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Clipping 11/02/10

Escrito por William Pedreira
11/02/2010

Edição nº 0 quinta, 11 de fevereiro de 2010
Fechamento: 08:55




Edição número 1516 quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

 

 

 

Fechamento: 08h45

 


 

Veículos Pesquisados:


 

 

Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

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William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)





O Estado de S.Paulo



Planalto manda PT tirar viés estatizante do programa de Dilma
Ordem é para deixar claro no texto que ela manterá política econômica, com câmbio flutuante e metas de inflação

Vera Rosa (Nacional)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, não gostaram do tom do documento intitulado A Grande Transformação, que contém as diretrizes do programa de governo petista. Lula e Dilma avaliaram que o texto passa a imagem errônea de que um governo chefiado pela ministra representará uma guinada à esquerda e terá caráter estatizante. Não foi só: querem agora que o PT deixe claro no programa que Dilma manterá os fundamentos da política econômica, como câmbio flutuante, metas de inflação e ajuste fiscal.

O incômodo do presidente e da pré-candidata do PT em relação ao conteúdo do documento - que será apresentado no 4.º Congresso Nacional do partido, de 18 a 20 deste mês, em Brasília - foi transmitido ontem pelo Planalto aos integrantes da Executiva Nacional petista. Dilma reclamou que nem mesmo viu o texto, obtido pelo Estado e publicado na edição do último dia 5, e ficou surpresa com a repercussão negativa da proposta.

Ancorada pelo mote de um novo "projeto nacional de desenvolvimento", a plataforma do PT prega maior presença do Estado na economia, com fortalecimento das empresas estatais e das políticas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF) para o setor produtivo.

Em reunião da coordenação de governo, na segunda-feira, Lula observou, porém, que já está fazendo isso. Para ele, a referência ao fortalecimento de estatais, do jeito que está no texto, pode criar confusão. Tanto o presidente como Dilma sempre dizem que o Brasil só conseguiu sair da crise mundial antes dos outros países por ter reforçado o papel dos bancos públicos.

"Se não tivéssemos esses bancos, não sei o que seria de nós", tem afirmado a ministra. Na avaliação do Planalto, no entanto, o documento petista pode dar a impressão equivocada de que a pré-candidata do PT defende a reestatização de empresas. A principal recomendação de Lula é para o PT "evitar marolas" no debate.

O temor do governo é que a oposição carimbe em Dilma, uma ex-guerrilheira, a pecha de esquerdista e autoritária. Além disso, a ministra considerou excessivamente genérico o eixo do documento que trata da saúde ("O SUS pode garantir um sistema universal de qualidade") e o tópico que diz ser necessário "aprofundar a transversalidade da política de direitos humanos". Para ela, faltou, ainda, abordar com mais consistência o tema da política industrial.

O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), admitiu que haverá mudanças na "forma" do texto, mas negou cobranças do governo. "Não temos essa interpretação de que estamos olhando pelo retrovisor", disse Berzoini, após discurso, no plenário da Câmara, em homenagem aos 30 anos do PT, completados ontem. "Gostamos do Estado aparelhado, mas isso não significa inchaço da máquina. E ninguém duvida que vamos preservar a gestão fiscal responsável. Quem quer mudar isso é o PSDB", rebateu.

Berzoini lembrou que a plataforma de Dilma passará pelo crivo dos aliados. Cotado para vice na chapa, o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), comentou, em conversa reservada, que o PMDB não aceitará "prato feito" do PT.

O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia - coordenador do programa - afirmou que o rascunho da plataforma de Dilma, "bastante preliminar", não provocou descontentamento. "Não deve haver confusão entre o debate do conteúdo substantivo e as interpretações que analistas podem fazer", insistiu Garcia. "As proveitosas observações ao texto preliminar foram levadas em conta na elaboração das versões subsequentes das diretrizes do programa, como é hábito no PT."


Agronegócio pode ter isenções
Governo estuda retirar incidência de PIS/Cofins do setor

Célia Froufe (Economia)

O governo sinaliza com a possibilidade de retirar a incidência de PIS e Cofins de toda a cadeia produtiva do agronegócio, segundo informou ontem a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

De acordo com a senadora, a desoneração completa ainda não é algo totalmente definitivo, mas o setor vem discutindo uma nova política agrícola com representantes dos Ministérios da Agricultura e da Fazenda.

"O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) ainda é um problema para o setor, mas o governo sinalizou que pode, pelo menos, tirar o PIS e a Cofins", disse a presidente da CNA.

ESTUDOS
Quem acompanha de perto as discussões pela confederação é a economista Rosemeire Santos. Ela disse que, em um mês, é possível que o grupo de estudo (que é composto também por representantes do Banco do Brasil, além de técnicos do governo e do setor privado) já apresente um novo modelo para o setor. "A ideia é trazer as novidades antes do anúncio do Plano Safra 2010/2011."

Segundo a economista da CNA, o grupo dividiu os estudos em duas partes. Uma trata do gerenciamento de riscos. "Isso está praticamente formatado, há até projetos de lei desenhados", comentou. A outra parte refere-se à questão tributária. "Já fizemos reuniões na Receita Federal e simulações das propostas já começaram a ser feitas."

Não haverá necessariamente, de acordo com Rosemeire, queda de arrecadação da Receita. A intenção é criar uma forma que reduza o pagamento de impostos pelo produtor.

"Sentimos até um certo desejo do governo de fazer alguma coisa diferente para o setor, mas é uma decisão política, que é complexa. Mas estamos falando "do" negócio do Brasil", enfatizou a senadora, ao defender uma nova política para o setor.


Governo já prepara discurso para justificar PIB negativo
Mas projeção oficial da Fazenda é de que o Brasil em 2009 teve um crescimento de 0,1%

Fabio Graner e Adriana Fernandes (Economia)

Apesar de trabalhar com um resultado ligeiramente positivo para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009, o governo, antecipando-se a críticas da oposição, já preparou o discurso para se defender caso o resultado do ano feche negativo.

Os técnicos do Ministério da Fazenda admitem a possibilidade de um PIB negativo para 2009, mas ressaltam que, mesmo assim, o desempenho do Brasil deverá ser um dos melhores do G-20, o grupo dos países mais ricos mais os principais emergentes.

Esses técnicos também reforçam o discurso com argumentos como o de que o governo salvou a economia de um resultado muito pior, por meio das políticas anticíclicas adotadas rapidamente logo após a crise financeira internacional. Entre elas, citam a redução da meta de superávit primário das contas do setor público e as desonerações tributárias.

A equipe econômica entende que os números que serão divulgados em março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrarão, ainda, que o último trimestre do ano passado, apesar do forte desempenho, não evidenciará um cenário de superaquecimento da economia. Indicadores como a arrecadação da Receita Federal mostram crescimento, mas em ritmo mais moderado.

Para que o PIB fechado em 2009 seja positivo, o crescimento do último trimestre terá que ter ficado acima de 5% ante o deprimido quarto trimestre de 2008. Se o resultado do ano passado for negativo, será a primeiro desde 1992, ano do impeachment do então presidente Fernando Collor.

A avaliação no governo é a de que a montagem desse discurso em defesa dos resultados da economia após um ano de crise é necessário para fazer frente ao seu uso político, durante o processo da campanha eleitoral. O que importa, de fato, ao governo, neste momento, é a continuidade de um ritmo forte da economia este ano, porque cria novos empregos, eleva a renda das famílias e amplia os investimentos. Um ambiente econômico favorável é considerado peça-chave na decisão de votos dos eleitores.

O governo deve adicionar a essa discussão o fato de que deixou o País preparado para enfrentar, com muito menos prejuízos do que ocorreria no passado, a pior crise mundial em 80 anos. Isso só foi possível , porque nos anos que precederam a crise foi feito um ajuste fiscal - que reduziu a dívida pública líquida - e reforçada as reservas internacionais brasileiras.

A projeção oficial do Ministério da Fazenda é de que o Brasil em 2009 teve um crescimento de 0,1%. Segundo fontes do governo, há uma dose maior de imprevisibilidade nessa projeção por causa das inovações metodológicas do IBGE. Há uma expectativa de que o modelo do IBGE acione novamente o chamado "outlier" (ponto atípico), uma variável do modelo de cálculo do PIB que é utilizada quando a economia tem oscilações muito grandes.

Se isso ocorrer, a série do PIB será novamente revisada e deve mostrar oscilações maiores entre os trimestres, revertendo a "suavização" que o modelo promoveu no terceiro trimestre de 2009, quando o "outlier" ficou de fora do cálculo e surpreendeu economistas do governo e do mercado.
 

Lucro da Vale cai 51,8% em 2009
Empresa, que fechou o ano com um ganho de R$ 10,25 bilhões, diz que número ainda é reflexo da crise

Nicola Pamplona (Economia)

A crise financeira provocou uma queda de 51,8% no lucro da Vale em 2009. A mineradora fechou o ano com ganho de R$ 10,25 bilhões. Em dólar, o resultado foi ainda pior: queda de 59,5%, para US$ 5,35 bilhões. Em balanço divulgado na noite de ontem, porém, a empresa diz que já começou a sentir os efeitos da recuperação da economia global, que resultaram em uma alta de 7,7% no resultado do quarto trimestre do ano passado, em que teve lucro de R$ 2,63 bilhões.

"A expansão está ganhando momento e esperamos que a economia global cresça acima de sua tendência de longo prazo durante o ano de 2010", afirmou a companhia, no documento entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Bastante criticada pelo governo por ter suspendido as operações e demitido funcionários no auge da crise, a Vale defendeu as medidas em seu balanço, alegando que sairá mais forte da crise.

"De maneira repentina tivemos de rever nossos planos para buscar uma resposta rápida e adequada às ameaças desencadeadas pela recessão mundial", diz o texto, ressaltando que as iniciativas tomadas durante o ano "conduzem à redução permanente da estrutura de custos e a significativos ganhos de eficiência". A insatisfação do governo foi tornada pública pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em repetidas ocasiões.

Os efeitos da crise sobre o mercado mundial de minerais provocaram uma sucessão de números negativos no balanço da companhia. O faturamento caiu 31,5% durante o ano, para R$ 49,81 bilhões. A geração de caixa teve redução de 46,75%, para R$ 18,65 bilhões. As vendas de minério de ferro e pelotas, principal mercado da companhia, caíram 14,1%, para 253,4 milhões de toneladas. Já as vendas de níquel foram 18,8% menores, chegando a 224 mil toneladas.

Mesmo com queda de vendas, a companhia registrou recorde no embarque de minério e pelotas para a China, de 143,9 milhões de toneladas. Com grande demanda siderúrgica, o país asiático cresceu em participação dentro dos negócios da Vale, chegando a uma participação média durante o ano de 36,9% da receita, quase o dobro do registrado no ano anterior.

No quarto trimestre, porém, a fatia chinesa caiu um pouco, diante da recuperação de outros mercados. Nesse período, a restrição das vendas já não foi provocada pelo mercado, que cresceu, mas por problemas como chuvas e manutenção. É com base nesse panorama que a Vale aposta em melhora do cenário em 2010. "O desenvolvimento de grandes projetos de infraestrutura aprovados e iniciados no último ano continuará a demandar grande consumo de metais", comentou a companhia, lembrando que também há boas perspectivas para o mercado imobiliário, grande consumidor de aço.

Para 2010, a companhia tem um orçamento de US$ 12,9 bilhões em investimentos. Além disso, finaliza o processo de aquisição de importantes ativos de fertilizantes no Brasil, como a Fosfértil. Ontem, anunciou acordo com a Mosaic para compra de sua parte na empresa, por US$ 1,029 bilhão - no mês passado, já havia fechado acordo semelhante com a Bunge. O objetivo é "criar uma sólida base de ativos para atingir posição de liderança global (no segmento) nos próximos anos".

Por outro lado, a companhia informou ter vendido US$ 450 milhões em ativos em 2009, dos quais US$ 89 milhões no quarto trimestre. Segundo a empresa, eram negócios considerados "não estratégicos".


Importação da China sobe 85% em janeiro e exportação, 21%
Somente as exportações do Brasil para o país asiático cresceram 60,3%

Cláudia Trevisan (Economia)

As exportações da China cresceram 21% em janeiro, enquanto as importações deram um salto de 85,5%, graças ao aumento da demanda do país e à elevação dos preços das commodities no mercado internacional.

A forte alta das importações também foi influenciada pelo fato de que em 2008 o feriado do ano novo chinês caiu no mês de janeiro, o que reduziu as operações naquele período. Ainda assim, o resultado ficou acima do que previam grande parte dos analistas e bancos de investimentos e é um indício de que a recuperação chinesa está estimulando a atividade econômica em outras regiões.

As exportações do Brasil para o país asiático, por exemplo, tiveram alta de 60,3% no mês passado, para US$ 1,1 bilhão, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A expansão foi provocada pelos maiores embarques de petróleo, cobre, aviões, plásticos, produtos siderúrgicos, carnes, couros e peles.

Depois de 13 meses de queda, as exportações chinesas registraram a primeira alta em dezembro, de 17,7%. No ano, os embarques caíram 16%, para US$ 1,2 trilhão, valor suficiente para colocar o país asiático no primeiro lugar entre os maiores exportadores do mundo.

O crescimento de 21% de janeiro deverá fortalecer a pressão internacional para que a China valorize sua moeda, o yuan, em relação ao dólar. A cotação está estacionada em 6,83 yuans por dólar desde meados de 2008, quando os exportadores chineses começaram a enfrentar dificuldades em razão da alta de custos internos e do início da retração da demanda internacional.

A maioria dos analistas prevê que Pequim irá retomar a trajetória de valorização da moeda neste ano, mas poucos acreditam que isso ocorrerá antes do segundo trimestre. Ainda assim, nenhum deles espera uma valorização superior a 6% no ano.

Pequim tem a seu favor o argumento de que seu superávit comercial com o restante do mundo está encolhendo e ficou no mês passado em US$ 14,2 bilhões, cerca de um terço dos US$ 39,1 bilhões registrados em igual período de 2009.

A economia chinesa cresceu 10,7% no último trimestre de 2009 e fechou o ano com expansão de 8,7%, graças ao massivo pacote de estímulo anunciado pelo governo em novembro de 2008, menos de dois meses depois da explosão da crise financeira global.

Os recursos do estímulo foram injetados na economia por meio de empréstimos bancários, que tiveram alta de US$ 1,4 trilhão em 2009, valor que representa cerca de um terço do PIB do país.

A expansão do dinheiro em circulação na economia provocou temores de alta da inflação, que foi de 0,6% em novembro e 1,9% no mês seguinte. Anteontem, o presidente do Banco do Povo da China, Zhou Xiaochuan, afirmou que a alta de preços ainda está em patamar baixo.




Folha de S.Paulo


FHC fez da Cultura "balcão de negócios", diz PT
Texto preparado para encontro do partido afirma que foi nessa área que "neoliberalismo" mais avançou

Fábio Zanini (Brasil)

Em mais um lance na sua tática de polarização com o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o PT deve aprovar no seu 4º Congresso, na semana que vem, um texto sobre cultura repleto de ataques à privatização e a um suposto "Estado mínimo" tucano.

Segundo o documento de sete páginas obtido pela Folha, o Ministério da Cultura foi reduzido, na gestão FHC, a um "balcão de bons negócios".


"Foi na área da cultura que, no governo FHC, a concepção neoliberal do Estado mínimo mais avançou", diz o texto, preparado pela Secretaria de Cultura do PT e que será adicionado a um documento geral de diretrizes para o programa de governo de Dilma Rousseff.


O texto ainda pode ser emendado, mas dificilmente mudará de forma significativa.

A tese central petista é a de que FHC e os tucanos relegaram ao mercado a função de elaborar políticas culturais. Numa reprise da campanha presidencial de 2006, o PT ataca a "privatização da gestão de equipamentos e projetos", que teria como consequência a "reinvenção do clientelismo mascarado por um discurso de modernização da gestão".


Os campos rentáveis da indústria cultural teriam ficado nas mãos de empresas transnacionais, diz o documento.


"O slogan cunhado no governo FHC, "Cultura é um bom negócio", exemplifica bem a atualização que o PSDB promoveu no tradicional conceito de cultura operado pela direita no Brasil", diz o texto petista.


A partir da crítica a FHC, o documento lança estocadas ao provável candidato tucano a presidente, o governador de São Paulo, José Serra, ainda que não o cite nominalmente.


"Herança dos tempos de FHC, o padrão se repete em governos estaduais dirigidos sob a égide tucana", diz o texto. Também é mencionada de forma indireta a rixa entre a TV Cultura do governo paulista e a TV Brasil, do governo federal.

"Nas mãos dos governos tucanos, as televisões estaduais tornaram-se peças de resistência à implantação de uma rede pública de televisão no Brasil."


A metade final do texto louva realizações de Lula e faz propostas gerais para um eventual governo Dilma -a promessa é detalhá-las mais à frente.


"Nesses oito anos, o orçamento do Ministério da Cultura cresceu significativamente e possibilitou muitos avanços", afirmam os petistas.


São citados, entre outros pontos, a realização de duas conferências nacionais de cultura, a elaboração de um plano nacional para a área e a criação de órgãos como o Instituto Brasileiro de Museus.


Entre as propostas para os próximos quatro anos, figura com destaque, ironicamente, uma que se baseia num instrumento de mercado, a renúncia fiscal. Para o PT "é preciso avançar nas políticas de financiamento à cultura no Brasil".


Há ainda a menção, de forma genérica, à "democratização dos meios de comunicação" e à defesa da comunicação como "direito e patrimônio inalienável do povo brasileiro".



Serra abandona a privatização da Cesp
Depois de paralisia de dez anos, governo paulista autoriza empresa a retomar planos de expansão da produção de energia

Depois do fracasso de três tentativas de venda, estatal mira modelo da Cemig e pode se expandir fora de SP, diz novo diretor-presidente


Agnaldo Brito (Dinheiro)

A Cesp (Companhia Energética de São Paulo), controlada pela Secretaria da Fazenda do governo paulista, abandonou de vez o plano de privatização, sob o qual ficou amarrada durante toda a década passada.

O governador José Serra é pré-candidato à Presidência pelo PSDB, e o PT deve usar a questão das privatizações na campanha, como fez em 2006.


Serra ordenou que a Cesp retome planos de investimento e -ainda que de forma tímida- siga os passos trilhados pela Cemig, a estatal mineira.


A Cemig é hoje uma das companhias que mais investem na expansão da capacidade de produção. O sinal para a mudança de rumo foi dado pelo governo de São Paulo há três semanas, quando o Conselho de Administração da Cesp indicou Vilson Daniel Christofari como novo diretor-presidente. Ele assumiu o posto em 19 de janeiro, no lugar de Guilherme Augusto Cirne de Toledo, homem com longa história na Cesp, responsável por todo o plano de privatização da companhia.


A avaliação do mercado é a de que a Cesp ainda poderia ser privatizada em 2010, a partir do momento em que o governo federal renove as concessões das suas duas principais usinas, Ilha Solteira e Jupiá.


Como a Folha já antecipou, o governo federal já tomou a decisão de renovar as concessões que vencem nos próximos anos. As usinas da Cesp cujas concessões vencerão nesta década respondem por mais de 60% de sua produção.
Segundo um ex-diretor da Cesp, uma eventual decisão de manter o plano de privatização poderia coincidir com o calendário eleitoral, algo que daria munição aos petistas, sobretudo quando uma companhia tão próxima quanto a Cemig prospera sob o controle estatal.


Investimentos
Fato é que o novo presidente tem agora mandato para retomar os planos de investimento, que começam de maneira muito tímida. "Vencida a fase da tentativa frustrada de privatização -e hoje esse é um assunto que não mais está sendo cogitado-, estamos retomando uma vida normal de uma empresa com uma série de anseios para o futuro", disse à Folha Christofari, o novo diretor-presidente.


Segundo ele, a Cesp prospecta projetos em duas frentes. Pretende retomar estudos antigos para aproveitamento de pequenas centrais hidrelétricas no território paulista e avalia empreendimentos de fazendas eólicas também em São Paulo, sobretudo em áreas da própria companhia. Nesse retorno, entretanto, a direção da Cesp, hoje com 1.300 funcionários, terá limites estreitos para apostar em novos negócios.


"Nessa primeira fase, serão empreendimentos de pequeno porte, que possam ser feitos sem aportes do Estado, que possam ser feitos equacionando os recursos de dentro da própria empresa, que tenham retorno do investimento e que não comprometam a distribuição de dividendos para os acionistas", disse Christofari.


Ele classifica a primeira fase de retomada dos investimentos como uma "sinalização" ao mercado e ao país de que a companhia, que teve papel central no modelo de investimentos maciços em construção de grandes hidrelétricas no país, está de volta aos negócios.


Segundo o novo diretor-presidente, essa nova posição tende a evoluir, não imediatamente, para o modelo da Cemig, com planos de investimento fora das fronteiras do Estado de São Paulo.



Enquanto a Cesp hibernou, Cemig se agigantou (Dinheiro)

Enquanto a Cesp hibernou durante a última década aguardando a privatização, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) converteu-se numa gigante do setor elétrico brasileiro, com investimentos em geração, transmissão e distribuição de energia.

A companhia mineira avançou ainda sobre o mercado de distribuição de gás natural canalizado, com a Gasmig, e até no setor de telecomunicações. Agora, além dos projetos fora de Minas Gerais, a Cemig lançou uma ofensiva internacional, com o primeiro projeto de linha de transmissão no Chile.


Hoje, a Cemig é uma organização com receita operacional líquida de R$ 16,4 bilhões, enquanto a Cesp registrou faturamento de R$ 2,47 bilhões, segundo número do relatório de 2008.


O plano estratégico da companhia mineira, controlada pelo governo do Estado de Minas Gerais, é alcançar a condição de primeiro ou segundo maior grupo de energia do Brasil em valor de mercado e deter 20% do setor elétrico brasileiro.

O crescimento da Cemig desde 2000 foi expressivo. A companhia dobrou o número de consumidores atendidos pela divisão de distribuição, de 5,1 milhões em 2000 para 10,5 milhões hoje. Em São Paulo, a companhia foi dividida em empresas de distribuição, transmissão e geração. Os ativos separados foram todos privatizados, restando apenas as seis usinas, as maiores no extremo oeste de São Paulo.



Crise piorou status de 4,2 milhões de brasileiros
Estudo aponta que pessoas da classe AB foram jogadas a estratos menores de renda

FGV diz que os que tiveram condição afetada durante a turbulência econômica internacional ainda não recuperaram a posição


Samantha Lima (Dinheiro)

A crise baixou o status socioeconômico de 4,2 milhões de brasileiros que faziam parte da classe AB em setembro de 2008, jogando-os para as classes C, D e E, segundo a Fundação Getulio Vargas, que sustenta que essas pessoas ainda não recuperaram a antiga condição.

Por outro lado, outras 4,7 milhões de pessoas saíram da classe C e ascenderam na pirâmide. Quase 1 milhão deixou de ser pobre, segundo o estudo.


Em termos de fatia da população brasileira, a crise afetou as mudanças das classes socioeconômicas experimentadas pelo país desde 2004, travando o crescimento da classe consumidora, formada pelos grupos AB e C, mostra o estudo.


O universo de brasileiros que integram esse mercado consumidor variou apenas 0,07 ponto percentual -133 mil pessoas-, chegando a 69,21% de todos os brasileiros.


O estudo considera classe AB as famílias com renda superior a R$ 4.807; classe C são os que têm renda familiar entre R$ 1.115 e R$ 4.806. Abaixo disso, seria a chamada baixa renda, que compreende a classe D, com renda familiar entre R$ 804 e R$ 1.115, e a classe E, com renda até R$ 803.


Motor do consumo, a classe C perdeu 400 mil pessoas -é o saldo entre as que saíram do grupo e as que passaram a integrá-lo. É o primeiro ano desde 2004 que o grupo perde vigor.


Embora tenha caído, o grupo dos mais pobres, a classe E, não encolheu em 2009 como nos anos anteriores: variou de 17,68% da população brasileira para 17,42% -que representa hoje 33 milhões de brasileiros. No melhor ano, entre 2003 e 2004, havia recuado de 29,95% dos brasileiros para 25,27%.


Responsável pela pesquisa, o economista Marcelo Neri afirma o tamanho dos grupos só se aproximou do que era antes da crise nos últimos meses do ano. No primeiro semestre de 2009, houve empobrecimento generalizado, com perda de renda em todas as classes.


"Foi um empate técnicos com muitos gols. No começo da crise, tivemos nem uma tsunami nem uma marola. Foi uma ressaca, uma pancada súbita. Os dados permitem apontar melhoras no fim do ano."


O pesquisador diz já identificar sinais de retomada das mudanças sociais a partir do ponto abandonado na crise.


Segundo suas projeções, se o ritmo recuperar a média dos cinco anos anteriores à crise, a faixa de pobreza, onde estão 17,42% dos brasileiros -hoje 33 milhões-, cairia à metade. O mercado consumidor, compreendido pelas classes A, B e C, receberia 36 milhões de novos integrantes. "Ao fim desse 11 anos, teríamos inserido quase uma França inteira no mercado consumidor", diz Neri.


O estudo foi realizado com base em dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, que coleta dados sobre emprego e renda em seis regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre.


"O cruzamento de dados da pesquisa tem nos permitido antecipar as mudanças socioeconômicas apontadas pela Pnad [Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio]", diz Neri. A Pnad é o estudo do IBGE que mapeia tais mudanças, e a versão 2010 sai em setembro.



Licença de 6 meses pode virar obrigatória
Benefício a gestantes é previsto em emenda constitucional aprovada em comissão especial da Câmara 

Maria Clara Cabral (Dinheiro)

A licença-maternidade de seis meses pode passar a ser obrigatória. Emenda constitucional nesse sentido foi aprovada ontem, por unanimidade, em comissão especial da Câmara dos Deputados. A proposta ainda precisa passar por duas votações no plenário da Câmara e depois pelo Senado.


Recentemente, o governo regulamentou a ampliação voluntária da licença dos atuais quatro para seis meses. Pela regulamentação, o benefício pode ser concedido pelas empresas -que, em contrapartida, recebem incentivos fiscais.


Aprovadas pelo Congresso no ano passado, as regras permitem às empresas deduzir do IR os gastos com os dois meses extras de licença. Para isso, elas têm que aderir ao programa "Empresa Cidadã".


A emenda aprovada ontem é diferente. Além de tornar a licença de seis meses obrigatória, diz que a Previdência Social deve arcar com as despesas.


De acordo com relatório da deputada Rita Camata (PSDB-ES), a mudança acarretará uma despesa adicional de R$ 1,69 bilhão ao ano. Ainda segundo Camata, os gastos estimados com salário-maternidade em 2008 foram de R$ 2,7 bilhões.


Ela pondera que as despesas extras podem ser consideradas "irrelevantes", já que o mesmo valor deve ser economizado em atendimento hospitalar aos bebês, caso eles sejam amamentados pelas mães por mais tempo.


A emenda constitucional também amplia a estabilidade da gestante de cinco para sete meses -a mãe não poderia ser demitida sem justa causa nos sete meses seguintes ao parto. Todas as regras valem também para as mães adotivas.


Rita Camata rejeitou a tese de que as mulheres podem ser discriminadas. "As mulheres não serão estimuladas a ter mais filhos por causa de dois meses a mais de licença. Isso é subestimar nossa inteligência."


A expectativa da bancada feminina na Câmara é colocar a proposta para votação no plenário no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Para o governo, no entanto, o assunto não é prioridade.


Só com a regulamentação das regras para a ampliação voluntária da licença, os cálculos do governo estimavam que R$ 414,1 milhões deixariam de ser arrecadados neste ano.



UE se reúne hoje para debater plano de resgate da Grécia

Luciana Coelho (Dinheiro)

Enquanto o premiê grego, George Papandreou, prometia a Nicolas Sarkozy que o país "tomaria quaisquer medidas necessárias" para reduzir o deficit orçamentário, milhares de funcionários públicos saíam às ruas de Atenas sob chuva para protestar contra os cortes drásticos propostos pelo governo em suas comissões e pensões.

Hoje, presidentes e premiês da União Europeia se reúnem em Bruxelas para debater um programa econômico e, extraordinariamente, a crise de confiança que acomete o bloco -decorrente do temor de uma moratória grega e de um possível efeito dominó sobre Portugal, Espanha e Itália.


O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, participa do encontro, do qual deve sair uma promessa de apoio para Atenas. "E esse apoio não pode ser só retórico", disse um diplomata grego à Folha. "Tem de haver dinheiro."


A forma do resgate ainda ontem era uma incógnita, e a única opção que parece descartada é recorrer ao FMI. O "Financial Times" citava autoridades em Berlim para dizer que um resgate bilateral ou multilateral está em avaliação (as regras da UE não permitem um socorro do bloco sob a forma de pacote tradicional, na tentativa de evitar propagar o problema).





Valor Econômico


Plano de banda larga é adiado para março

Paulo de Tarso Lyra e Danilo Fariello

O governo adiou, para março, o lançamento do Plano Nacional de Banda Larga. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva debateu as propostas formuladas pela comissão interministerial, gostou do que viu, segundo participantes do encontro, mas interrompeu a reunião depois de duas horas e adiou a definição para o próximo mês.

Temas como recriação da Telebrás, para administrar uma rede nacional de fibra óptica, e a participação de empresas privadas no plano, cujo objetivo é baratear e massificar o acesso da população à internet rápida, permaneceram em aberto. "A reunião não foi conclusiva. Em março faremos uma nova para fechar os detalhes do programa", afirmou um dos participantes, o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Ficou acertado ontem que as áreas técnicas de cada ministério avançarão os estudos a partir dos modelos elaborados pela Casa Civil e pelos ministérios das Comunicações e do Planejamento. Um dos temas que ainda serão avaliados é o pacote de desonerações tributária para a indústria de tecnologia da informação. Na proposta, há estímulos a essa indústria e também para provedores e universidades a fim de que se promovam pesquisa e desenvolvimento em setores ligados à banda larga.

Segundo o ministro Hélio Costa, a desoneração dos aparelhos de modem, para torná-los acessíveis à população de baixa renda, será avaliada pelo Ministério da Fazenda. Segundo as empresas que vendem esses equipamentos, mais de um terço do preço dos aparelhos se refere à carga tributária.

Outro exemplo ainda em discussão, segundo Costa, é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). A ideia é usar seus recursos, mas, para tanto, será necessário aprovar uma nova lei no Congresso.


Nível da capacidade instalada volta a crescer, diz CNI

Arnaldo Galvão

O nível de utilização da capacidade instalada da indústria, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), voltou a crescer, atingindo 81,7% em dezembro. Em novembro, o indicador estava em 81,3% e, em dezembro de 2008, em 79,4%. O economista-chefe da entidade, Flávio Castelo Branco, procurou ressaltar que esse nível deve continuar subindo neste ano, mas, na sua visão, não representa um problema para a inflação porque o investimento também se recuperou depois de superada a crise internacional. "Ociosidade é custo e também desestimula o investimento", explicou.

Na análise da CNI, não há pressão inflacionária dos preços industriais e o cenário, portanto, é tranquilo para a economia. Castelo Branco também informou que o atual nível de 81,7% ainda está 1,3 ponto percentual abaixo do que havia em setembro de 2008 (pré-crise). "O uso da capacidade vem crescendo de forma constante, mas há espaço para aumentar a produção. Ao mesmo tempo, há estímulos para a retomada dos investimentos. Do ponto de vista da indústria, não há risco de aceleração da inflação", disse.

No fim do ano passado, o Banco Central (BC) já avaliava que, mantido o ritmo da produção, o nível de utilização da capacidade instalada da indústria (este, medido pela Fundação Getulio Vargas) atingirá 86,5% em maio, perto de bater o recorde registrado em junho de 2008. Se esse movimento mostrou que a economia brasileira está próxima de se recuperar inteiramente da crise internacional, também sinalizou que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode começar nova rodada de aperto monetário para combater possíveis pressões inflacionárias.

No mercado financeiro, a maioria dos analistas acredita que a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano está com seus dias contados. Muitos esperam alta já na reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom). A economista do Banco Santander, Tatiana Pinheiro, tem visão diferente da CNI. Ela argumentou que os preços dos produtos industriais, no atacado, já estão mais elevados.

Tatiana também afirmou que, no primeiro semestre de 2008, antes da crise, a média do nível de utilização da capacidade instalada da indústria foi de 83,2%. Com base na informação da CNI de que o nível de dezembro já chegou em 81,7%, ela concluiu que a distância do auge é pequena. "É complicado começar o ano com expectativa de inflação acima da meta. Se em 2009 houve deflação dos preços industriais, agora a conversa é outra", comentou.

O estrategista-chefe do banco WestLB, Roberto Padovani, disse que é "quase consensual", entre os analistas do mercado, que a taxa de juros de 8,75% jogou a economia para cima durante a crise, mas, agora, traz pressão inflacionária. "Esses 8,75% não são sustentáveis e serão corrigidos em algum momento", afirmou.

Padovani reconheceu que o argumento da CNI é válido quando sustenta que a ociosidade representa aumento de custos e inibe investimentos. Mas ele também alertou para o fato de que há um rápido movimento de elevação do nível de utilização da capacidade instalada da indústria.

Nos outros indicadores industriais divulgados pela CNI, dezembro teve fortes altas no faturamento (12,2%) e nas horas trabalhadas (4,7%), na comparação com dezembro de 2008. Emprego e massa salarial elevaram-se 0,2%. Quando os números de dezembro são confrontados com os de novembro (dessazonalizados), há aumentos do faturamento (3,5%) e do emprego (1,2%), mas queda de 0,4% nas horas trabalhadas.

A comparação de 2009 com 2008 trouxe o retrato da crise financeira internacional, com intensas quedas em todos os indicadores medidos pela CNI: faturamento (-4,3%), horas trabalhadas (-7,6%), emprego (-3,1%) e massa salarial (-1,5%). Para Castelo Branco, emprego e horas trabalhadas (atividade) ainda estão abaixo do nível pré-crise, mas o processo é de retomada.




Jornal da Tarde


Sindicatos querem greve na educação

Os sindicatos que representam os profissionais da educação da rede estadual aprovaram uma assembleia geral com indicativo de greve para 5 de março, na Praça da República, em frente à sede da Secretaria Estadual da Educação.

Na prática, a convocação com a proposta de paralisação indica a vontade dos dirigentes sindicais, mas a greve depende de aprovação da maioria dos filiados.


As principais reivindicações dos servidores da educação são as mesmas do ano passado, quando os sindicatos chegaram a propor uma greve, mas não tiveram a adesão necessária e o movimento perdeu fôlego. As entidades querem reposição salarial de cerca de 33% e incorporação das gratificações.


Organizam a assembleia Apeoesp e CPP (professores), Udemo (diretores), Apase (supervisores), Afuse (funcionários) e Apampesp (aposentados).


 
 

Correio Braziliense


Pesquisa revela crescimento de 50% das classes de renda mais elevada no Brasil

Nos últimos seis anos, as classes de renda mais elevada cresceram cerca de 50% no país. Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10/2) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), as classes A e B, com renda mensal acima de R$ 4.807, representam hoje 15,63% da população contra 10,66% em 2003.


Coordenado pelo economista Marcelo Neri, o estudo revela, por outro lado, diminuição das classes mais baixas. A classe E, com renda de até R$ 804, passou de 29,95% para 17,42% e a classe D, com renda até R$ 1.115, diminuiu de 16,41% para 13,37%.


A classe C, que concentra grande parte da população (53%) e tem renda entre R$ 1.115 e R$ 4.807, também voltou a crescer, passando de 42,99%, em 2003, para 53,38%, em dezembro passado.


A pesquisa A Pequena Grande Década: Crise Cenários e a Nova Classe Média incorpora as mudanças provocadas pela crise em financeira em 2009, que fez oscilar as composições de todas as classes. No entanto, mostra que, ao longo do ano, elas se recuperaram e retomaram o patamar de 2008.


Neri explicou que as perdas ocorreram em janeiro do ano passado, quando a crise chegou ao país. Nos três meses anteriores, no auge do problema, as classes mais prejudicadas foram a A e a B. No período 2008-2009, 14,38% desses indivíduos caíram da classe. "O Brasil teve resiliência [capacidade de recuperação] à crise. Não de avançar, mas de não retroceder", disse Neri.


De acordo com o estudo, as periferias, alimentadas pelo mercado interno e menos dependentes das oscilações do mercado financeiro, ajudaram a tirar o Brasil da crise.


 


Agência Brasil


Amorim nega pressão sobre Brasil para impor sanções contra o Irã

Renata Giraldi


Brasília - O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, negou ontem (10) que o Brasil esteja sendo pressionado pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE) - liderada pela França, Inglaterra e Alemanha - para impor sanções econômicas ao Irã. A ação coordenada pelos países ricos seria uma reação à decisão do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, de enriquecer o urânio a 20%, levantando suspeitas sobre fins não pacíficos do programa nuclear do Irã.

"Se há essa pressão, eu não senti. Há muitos artigos publicados na imprensa. Não percebi essa pressão", afirmou Amorim. Para ele, há espaço para negociações e impor sanções neste momento não seria o caminho adequado.

Os governos dos Estados Unidos e da França lideram um movimento para que a comunidade internacional pressione o Irã a recuar na decisão de enriquecer o urânio. As alternativas de sanção vão desde imposição de subsídios a combustíveis até punições a uma empresa de construção iraniana.

O assunto deve ser tema de uma rodada de discussões do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O conselho é formado por 15 países, dos quais cinco são permanentes: Estados Unidos, Inglaterra, França, Rússia e China. Quatro deles são favoráveis às restrições - o conselho já impôs três rodadas de sanções contra o Irã.

Em maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ir ao Irã. A visita é uma retribuição à vinda de Ahmadinejad pelo Brasil, em novembro do ano passado. De acordo com o governo brasileiro, é fundamental a manutenção do diálogo como forma de cooperar para as negociações entre iranianos e a Organização das Nações Unidas (ONU).

Na terça (9), o chanceler defendeu o esforço pelo diálogo com o governo de Ahmadinejad. "Por tudo que ouvi, ainda há campo para negociar com base na proposta que foi feita pelo ocidente". Segundo ele, o governo do Brasil se dispõe a ajudar no diálogo. "O Brasil está disposto a ajudar nesse diálogo. Evidentemente tem que ter disposição de todas as partes."

Para Amorim, os riscos causados pelas sanções são incalculáveis. "Não acreditamos que as sanções vão ter resultados." A imposição do embargo econômico, assinalou, acarretaria uma série de consequências, como ocorreu com o Iraque, onde houve elevação da taxa de mortalidade infantil e desabastecimento de água potável.

O ministro sugeriu que os especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) marquem uma nova visita ao Irã para vistoriar as usinas e checar os reatores, uma vez que há suspeitas que o urânio enriquecido será usado para a fabricação de bombas.

"Se o presidente Ahmadinejad disse que eles estavam dispostos a entregar urânio antes e receber o combustível, acho que o diretor da agência de energia atômica [Yukia Amano] teria de ir lá [no Irã] e checar para ver onde está a dificuldade", afirmou Amorim.


Congresso terá frente parlamentar contra trabalho escravo

Gilberto Costa


Brasília - O Congresso Nacional terá uma frente com mais de um terço dos parlamentares em defesa da erradicação do trabalho escravo. O anúncio foi feito na tarde de ontem (10) na sessão especial do Senado sobre o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, data comemorada no dia 28 de janeiro.

De acordo com o senador José Nery (P-SOL-PA), a Frente Parlamentar Mista pela Erradicação do Trabalho Escravo é formada por  195 deputados federais e 55 senadores que assinaram o termo de sua criação.


A criação da frente foi comemorada na reunião da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae). A comissão vai organizar o 1º Seminário Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo que será realizado em Brasília de 25 a 27 de maio.


No ano passado, 3.754 trabalhadores foram encontrados em condições análogas à escravidão. Desde 1995, mais de 36 mil pessoas foram resgatadas pela divisão de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.





Folha Online


CUT-DF entra com ação popular para afastar Arruda do governo

Marcio Falcão

Aumentou nesta quarta-feira a pressão para que a Justiça determine o afastamento do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), do cargo. Uma ação popular protocolada no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) pelo presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) local, Cícero Rola, defende a saída de Arruda do governo. Ele é acusado de participação em um esquema de arrecadação e pagamento de propina.

A ação popular aponta que Arruda não tem mais condições de permanecer no cargo porque estaria obstruindo as investigações do suposto esquema de corrupção. Essa é a segunda medida que tenta acelerar o afastamento do governador. Ontem, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu ao Ministério Público Federal a prisão preventiva de Arruda ou o afastamento do cargo.

Após a movimentação da OAB, o advogado Artur Celso Fonseca pediu nesta quarta-feira um habeas corpus preventivo para o governador no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segundo o sistema de acompanhamento processual, a ação foi entregue ontem no tribunal e distribuída na manhã desta quarta-feira para o ministro Arnaldo Esteves Lima, da Quinta Turma. O teor do pedido não foi divulgado.

O advogado de Arruda, Nélio Machado, afirmou que Fonseca não representa o governador. "Esse advogado não tem ligação conosco. Em outros casos polêmicos, ele já tomou a iniciativa de propor esse tipo de habeas corpus preventivo. Mas ele não representa o governador. ESsa ação não cabe nesse momento. É fora de propósito", afirmou o advogado à Folha Online. Fonseca não foi encontrado.

A situação do governador ficou mais delicada na semana passada quando a Polícia Federal prendeu o conselheiro do Metrô Antônio Bento da Silva. Ele foi preso em flagrante ao tentar subornar o jornalista Edson dos Santos, o Sombra, principal testemunha de Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção.

Segundo a PF, a sacola tinha R$ 200 mil, que seria a primeira parcela do suborno. Também foram apreendidos papéis que seriam uma declaração do jornalista afirmando que os vídeos feitos por Durval e que fazem parte do inquérito do STJ sobre o esquema de pagamento de propina teriam sido manipulados.

As gravações do delator mostram Arruda, o vice-governador, Paulo Octávio, secretários, assessores, deputados distritais recebendo suposta propina.

Sombra afirmou à Folha Online que entregou para a PF um bilhete escrito por Arruda. A PF confirmou a entrega do bilhete, mas não faz referência ao autor.

Segundo Sombra, ele recebeu o bilhete entre os dias 8 e 9 de janeiro das mãos do deputado distrital Geraldo Naves (DEM), amigo do governador e suplente de Paulo Roriz, secretário de Habitação. O recado de Arruda teria sido utilizado durante a negociação do suborno. No bilhete, de acordo com o jornalista, Arruda teria escrito frases soltas. De acordo com o jornalista, o suborno poderia chegar a R$ 2 milhões e seriam pagos em parcelas.
 

 

Uol


CUT-DF entra com ação popular para afastar Arruda do governo

Marcio Falcão

Aumentou nesta quarta-feira a pressão para que a Justiça determine o afastamento do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), do cargo. Uma ação popular protocolada no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) pelo presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) local, Cícero Rola, defende a saída de Arruda do governo. Ele é acusado de participação em um esquema de arrecadação e pagamento de propina.

A ação popular aponta que Arruda não tem mais condições de permanecer no cargo porque estaria obstruindo as investigações do suposto esquema de corrupção. Essa é a segunda medida que tenta acelerar o afastamento do governador. Ontem, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu ao Ministério Público Federal a prisão preventiva de Arruda ou o afastamento do cargo.

Após a movimentação da OAB, o advogado Artur Celso Fonseca pediu nesta quarta-feira um habeas corpus preventivo para o governador no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segundo o sistema de acompanhamento processual, a ação foi entregue ontem no tribunal e distribuída na manhã desta quarta-feira para o ministro Arnaldo Esteves Lima, da Quinta Turma. O teor do pedido não foi divulgado.

O advogado de Arruda, Nélio Machado, afirmou que Fonseca não representa o governador. "Esse advogado não tem ligação conosco. Em outros casos polêmicos, ele já tomou a iniciativa de propor esse tipo de habeas corpus preventivo. Mas ele não representa o governador. ESsa ação não cabe nesse momento. É fora de propósito", afirmou o advogado à Folha Online. Fonseca não foi encontrado.

A situação do governador ficou mais delicada na semana passada quando a Polícia Federal prendeu o conselheiro do Metrô Antônio Bento da Silva. Ele foi preso em flagrante ao tentar subornar o jornalista Edson dos Santos, o Sombra, principal testemunha de Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção.

Segundo a PF, a sacola tinha R$ 200 mil, que seria a primeira parcela do suborno. Também foram apreendidos papéis que seriam uma declaração do jornalista afirmando que os vídeos feitos por Durval e que fazem parte do inquérito do STJ sobre o esquema de pagamento de propina teriam sido manipulados.

As gravações do delator mostram Arruda, o vice-governador, Paulo Octávio, secretários, assessores, deputados distritais recebendo suposta propina.

Sombra afirmou à Folha Online que entregou para a PF um bilhete escrito por Arruda. A PF confirmou a entrega do bilhete, mas não faz referência ao autor.

Segundo Sombra, ele recebeu o bilhete entre os dias 8 e 9 de janeiro das mãos do deputado distrital Geraldo Naves (DEM), amigo do governador e suplente de Paulo Roriz, secretário de Habitação. O recado de Arruda teria sido utilizado durante a negociação do suborno. No bilhete, de acordo com o jornalista, Arruda teria escrito frases soltas. De acordo com o jornalista, o suborno poderia chegar a R$ 2 milhões e seriam pagos em parcelas.




Terra


Lula exonera general que criticou Plano de Direitos Humanos

Laryssa Borges

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou na noite desta quarta-feira o general da ativa Maynard Marques de Santa Rosa, que afirmou em nota pública que o governo estaria criando uma "comissão da calúnia" para investigar crimes de violações aos direitos humanos durante o regime militar, no Plano Nacional dos Direitos Humanos. Chefe do Departamento Geral do Pessoal do Exército, o general de quatro estrelas (a maior patente militar), disse que o colegiado defendido pelo governo seria formado por "fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o sequestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime para alcançar o poder".

Hoje, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que havia encaminhado ao presidente o pedido de exoneração do general.

Em meados de janeiro, após desgastes com o comando das Forças Armadas por conta da criação da Comissão da Verdade e depois de ter de lidar com a ameaça de demissão coletiva de militares e ministros de Estado, o governo recuou do teor do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos e decidiu abolir a intenção de apurar violações aos direitos humanos "no contexto da repressão política".

A expressão, que dava margem para que militares que estavam no poder durante os anos de chumbo pudessem eventualmente ser responsabilizados unilateralmente, foi suprimida em um novo decreto assinado pelo presidente Lula. Jobim deu suporte aos militares, ao passo que Tarso e o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, ficaram em situação oposta ao do chefe da Defesa.

De acordo com Jobim, o pedido de exoneração do militar foi sugerido pelo comandante do Exército, Enzo Martins Peri, e será analisado pelo presidente Lula. "Acabo de encaminhar ao presidente da República a exoneração da chefia do Departamento Geral do Pessoal do Exército e sua colocação à disposição do Comando do Exército. O assunto está absolutamente encerrado", disse ele no início da tarde.

Considerado um dos últimos remanescentes da linha dura do Exército na ativa, Santa Rosa já se envolveu em outros desgastes com o governo. Em 2007, deixou o posto estratégico no Ministério da Defesa após discordar da negociação sobre a legalidade da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Dois anos depois, endossou a opinião de outros dois generais em crítica ao novo organograma das Forças Armadas, que afastava ainda mais os militares do poder.


 

Alemtemporeal.com.br


PMs garantem que em respeito à sociedade não farão greve no Carnaval

O Movimento Unificado dos Profissionais da Segurança Pública definiu, nesta terça feira (9) a pauta de reivindicações da categoria em assembleia geral, realizada na sede da Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (ASSMAL), no Trapiche. As decisões aprovadas em assembleia foram: Convocação da reserva técnica da PM, a implantação da polícia legal, café da manhã na porta da residência do governador Teotônio Vilela Filho e paralisação geral em virtude de servidor publico estadual. Na oportunidade, os agentes penitenciários e os militares decidiram por não parar as atividades no período carnavalesco.

O encontro reuniu líderes de diversos segmentos da segurança pública. Estavam presentes representantes do Corpo de Bombeiros, agentes penitenciários, reserva técnica da PM, representantes do Detran, policiais militares e civis além dos militares da reserva e outros segmentos policiais.

Durante o evento eles debateram e questionaram os principais temas de interesse da categoria entre eles, datas bases, carga horária, condições de trabalho e melhorias salariais.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Isaac Jacson ressaltou a importância da união das policiais. Para ele, a assembleia unificada constitui um dos momentos únicos na história da segurança pública do estado. "Pela primeira vez em Alagoas todas as entidades policiais se reuniram para discutir segurança pública de qualidade, assim como as datas bases e perdas salariais. Queremos reajuste já e ganhos reais",salienta, acrescentando que tudo que os servidores estaduais conseguiram até hoje foi arrancado do Governo na marra.

O Sargento e presidente da ASSMAL, Teobaldo de Almeida destacou a importância da união das policias em definir reivindicações unificadas e considerou positiva a pauta aprovada em assembleia. "Essas decisões traçadas hoje vão possibilitar um maior engajamento das classes em exigir do Governo valorização do agente de segurança pública, no tocante as condições de trabalho e melhorias salariais", destaca.

Na ocasião Teobaldo criticou a política de segurança pública do estado e ao mesmo tempo cobrou do Governo providências quanto o descaso e a desvalorização da polícia alagoana.

O movimento unificado dos profissionais da segurança pública de Alagoas agendou para o dia 25 de fevereiro, às 8h, um café da manhã em frente à residência do Governador com distribuição de panfletos e adesivos.

No dia 03 de março, será realizada uma paralisação geral com todos os servidores estaduais, ou seja, será promovido um ato público unificado com a participação da CUT.

Para a mesma data esta sendo aguardada a implantação do Movimento Policial Legal, que visa cumprir a lei dentro de acordo com a Constituição Brasileira.

O Bloco Guardião da Folia, que inicialmente era uma ideia dos subtenentes e sargentos, ganhará às ruas da orla marítima de Pajuçara no dia 21 de fevereiro passou a ser dos agentes da segurança pública do estado. O bloco tem o intuito de levar diversão aos servidores que trabalharam durante o carnaval.




JCnet.com.br


Memória fraca? Lelé? Ou mentiroso mesmo?

Em artigo publicado na  coluna "Opinião" do JC de 08.02.10, assinada pelo deputado Pedro Tobias (PSDB), intitulado "Cadê os sindicalistas contra a concessão?", o deputado tucano cobra posicionamento dos sindicalistas da CUT sobre a renovação das concessões de serviço público de energia das empresas do setor de eletricidade que vencem em 2015. Na mesma nota, Tobias apregoa que o Governo Federal de "Lula" ou do "PT" deveria reestatizar as empresas que foram  privatizadas pelo tucanato do PSDB e que isso seria bom para o povo. O tucano critica  o Presidente Lula pela "lambança" promovida pelos tucanos que ficaram empoleirados no poder por 16 anos e só fizeram privatizar, entregar, vender, empobrecer os mais pobres e enriquecer os mais ricos.

Acredito que manter a coerência é sempre bom e este assunto nos obriga a fazer algumas reflexões e reavivarmos a memória do deputado. Há aproximadamente três anos e meio, o mesmo Pedro Tobias, em matéria publicada no JC, acusou os sindicalistas de mentirosos quando os mesmos denunciaram que o governo tucano de São Paulo, do qual ele era líder na Alesp (Assembléia Legislativa) iria vender a maior empresa de transmissão de energia elétrica do Brasil, a CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista). Na época, o deputado alegou que seu governo não venderia esta empresa e chegou a argumentar que tal ato seria proibido pela lei do PED (Programa Estadual de Desestatização).


Por incrível que pareça, contrariando suas próprias palavras, Tobias traiu o povo paulista e votou na alteração da  Lei do PED, que passou a autorizar a venda da CTEEP. Seu discurso, me recordo bem, foi exatamente este: (sig) "Sindicalista tudo mentiroso";  "funcionário estatal tudo vagabundo"; "São Paulo, Brasil não precisa estatal"; "muito marajá";  não sabem administrar".


Agora o deputado tucano vem a publico tentando rasgar sua "ficha suja" e colocar a culpa pela transformação da CTEEP de estatal brasileira para estatal colombina, nos que mais lutaram para que este fato não se tornasse uma terrível realidade.


A luta em defesa do patrimônio público será sempre uma das principais bandeiras da CUT e dos sindicalistas sérios e comprometidos com os interesses da classe trabalhadora, seja no governo Lula, ou em qualquer outro governo. Nossa luta é exatamente contra políticos relapsos, irresponsáveis e entreguistas como Pedro Tobias, José Serra, Fernando Henrique Cardoso, José Roberto Arruda e tantos outros que vendem o patrimônio do povo brasileiro a preço de banana, destroem milhares de empregos e transformam a vida das pessoas num verdadeiro caos.


A CUT não vai responsabilizar o governo Lula pela privataria do PSDB. Deputado, esta "lambança" é sua!


O autor, Francisco Wagner Monteiro (Chicão da CUT), é coordenador da subsede de Bauru da CUT/SP e vice-presidente do Sinergia/CUT


 


DiariodoPara.com.br


CUT-DF entra com ação popular para afastar Arruda

Aumentou nesta quarta-feira a pressão para que a Justiça determine o afastamento do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), do cargo. Uma ação popular protocolada no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) pelo presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) local, Cícero Rola, defende a saída de Arruda do governo. Ele é acusado de participação em um esquema de arrecadação e pagamento de propina.

A ação popular aponta que Arruda não tem mais condições de permanecer no cargo porque estaria obstruindo as investigações do suposto esquema de corrupção. Essa é a segunda medida que tenta acelerar o afastamento do governador. Ontem, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu ao Ministério Público Federal a prisão preventiva de Arruda ou o afastamento do cargo.


Após a movimentação da OAB, o advogado Artur Celso Fonseca pediu nesta quarta-feira um habeas corpus preventivo para o governador no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segundo o sistema de acompanhamento processual, a ação foi entregue ontem no tribunal e distribuída na manhã desta quarta-feira para o ministro Arnaldo Esteves Lima, da Quinta Turma. O teor do pedido não foi divulgado.


O advogado de Arruda, Nélio Machado, afirmou que Fonseca não representa o governador. "Esse advogado não tem ligação conosco. Em outros casos polêmicos, ele já tomou a iniciativa de propor esse tipo de habeas corpus preventivo. Mas ele não representa o governador. ESsa ação não cabe nesse momento. É fora de propósito", afirmou o advogado à Folha Online. Fonseca não foi encontrado.


A situação do governador ficou mais delicada na semana passada quando a Polícia Federal prendeu o conselheiro do Metrô Antônio Bento da Silva. Ele foi preso em flagrante ao tentar subornar o jornalista Edson dos Santos, o Sombra, principal testemunha de Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção.


Segundo a PF, a sacola tinha R$ 200 mil, que seria a primeira parcela do suborno. Também foram apreendidos papéis que seriam uma declaração do jornalista afirmando que os vídeos feitos por Durval e que fazem parte do inquérito do STJ sobre o esquema de pagamento de propina teriam sido manipulados.


As gravações do delator mostram Arruda, o vice-governador, Paulo Octávio, secretários, assessores, deputados distritais recebendo suposta propina. (Folha online)



 

Rádio Web - Jornal Brasil Atual


Trabalhadores rurais concluem campanha salarial

Os trabalhadores e patrões da hortifruticultura irrigada no Vale do São Francisco chegaram um consenso sobre as 87 cláusulas da convenção coletiva de trabalho 2010/11. Foram oito dias de negociações e diversas mobilizações dos trabalhadores reivindicando melhorias durante a campanha salarial unificada nos seis sindicatos trabalhadores rurais do Vale do São Francisco. Pelo acordo celebrado, o piso salarial passa para R$521,00 mensais. As empresas têm até o segundo dia útil para fazer o pagamento do novo salário sob pena de multa. O presidente do Sindicato dos Assalariados Rurais de Juazeiro na Bahia, Severino Pereira, cuja base representa cerca de 11 mil trabalhadores, diz que o reajuste de R$11,00 acima do piso regional é baixo. No entanto, comemora as conquistas sociais. Para ouvir acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=informe%5Fcut%5F2010%5F2%5F11%5F7%5F40%5F59%5F87%2Ewma&nm_audio=Trabalhadores+rurais+concluem+campanha+salarial  

Mídia conservadora prepara discurso contra Dilma

No dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista, as estrelas da direita midiática estarão reunidas num seminário cinicamente batizado de "1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão". Para o jornalista Altamiro Borges, não faltarão críticas a Conferência Nacional de Comunicação, sabotada pelos donos da mídia, e às idéias democratizantes do Plano Nacional de Direitos Humanos, bem como argumentos para tentar minar o crescimento da précandidata do governo, Dilma Roussef, à presidência. O evento tentará unificar o discurso da mídia hegemônica para a disputa presidencial de 2010. Para ouvir acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=destaque%5F2010%5F2%5F11%5F7%5F25%5F30%5F10%2Ewma&nm_audio=M%EDdia+conservadora+prepara+discurso+contra+Dilma  
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