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Clipping 12/02/10

Escrito por William Pedreira
12/02/2010

Edição nº 0 sexta, 12 de fevereiro de 2010
Fechamento: 08:27





Edição número 1517 sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

 

 

Fechamento: 08h40

 

 

 

Veículos Pesquisados:


 

Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)

Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)

Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)

William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)





O Estado de S.Paulo



Arruda é preso por ordem do STJ e procurador pede intervenção no DF
Governador poderia interferir nas investigações do inquérito Caixa de Pandora se ficasse solto, alegou ministro

Mariângela Gallucci, João Domingos (Nacional)

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem-partido, ex-DEM), foi preso ontem, acusado de tentar subornar testemunhas no inquérito da Operação Caixa de Pandora - em que é acusado de comandar "organização criminosa" - e de obstrução à Justiça. Segundo despacho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fernando Gonçalves, que preside o caso, Arruda e seu grupo valem-se "do poder econômico e político para atrapalhar as investigações e garantir a impunidade". O vice Paulo Octávio (DEM) assumiu o governo.

Ao mesmo tempo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) intervenção no governo, com o impedimento de Arruda, do vice, e do presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR). O pedido é inédito no período posterior à Constituição de 1988.

A prisão ocorreu quatro meses e meio após o início da operação da PF, que investigou esquema de corrupção montado na capital, com distribuição de mesadas para parlamentares, secretários e funcionários do DF. A decisão foi determinada pelos ministros que integram a Corte Especial do STJ.

A corte também determinou o afastamento do governador e a prisão de cinco aliados - o suplente de deputado distrital Geraldo Naves, o ex-secretário de Comunicação Wellington Moraes, o secretário particular de Arruda, Rodrigo Arantes Diniz, o ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB) Haroldo de Carvalho e o conselheiro do Metrô Antônio Bento da Silva, que já tinha sido preso na semana passada.

COAÇÃO
A decisão teve como base um despacho de Gonçalves, segundo o qual "organização criminosa instalada no governo do Distrito Federal continua valendo-se do poder econômico e político para atrapalhar as investigações e garantir a impunidade".

Ainda de acordo com o ministro do STJ, esse mesmo grupo busca dilapidar verbas públicas e apagar vestígios dos delitos cometidos no Distrito Federal.

O temor de que Arruda e aliados poderiam coagir testemunhas surgiu na semana passada, após a prisão em flagrante de Antonio Bento da Silva, que entregou R$ 200 mil ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, uma das testemunhas do "mensalão do DEM".

Por volta das 14 horas de ontem, Gonçalves pediu ao presidente do STJ, Cesar Asfor Rocha, que convocasse os ministros da Corte Especial - os 14 mais antigos do tribunal - para que seu despacho favorável às prisões fosse referendado.

A maioria concluiu que, pelo bem da ordem pública e pela garantia da instrução criminal, o grupo deveria ser preso preventivamente. Ao tomar a decisão, os ministros atenderam a um pedido do procurador-geral, que assistiu à sessão de julgamento.

DEFESA
Ontem mesmo os advogados de Arruda entraram com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. "A prisão é ilegal, abusiva e desnecessária", alegou o advogado Nélio Machado. O ministro do STF Marco Aurélio Mello deve decidir hoje sobre o recurso.

Os advogados argumentaram, ainda, que Arruda foi submetido a constrangimento ilegal por "uma medida açodada, diante de investigação inconclusa, em afronta às tradições de nossos tribunais".

A defesa argumentou, em favor do governador, que "jamais se viu perseguição como a que vem atingindo há mais de dois meses o governador do Distrito Federal". Os defensores afirmaram, ainda, que Arruda nunca foi ouvido por nenhum órgão de investigação.


Lula lamenta situação e recomenda cautela à PF
De acordo com auxiliares, presidente diz que 'ninguém é sádico, ninguém está feliz' com prisão do governador

Tânia Monteiro (Nacional)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi comunicado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, sobre as circunstâncias em que ocorreu a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Segundo auxiliares do presidente, Lula quis saber como foi o processo de prisão e pediu para que tudo fosse feito com muito cuidado. Correa informou, então, ao presidente Lula que Arruda foi preso com a dignidade que todo preso merece.

A PF foi muito criticada no passado pela forma "espetacular" como cumpria as ordens judiciais de suspeitos. Essas críticas chegaram ao auge em 2007, quando o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunitty, foi detido no âmbito da Operação Satiagraha. De acordo com auxiliares do governo, a avaliação do presidente é de que esse tipo de "tragédia" não ajuda no processo democrático e que "ninguém é sádico, ninguém está feliz" com a prisão de Arruda. No entanto, acrescentam as fontes, se o governador cometeu erros e a Justiça quer que ele pague, é assim que tem que ser.

As mesmas fontes acrescentaram que ninguém no Palácio do Planalto está trabalhando com a possibilidade de intervenção federal no Distrito Federal até porque, na ausência do governador, quem assume é o vice. Mas o presidente Lula estaria disposto a fazer o que puder para apoiar a reestruturação do governo do Distrito Federal, para que continue a funcionar. Lula também teria lamentado que tudo isso estivesse acontecendo nos 50 anos de Brasília, pois para cidade isso é muito ruim.

BASTIDORES
O presidente Lula lamentou as circunstâncias que levaram à decisão da Justiça de decretar a prisão de Arruda, e pediu cautela à Polícia Federal em seu procedimento. O presidente quer evitar que haja exposição da figura do governador, por se tratar de uma autoridade do Distrito Federal. Lula conversou com o novo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e com o diretor da Polícia Federal para repassar as mesmas recomendações.

AUXILIARES
De acordo com auxiliares do presidente, Lula soube da decisão pelas agências online, quando estava em seu gabinete. No momento, o ministro da Justiça estava chegando ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) para um despacho com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente aproveitou para lhe pedir todas as informações sobre o caso. Lula recomendou ainda atenção e cautela à PF. Para o presidente, o que a Justiça decidir, está decidido e a polícia federal agirá como lhe for determinado, mas sempre com cautela.
 

Medida provisória permite ao Brasil retaliar EUA com quebra de patentes
Represália aos subsídios de algodão podem incluir de quebra de patentes de remédios a bloqueio de remessa de royalties

Renato Andrade (Economia)

O governo brasileiro deu um passo concreto ontem para aplicar retaliações comerciais contra os Estados Unidos, pelos subsídios dados a produtores de algodão. O Palácio do Planalto editou a Medida Provisória nº 482, que estabelece os procedimentos que poderão ser adotados para retaliar os americanos na área de propriedade intelectual. As sanções poderão ir desde um bloqueio temporário de remessa de royalties até a quebra de patentes.

As medidas deverão ser definidas pelo governo no próximo mês. O setor de medicamentos é um dos principais alvos.

O efeito prático da MP é o estabelecimento de amparos legais para que o Brasil possa aplicar as retaliações contra os EUA definidas após um contencioso de sete anos na Organização Mundial do Comércio (OMC) por conta dos subsídios concedidos aos produtores de algodão. Mas as regras valerão para eventuais casos futuros que envolvam retaliações nesse setor a outros países.

O valor da retaliação estabelecida pela OMC é de US$ 830 milhões, sendo que as sanções sobre o comércio de bens americanos alcançarão US$ 560 milhões e os US$ 270 milhões restantes poderão ser aplicados sobre propriedade intelectual. A possibilidade de aplicar sanções em outras áreas não relacionadas ao contencioso é conhecida como retaliação cruzada. O mecanismo é criticado por empresários fora do setor de algodão que temem possíveis contrarretaliações.

A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Guilheme Cassel (Reforma Agrária). Apesar da relação direta com sua pasta, a medida não contou com a assinatura do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

A medida estabelece seis tipos de retaliação que poderão ser aplicadas, que vão desde a suspensão de direitos de propriedade intelectual, passando pela alteração de medidas para a obtenção e manutenção desses direitos, até o bloqueio temporário de remessa de royalties ou outro tipo de remuneração pelos direitos de propriedade intelectual. Marcas, desenhos industriais e patentes são alguns dos elementos considerados pela legislação brasileira como propriedade intelectual.

De acordo com a MP, qualquer que seja a sanção ela precisará ser aprovada pelo conselho de ministros que compõem a Camex. Para o advogado Denis Borges Barbosa, que foi um dos delegados do Brasil durante as negociações que criaram a OMC, esse mecanismo mostra uma prudência necessária, considerando que a aplicação das retaliações cruzadas é inédita no mundo.

O ministro Celso Amorim reafirmou ontem que apesar do Brasil não ser favorável ao uso de retaliações, o País "não pode se curvar" simplesmente porque os EUA são um país forte. "A lei internacional se aplica aos pequenos e aos grandes", disse o chanceler.


Indústria nacional vai importar aço
Trinta fabricantes de máquinas e implementos agrícolas vão trazer pelo menos 50 mil toneladas do produto ao País

Chiara Quintão (Economia)

O pool de fabricantes de máquinas e implementos agrícolas coordenado pela Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), vai importar pelo menos 50 mil toneladas de aço na sua primeira iniciativa de trazer o produto de outros mercados para o País.

Por enquanto, 30 associados da entidade já demonstraram a intenção de compra. O volume importado poderá crescer se houver mais adesões, segundo o presidente da CSMIA, Celso Casale. O pedido será feito este mês e a entrega deve ocorrer em 90 dias.

"Queremos importar aço, a menos que as siderúrgicas nacionais ofereçam o produto pelo mesmo preço", disse Casale. Segundo ele, a trading que fará a importação para o pool de empresas coordenado pela CSMIA informou que o preço da bobina a quente importada de "um produtor chinês de boa qualidade" é 20% menor do que o do mercado interno, mesmo considerando a tarifa de importação.

O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, ressalta que o aço importado está atualmente no máximo 5% mais barato que o nacional, o que desestimula importações, pois a diferença não compensa o risco cambial. Em agosto e setembro do ano passado, a diferença chegou a 20%, de acordo com Loureiro, o que incentivou a importação do produto.

VARIAÇÃO
Há controvérsias em relação a quanto o aço importado é mais barato que o nacional. Conforme o analista da Geração Futuro Rafael Weber, a diferença atual é de 21,9%, incluindo tarifa e frete, mas sem considerar o gasto adicional de importação.

Se considerados os custos com seguro, despesa portuária e capital de giro para trazer o aço para o País, a variação cai para 10,2%. Incluindo ainda gastos como impostos e fundo de reserva da Marinha Mercante, a diferença média passa a ser de 4,7%. Weber destacou que esse porcentual pode variar, por exemplo, conforme a tributação estadual.

Na avaliação de Loureiro, do Inda, os consumidores já estão deixando de importar aço, o que deve se refletir em queda do desembarque do produto a partir de abril e maio, considerando-se a defasagem do prazo do pedido e da entrega.

"O que está entrando agora foi pedido em agosto, setembro e outubro de 2009, quando o preço lá fora estava muito mais baixo", disse o presidente do Inda.

Loureiro disse que não há tendência de queda do preço internacional do aço, à medida que são esperadas altas nos preços do minério de ferro e do carvão, e acrescentou que as margens brutas da distribuição de aço são, no momento, as mais baixas da história, ficando entre 8% e 10%. Essas margens já chegaram a 20%, segundo ele.


Anatel dá aval à fusão entre Oi e BrT
Agência aprova ato de concentração sobre a compra da BrT pela Oi

Gerusa Marques (Economia)

O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou ontem, sem restrições, o ato de concentração sobre a compra da Brasil Telecom pela Oi, anunciada em abril de 2008, por R$ 5,8 bilhões. A Anatel constatou que a fusão, que resultou numa mega-operadora de telefonia, não cria problemas à concorrência. O processo, agora, será analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


O relator do processo, conselheiro João Rezende, disse que o ato foi aprovado por unanimidade, com base na análise da área técnica da agência e no parecer da procuradoria da Anatel. No processo, foram considerados os serviços de telefonia fixa local e de longa distância nacional e internacional, além dos serviços de telefonia celular e de banda larga. "Em nenhum desses serviços foi encontrado nada que ameace a concorrência", afirmou Rezende.

A maior concentração, segundo o conselheiro, está no serviço de longa distância nacional (interurbano), no qual as duas empresas dominam 35% do mercado. Esse porcentual, no entanto, na avaliação da Anatel, não é problema, porque nesse segmento há 56 empresas atuando, e há uma forte concorrente, a Embratel.

Ele disse que no segmento de banda larga também não foi identificado risco à competição. Em 2008, quando o negócio entre BrT e Oi foi anunciado, o Cade assinou com as duas empresas um acordo preventivo para que fosse mantida a independência entre os provedores IG (da Brasil Telecom) e Oi Internet (da Oi), por entender que nesse mercado as duas empresas eram potenciais concorrentes entre si.

As duas concessionárias também foram obrigadas a submeter ao Cade a obtenção de qualquer licença que utilize as tecnologias de acesso à banda larga WiMAX, 3G (terceira geração da telefonia celular) e MMDS (micro-ondas terrestres).

Rezende acrescentou que a Oi está cumprindo todos os condicionantes impostos pela Anatel em dezembro de 2008, quando a agência deu anuência prévia à fusão da BrT com a Oi, analisando os aspectos regulatórios da operação. Para possibilitar a fusão, o governo promoveu uma mudança na lei para permitir que duas concessionárias pudessem ser controladas pelo mesmo grupo. Depois da mudança no Plano Geral de Outorgas (PGO), a Anatel levou um mês para dar a anuência ao negócio, mas demorou mais de um ano para instruir o Cade.




Folha de S.Paulo


Planalto pressiona, e PT altera plano de governo de Dilma
Lula reclama e cúpula petista admite que foi erro não mencionar no texto que futura gestão manteria a atual política econômica

Nova versão deve conter acenos à iniciativa privada; documento será lido dia 18, no congresso em que Dilma será lançada candidata do PT


Valdo Cruz e Fabio Zanini (Brasil)

Pressionado pelo Palácio do Planalto, o PT vai fazer ajustes na sua proposta de governo da futura candidata Dilma Rousseff à sucessão de Lula, mas o tom mais à esquerda do texto preliminar foi proposital.


Nas palavras de um dirigente do partido, cabia ao PT "puxar para a esquerda" para depois negociar um programa final da ministra Dilma com os demais partidos da futura aliança, principalmente o PMDB.


A cúpula do partido reconhece que foi erro não mencionar no texto que o futuro governo manteria a política econômica de Lula -metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal. O presidente não teria gostado da falta de menção à sua política econômica.

Segundo um membro da cúpula partidária, "ficou faltando essa parte", que não tem sentido ficar de fora principalmente depois que o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que o candidato tucano José Serra, se ganhar, mudará a atual política econômica.


O texto sofrerá ajustes, deixando claro que um futuro governo Dilma será uma continuidade do atual, com aprofundamento das medidas adotadas no segundo mandato -fortalecimento de bancos públicos e estatais como indutores do crescimento econômico.


A nova versão também deve conter mais acenos à iniciativa privada, reforçando que, sem os empresários, o papel do Estado como indutor não se sustenta.


O coordenador da comissão que elabora o documento, o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, finalizava ontem o texto que será apresentado ao 4º Congresso do PT, que começa dia 18. Os delegados podem alterar o texto.

O evento também terá a leitura de um manifesto de lançamento da candidatura de Dilma, com a trajetória política e pessoal da ministra, incluindo sua participação no PDT (sigla a que estava filiada até 2001).


Mas a versão preliminar do texto, segundo a Folha apurou, omite pontos polêmicos da biografia dela, como a participação num grupo que realizou ações armadas contra o regime militar, bem como sua prisão e tortura. Esse período será tratado numa breve referência à "luta contra o autoritarismo" durante a juventude da ministra.



Governo não cumpre meta de assentamentos em 2009

Objetivo inicial era assentar 75 mil famílias, mas só 55,5 mil foram beneficiadas

MST critica a política de concentração da reforma agrária na região amazônica, distante de suas bases e com problemas de infraestrutura


Eduardo Scolese (Brasil)

O governo do presidente Lula não cumpriu a meta de assentamentos da reforma agrária no ano passado, o que esvazia ainda mais seu discurso aos sem-terra no período eleitoral.

Em 2009, segundo dados oficiais obtidos pela Folha, 55.498 famílias foram assentadas em todo o país (a meta do governo era de 75 mil).


Em sete anos de gestão, a promessa anual de famílias beneficiadas foi cumprida uma única vez (em 2005) e o número de famílias à espera de um lote se manteve estagnado em cerca de 200 mil.


A insatisfação dos sem-terra com a atual política de reforma agrária não se dá apenas pelo número de assentados, mas também pelo modelo adotado.

Uma das críticas está na priorização de assentamentos na região amazônica, onde as terras são mais baratas, mas, por outro lado, longe das bases acampadas do MST e com problemas graves de infraestrutura básica (como água, energia elétrica, estradas).


Das 574,6 mil famílias que o governo diz ter assentado entre 2003 e 2009, 387,5 mil (67%) estão na Amazônia Legal (Estados do Norte, Mato Grosso e Maranhão). No ano passado, das 55,4 mil assentadas, 32,8 mil foram encaixadas em lotes nesses nove Estados -59%.


Outra crítica dos sem-terra ao atual modelo de reforma agrária está no instrumento utilizado na obtenção de terras. O MST defende a obtenção por meio da desapropriação, ou seja, quando uma fazenda improdutiva dá lugar a um novo projeto de assentamento.


Em 2009, a meta inicial era beneficiar 100 mil famílias, mas, para ficar mais próximo de sua capacidade financeira e operacional, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra, ao qual é vinculado, decidiram reduzi-la para 75 mil -mesmo assim, sem sucesso.


Em 2010 a redução deve ser ainda maior, já que superintendentes regionais do Incra defendem 35 mil famílias.


Segundo o instituto, o contingenciamento de recursos para a obtenção de terra e a paralisia de processos no Judiciário impediram o cumprimento da promessa em 2009.


O fracasso na política de reforma agrária ocorre no momento em que PT e Planalto tentam aproximar a ministra Dilma Rousseff, pré-candidata petista, ao movimento sem-terra. Ao longo do governo, eles pouco conversaram.


Para o MST, a política de criação de assentamentos foi "abandonada". "Não fomos atendidos pelo governo, com a recomposição do orçamento do Incra, maior investimento em desapropriação e a atualização dos índices de produtividade", afirmou o movimento, em nota à reportagem.


Sobre os assentamentos de famílias na região amazônica, o MST diz: "A criação de assentamentos do governo tem caráter de política assistencial, sem mudar a estrutura fundiária".


Para a presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), os últimos governos têm atuado no limite para atender à demanda dos sem-terra. "Dinheiro no Brasil falta para tudo. A questão da não reforma agrária no nível exigido por alguns não é por má vontade dos governos", disse, em discurso na entidade.



Para Incra, falta de verba pesou no resultado (Brasil)

Rolf Hackbart, presidente nacional do Incra, aponta dois fatores que, de acordo com ele, justificam o não cumprimento da meta de assentamentos no ano passado: a falta de recursos e os processos parados na Justiça.

"Tínhamos na lei [orçamentária] R$ 950 milhões [para obtenção de terra], e só recebemos R$ 720 milhões", afirmou Hackbart, em uma referência aos bloqueios realizados pela equipe econômica.


"Havia promessa. Enviamos [um pedido] ao Tesouro, mas voltou", disse o presidente do Incra.


A respeito das áreas paradas na Justiça, o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária diz: "Estão parados nas diversas instâncias do Judiciário cerca de 220 processos. Nessas áreas daria para assentar 11 mil famílias".


Hackbart inclui na lista de justificativas a não atualização dos índices de produtividade utilizados para avaliar se uma área é ou não passível de desapropriação para fins de reforma agrária.


Para 2010, o Incra tem um orçamento de R$ 480 milhões para obtenção de terras, ante R$ 950 milhões do ano passado.



Recessão foi a mais curta desde 80, diz FGV
Comitê afirma que ciclo de retração econômica durou 6 meses, de julho de 2008 a janeiro do ano passado

Samantha Lima (Dinheiro)

A última crise econômica atravessada pelo país foi a mais curta desde 1980 -seis meses, de julho de 2008 a janeiro de 2009-, afirma o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos da Fundação Getulio Vargas.


O curto período da mais recente crise foi antecedido pelo mais longo período de expansão econômica desses 30 anos. Foram 61 meses, iniciados em junho de 2003 e encerrados em julho de 2008.


Desde 1980, o Brasil viveu oito crises. Também se concluiu que vivemos mais na prosperidade do que em recessão. São 28,7 meses, em média, para cada período de alta, ante 15,7 meses médios dos períodos de retração econômica.


O comitê identificou que a maior crise pela qual o país passou durou 30 meses, entre junho de 1989 e dezembro de 1991. Esse período engloba a fase mais crítica de hiperinflação, quando o índice alcançou 80% ao mês, e o Plano Collor, que teve como medida mais traumática o confisco, por 18 meses, dos saldos de contas-correntes e cadernetas de poupança.


Para o comitê, uma recessão se caracteriza por "um declínio expressivo de atividade econômica ocorrendo simultaneamente em diversos setores durante alguns meses". Para avaliar a ocorrência, são analisadas as evoluções de indicadores de produção industrial, vendas no comércio, emprego e rendimento do trabalho.


O mês identificado pelo comitê como início da crise mais recente antecede em dois meses o momento mais crítico da crise internacional, quando o banco americano Lehman Brothers quebrou. E o momento final seria o período em que ainda havia grandes empresas fazendo corte de pessoas e de produção.


"Antes do Lehman Brothers, já havia indicadores de crise, como problemas com a concessão de crédito", diz Paulo Pichetti, um dos economistas responsáveis pelo estudo.


Segundo ele, o pior da crise ocorreu em dezembro, quando houve corte na produção da indústria seguido por férias coletivas e demissões. Naquele mês, o governo anunciou redução do IPI como medida para estimular o consumo e frear os efeitos da crise.


Em janeiro de 2009, diz, é possível identificar o início da reação. "Foi um começo de recuperação em cima de um período muito ruim, por isso não foi imediatamente percebido", diz Pichetti.


Para o economista, o Brasil pôde viver o maior ciclo de crescimento da história entre 2003 e 2008 e sair rapidamente da crise entre 2008 e 2009, devido à "melhoria dos fundamentos da economia brasileira". Contribuíram para isso, diz, a estabilidade da moeda e a mudança da regra para o câmbio, que passou a flutuar ao sabor do mercado, livre de cotações fixas.


Pichetti também explica o porquê de mapear inícios e fins de crises. "Isso nos permite ter uma melhor compreensão das crises inseridas em momentos históricos, além de ajudar a identificar sinais de crises futuras e escolher quais remédios o governo deve usar para abreviá-las ou evitá-las."



Indústria tem aumento de vagas em SP

Giulina Vallone (Dinheiro)

O emprego na indústria paulista começou o ano em recuperação e deve se manter assim nos próximos meses, segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O setor teve saldo positivo de 12 mil vagas em janeiro, alta de 0,42% ante dezembro -dados com ajuste sazonal.

Em dezembro, a indústria registrou o fechamento de 67 mil postos. Considerando os dados sem ajuste, houve aumento de 0,54% no nível de emprego em janeiro. Ante o mesmo mês de 2009, a queda foi de 2,68%.


A previsão é que em fevereiro a demanda interna e a antecipação da safra de cana-de-açúcar por algumas empresas acelerem ainda mais o índice.



Petrobras anuncia descoberta em nova área de Campos (Dinheiro)

A Petrobras informou ontem que descobriu uma nova área de produção de petróleo na Bacia de Campos, em região considerada rasa (200 metros de espelho d'água). O reservatório está acima da camada de sal (pós-sal), com expectativa de volume de óleo de 25 milhões de barris.

O volume equivale a 0,5% daquele estimado para a área de Tupi, no pré-sal, onde se espera que haja pelo menos 5 bilhões de barris de óleo recuperáveis. O poço que levou à descoberta foi perfurado a seis quilômetros da região produtora conhecida como Campo de Pampo.


Como já existe atividade na região, será mais fácil iniciar a produção, prevista para ocorrer ainda este ano.


Para a Petrobras, a descoberta abre uma "importante frente exploratória" a leste de outras concessões. A empresa diz, ainda, que a descoberta é resultado da "estratégia exploratória de intensificar os trabalhos próximos a campos em produção", para aproveitar estrutura já existente e, assim, reduzir custos. Novos poços deverão ser perfurados ali, segundo a empresa.



Procuradores querem fim de terceirização na colheita (Dinheiro)

Procuradores do Ministério Público do Trabalho ingressaram ontem com ação civil conjunta na Justiça do Trabalho de Matão reivindicando, liminarmente, o fim da contratação de mão de obra terceirizada na colheita de laranja pelas quatro grandes processadoras de suco no país -Cutrale, Louis Dreyfus, Citrovita e Fischer.

Eles também pedem que as empresas paguem indenização de R$ 400 milhões por danos causados aos trabalhadores na última década. Segundo o procurador de Araraquara, Cássio Calvilani Dalla-Déa, a ação foi baseada em discussões e decisões judiciais sobre a situação precária dos trabalhadores desde que as indústrias deixaram de fazer a colheita de laranja e passaram a contratar consórcios de produtores para executar o serviço.


Apesar de não serem responsáveis diretamente pelos coletores, as indústrias determinam quantidade, tipo e período em que os consórcios devem utilizar os trabalhadores, por isso têm responsabilidade e devem arcar com os custos trabalhistas do processo, defende Dalla-Déa.



Justiça muda critério de escolha de professor
Docente de SP que já está no sistema passa a ter prioridade ante novatos, ainda que tenha tido nota inferior em exame feito em 2009

Existe o risco de as aulas atrasarem, caso a gestão José Serra (PSDB) não casse a decisão; liminar foi obtida por sindicato dos docentes


Fábio Takashi
(Cotidiano)

A Justiça decidiu, de forma liminar (provisória), que os professores temporários que já atuavam na rede estadual de ensino terão prioridade na escolha de aulas, ainda que tenham tido notas inferiores em um exame realizado no final de 2009. O critério inicial era priorizar os que tiveram melhor desempenho na prova.

A decisão, de primeira instância, foi tomada a pedido da Apeoesp (sindicato dos professores), na última segunda-feira, menos de dez dias antes do início do ano letivo (dia 18).


O processo de atribuição de aulas começou na segunda e terminaria hoje. A Secretaria da Educação afirma que tenta derrubar a medida. Caso não consiga, o ano letivo na rede, de 5 milhões de alunos, irá atrasar, para refazer a distribuição.

O imbróglio envolve cerca de 20 mil professores temporários (os que não têm estabilidade concedida em 2007 e os que nunca trabalharam na rede). A rede como um todo possui cerca de 200 mil docentes.


O governo afirma que implementou o exame (de conhecimentos pedagógicos e específicos das matérias) para melhorar a seleção dos docentes temporários. Dos que já estavam no sistema, 40% foram reprovados no exame. Até 2009, a ordem de prioridade considerava tempo de serviço e diplomas.


A Justiça, porém, acatou o pedido da Apeoesp, ligada à CUT. A entidade entende que os temporários que já trabalhavam na rede devem ter prioridade em relação aos novatos, ainda que tenham obtido notas menores na avaliação.


A alegação é que a experiência deles deve ser considerada e, além disso, o exame privilegiou a parte teórica, o que prejudicou o docente da ativa, que teve pouco tempo para estudar.


"Os professores que estavam na rede já ganharam no exame alguns pontos pela experiência. O critério pedido pela Apeoesp não garante que o melhor professor vá para a sala de aula", disse o secretário-adjunto de Educação, Guilherme Bueno.


"Uma provinha não pode tirar aula do professor que tem vivência na rede", disse a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha. "Em vez de concurso público, fazem uma provinha. Que prioridade é essa?"


Outros problemas
A seleção de professores temporários tem causado transtornos há mais de um ano. Uma avaliação chegou a ser implementada para o ano letivo de 2009. O exame, porém, foi considerado inválido pela Justiça, que entendeu não haver base legal para a avaliação.

A decisão exigiu mudança na seleção, que estava em andamento. O início do ano letivo foi adiado em cinco dias.


Depois, o governo conseguiu aprovar projeto na Assembleia. A gestão, porém, teve de alterar os critérios anunciados. Como a reprovação foi alta, a pasta admite usar docentes abaixo da média. O Executivo diz que trabalha para diminuir o número de temporários (que fica perto dos 100 mil), por meio de concursos. Há um processo em trâmite com 10 mil vagas.





Valor Econômico

No governo Lula, Brasil passou pela maior expansão em 30 anos, diz FGV

João Villaverde

Antes da explosão da crise mundial, no fim de 2008, o Brasil passou pela mais longa expansão econômica dos últimos 30 anos. Entre junho de 2003, quando restaurou o crescimento após a recessão desencadeada no ano anterior, e julho de 2008, quando alcançou o auge da expansão, o país cresceu por 61 meses consecutivos. O levantamento foi realizado pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nos últimos 30 anos, o período que mais se aproxima do passado recente foram os 48 meses entre fevereiro de 1983 e fevereiro de 1987.

Quando estourou, em setembro de 2008, a atual crise mundial foi comparada ao crash de 1929 - a mais grave crise do século XX. No entanto, também seus efeitos no Brasil foram os mais rápidos dos últimos 30 anos, tendo durado apenas seis meses. Ao sustentar sua análise em variações mensais que indicam recessão como o período entre o pico e o vale, o Codace produz datação diferente do consenso na teoria econômica, que caracteriza recessões como dois trimestres consecutivos de queda da atividade.

Desde 1980, os períodos recessivos duraram em média 15,8 meses, tendo o período entre junho de 1989 e dezembro de 1991 alcançado o pior resultado: 30 tombos mensais. Na esteira da escalada inflacionária que se seguiu ao Plano Verão, quando a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 1989 em 1.972,91%, o país sofreu fortes reversões econômicas entre 1990 e 1991, com os planos Collor I e II. Em 1990, o PIB mergulhou 4,3% - o pior resultado em todo o século XX, segundo dados do IpeaData.

Uma década antes, no início dos anos 80, o país passou pela segunda maior recessão, de acordo com o levantamento do Codace. Entre outubro de 1980, quando o modelo de desenvolvimento econômico impetrado pelos militares desde 1964 se esgotou, e fevereiro de 1983, quando a crise alcançou o fundo do poço, foram 28 meses de recessão.

À época, o Brasil sofria os efeitos do choque internacional promovido pela crise do petróleo de 1979 e pela elevação das taxas de juros americanas, que saltaram de 8,7% (em 1978) para 17%, em 1981. Os juros altos encareceram a rolagem da dívida externa brasileira, questão que voltaria a trazer problemas entre fevereiro de 1987 e outubro de 1988, segundo o Codace, quando os 20 meses de recessão seguiram a moratória do passivo externo declarada pelo governo.

A partir de 1994 foram cinco períodos recessivos. O mais longo deles ocorreu entre outubro de 1997 e fevereiro de 1999, quando crises externas - na Ásia, em 1997, e na Rússia, em 1998 - se somaram à turbulências internas - a maxidesvalorização do real ocorrida em 13 de janeiro de 1999. Desde então, os períodos de quedas mensais no PIB têm diminuído - e as expansões durado mais. De acordo com o estudo do Codace, divulgado ontem, nos últimos 30 anos os períodos de expansão duraram em média 28,7 meses.


Fiesp prevê alta generalizada no nível de emprego

Fernando Taquari

A indústria paulista deve apresentar um crescimento generalizado no nível de emprego nos próximos meses por conta da forte retomada da economia. A tendência de alta será reforçada em março, com a provável antecipação da safra do açúcar e do álcool.


"Algumas dessas indústrias pretendem aproveitar o preço dos dois produtos, que estão em expansão, para antecipar a safra, o que contribuirá para a criação de empregos", afirmou Walter Sacca, diretor adjunto do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O preço do álcool teve significativa elevação nos últimos meses por causa do aumento no consumo interno, enquanto o açúcar ficou mais caro em função do crescimento da demanda externa com a quebra da safra em 2009 na Índia.

Os dois setores, no entanto, puxaram o índice de emprego para baixo em janeiro, com o corte de cerca de 3 mil postos de trabalho. Apesar disso, Sacca lembra que nesta época do ano sempre há o efeito sazonal sobre indicador, com o fim da safra e corte de vagas.

De acordo com a pesquisa de emprego da Fiesp, foram criados no mês passado 12 mil postos de trabalho, com um avanço de 0,54% no comparativo com dezembro, na série sem ajuste sazonal. Com ajuste, houve alta de 0,42%. No confronto com o primeiro mês de 2009, o indicador apresentou queda de 2,68%, o que significou o fim de 60 mil vagas.
 
"Começamos o ano e o nível de emprego está próximo ao registrado em 2008 e 2007, dois bons anos para a indústria. A tendência aponta para a continuidade desse processo, mas não dá para dizer que vamos superar os números do pré-crise", acrescenta Sacca.

No início de 2010, 17 setores apresentaram um desempenho positivo e três ficaram estáveis. Apenas dois tiveram um resultado negativo. Entre aqueles que mais contrataram, destaque para produtos de madeira (1,7%). "Neste caso, influenciou a construção civil, que atravessa um momento de quase euforia", explicou Walter Sacca. Em seguida aparecem produtos farmoquímicos e farmacêuticos (1,5%) e máquinas e equipamentos (1,3%), que ainda se recupera das perdas ocorridas durante a crise financeira mundial.

Em contrapartida, houve enxugamento de funcionários em fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-3,3%), que engloba o álcool. Já em produtos alimentícios, onde se encontra o açúcar, o recuo foi de 0,7%.


 

Correio Braziliense


Ministro Marco Aurélio Mello adia para esta sexta decisão sobre habeas corpus para Arruda 
Lilian Tahan

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio de Mello adiou para esta sexta-feira (12/2) a decisão sobre o pedido de habeas corpus feito pela defesa do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido).

De acordo com o ministro do Supremo, que chegou a dizer inicialmente que tomaria a decisão ainda nesta noite de quinta-feira, o adiamento deveu-se ao horário em que foi entregue o material relativo ao pedido de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que mandou prender Arruda.

"O material só chegou agora (cerca de 22h30). Não quero fazer nada de forma açodada. Mas não passa de amanhã a minha decisão sobre o caso", afirmou o ministro Marco Aurélio Mello ao Correio.

O habeas corpus apresentado não inclui pedido para que Arruda retorne ao cargo. O esclarecimento foi feito pelo advogado Nélio Machado, que defende o governador. Machado explicou que o HC trata exclusivamente do pedido de liberdade do governador.

Arruda vai passar a madrugada desta sexta-feira (12/2) no gabinete da diretoria do INC (Instituto Nacional de Criminalística), que fica na superintendência da corporação em Brasília. Segundo a PF, na sala há apenas um sofá. Está à disposição do governador a chamada "Sala do Estado-Maior", reservada para autoridades.

"Sereno"
De acordo com o secretário dos Transportes do DF, Alberto Fraga (DEM), que esteve com Arruda na PF, o governador está "calmo e sereno". Segundo ele, Arruda negou que sua prisão tenha sido uma derrota política. "Não foi uma derrota. Foi um constrangimento", disse o secretário.

Ele também disse que foi oferecido ao governador a possibilidade de ser transferido para um quartel da Polícia Militar ou do Exército. Entretanto, Arruda preferiu ficar na PF.




Rondoniadinamica.com


Atuação firme do MPT consegue democratizar regras eleitorais no SINDEPROF
A atuação firme do MPT está conseguindo quebrar, na prática, regras antidemocráticas

Em audiência realizada nesta quarta-feira (10), na Procuradoria Regional do Trabalho (MPT) da 14ª Região, presidida pela procuradora do trabalho Michelle Bastos Chermont, para tratar do processo eleitoral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Porto Velho (SINDEPROF), da qual participaram a Comissão Eleitoral da entidade e representantes das quatros chapas concorrentes na eleição que será realizada nesta sexta-feira (12), foram democratizadas regras eleitorais e estabelecida igualdade de concorrência entre as chapas.

A atuação firme do MPT está conseguindo quebrar, na prática, regras antidemocráticas colocadas no estatuto do SINDEPROF com o claro objetivo de garantir a perpetuação no poder do grupo dirigente. Na audiência foi firmado o Termo de Ajuste de Conduta nº 141/2010 que estabelece condições objetivas de plena fiscalização da votação e da apuração por parte das chapas concorrentes; ao assegurar, por exemplo, que fiscais de chapas acompanharão as urnas dentro dos carros que as transportam.


Esse tipo de fiscalização nunca aconteceu em mais de uma década, em que o atual grupo dirigente controla o SINDEPROF, pois nas eleições anteriores não era permitido que fiscais acompanhassem as urnas dentro dos veículos de transporte, o que inviabilizava totalmente a fiscalização. Outra medida importante foi a definição de roteiro e horários das urnas itinerantes, que antes ficavam a critério da diretoria do Sindicato e/ou de sua Comissão Eleitoral e não eram divulgadas com antecedência.


O TAC prevê, também, outra medida inédita que impede vários tipos de possíveis fraudes, que é a assinatura dos fiscais de chapas nas cédulas de votação, sendo que anteriormente os fiscais só podiam observar o processo; além de estabelecer providências para verificar possível duplicidade de votação, que acontece quando o filiado, induzido por uma chapa, vota no seu local de trabalho e depois vota novamente em uma urna itinerante.


Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT) a atuação firme do MPT em processos eleitorais do SINDEPROF, que ocorre desde a eleição anterior em 2007 através dos TAC 001/2007 e 005/2007 e, mais efetivamente, na eleição atual com os TAC 127/2010 e 132/2010 está conseguindo criar condições de igualdade entre as chapas concorrentes, quebrando na prática regras totalmente anti-sindicais e antidemocráticas colocadas no estatuto do Sindicato. 



MPT adota medidas para evitar fraudes na eleição do Sindeprof
Chapa 3 parabeniza MPT pela iniciativa de democratizar eleição do Sindeprof

Marcos Henrique

Representantes das três chapas concorrentes na eleição do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Porto Velho (Sindeprof) assinaram na tarde de ontem (10.02), perante o Ministério Público do Trabalho um Termo de Ajuste de Condutra (TAC) para democratizar ainda mais o pleito que acontece amanhã, sexta-feira.

O TAC pretende evitar fraudes na eleição do Sindeprof e garantir um pleito mais transparente. Dentre as medidas aprovadas pelos representantes das quatro chapas estão: acompanhamento dos fiscais das chapas dentro do veículo dos transportes das urnas e obrigatoriedade da assinatura das cédulas de votação por dois fiscais de cada chapa.


A multa pelo descumprimento do TAC é de R$ 50 mil.


Apesar da boa intenção do Ministério Público do Trabalho, as eleições do Sindeprof já vão começar viciadas. Segundo o candidato da chapa 3, Chapa da CUT, Raimundo Nonato, a atual presidente e candidata a reeleição, Ellis Regina, não poderia estar concorrendo, mas acabou sendo ungida pela omissão da Comissão Eleitoral.

Segundo Nonato, Ellis deveria ter tido sua candidatura impugnada pela Comissão Eleitoral por infração ao Estatuto da Entidade. O Inciso 5, o artigo 82 do Estatuto, prevê que renúncia ou afastamento de dirigente antes de cumprimento do mandato causa inelegibilidade automática na próxima eleição.


Em 2008, Ellis se afastou do cargo para concorrer ao cargo de vereadora pelo PC do B e logo, não poderia estar concorrendo á reeleição. "Candidato que descumpre o próprio estatuto em que preside não pode ser um dirigente sério. A categoria deve comparecer às urnas e votar no que é melhor para si. É preciso que a categoria tenha um candidato sério para encampar as lutas e que não esteja atrelado aos patrões", disse Nonato.


Raimundo conclamou os servidores das grandes secretarias municipais a participar do pleito e votar num projeto que traga benefício para o conjunto dos trabalhadores. "A chapa 3 apresentou uma proposta técnica baseada em dados reais de violação dos direitos dos servidores", disse Raimundo Nonato da CUT.


Dentre essas violações estão a não concessão do PCCS/SUS dos servidores da saúde, falta de pagamento do Plano Bresser (já ganha na Justiça); não pagamento dos qüinqüênios; achatamento e desvalorização das classes não implementando a progressão horizontal dos servidores (gerando prejuízo aos trabalhadores); Dívida da Prefeitura com o IPAM e falta de política salarial aos trabalhadores municipais.

Raimundo Nonato da CUT afirmou que a chapa 3 "Ninguém Conquista Sozinha" tem apoio da Executiva Nacional da CUT, da CUT estadual e de seus sindicatos filiados. Segundo ele, a retomada do Sindeprof neste momento, após 12 anos de má administração, requer uma mudança para que a entidade volte a ser um sindicato de luta, combativo e compromissado com os anseios da categoria. "A saída é votar na Chapa 3, Chapa da CUT na eleição do Sindeprof. Se não for assim serão mais três anos de sofrimento", finalizou.





Gazetaweb.globo.com


Caravana de Cidadania vai levar conscientização a municípios
Projeto pretende passar pelos 102 municípios alagoanos

Percorrer todas as cidades alagoanas, levando lições para a formação de uma consciência crítica e ensinando sobre a importância de fiscalizar o dinheiro público. Essa é a premissa da Caravana de Cidadania, projeto montado por diversas entidades civis e órgãos públicos e que vai englobar agentes de educação, conselhos municipais, profissionais autônomos e, principalmente, alunos de 16 a 22 anos.

A ideia é encabeçada pelas Secretarias da Fazenda (Sefaz) e de Educação e Esportes (SEE), pela Receita Federal, pela Controladoria Geral da União (CGU), pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo Instituto Silvio Vianna. Todas as instituições estiveram reunidas nesta quinta-feira (11) para tratar de detalhes da iniciativa.


Segundo a coordenadora de Comunicação e Educação Fiscal da Sefaz, o foco é a formação da consciência cidadã. "Por isso, o Programa de Educação Fiscal também estará participando, trabalhando no desenvolvimento não só do senso crítico, mas também da cidadania. Esse é um projeto muito bom e está sendo adaptado a partir do que nos foi cedido pelo técnico da Receita Federal Aldo Carvalho Filho".


Produto do Fórum de Combate à Corrupção de Alagoas (Focco), a iniciativa pretende implementar um processo de capacitação permanente e contínuo. Para isso, uma das diretrizes a ser seguida é a criação do parlamento jovem. A ideia é que o grupo funcione como uma espécie de Câmara de Vereadores, desempenhando os mesmos papéis.


"Isso já existe em outros Estados, só que sempre atrelado às Câmaras e Assembleias Legislativas. Aqui queremos que aconteça de maneira independente, possibilitando maior autonomia. Composto por estudantes, o parlamento vai funcionar como um treinamento, para que, depois de entender o funcionamento destes lugares, os jovens possam questionar e fiscalizar", diz Pedro Guido, presidente do Instituto Silvio Vianna.


Junto disso, a iniciativa também prevê o fortalecimento dos conselhos municipais, possibilitando maior acesso a informações sobre as contas municipais. "Está previsto em Lei que toda administração pública deve ter um conselho, que tem duas atribuições: elaborar as políticas públicas e fiscalizar os gastos, uma atividade importantíssima. Nosso objetivo é ajudar no cumprimento desses papéis", completa Guido.

Para a presidente da CUT, Lenilda Lima, o projeto pode ser o pontapé para o início de uma mudança na realidade alagoana. "Estamos muito entusiasmados. O caminho é mesmo colocar a juventude para discutir os valores para que entendam que as instituições devem funcionar de maneira transparente e comecem a cobrar isso. Nossa democracia é formada de jovens e é eles que temos que estimular para exercerem seu papel", afirma.

 

 

PBagora.com.br


Presidente da CUT-PB cobra a redução da jornada de trabalho
Sindicalista visitou todos os gabinetes dos parlamentares paraibanos em Brasília

O presidente da CUT-PB, Luis Silva, visitou nesta quarta-feira os gabinetes de todos os deputados federais em Brasília. O motivo da visita foi cobrar o apoio dos parlamentares paraibanos para a aprovação do Projeto de Ementa Constitucional (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem que haja redução no salário dos trabalhadores.


"Queremos que os parlamentares pressionem Michel Temer, o presidente da Câmara Federal, a colocar o PEC na pauta de votação. A pauta está demorando a entrar na Casa e a CUT, em nível nacional, está intensificando a reivindicação prometendo uma série de ações em defesa do projeto", destacou Luis Silva. Segundo as informações da assessoria de comunicação da CUT Nacional, já estão sendo programadas greves e paralisações em todo o país em favor da entrada em vigor da redução da jornada de trabalho sem redução salarial.


Segundo o sindicalista, parlamentares como Marconi Gadelha, Luiz Couto e Major Fábio já se prontificaram a apoiar a causa dos trabalhadores, que deverá gerar no Brasil a criação de 2 milhões de novos postos de trabalho, sendo 4,5 mil na Paraíba. Luis Silva visitou todos os 12 gabinetes e embora não tenha encontrado todos os deputados paraibanos, falou com todos os chefes de gabinete e destacou que irá marcar uma ação no Estado pessoalmente com os deputados para trazer o debate à tona.


"Além da redução da jornada de trabalho também deveremos discutir soluções para o trabalho escravo na Paraíba e o maior aproveitamento dos recursos do Pré-sal", disse o presidente da CUT-PB.





BemParana.com.br


Foliões da CUT saem às ruas da cidade
Alvo foram os chamados donos do poder

Os foliões do tradicional bloco carnavalesco revolucionário da Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR) protestaram ontem, no centro de Curitiba, com muito samba. A concentração foi na Praça Santos Andrade e depois os foliões seguiram, em ritmo de samba e protesto, pela Avenida 15 de Novembro até a Praça Osório.


O "alvo" escolhido deste ano foram os chamados verdadeiros donos do poder pelos integrantes do bloco. Nas camisetas dos manifestantes, a ilustração de um rato de toga e um porco de cartola, dependurados em uma torre como o povão em baixo, mostrava a clara intenção de criticar, com bom humor, os banqueiros e os juristas.

 
Além de dedicar críticas aos donos do poder, o bloco também abordou questões ligadas ao pré-sal e a luta pela soberania nacional sobre as riquezas do petróleo. Esse, aliás, foi o tema do samba enredo cantado pelo puxador e tocado pela percussão da bateria da Escola de Samba Mocidade Unida do Jardim Santa Rosa, de Paranaguá.

 

 

Faxaju.com.br


Folia protesto: Siri na Lata: trabalhadores botam seu bloco na rua

Tradição do carnaval sergipano ao abrir os festejos de Momo, o Bloco  Siri na Lata, puxado pela Central Única dos Trabalhadores de Sergipe, sai às ruas na sua quarta edição, nesta sexta-feira, dia 12 de fevereiro, com saída marcada para às 8 horas da manhã, na Praça Fausto Cardoso, no centro da capital.

O Bloco Siri na Lata percorrerá as ruas do centro de  Aracaju  com muito frevo e irreverência ,  mas também levando o protesto dos trabalhadores e dos seus sindicatos, com suas bandeiras de luta. Este ano, mais uma vez o Bloco sairá com uma alegoria: uma carroça de burro,  para ironizar o transporte público em Aracaju, além de criticar a falta de licitação para o setor e o aumento da tarifa dos coletivos, dada pela prefeitura, colocando-a entre as mais caras do Nordeste.

Para o Professor Dudu, presidente da CUT-SE, o Bloco Siri na Lata representa um momento de mostrar, de forma humorada,  os principais temas que afligem a classe trabalhadora em Sergipe.

Entre os assuntos que serão abordados no Bloco Siri na Lata este ano  estão:  a luta pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas e pelo direito de greve; protesto contra o aumento da passagem de ônibus na capital; contra a abertura do comércio aos domingos e feriados;  a implantação das Fundações Públicas de Direito Privado; e o  repúdio contra a decisão judicial que mantém Flavio Conceição como conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe.

"O Bloco Siri na Lata prova que o sindicalismo sergipano tem várias facetas para mostrar toda a sua indignação. No Carnaval usamos a irreverência, o humor. Superamos a ideia de um sindicalismo embrutecido para dialogar  com o conjunto da sociedade. Aproveitamos a folia e também nos divertimos, é claro, ao som das velhas marchinhas de Carnaval", expica Professor Dudu.


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