incentivos e penalizações, após o apagão de 2001. Segundo um acordo fechado
numa visita recente a Caracas do assessor especial para Assuntos Internacionais
da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, técnicos brasileiros estão
ajudando a Venezuela a buscar uma solução para a sua crise de energia.
Segundo Chávez, os setores comercial e industrial precisarão reduzir em 20% seu
consumo de energia em relação a 2009. O estado de emergência permitirá a Caracas
contratar empresas e comprar equipamentos de forma mais rápida, sem licitações,
por 60 dias, prorrogáveis por mais tempo.
RACIONAMENTO
Nos últimos meses, uma política de racionamento já vem deixando algumas regiões
da Venezuela sem luz por até 8 horas diárias. Além disso, o governo venezuelano
impôs uma redução no horário de funcionamento dos shopping centers. Segundo o
presidente do instituto de pesquisas Datanálisis, Luis Vicente León, citado
pelo jornal El Universal, de Caracas, essas medidas devem fazer o PIB
venezuelano cair até 2% este ano.
Tal perspectiva é uma grande dor de cabeça para o governo a apenas sete meses
das eleições legislativas, em que Chávez pretende manter a maioria da
Assembleia Nacional para conseguir levar adiante as reformas legais necessárias
para seu projeto socialista.
A crise energética é causada por uma seca prolongada, que reduziu o nível da
reserva da represa de Guri, responsável por 70% da eletricidade consumida na
Venezuela. Mas também há entre a população a percepção de que o governo não fez
os investimentos necessários no setor energético e problemas de administração
estariam agravando a crise.
Pressão
por redução da jornada aumenta
Sindicatos
ameaçam fazer greve se proposta não for votada na Câmara
Edna
Simão (Economia)
Em ano eleitoral, as centrais sindicais aumentam a pressão e ameaçam fazer
greves em todo o País para forçar a Câmara dos Deputados a aprovar a Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para
40 horas semanais. Mesmo correndo o risco de serem derrotados, os empresários
continuam irredutíveis e não aceitam negociar a PEC, que tramita na Câmara há
15 anos.
Foi nesse cenário de divergências que o presidente da Câmara, Michel Temer
(PDMB-SP) realizou, ontem, reuniões separadas com representantes dos
trabalhadores e dos empresários para discutir o assunto. Os trabalhadores
cobram uma data para votação da proposta, o que não ficou definido.
Os representantes dos trabalhadores dizem que estão dispostos até a negociar
uma forma gradativa para reduzir a jornada para 40 horas. Como muitos
parlamentares, eles avaliam que, se a proposta for ao plenário, não haverá
dificuldades em ser aprovada, já que ninguém quer ter o desgaste político de
ficar contra a medida em um ano de eleição.
Para as centrais sindicais, pelo menos, 2,5 milhões de empregos devem ser
criados com a diminuição da jornada. Os empresários, no entanto, salientam que
a proposta aumenta os custos do setor produtivo, reduz a competitividade e
incentiva ainda mais a informalidade. Ou seja, terá efeito contrário.
Na intenção de facilitar um acordo, Temer pôs em debate uma proposta
intermediária, que, entretanto, acabou por não agradar a nenhum dos lados. A
sugestão de Temer, que deve ser levada a uma reunião de líderes de partidos,
que ainda não está marcada, prevê a diminuição da jornada de 44 para 42 horas
semanais num período de dois anos. A proposta prevê ainda a manutenção do valor
adicional pago por hora extra em 50% e a concessão de incentivos fiscais para
minimizar possíveis prejuízos às empresas. A indústria avalia, no entanto, que
a proposta é complexa e difícil de ser adotada.
Segundo o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), a proposta de Temer será levada para debate nas bases. "Mas acho
que temos de continuar brigando pelas 40 horas."
Camex
aprova lista de produtos dos EUA que serão alvo de retaliação
Medida
atende a decisão da OMC contra subsídios ao algodão; importados terão uma
sobretaxa de até 100%
Renata
Veríssimo (Economia)
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou ontem a lista definitiva de
produtos dos Estados Unidos que devem receber uma sobretaxa de até 100% de
Imposto de Importação. A medida faz parte da retaliação que a Organização
Mundial do Comércio (OMC) autorizou o Brasil a aplicar contra os EUA por causa
da preservação dos subsídios concedidos pelo aos produtores e exportadores de
algodão. Ao concluir a lista, que corresponde a um valor de comércio de US$ 560
milhões, o governo reiterou sua decisão de aplicar as sanções, autorizadas pela
OMC no ano passado.
A secretária executiva da Camex, Lytha Spíndola, informou, porém, que a lista
será divulgada até dia 1º de março porque precisa passar por "ajustes
técnicos". Com isso, a Camex abriu mais um espaço de 20 dias para que os
EUA cortem seus subsídios ao algodão, medida que suspenderia a punição, mas é
considerada improvável, e para que seja concluída a outra parte das
retaliações, que será aplicada especialmente sobre empresas americanas do setor
farmacêutico, mediante suspensão de patentes ou de royalties.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou ontem que apresentou à Camex
"um conjunto de medicamentos" que podem ser alvos dessas sanções.
"A decisão ainda precisa ser amadurecida por toda a equipe do
governo", disse.
No início de março, a Camex deverá novamente se reunir para decidir se ambas as
listas (mercadorias e patentes) devem ser registradas juntas na OMC. A
alternativa será aplicar, em um primeiro momento, as retaliações sobre
mercadorias e deixar para depois as sanções sobre propriedade intelectual, que
dependem ainda da edição de uma medida provisória para poderem ser aplicadas.
O encontro de ontem foi o palco de uma ação mais incisiva do Itamaraty em favor
da aplicação das retaliações, diante de atitudes titubeantes dos ministérios da
Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Ausente nas últimas reuniões da Camex, o chanceler Celso Amorim decidiu
participar para garantir que a lista de bens fosse fechada e assinada por seus
colegas. Sua argumentação foi exposta em uma reunião prévia, na qual apenas os
ministros estavam presentes. O Itamaraty avalia que o Brasil perderá
completamente sua credibilidade na OMC se não aplicar as sanções aos EUA, já
que o País lutou por sete anos na entidade contra os subsídios americanos.
O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey, disse
que o Brasil continua aberto para discutir com os EUA a retirada dos subsídios,
mas negou que a demora na divulgação da lista definitiva seja para dar mais
tempo às negociações. Ele disse que o Brasil já conversou com delegados
americanos, que indicaram a dificuldade em retirarem os subsídios ao algodão
porque o assunto teria que ser aprovado pelo Congresso dos EUA.
"Não recebemos, até o momento, nenhuma proposta concreta. Mas continuamos
abertos", disse. "Haverá retaliação se não houver nenhuma
mudança", completou.
O processo de aplicação das retaliações iniciou-se em novembro, com a colocação
em consulta pública de uma lista preliminar com 222 produtos, que representaram
US$ 2,7 bilhões em importações dos EUA em 2008. Com base nas manifestações
recebidas, a Camex enxugou a relação para US$ 560 milhões.
Apesar das declarações, na semana passada, do novo embaixador norte-americano
no Brasil, Thomas Shannon, de que poderia haver uma reação americana, Cozendey
disse que interpreta as declarações do embaixador como um comentário sobre a
natureza das relações comerciais e não como uma ameaça.
Ele explicou que o Brasil decidiu aplicar parte do valor autorizado pela OMC em
propriedade intelectual e serviços para não prejudicar os importadores
brasileiros. Segundo ele, o presidente Lula decidirá se encaminhará ao
Congresso por medida provisória a proposta de lei que permitirá ao Brasil fazer
essa retaliação nessas duas áreas.
Folha de S.Paulo
Oposição é "time frágil",
afirma Lula
Presidente
reage às críticas a viagens com Dilma e diz que "festa" é dele até o
fim do ano
Petista, que visitou duas cidades mineiras, reduto do tucano Aécio, disse que
fará "muita força para eleger a minha sucessora" este ano
Breno
Costa e Paulo Peixoto (Brasil)
Em novo round da troca de farpas com a oposição em torno da sua sequência de
viagens pelo Brasil ao lado da ministra da Casa Civil e pré-candidata à sua
sucessão, Dilma Rousseff, o presidente Lula afirmou que a oposição parece um
"time frágil, que tenta parar [o outro] no tranco, fazendo falta".
A declaração foi dada em entrevista a duas rádios de Governador Valadares, no
leste de Minas Gerais, onde, junto com Dilma, lançou um pacote de ações do PAC
(Programa de Aceleração do Crescimento) e dos programas Minha Casa, Minha Vida
e Bolsa Família.
Somente nas últimas três semanas, Dilma e Lula visitaram cinco cidades de Minas
Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e Estado de origem da ministra,
que busca tornar-se mais conhecida pelo eleitorado mineiro, simpático ao
governador tucano Aécio Neves.
A primeira escala dos dois em Minas, no Vale do Jequitinhonha, no dia 18, levou
a oposição a entrar com uma representação contra eles no Tribunal Superior
Eleitoral, já arquivada.
"Quando um partido não tem o que propor e não tem discurso, a situação
dele fica difícil. Então, tenta impedir que o outro time jogue", disse
Lula.
"Acho que os nossos adversários estão como aquele time mais frágil, que
tenta parar no tranco, fazendo falta. Eles não têm como competir, e começam a
dizer "o presidente está viajando". O que eles queriam? Que eu
ficasse sentado em Brasília?", afirmou o presidente.
Ele disse que "ainda nem começou" as viagens pelo Brasil programadas
para 2010. Segundo Lula, o ritmo continuará até "31 de dezembro":
"Até lá, a festa é minha", disse. Dilma, afirmou, segue na comitiva
"até o dia em que a lei exigir que se afaste". "Vou fazer muita
força para eleger a minha sucessora."
Em Teófilo Otoni, ao inaugurar um campus universitário, Lula disse que oito
anos não são suficientes para fazer tudo e foi interrompido por gritos da
plateia de "Dilma, Dilma".
"Eu não posso falar o que vocês estão falando porque a lei não permite,
mas podem ficar certos de uma coisa: nós vamos fazer a sucessão desse país para
dar continuidade ao que nós estamos fazendo", afirmou.
Serra
muda critério para dar reajuste maior ao mínimo
Após
queda de braço no governo, piso em SP sobe mais do que o aumento nacional
Tucano muda critério de correção e decide adotar o PIB paulista, elevando em
10,89% (em vez de 8,79%) o piso salarial no Estado
Catia
Seabra (Brasil)
Depois de uma queda de braço entre área política e equipe econômica, o governo
de São Paulo mudou, pela primeira vez, o critério de reajuste do piso salarial
de Estado, o que possibilitou que o governador José Serra anunciasse ontem um
índice de reajuste maior do que o do salário mínimo nacional.
Graças à alteração, definida na noite de segunda-feira, véspera do anúncio, o
"mínimo estadual" será corrigido em 10,89%, passando de R$ 505 para
R$ 560. O índice de reajuste do mínimo fixado pelo governo Lula foi de 9,68%.
Para chegar a esse número, o governo Serra usou o crescimento do PIB (Produto
Interno Bruto) do Estado para a correção do piso paulista. Mantida a fórmula
original -baseada na variação do PIB nacional-, o índice de reajuste seria de
8,79%, menor do que o aumento do mínimo nacional.
Além de um índice de reajuste maior, a adoção do novo critério permite que o
Estado divulgue uma cifra redonda em pleno ano eleitoral.
"Com relação ao mínimo nacional, o piso salarial do Estado está R$ 50
acima do novo salário mínimo. Isso é perfeitamente assimilável pela economia
paulista", disse Serra.
Pelo modelo anterior, o piso estadual seria de R$ 550, R$ 40 a mais do que o
salário mínimo nacional (R$ 510).
Segundo o secretário do Emprego e Relações de Trabalho, Guilherme Afif
Domingos, o governo decidiu aplicar a variação do PIB paulista -de 6,9%-
porque, em 2008 (base do cálculo), foi maior do que o nacional (4,71%).
"Não temos culpa se a economia do Estado cresceu mais do que a do
país", justificou Afif.
Impasse
Uma falha na divulgação dos números acabou por revelar que o piso fora alvo de
discórdia no governo. Em dissonância com a equipe econômica, Afif insistiu na
adoção do PIB estadual como critério de cálculo.
Embora os técnicos tenham alegado que a medida aumentaria o gasto do Estado com
prestadoras de serviço, Serra afirmou que o custo seria
"insignificante" para o governo e optou pela proposta de Afif.
Como a decisão foi tomada na noite de segunda-feira, sem a presença de Afif, o
governo chegou a distribuir, em texto, a informação de que o piso estadual
seria de R$ 550.
Ao ler o material, Serra convocou Afif e assessores para que reescrevessem o
texto.
"Como havia vários cenários, acabaram enviando para digitação o
errado", disse Serra.
Afif afirmou que não tinha sido informado da decisão. "Foi um erro de
divulgação de todos nós", disse o secretário.
Governo
desiste de elevar taxa na mineração
Plano
de mudar a cobrança de royalties sobre o setor é abandonado após resistência
das mineradoras e da Fazenda
Regras de outorga e desenho institucional do setor serão mudadas, dando mais
poder ao Estado; "vamos acabar com farra", diz Lobão
Humberto
Medina e Valdo Cruz (Dinheiro)
O governo desistiu de modificar a tributação de royalties no setor de
mineração. Não houve acordo entre os ministérios de Minas e Energia e da
Fazenda sobre o assunto, que não será enviado ao Congresso, diferentemente do
que o Planalto havia planejado anteriormente.
Em 2010, serão mudadas somente as regras relativas ao processo de outorga do
setor e seu desenho institucional, com a criação do Conselho Nacional de
Política Mineral e de uma agência reguladora, dando mais poderes ao governo na
área.
"Vamos acabar com a farra no setor", disse o ministro Edison Lobão
(Minas e Energia).
Segundo a Folha apurou, dois setores travaram a modificação do sistema
tributário: 1) as mineradoras, que pressionaram o governo alegando risco de
perda de competitividade do país no mercado internacional; e 2) a equipe
econômica, por receio de perda de arrecadação num momento de alta dos gastos
públicos.
A ideia original do governo era aumentar a CFEM (Compensação Financeira sobre
Exploração Mineral, o royalty do setor). Não vingou porque o setor produtivo
argumentou que haveria perdas comerciais ao país, que ficaria em desvantagem em
relação a outros produtores com custos menores.
Apesar de esse tipo de royalty no Brasil ser menor do que em outros países, a
carga tributária total sobre o setor é uma das maiores do mundo. Enquanto a
CFEM aqui é de 3%, se cobra mais nos EUA (4,6%), na Rússia (4,6%) e na
Austrália (4%). Só que a carga tributária total brasileira chega a 19,7%,
enquanto nos países citados fica em 15,07%, 16,32% e 15,4%, respectivamente.
Passou-se então a discutir outra proposta, que envolvia reformulação tributária
mais ampla. A CFEM seria elevada, de 2% para 8%, mas outros tributos federais
diminuiriam.
Nesse momento, havia consenso entre os empresários, mas a discussão passou a
ser entre os ministérios de Minas e Energia e da Fazenda e não avançou. A CFEM
é repartida com Estados e municípios, enquanto os outros impostos, que seriam
reduzidos, têm arrecadação concentrada na União, o que motivou a resistência da
Fazenda.
"Vamos enviar agora o projeto de lei com as novas regras do marco
regulatório. A questão dos royalties está ficando para uma segunda etapa",
disse Lobão à Folha. Ele admitiu que a resistência do Ministério da Fazenda
pesou na decisão.
Lobão afirmou, porém, que o governo ainda pode mudar o imposto de exportação
sobre o setor de mineração. Hoje, segundo ele, a exportação de minério bruto
não paga esse tributo, enquanto os produtos acabados, como laminados de aço,
são taxados. Essa medida faz parte da estratégia do presidente Lula de
pressionar as mineradoras, principalmente a Vale, a dar prioridade à
transformação do minério no país.
No ano passado, Lula pressionou diretamente o presidente da Vale, Roger
Agnelli, a aumentar seus investimentos em siderúrgicas no país para reduzir a
exportação de minério bruto. A pressão fez a empresa alterar seu plano de
investimento, depois de ter feito cortes em seu planejamento e promovido
demissões durante a crise internacional.
Novo
código prevê que só empresas explorem e pesquisem minerais (Dinheiro)
O novo Código de Mineração prevê que apenas
empresas terão autorização para pesquisar e explorar minerais no país. Elas
terão ainda de comprovar um investimento anual mínimo durante a fase de
pesquisa, o que hoje não é exigido.
"Vamos acabar com os aventureiros do setor, pessoas físicas que pegam uma
área para pesquisar e nunca o fazem", afirmou à Folha o ministro Edison
Lobão (Minas e Energia) sobre a proposta de novo "Marco Institucional e de
Outorga da Mineração".
Segundo Lobão, a ideia é enviar ainda neste mês ao Congresso um projeto de lei
com o novo código. Nele, os prazos de pesquisas e lavra vão mudar caso a
proposta seja aprovada.
Hoje, a pessoa física ou empresa vai ao órgão responsável e pede o direito de
pesquisar uma área. Tem um prazo de até seis anos para isso. Depois, mais um
para requerer o direito de lavra. A partir daí, não há prazo para produzir.
Pela nova proposta, o prazo passa a ser de cinco anos para pesquisa, sem
prorrogação. Depois, um ano para formalizar o pedido de lavra da área. Nesse
período, a empresa terá de provar um investimento mínimo e também pagar uma
taxa anual crescente até a conclusão das pesquisas.
A agência reguladora fará a fiscalização e poderá aplicar multas de até R$ 50
milhões.
O governo vai manter o sistema de prioridade, em que a empresa que protocola
primeiro o pedido de pesquisa ganha o direito sobre determinada área. Haverá,
porém, exceções, e licitações poderão ser feitas em dois casos: quando quem
tinha autorização perder os direitos (não comprovou pesquisa dentro do prazo,
por exemplo) e em áreas que forem consideradas de minerais estratégicos.
IBGE
prevê 2ª maior safra da história
Colheita
de grãos deve ser 7,2% maior que a de 2009; resultado, porém, deve ficar abaixo
do de 2008
Denise
Menchen (Dinheiro)
A safra nacional de grãos de 2010 deve ser a segunda maior da história. Segundo
o IBGE, até o fim deste ano 143,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas
e oleaginosas devem ser produzidas.
O número supera em 7,2% o resultado de 2009, quando foram produzidas 133,8
milhões de toneladas, e em 1,9% o prognóstico de dezembro, de 140,7 milhões de
toneladas. Em 2008, melhor ano para a agricultura do país, 146 milhões de
toneladas foram colhidas.
A área cultivada neste ano, porém, é a maior da série histórica: 48,1 milhões
de hectares. Como muitos produtores optaram pelo cultivo de soja, no entanto, o
rendimento médio de cada hectare é menor que o de anos anteriores -a
produtividade da soja é de cerca de 3.000 quilos por hectare; a do milho, de
6.000 quilos por hectare.
A preferência pela soja se explica pela maior cotação e pela liquidez do
produto no mercado internacional, diz o IBGE.
Para 2010, o órgão estima alta de 16% na produção da oleaginosa, atingindo 66
milhões de toneladas. Com isso, a participação da soja no cultivo de grãos
passará de 43% para 46%. Milho e arroz, com 36% e 8%, respectivamente, são as
duas outras principais culturas.
Mauro André Andreazzi, gerente de agricultura do IBGE, afirmou que as chuvas do
início deste ano tiveram impacto reduzido sobre as estimativas de produção. A
maior perda ocorreu no Paraná, onde a primeira safra de feijão foi revista em
-8,9% ante o prognóstico de dezembro.
Emprego
na indústria tem maior queda desde 2002
Denise
Menchen (Dinheiro)
O emprego na indústria registrou em 2009
queda recorde de 5,3% ante 2008. O recuo foi o maior desde o início da série
histórica calculada pelo IBGE, em 2002. Até então, o pior desempenho (-1%) era
o do ano da primeira eleição de Lula, quando a economia passou por uma crise de
confiança.
Segundo André Macedo, técnico do instituto, o resultado é explicado pelo ajuste
da produção, que sofreu queda de 7,4% no período, em razão da crise
internacional.
Assim como a produção, o emprego dá indícios de recuperação -após três
trimestres de queda, o número de ocupados na indústria voltou a subir nos dois
últimos trimestres do ano. De outubro a novembro, a taxa se acelerou, chegando
a 1,6% sobre o período de julho a setembro.
Dos 18 setores industriais pesquisados, apenas o de papel e gráfica viu o
número de ocupados aumentar entre 2008 e 2009.
Temer
propõe diminuição da jornada semanal para 42 horas
Maria
Cabral e Julianna Sofia (Dinheiro)
Sem consenso entre empresários e centrais sindicais, o presidente da Câmara,
deputado Michel Temer (PMDB-SP), apresentou ontem proposta para tentar resolver
o impasse em torno da questão da redução da jornada de trabalho. A sua
alternativa é diminuir a carga semanal de 44 para 42 horas escalonadamente, em
dois anos, com compensações fiscais para as empresas.
A Folha apurou que a proposta foi bem recebida entre os sindicalistas.
Representantes das centrais consideram a possibilidade de aceitar a
alternativa, pois seria o primeiro passo para reduzir a jornada em uma hora a
cada ano até chegar a 40 horas. A condição para fechar o acordo seria
formalizar as reduções para 2011 e 2012 e assumir o compromisso de voltar a
discutir o tema em 2013, a fim de garantir mais duas reduções anuais.
Pela proposta de Temer, o valor pago para a hora extra seria mantido em 50%.
Mas ele não detalhou como seria feita a compensação fiscal. "Para o setor
empresarial não ter prejuízo, é preciso alguma compensação fiscal, tributária,
talvez na folha de pagamento."
Entidades como a CUT e a Força Sindical defendem o aumento
do valor da hora extra paga para 75% e uma redução da jornada de trabalho de 44
para 40 horas, sem escalonamento.
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força, não descartou
aceitar a proposta. Disse que conversaria com os demais representantes do
setor, mas que as paralisações programadas para depois do Carnaval estão
mantidas.
"A princípio tenho um pouco de receio, mas o mais importante agora é fazer
o assunto chegar à pauta de votações da Câmara."
Segundo ele, Temer afirmou que colocará a emenda constitucional para ser votada
assim que conseguir um acordo com o empresariado.
Depois do encontro com Temer, no entanto, o presidente da CNI, deputado Armando
Monteiro (PTB-PE), disse que não concorda com a nova proposta. "Achamos
que qualquer proposta é inconveniente", disse.
Nota oficial divulgada ontem pela Fiesp diz ainda que o debate apenas voltou à
pauta por causa do ano eleitoral. "Na prática, a redução da jornada já é
realidade no país, com base no livre entendimento entre empresas e seus
colaboradores em diversos setores da economia."
Valor Econômico
Produtividade
na indústria sobe 10% no 4º tri
Samantha
Maia
A produção industrial cresceu mais
rapidamente que o emprego no último trimestre de 2009 e permitiu ao setor
recuperar parte da eficiência perdida durante a crise econômica. Enquanto a
produção cresceu 5,8% nos últimos três meses de 2009 sobre o mesmo período de
2008, o número de horas pagas caiu 3,7% e o emprego recuou 4,2% na mesma
comparação. Como resultado, a produtividade cresceu 9,9% no quarto trimestre de
2009 em relação aos três meses finais de 2008. No ano, a produtividade recuou
1,9%, segundo dados que cruzam a produção física e as horas trabalhadas na
indústria, ambos calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
A queda na produtividade média do ano de
2009 era esperada e sucede vários anos de ganhos de eficiência na produção.
Para 2010, a expectativa dos economistas é de novos ganhos de produtividade
dentro do mesmo padrão que marcou a década passada - crescimento conjunto da
produção e do emprego, mas com a produção superando o ritmo de recuperação dos
postos de trabalho. Essa expectativa está baseada na disposição apresentada
pelo setor em realizar investimentos ao longo deste ano.
No auge da crise, a indústria ajustou
primeiro - e fortemente o ritmo de produção. Depois, o ajuste do emprego foi
sendo mais lento. Na recuperação, ocorreu o contrário e a produção começou a
crescer enquanto vagas de trabalho ainda eram cortadas. De acordo com Silvio
Sales, consultor da Fundação Getulio Vargas (FGV), a produção já mostrava
retomada na comparação mensal (sobre o mês imediatamente anterior) desde o
início de 2009, enquanto a recuperação no emprego só começou no segundo
semestre.
O consultor calcula que a produção
industrial cresceu 6,8% em dezembro de 2009 sobre junho do mesmo ano (a partir
da série mensal com ajuste sazonal do IBGE), período em que o emprego também
cresceu, mas com menor vigor: 2,2%. "A produtividade este ano não caiu
tanto porque no segundo semestre observamos uma velocidade do crescimento da
produção mais forte que no emprego", diz ele.
O desempenho do quarto trimestre de 2009
ajudou a melhorar o resultado de produtividade no ano, que ficou em menos 1,9%
sobre 2008. Apesar do resultado ser negativo, ele está bem acima do registrado
nos primeiros seis meses do ano. No primeiro trimestre de 2009, por conta da
queda brusca da produção, de 14,6% sobre o mesmo período de 2008, e de uma
retração menor das horas pagas, de 5%, a indústria registrou uma queda de 10%
da produtividade. No segundo trimestre, seguindo o mesmo cenário e sempre em
relação ao mesmo período de 2008, o indicador caiu 6,2%. No terceiro, a queda
foi muito menor, de 1,3%, por conta de uma redução do ritmo de queda da
produção e de uma retração maior do número de horas pagas.
Fábio Romão, economista da LCA Consultores,
acredita que em 2010 a indústria deve recuperar produtividade porque o emprego
ainda tem muito espaço para crescer em relação ao nível que estava antes da
crise. "Nossa estimativa é que a indústria recomponha o seu estoque de mão
de obra apenas em agosto deste ano, enquanto a produção já vem forte", diz
ele.
Segundo dados da Relação Anual de
Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, o estoque de mão de obra
da indústria em outubro de 2008 estava em 8,1 milhões de pessoas. Hoje, ele
está em 7,8 milhões. A estimativa da LCA é de que o setor feche o ano de 2010
com uma geração de 392 mil postos de trabalho.
Rogério César Souza, economista do
Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), considera que
ainda é prematuro apontar uma tendência para o ano. Ele avalia, porém, que, por
estarem saindo de uma crise econômica, as empresas devem se mostrar mais
cautelosas na contratação, o que favorece que a produção se mantenha com um
ritmo mais forte inicialmente. "É uma tese válida, pois o setor externo
ainda está indefinido, há incertezas", diz ele.
A recuperação da produtividade no fim de
2009 é um bom sinal, segundo Souza, porque vem junto com o crescimento das
horas pagas, apesar da comparação com 2008 ainda mostrar uma desvantagem.
"A produção está prevalecendo, mas também há ganhos no número de horas
pagas, esse é um desempenho considerado virtuoso. Tem a ver com um processo
mais geral de recuperação da indústria, que também virá com o aumento dos
investimentos", diz.
Temer
propõe redução de jornada de trabalho para 42 horas
BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB-SP), propôs hoje a líderes de sindicatos de trabalhadores a redução
da carga horária de 44 para 42 horas semanais.
A proposta, a ser levada ao plenário, prevê uma redução gradativa de menos uma
hora em 2011 e uma em 2012. Se aceita, será incluída na PEC 231/95, que define
uma carga de 40 horas. Depois o tema voltaria a ser debatido no Congresso
Nacional.
Segundo o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), as centrais sindicais vão levar a proposta às bases para obter a
opinião da maioria. Ele ainda informou que a sugestão de Temer mantêm a hora
extra com 50% de acréscimo, mas prevê uma negociação com o governo para haver
compensação fiscal ao empresariado.
O deputado acrescentou que Temer espera retomar as negociações com os
sindicatos dos trabalhadores logo após o Carnaval e, caso concordem com sua
proposta, vai procurar os líderes partidários para, em seguida, colocar o
projeto em votação no Plenário.
Antes do encontro com o presidente da Câmara, as centrais sindicais fizeram
mais uma manifestação para pressionar os parlamentares a votar a PEC 231/95. Os
trabalhadores querem que a matéria seja analisada ainda no primeiro semestre.
O presidente da Central
Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, enfatizou que a compensação fiscal
aos empresários não está em pauta porque desde a Constituição de 1988 não há
redução da jornada de trabalho.
"Desde então, o empresariado vem auferindo produtividade, mas não repartiu
com os trabalhadores. Não é hora de falar em compensação fiscal",
completou.
O deputado Paulo Pereira da Silva disse que após o Carnaval haverá "um
festival de greves em todo País" para reivindicar a redução da jornada.
Representantes dos empresários também se reuniram nesta terça-feira com o
presidente Michel Temer e disseram não aceitar a redução da carga de trabalho
para 40 horas.
O vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Roberto
Della Manna, e o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
deputado Armando Monteiro (PTB-PE), avaliaram que não há possibilidade de os
empresários aceitarem a redução da carga de trabalho, como previsto na PEC
231/95.
Indústria
rejeita redução gradual de jornada
Raquel
Ulhôa
Representantes do setor industrial nacional
rejeitaram ontem proposta do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer
(PMDB-SP), de redução gradual da jornada de trabalho semanal das atuais 44
horas para 42 horas, em dois anos, com compensações fiscais para as empresas -
sujeitas a negociação com o governo.
Reunidos com Temer no gabinete da
presidência da Câmara, o presidente da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), Armando Monteiro, e representantes das federações das indústrias de São
Paulo, Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina se
mostraram inflexíveis em relação a qualquer imposição legal de redução da
jornada de trabalho.
Depois dos empresários, foi a vez dos
representantes das centrais sindicais reunirem-se com Temer. Segundo o
presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), as
centrais vão submeter a proposta do presidente da Câmara às "bases".
Se não houver acordo, Temer poderá colocar
em votação, ainda em fevereiro, a proposta de emenda constitucional (PEC) que
trata da redução da jornada de trabalho sem alteração: ela reduz para 40 horas,
de uma só vez, com aumento no valor da hora extra (dos atuais 50% para 75%).
Pela ideia apresentada pelo presidente da
Câmara, além da redução gradual para 42 horas (uma hora a menos em 2011 e outra
em 2012) em vez de 40 horas e compensações fiscais, não haveria alteração no
valor da hora extra paga atualmente.
O presidente da Câmara relatou aos
empresários estar há mais de um ano sob pressão dos sindicalistas e de
parlamentares para colocar a PEC em votação e não conseguiria mais adiar. Disse
que, por isso, estava apresentando aquela proposta intermediária, que poderia
causar menor impacto às empresas.
Na conversa, os representantes da indústria
mostraram determinação em não ceder a qualquer proposta. O presidente da CNI,
deputado Armando "Monteiro Neto (PTB-PE), reconheceu que "há risco"
de a PEC ser aprovada, especialmente em ano eleitoral, quando os parlamentares
estão mais suscetíveis às pressões por aprovação de projetos de apelo social.
"No momento próprio, o setor vai se
mobilizar novamente para tentar impedir a aprovação", afirmou Monteiro.
Além de organizadas no Congresso, as centrais sindicais preparam greves em
fábricas e pressões nas bases eleitorais dos parlamentares. E, se a PEC for
votada, planejam exibir em painéis os nomes dos parlamentares que votarem
contra.
"A orientação das centrais é de
estarmos aqui permanentemente após o carnaval, com cerca de 100 pessoas de cada
central, fazendo pressão", disse o presidente da CUT, Artur Henrique.
Na reunião com Temer, o representante de
Santa Catarina, Glauco Corte, disse que o setor industrial no Estado tem
principalmente micro e pequenas empresas, intensiva mão de obra, e perdeu 12
mil empregos na crise, em 2008. Desses, teriam recuperado apenas dois mil em
2009. Portanto, não teria como suportar o custo da redução da jornada de
trabalho. No caso das 40 horas, o impacto seria de 2% do custo da produção,
segundo eles.
Os empresários de todos os Estados disseram
ao presidente da Câmara que a indústria nacional vai perder competitividade com
o aumento de custo resultando de uma redução das horas trabalhadas. O
presidente da CNI disse que a redução ou não da jornada de trabalho deve
continuar sendo discutida livremente por empresas e trabalhadores, sem ser uma
imposição legal.
Jornal da Tarde
Centrais
pressionam por jornada de 40h
As centrais sindicais
ameaçam fazer greves em todo o País para forçar a Câmara dos Deputados a
aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de
trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Os empresários não aceitam
negociar a PEC, que tramita na Câmara há 15 anos. Ontem, o presidente da
Câmara, Michel Temer (PDMB-SP), realizou reuniões separadas com representantes
dos dois lados para discutir o assunto e propôs uma redução intermediária, para
42 horas semanais.
O Globo
Temer
propõe redução de jornada de trabalho para 42 horas
BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB-SP), propôs hoje a líderes de sindicatos de trabalhadores a redução
da carga horária de 44 para 42 horas semanais.
A proposta, a ser levada ao plenário, prevê
uma redução gradativa de menos uma hora em 2011 e uma em 2012. Se aceita, será
incluída na PEC 231/95, que define uma carga de 40 horas. Depois o tema
voltaria a ser debatido no Congresso Nacional.
Segundo o presidente da Força Sindical,
deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), as centrais sindicais vão levar a
proposta às bases para obter a opinião da maioria. Ele ainda informou que a
sugestão de Temer mantêm a hora extra com 50% de acréscimo, mas prevê uma
negociação com o governo para haver compensação fiscal ao empresariado.
O deputado acrescentou que Temer espera
retomar as negociações com os sindicatos dos trabalhadores logo após o Carnaval
e, caso concordem com sua proposta, vai procurar os líderes partidários para,
em seguida, colocar o projeto em votação no Plenário.
Antes do encontro com o presidente da
Câmara, as centrais sindicais fizeram mais uma manifestação para pressionar os
parlamentares a votar a PEC 231/95. Os trabalhadores querem que a matéria seja
analisada ainda no primeiro semestre.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Artur Henrique,
enfatizou que a compensação fiscal aos empresários não está em pauta porque
desde a Constituição de 1988 não há redução da jornada de trabalho.
"Desde então, o empresariado vem
auferindo produtividade, mas não repartiu com os trabalhadores. Não é hora de
falar em compensação fiscal", completou.
O deputado Paulo Pereira da Silva disse que
após o Carnaval haverá "um festival de greves em todo País" para
reivindicar a redução da jornada. Representantes dos empresários também se
reuniram nesta terça-feira com o presidente Michel Temer e disseram não aceitar
a redução da carga de trabalho para 40 horas.
O vice-presidente da Federação das
Indústrias de São Paulo (Fiesp), Roberto Della Manna, e o presidente da
Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro (PTB-PE),
avaliaram que não há possibilidade de os empresários aceitarem a redução da
carga de trabalho, como previsto na PEC 231/95. (Agência Câmara)
Gazeta do Povo
Funcionários
e empresas fecham acordo e põem fim à paralisação
Vigilantes
aceitam proposta de aumento real de 1,14% e devem voltar ao trabalho já na
quarta-feira. Abastecimento a agências e caixas já estava praticamente
normalizado
Felippe
Aníbal
Os vigilantes responsáveis pelo transporte
de valores no Paraná e as empresas do setor chegaram a um consenso por volta
das 17h15 desta terça-feira (9), colocando um fim à greve dos vigilantes, que
durou nove dias. O acordo foi fechado com o enfraquecimento do movimento
grevista, ocorrido após empresas terem voltado, parcialmente, a abastecer as
agências bancárias e os terminais externos, cumprindo determinação judicial.
O acordo concedeu aos vigilantes (que
trabalham diretamente nos carros-fortes) um reajuste salarial real de 1,14%,
mais correções pelo INPC, além de vale alimentação no valor de R$ 15. Aos
chamados funcionários da tesouraria (que atuam dentro das empresas, na contagem
do numerário e preparação dos malotes), foi concedido vale alimentação de R$
11,90 e fixado piso salarial de R$ 680, que será ampliado para R$ 700 em seis
meses. No auge da greve, o do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana
(Sindivigilantes) chegou a reivindicar 8% de aumento real.
O pacto terá a duração de dois anos e prevê
ainda um novo aumento de 0,5%, além de correções pelo INPC, em 2011. Os
funcionários devem voltar ao trabalho já na quarta-feira (10) e não receberão
pelas horas não trabalhadas, mas terão um prazo de dois anos para reporem o
tempo em que ficaram parados. "Consideramos que houve um benefício
significativo à categoria, pois conquistamos um reajuste maior do que o
concedido em outros estados, como São Paulo, por exemplo", disse o presidente
do Sindivigilantes,
João Soares.
Abastecimento
Os carros-fortes das quatro empresas de transporte
de valores voltaram a abastecer as agências bancárias e terminais externos,
depois de determinação judicial. Na sexta-feira (5), a vice-presidente do
Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), desembargadora Rosemarie
Diedrichs Pimpão, determinou que duas empresas - Prosegur Brasil S.A. e Brink's
Transporte de Valores - que haviam fechado acordo com seus funcionários
voltassem ao trabalho. A desembargadora também determinou que o Sindivigilantes
liberasse 40% dos funcionários das outras duas empresas - Proforte S.A. e
Transbank S.A. - para o serviço.
Nesta terça-feira, o Sindivigilantes chegou a
acusar as empresas de implantaram uma "operação tartaruga", retardando o
abastecimento das agências. Os bancos, no entanto, informaram que o abastecimento
estava praticamente normalizado já no período da tarde. Segundo a assessoria de
imprensa do Banco do Brasil, na segunda-feira, 8, foram registrados alguns
atrasos na reposição de cédulas de terminais externos em Curitiba e em
Cascavel, mas os problemas já haviam sito completamente solucionados. A Caixa
Econômica Federal informou que a situação também é considerada normal em suas
agências, que já operam sem qualquer sinal de escassez de papel moeda.
Jornal do Comércio
Centrais
sindicais ameaçam fazer greve pela jornada de 40 horas
Em ano eleitoral, as centrais sindicais
aumentam a pressão e ameaçam fazer greves em todo o país para forçar a Câmara
dos Deputados a aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a
jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Mesmo correndo o risco
de serem derrotados, os empresários continuam irredutíveis e não aceitam
negociar a PEC, que tramita na Câmara há 15 anos. Foi nesse cenário de
divergências que o presidente da Câmara, Michel Temer (PDMB-SP) realizou, hoje,
reuniões separadas com representantes dos trabalhadores e dos empresários para
discutir o assunto.
Os trabalhadores cobram uma data para votação da proposta, o que não ficou
definida. Os representantes dos trabalhadores dizem que estão dispostos até a
negociar uma forma gradativa para reduzir a jornada para 40 horas. Como muitos
parlamentares, eles avaliam que, se a proposta for ao plenário, não haverá
dificuldades em ser aprovada, já que ninguém quer ter o desgaste político de
ficar contra a medida em um ano de eleição. Para as centrais sindicais, pelo
menos, 2,5 milhões de empregos devem ser criados com a diminuição da jornada.
Os empresários, no entanto, salientam que a proposta e aumenta os custos do
setor produtivo, que já são elevados, reduz a competitividade e incentiva ainda
mais a informalidade. Ou seja, terá efeito contrário ao desejado.
Na intenção de facilitar um acordo, Temer
colocou em debate uma proposta intermediária, que, entretanto, acabou por não
agradar nenhum dos lados. A sugestão de Temer, que deve ser levada a uma
reunião de líderes de partidos, que ainda não está marcada,prevê a diminuição
da jornada de 44 para 42 horas semanais num período de dois anos. A proposta
prevê ainda a manutenção do valor adicional pago por hora extra em 50% e a
concessão de incentivos fiscais para minimizar possíveis prejuízos às empresas.
A indústria avalia, no entanto, que a proposta é complexa e difícil de ser adotada,
principalmente, em um ano que o governo federal não quer abrir mão de receitas.
Segundo o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), a proposta de Temer será levada para debate nas bases. "Mas acho
que temos que continuar brigando pelas 40 horas", frisou Paulinho.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando
Monteiro Neto (PTB-PE) já avisou que não aceita. "Não é recomendável que
se trate desse assunto em um ano eleitoral", afirmou Monteiro Neto,
destacando que a indústria ainda não conseguiu recuperar os empregos perdidos
com a crise na economia. "Não se gera emprego por voluntarismo do
legislativo." Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp), Roberto Della Mana, a mudança na jornada vai prejudicar
principalmente as pequenas e médias empresas que não têm condições de arcar com
custos mais elevados. O presidente
da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, ressaltou que as
manifestações na Câmara para pressionar os deputados continuarão depois do
carnaval. Além disso, serão iniciadas manifestações nas fábricas.
"Aceitamos 40 horas com negociação", afirmou Artur Henrique.
Agência Brasil
Empresários
discordam da redução da jornada de trabalho para 40 horas
Iolando Lourenço
Brasília - Representantes dos empresários
disseram ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), serem
contrários à redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas
semanais como prevê proposta de emenda à Constituição (PEC), em tramitação na
Casa. Eles saíram, há pouco, de uma reunião com o presidente. "Aprovar a
proposta nesse ano é eleitoreiro", disse o presidente da Confederação Nacional
da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Netto (PTB-PE).
Segundo Monteiro Netto, a crise que o Brasil passou não permite que a indústria
assuma mais gastos para produzir com a redução da carga horária, calculada em
torno de 2%. Ele acredita que essa redução da jornada de trabalho causará um
impacto forte no setor, que poderá causar desempregos. De acordo com o
presidente da CNI, não se cria emprego com legislação nenhuma e sim com
investimentos.
Para Monteiro Netto, essa proposta precisa ser mais bem debatida e não pode ser
uma regra geral para todo o país, tem que ser levado em conta as diferenças
regionais. Segundo ele, muitas indústrias, na prática, já adotam uma carga
horária menor, "mas tornar a medida obrigatória seria drástico para a
indústria".
O vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Roberto
Della Manna, que também participou da reunião, disse que os empresários não
podem aceitar a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. "Não há
possibilidade nem mesmo de haver uma redução gradativa, a cada ano", disse o
dirigente da Fiesp.
Temer disse que vai continuar negociado com os dois lados à busca de um
entendimento que viabilize a votação da PEC. "Temos que ouvir os dois lados".
Ele informou que vai levar aos líderes partidários, em reunião, uma proposta
para a redução gradual da carga horária, sem que haja aumento da hora extra, "e
que atenda tanto os empresários quanto os trabalhadores".
Enquanto aguardavam a reunião de Temer com com os empresários, os defensores
das 40 horas se manifestaram tocando tambores, na tentativa de sensibilizar os
deputados.
Temer
propõe redução gradativa da jornada de trabalho para 42 horas a sindicalistas
Iolando Lourenço
Brasília - O presidente da Câmara, deputado
Michel Temer (PMDB-SP), propôs hoje a líderes sindicais e a parlamentares a
redução da jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais, em vez das 40
horas pretendidas pelos sindicalistas e constante da proposta de emenda à
Constituição (PEC), que trata da redução da carga de trabalho. A proposta de
Temer seria uma redução gradativa de uma hora em 2011 e duas em 2012.
Antes em reunião com representantes do setor empresarial, Temer fez a mesma
proposta de redução gradativa da jornada de trabalho para 42 horas semanais. Os
líderes sindicais se comprometeram a levar a proposta às bases para discuti-la.
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), informou
que as centrais sindicais vão ouvir a a opinião da maioria dos trabalhadores
para então tomar uma posição em relação à proposta do deputado Michel Temer.
De acordo com Paulo Pereira, o presidente da Câmara disse que deverá retomar as
negociações com os representantes das entidades sindicais após o carnaval e que
caso os trabalhadores concordem com a redução gradativa da jornada de trabalho,
Temer irá reunir-se com os líderes partidários para discutir a proposta para
depois colocá-la em votação no plenário da Câmara.
Lula
diz que eleger sucessor evitará retrocessos nas conquistas alcançadas
Yara Aquino
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva disse ontem (9), ao inaugurar edifícios do campus avançado do Mucuri, da
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, que eleger um
sucessor será importante para evitar retrocessos nas conquistas alcançadas.
"Nós vamos fazer a sucessão nesse país para dar continuidade ao que nós estamos
fazendo, porque esse país não pode retroceder, não pode voltar para trás como
se fosse um caranguejo. O povo aprendeu a ter autoestima, a levantar a cabeça e
não vamos parar mais."
Durante seu discurso, presentes chegaram a pronunciar palavras de apoio à
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mas o presidente desconversou e
alertou para a proibição de tocar em assuntos de cunho eleitoral no momento.
Lula disse, ainda, que, durante muito tempo, a elite brasileira foi "perversa"
porque estudava, mas não queria que todos estudassem. "Eles não imaginavam que
filho de pobre pudesse chegar à universidade."
Agência Estado
Contribuição
sindical pode voltar à pauta do STF amanhã
Ana
Conceição
SÃO PAULO - O Supremo Tribunal Federal
(STF) deve voltar a analisar amanhã a Ação Direta de Inconstitucionalidade
(Adin) 4.067, que questiona o repasse de 10% da arrecadação da contribuição
sindical a centrais como CUT
e Força Sindical. A ação foi impetrada pelo Democratas (DEM) em abril de 2008 e
a votação foi iniciada em 24 de junho de 2009, mas um pedido de vista do
ministro Eros Grau interrompeu o julgamento. O placar, até o momento, está
desfavorável às centrais. São três votos favoráveis à Adin e dois contrários.
A contribuição sindical é descontada no mês de março de todos os trabalhadores
registrados, sindicalizados ou não, e equivale a um dia do salário. O imposto
também é recolhido das empresas pelas entidades que as representam e por
trabalhadores rurais e grandes produtores. Os recursos arrecadados são
distribuídos da seguinte forma: 60% para os sindicatos, 15% para as federações
estaduais, 10% para as centrais sindicais, 10% para o governo e 5% para as
confederações nacionais.
O DEM requer a inconstitucionalidade dos artigos 1º, 2º e 3º da Lei 11.648/08,
que trata das atribuições das centrais, bem como dos artigos 589, II,
"b" e seus parágrafos 1º e 2º e do artigo 593 da CLT, que tratam da
contribuição sindical. Na ação, a legenda sustenta que os recursos do imposto
têm finalidade específica e seu repasse às centrais contraria a Constituição,
já que essas entidades não têm a finalidade de defender interesses de uma ou
outra categoria específica. Apenas os sindicatos teriam o direito ao recurso,
além das federações e confederações.
Votaram a favor da Adin o relator, ministro Joaquim Barbosa, os ministros Cezar
Peluso e Ricardo Lewandowski. Em seu voto, Barbosa salientou que as centrais
sindicais não fazem parte da estrutura sindical, embora possam exercer papel
importante em negociações de interesse dos trabalhadores.
O ministro Marco Aurélio votou pela improcedência da Adin e sustentou que as
centrais têm representação efetiva. A ministra Carmen Lúcia julgou a ação
parcialmente favorável, mas concordando com a destinação de parte da
contribuição sindical às centrais. Faltam votar os ministros Gilmar Mendes,
presidente do STF, Ellen Gracie, Carlos Britto, Eros Grau e Celso de Mello. O
ministro José Antonio Dias Toffoli está impedido de votar, pois se posicionou
contrário à Adin quando era advogado-geral da União.
Folha Online
"Era
chamado de petezinho de tanto que falava do partido", diz Vicentinho
Daniel
Roncaglia
No PT desde 1981, o deputado federal
Vicentinho (SP) conta que era conhecido como "petezinho" na época que
era metalúrgico na Mercedes Benz, em São Bernardo do Campo (SP).
"Na fábrica, eu era chamado de
petezinho de tanto que falava do partido, mas era uma coisa pejorativa. Havia
um preconceito em fazer militância naquela época", afirmou o deputado.
Ex-sindicalista e amigo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, Vicentinho avalia que o partido conseguiu crescer nesses
30 anos quando soube fazer alianças com outros partidos. "O PT hoje é um
partido que apreendeu a se relacionar com outras forças políticas."
Para ele, o partido é a mais importante
sigla de esquerda da história do país. "O PT sempre foi um partido que
nunca teve medo", disse o deputado, ressaltando o papel da militância, que
se diferencia dos outros partidos, segundo ele.
Vicentinho disse que as crises internas,
como o escândalo do mensalão, serviram para o partido se tornar mais maduro.
O deputado começou no Sindicato dos Metalúrgicos
de São Bernardo, onde foi eleito presidente em 1987. Sete anos depois, assumiu
a presidência da CUT
(Central Única dos Trabalhadores). Em 2000 e 2004, perdeu a eleição para
a Prefeitura de São Bernardo.
Vicentinho, que é formado em Direito, foi eleito
deputado em 2002.
Uol
Presidente
da Câmara propõe redução da jornada para 42 horas
O presidente da Câmara, Michel Temer,
propôs nesta terça-feira a líderes de sindicatos de trabalhadores a redução da
carga horária de 44 para 42 horas semanais. A proposta a ser levada ao Plenário
prevê uma redução gradativa de uma hora em 2011 e outra em 2012. Se aceita,
será incluída na PEC 231/95, que define uma carga de 40 horas. Depois, o tema
voltará a ser debatido no Congresso Nacional.
Segundo o presidente da Força Sindical,
deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), as centrais sindicais vão levar a
proposta às bases para obter a opinião da maioria. Ele ainda informou que a
proposta de Temer não trata do aumento das horas extras, mas prevê uma
negociação com o governo para haver compensação fiscal ao empresariado.
O deputado acrescentou que Temer espera
voltar a conversar com os sindicatos dos trabalhadores logo após o Carnaval e,
caso concordem com sua proposta, vai procurar os líderes partidários para, em
seguida, colocar o projeto em votação no Plenário.
As centrais sindicais fizeram hoje mais uma
manifestação na Câmara para pressionar os parlamentares a votar a PEC 231/95.
Os trabalhadores pressionam os deputados para que a matéria seja votada ainda
no primeiro semestre.
O presidente da CUT, Artur Henrique, enfatizou que essa compensação
fiscal não está em pauta porque desde 1988 não há redução da jornada de
trabalho. "Desde então, o empresariado vem auferindo produtividade, mas não
repartiu com os trabalhadores. Não é hora de falar em compensação fiscal",
completou.
O deputado Paulo Pereira da Silva disse
ainda que após o Carnaval haverá "um festival de greves em todo país" para
reivindicar a redução da jornada.
Terra
Temer
propõe redução de jornada para 42 horas até 2012
Cláudia
Andrade
O presidente da Câmara, Michel Temer
(PMDB), propôs nesta terça-feira a líderes de sindicatos de trabalhadores a
redução da carga horária de 44 para 42 horas semanais. A proposta a ser levada
ao Plenário prevê uma redução gradativa de menos uma hora em 2011 e uma em
2012. Caso seja aceita, a decisão será incluída na PEC 231/95, que define uma
carga de 40 horas. Depois, o tema voltaria a ser debatido no Congresso
Nacional.
O presidente da Força Sindical, deputado
federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), afirmou que um "festival de
paralisações" pode ocorrer nas empresas, depois do Carnaval, se não houver
negociação para redução da jornada de trabalho. "Temos que continuar
brigando pelas 40 horas, até porque nossa disposição, a partir do Carnaval, é
fazer um festival de greves nas empresas e fazer com que as empresas reduzam
imediatamente", disse o parlamentar.
"Neste momento, não temos como dizer
se está bom ou ruim. Primeiro temos que ouvir as nossas bases. Queremos
marcação da data de votação", disse. Segundo ele, ficou acertado na
reunião que, se os trabalhadores concordarem com a redução para 42 horas, a
votação seria marcada para a semana seguinte.
"A ideia é que teria redução para 42
horas, isenção fiscal que cobrisse parte desse custo e mantivesse hora extra em
50% como é hoje. Isso, do nosso ponto de vista, é um recuo da proposta. Agora,
nem com isso o empresário concordou. E, se os empresários não concordaram com
as 42 horas, nós é que não vamos concordar", afirmou o deputado.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Artur Henrique,
disse que irá manter a pressão para que a PEC seja votada. "Vamos manter a
pressão no Congresso Nacional, o trabalho de convencimento de deputados e
senadores, e, nos Estados e municípios, com as centrais sindicais, para
mobilizar a base. Também vamos levar uma pauta de reivindicações às empresas,
de redução da jornada sem redução do salário. E, se não houver negociação,
haverá greves."
Ano
eleitoral
O presidente da Confederação Nacional da
Indústria, deputado Armando Monteiro (PTB-PE), disse, após a reunião com Temer,
que 2010 não é um ano propício para discutir redução da jornada de trabalho.
"É um assunto inoportuno, que não é recomendável em ano eleitoral.
Destina-se mais a capitalizar uma questão eleitoral do que a atender uma
demanda dos trabalhadores."
A opinião de Paulinho da Força é diferente.
Para ele, esse é um ano favorável para aprovar a PEC. "Se tiver 400
parlamentares no plenário, vamos ter 390 votos. Dificilmente vai ter algum
parlamentar aqui com tanta coragem de votar contra os trabalhadores em ano
eleitoral. Se deixar para o outro ano, aí não vota. Mas hoje temos 90% dos
votos aqui."
Empresários
Hoje, em reunião com o presidente da Câmara, o vice-presidente da Federação das
Indústrias de São Paulo, Roberto Della Manna, e o presidente da Confederação
Nacional da Indústria disseram que não há possibilidade de os empresários
aceitarem a redução da carga de trabalho para 40 horas, prevista na Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) 231/95.
"Não há possibilidade nem mesmo de
haver uma redução gradativa, a cada ano", afirmou Della Manna. "Se
houver a redução da jornada vai haver desemprego no País", disse Armando
Monteiro.
Força:
proposta de jornada de 42h seria votada em uma semana
Claudia
Andrade
O presidente da Força Sindical, deputado
federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), afirmou nesta terça-feira que se as
centrais sindicais aceitarem a redução da jornada de trabalho de 44 horas para
42 horas, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do
tema será votada na semana seguinte.
Contudo, as centrais, que hoje pedem a
redução para 40 horas semanais, e os empresários, que não aceitam a mudança das
atuais 44 horas, não chegaram a acordo. Nesta terça, o presidente da Câmara dos
Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), reuniu-se com empresários para discutir a
PEC. Os empresários rejeitaram a redução, e Temer apresentou uma proposta
alternativa, de redução para 42 horas semanais, com compensação fiscal para
empresários e sem aumento do percentual que deve ser pago sobre a hora extra.
"A ideia é que teria redução para 42
horas, isenção fiscal que cobrisse parte desse custo e mantivesse hora extra em
50% como é hoje. Isso, do nosso ponto de vista, é um recuo da proposta. Agora,
nem com isso o empresário concordou. E, se os empresários não concordaram com
as 42 horas, nós é que não vamos concordar", disse Pereira da Silva.
"Neste momento, não temos como dizer
se está bom ou ruim. Primeiro temos que ouvir as nossas bases. Queremos
marcação da data de votação", afirmou Paulinho da Força.
Pressão
Paulinho voltou a dizer que haverá um "festival" de paralisações nas
empresas, depois do Carnaval, se não houver negociação para redução da jornada
de trabalho. "Temos que continuar brigando pelas 40 horas, até porque
nossa disposição, a partir do Carnaval, é fazer um festival de greves nas
empresas e fazer com que as empresas reduzam imediatamente", disse o
parlamentar.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Artur Henrique,
prometeu manter a pressão para que a PEC seja votada. "Vamos manter a
pressão no Congresso Nacional, o trabalho de convencimento de deputados e
senadores, e, nos Estados e municípios, com as centrais sindicais, para
mobilizar a base. Também vamos levar uma pauta de reivindicações às empresas,
de redução da jornada sem redução do salário. E, se não houver negociação,
haverá greves".
Ano eleitoral O presidente da Confederação
Nacional da Indústria, deputado Armando Monteiro (PTB-PE), disse, após a
reunião com Temer, que 2010 não é um ano propício para discutir redução da
jornada de trabalho.
"É um assunto inoportuno, que não é
recomendável em ano eleitoral. Destina-se mais a capitalizar uma questão
eleitoral do que a atender uma demanda dos trabalhadores".
"Não faremos concessões nessa área",
declarou Monteiro Neto.
A opinião de Paulinho
da Força é diferente. Para ele, esse é um ano favorável para aprovar a PEC.
"Se tiver 400 parlamentares no plenário, vamos ter 390 votos. Dificilmente
vai ter algum parlamentar aqui com tanta coragem de votar contra os
trabalhadores em ano eleitoral. Se deixar para o outro ano, aí não vota. Mas
hoje temos 90% dos votos aqui".
G1
Centrais
rejeitam proposta de Temer e ameaçam greves por redução da jornada
'Se
empresários não aceitaram, não seremos nós a aceitar', disse Paulinho. Presidentes
da Força e da CUT
prometem greves pelo país após Carnaval.
Eduardo
Bresciani
Os presidentes das centrais sindicais
rejeitaram nesta terça-feira (9) a proposta alternativa do presidente da
Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para a redução da jornada de trabalho. Uma nova
reunião ficou para ser agendada para depois do feriado de Carnaval, mas as
centrais já ameaçam comandar greves pelo país para forçar a aprovação da
redução de jornada de 44 horas semanais para 40 e um aumento no valor pago pela
hora extra de 50% para 75%.
O deputado Paulinho da Força (PDT-SP), que comanda a Força Sindical, destacou
que haverá ainda uma consulta às bases sobre a proposta de Temer de reduzir a
jornada de trabalho para 42 horas. Ele, no entanto, já sinalizou que não deverá
haver acordo.
"A ideia do presidente Temer é reduzir para
42 horas e dar uma isenção fiscal para cobrir parte do custo e não teria
aumento de hora extra. Nem isso os empresários aceitaram. Se nem os empresários
concordaram com 42 horas não sou eu quem vai concordar", disse o deputado do
PDT.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Arthur Henrique,
disse que as entidades trabalharão a partir do carnaval para ampliar a
mobilização e pretendem comandar greves para aumentar a pressão sobre o
Congresso.
"Vamos manter a pressão aqui no Congresso, vamos envolver os estados e os
municípios e pressionar os deputados na base e vamos entregar nossa pauta para
os sindicatos patronais da industria, do comércio, da agricultura, dos
transportes, entre outros. Se não abrir o processo de negociação, aí vamos
fazer greve e mobilizações depois do Carnaval", disse Henrique.
As centrais cobram de Temer que, independente do acordo, seja marcada uma data
para a votação da redução da jornada. Para Henrique, isso facilitaria a negociação porque
haveria um horizonte de deliberação no plenário. Paulinho, por sua vez,
acredita que se o tema for colocado em plenário a proposta de redução para 40
horas com o aumento de horas extras poderia ter a adesão de 90% da Casa.
R7
Sindicatos
pressionam por redução de jornada e ameaçam fazer greve
Sem
acordo, empresários dizem que esse não é assunto para ano eleitoral
Mariana
Londres
A reunião entre o presidente da Câmara dos
Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), empresários e centrais sindicais sobre a
redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas terminou sem acordo nesta
terça-feira (9).
O presidente da Câmara recebeu as duas categorias separadamente e apresentou a
sua proposta de conciliação, de jornada de 42 horas, reduzida de forma gradual
com compensação aos empresários por meio de incentivos fiscais dados pelo
governo.
Os sindicatos prometem onda de greves após o Carnaval caso não seja aberta uma
negociação com os empresários, como disse o presidente da Força Sindical e
deputado federal (PDT-SP), Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
- Se os empresários não concordaram com as 42 horas não somos nós que vamos
concordar. Vamos manter a pressão na casa, vamos fazer processo de negociação e
paralisação nas empresas que estiverem mais mobilizadas. Vai ter um festival de
greves após o carnaval.
Os trabalhadores, no entanto, aceitam levar a proposta de Temer às centrais
sindicais. O presidente da
CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique, falou da disposição dos sindicatos
em negociar:
- Nós vamos negociar a redução, desde que
se marque a data da votação, porque isso facilita o processo de negociação. O
que não dá é empresário dizer que só reduz se houver benefício fiscal.
Antes da reunião, o presidente da Câmara, Michel Temer, falou da sua proposta
de conciliação:
- Os empresários não querem qualquer espécie de redução. A outra parte [os
trabalhadores] quer a diminuição para 40 horas com aumento do valor da hora
extra. A minha proposta é intermediária, de 42 horas, de forma parcelada, em
dois anos. Manutenção da hora extra e que haja compensação fiscal [tributária
ou na folha de pagamento] o que ainda precisa ser analisado tecnicamente. As
duas partes terão que ceder.
Os empresários dizem que a carga horária de trabalho menor teria um impacto de
até 2% nos custos de produção. Anteriormente, o setor havia sinalizado aceitar
a redução, mas nunca de uma vez só, pois teria que ser feita de forma gradual.
O presidente da CNI (Confederação Nacional das Indústrias), Armando Monteiro
Neto, falou do impacto que a mudança teria no setor:
- Nós tivemos a crise do ano passado e a indústria teve o maior tombo dos
últimos 19 anos, e nós não recuperamos o emprego na indústria. Como é que
vamos, nesse contexto, aumentar o custo de produção das empresas? Essa questão
deve ser tratada pela via da negociação, setor a setor, com as peculiaridades
regionais, portanto uma medida de caráter universal e impositivo é algo
indesejável. O assunto é inoportuno e não deve ser tratado em ano eleitoral. O
calendário eleitoral está embalando esta discussão.
Agência Câmara
Temer
propõe a trabalhadores redução da jornada para 42 horas
O presidente da Câmara, Michel Temer,
propôs nesta terça-feira a líderes de sindicatos de trabalhadores a redução da
carga horária de 44 para 42 horas semanais. A proposta, a ser levada ao
Plenário, prevê uma redução gradativa de menos uma hora em 2011 e uma em 2012.
Se aceita, será incluída na PEC 231/95,
que define uma carga de 40 horas. Depois o tema voltaria a ser debatido no
Congresso Nacional.
Segundo o presidente da Força Sindical,
deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), as centrais sindicais vão levar a
proposta às bases para obter a opinião da maioria. Ele ainda informou que a
sugestão de Temer mantêm a hora extra com 50% de acréscimo, mas prevê uma negociação
com o governo para haver compensação fiscal ao empresariado.
O deputado acrescentou que Temer espera
retomar as negociações com os sindicatos dos trabalhadores logo após o Carnaval
e, caso concordem com sua proposta, vai procurar os líderes partidários para,
em seguida, colocar o projeto em votação no Plenário.
Manifestação
Antes do encontro com o presidente da Câmara, as centrais sindicais fizeram
mais uma manifestação para pressionar os parlamentares a votar a PEC 231/95. Os
trabalhadores querem que a matéria seja analisada ainda no primeiro semestre.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Artur Henrique,
enfatizou que a compensação fiscal aos empresários não está em pauta porque
desde a Constituição de 1988 não há redução da jornada de trabalho. "Desde
então, o empresariado vem auferindo produtividade, mas não repartiu com os
trabalhadores. Não é hora de falar em compensação fiscal", completou.
O deputado Paulo Pereira da Silva disse que
após o Carnaval haverá "um festival de greves em todo País" para reivindicar a
redução da jornada.
Faxaju.com.br
Iran
vai votar na redução da jornada
O deputado Iran Barbosa (PT-SE) reafirmou, nesta terça-feira (9/02), o compromisso
de votar a favor da redução da jornada de trabalho a dirigentes da Central Única dos Trabalhadores
(CUT). As centrais sindicais voltaram a visitar, esta semana,
parlamentares federais, em Brasília, para cobrar a aprovação da Proposta de
Emenda Constitucional (PEC) 231/95.
Iran Barbosa, que participou da comissão
especial que analisou e aprovou o parecer a favor da PEC 231/95, na Câmara
Federal, recebeu a visita do Secretário
Nacional de Políticas Sociais da CUT Nacional, Expedito Solaney, e do presidente da CUT/Sergipe, Rubens
Marques de Souza, o professor Dudu, além de dirigentes do Piauí e do Distrito
Federal.
As centrais defendem a votação o mais
rápido possível da redução da jornada de trabalho. O deputado Iran se
comprometeu com os dirigentes da CUT a fazer gestões junto aos demais parlamentares pela inclusão
da PEC na pauta.
Interesse da classe trabalhadora - Além da
redução da jornada de trabalho, a CUT e o deputado Iran Barbosa defendem a aprovação de outros
projetos de interesse dos trabalhadores que tramitam no Congresso Nacional.
Entre as propostas estão o pré-sal, a
valorização do salário mínimo e a atualização dos índices de produtividade da
terra. A pauta prioritária da classe trabalhadora conta ainda com a ratificação
das convenções 151 (garante a liberdade sindical), 158 (coíbe a demissão
imotivada) e 156 (igualdade de tratamento para os trabalhadores dos dois sexos)
da Organização Internacional do Trabalho (OIT), além do combate a terceirização
e à precarização do trabalho.
Nota oficial - Em resposta aos ataques da
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) à redução da jornada de
trabalho, dirigentes da CUT
aprovaram, nesta terça-feira, nota oficial, sob o título "Redução da
jornada é bom para o Brasil".
Na nota, a CUT afirma que a opinião da Fiesp sobre a redução
da jornada semanal de trabalho é sempre a mesma, a despeito do que a
experiência prática tem demonstrado ao longo do tempo.
Ainda segundo a nota, com essa posição
conservadora e anacrônica, de fato a Fiesp tenta ocultar benefícios que a
redução da jornada trará para a maioria da sociedade e para, inclusive, a
pujança econômica do Brasil.
Gazetaweb.globo.com
Agentes
da Segurança Pública discutem paralisações
Polícias
Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, agentes penitenciários definem rumo do
Movimento Unificado
Porllane
Santos e Dulce Melo
Em reunião ocorrida na tarde desta
terça-feira (09), na sede da Associação dos Subtenentes e Sargentos de Alagoas
(Assmal), bairro Trapiche, em Maceió, agentes da segurança pública do estado
definiram metas do Movimento Unificado para os próximos dias. Policiais civis,
militares e agentes penitenciários realizarão um ato no próximo dia 25, em frente
à casa do governador Teotônio Vilela Filho. Já para o dia 3 de março, a
categoria, com o apoio da Central
Única dos Trabalhadores (CUT), pretende realizar uma paralisação geral
de todos os servidores públicos estaduais. Tal movimento será chamado de 'Dia
estadual de luto'.
"Nós pretendemos unificar as categorias da segurança pública do estado,
para que juntas, possam lutar pelos seus direitos e pelos direitos dos cidadãos
alagoanos", disse Josimar Melo, vice-presidente do Sindicato dos Policiais
Civis de Alagoas (Sindpol).
Os policiais civis anunciaram desde ontem que cruzarão os braços durante o
carnaval, efetuando apenas o serviço de prisão em flagrante. As associações
militares se dizem contrárias ao aquartelamento, mas alegam, assim como os
representantes dos agentes penitenciários, que caso seja da vontade da maioria,
a decisão de paralisação também será acatada.
Durante a reunião, ficou decidido ainda que no dia 21 deste mês, policiais
civis, militares e agentes penitenciários farão um bloco carnavalesco para
comemorar as festividades.
Rádio Web - Jornal Brasil Atual
Centrais
intensificam ações pela aprovação da redução da jornada
A CUT e as demais centrais decidem
intensificar as mobilizações pela aprovação da PEC que reduz a jornada de
trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários. Nesta
terça-feira (9), além de reunião com a liderança do PDT, os dirigentes
visitaram parlamentares representativos de seus estados e regiões. Também
tiveram um encontro com o presidente da Câmara, deputado Michel Temer. Segundo
o vice-presidente da CUT Nacional, José Lopez Feijóo, Temer acenou com uma
redução escalonada, a começar por 42 horas semanais com redução dos encargos
trabalhistas. Para Feijóo, o processo de negociação deveria ser estabelecido,
mas a redução de encargos não estaria na pauta. O vice-presidente da CUT
classifica a intransigência dos empresários de mesquinha e que tem que ser
debatida. Para ouvir acesse:
http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=informe%5Fcut%5F2010%5F2%5F10%5F8%5F26%5F17%5F21%2Ewma&nm_audio=Centrais+intensificam+a%E7%F5es+pela+aprova%E7%E3o+da+redu%E7%E3o+da+jornada
CUT
defende novas regras que visam redução de acidentes de trabalho
O Jornal Brasil Atual desta quarta-feira, 10, falou das novas regras que
beneficiam empresas com menores índices de acidentes de trabalho e adoecimentos.
Trata-se do chamado Fator Acidentário de Prevenção. Para analisar a questão, Dary
Beck Filho, membro da direção nacional da CUT e diretor do Instituto Nacional
de Saúde no Trabalho (INST). Para ouvir acesse:
http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=destaque%5F2010%5F2%5F10%5F8%5F16%5F54%5F65%2Ewma&nm_audio=CUT+defende+novas+regras+que+visam+redu%E7%E3o+de+acidentes+de+trabalho