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Clipping 13, 14, 15, 16 e 17/02/10

Escrito por William Pedreira
18/02/2010

Edição nº 1518 quinta, 18 de fevereiro de 2010
Fechamento: 08:00




Edição número 1518 de sábado a quarta-feira, 12 a 17 de fevereiro de 2010

 

 

 

Veículos Pesquisados:

  

 

 Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)

Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)

Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)

William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)





O Estado de S.Paulo



Vice é alvo de pedido de impeachment
OAB, CUT, PT e PSB apresentam à Câmara requerimentos para afastar Paulo Octávio, um dia após assumir cargo

Carol Pires (Nacional) - 13/02/10

Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto") Em menos de 24 horas no cargo, o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), tornou-se alvo de quatro pedidos de impeachment na Câmara Legislativa. Representantes locais da Central Única dos Trabalhadores do (CUT), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) assinaram os pedidos.

Paulo Octávio assumiu o governo do DF na noite de quinta-feira, após a prisão do governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) pela Polícia Federal. Arruda seria o mentor de um esquema de corrupção, que ficou conhecido como "mensalão do DEM", segundo inquérito da Operação Caixa de Pandora, da PF. Entre os beneficiários do esquema a investigação cita deputados distritais, secretários de governo, assessores e o governador em exercício, Paulo Octávio.

"A saída do Paulo Octávio é tão importante quanto a do Arruda, porque ele está envolvido no mesmo esquema de corrupção no DF. Com Paulo Octávio à frente do governo, vai continuar acontecendo o que estamos vendo", disse a presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga. "Nada justifica a posse do vice Paulo Octávio. É público e notório que ele está envolvido no escândalo e não tem condições jurídicas e políticas para suceder o governador em caso de afastamento determinado pela justiça", endossou Francisco Caputo, presidente da OAB do Distrito Federal.

PROCESSO
Os pedidos de impeachment seguem, agora, para análise da Procuradoria da Câmara Legislativo. Caso algum seja aceito, passará pela análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisará a constitucionalidade e, depois, por uma Comissão Especial responsável pela análise do mérito. O impeachment, por fim, precisa ser confirmado pelo plenário da Câmara.

Paulo Octavio já havia sido alvo de outros dois pedidos de impeachment, mas ambos foram rejeitados pela Procuradoria da Câmara Legislativa porque, segundo alegaram os procuradores, a lei 1.079/1950, que define os crimes de responsabilidade, só pode ser aplicada a governadores e a secretários de Estados, não a vice-governadores. José Roberto Arruda responde a três pedidos de impeachment na Câmara Legislativa, que serão votados na próxima quinta-feira pela CCJ.


''Carnaval vermelho'' ameaça 61 fazendas
Ofensiva no Pontal e Alta Paulista reúne 5 mil sem-terra

José Maria Tomazela (Nacional) - 14/02/10

O líder dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST) José Rainha Júnior mobilizou cerca de 5 mil pessoas para erguer acampamentos, na madrugada e manhã de ontem, na entrada de 61 fazendas nas regiões do Pontal do Paranapanema e Alta Paulista, no oeste do Estado de São Paulo. Rainha chamou a ação de "carnaval vermelho" em defesa da reforma agrária.

A mobilização atingiu 36 municípios. Assim que chegaram às propriedades, utilizando caminhões, carros e ônibus, os sem-terra estenderam faixas nos portões e cercas com os dizeres: "Esta fazenda pertence à reforma agrária". Com a madeira e a lona distribuída por meio de caminhões, iniciaram a montagem de acampamentos nos limites das áreas. As bandeiras vermelhas do MST também foram fincadas por todos os lugares da ação.

DENUNCIAR
O líder dissidente dos sem-terra explicou que nenhuma fazenda foi ocupada, pois uma lei federal impede o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de vistoriar ou desapropriar terras invadidas. "Já que não podemos ocupar, queremos denunciar à sociedade que são terras públicas, griladas, ou fazendas improdutivas que devem ser destinadas para a reforma agrária", afirmou.

Ainda segundo as explicações de Rainha, a ação de ontem foi organizada com outros grupos, como o Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast) , e sindicatos de empregados rurais ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). As cidades com maior número de ações registradas até ontem foram Presidente Epitácio e Dracena. Cada uma delas teve cinco fazendas "marcadas" pelo grupo. Entre os alvos também aparecem áreas da Companhia Energética do Estado de São Paulo (Cesp) em hidrelétricas distribuídas por Castilho, Andradina e Pereira Barreto.

Rainha disse que a nova estratégia foi inspirada no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o "líder maior", de acordo com sua qualificação. "Ele ensinou o trabalhador a vencer os conflitos com o diálogo e com a teimosia", assinalou.

Procurando conferir tom político à operação, o líder dissidente disse que seu grupo tem "o compromisso de eleger Dilma presidente". Também "criticou" o governo estadual que, segundo suas afirmações, ampara os latifundiários e criminaliza os sem-terra.

"Para o governo Serra, lutar pela reforma agrária e pertencer ao movimento social é crime", acusou. Ele ainda atacou a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada nesta semana para investigar o repasse de verbas públicas para o MST. "Deveriam investigar os 15 fazendeiros que são donos de 98 milhões de hectares no Brasil", afirmou.

REIVINDICAÇÕES
A pauta de reivindicações de Rainha inclui a desapropriação das 61 fazendas, o assentamento das famílias acampadas e a revisão dos índices de produtividade rural. Ele também quer mudanças na legislação, para que o Incra possa comprar e pagar à vista terras destinadas à reforma agrária (hoje o pagamento é feito Títulos da Dívida Agrária, os TDAs).

Os sem-terra prometem permanecer acampados até que as áreas sejam destinadas às famílias. A Polícia Militar monitorou a mobilização e informou não ter havido incidentes. Ainda segundo a PM, alguns proprietários registraram ocorrência policial, reclamando de "''perturbação da posse".

O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que os fazendeiros estão sendo orientados a entrar com pedido de interdito proibitório para evitar invasões. Se a Justiça atender à solicitação, os sem-terra serão obrigados a deixar as imediações da fazenda.

Nabhan acusou Rainha de debochar da lei. "Quantas fazendas já invadiu? Quantas depredações cometeu? Quantas vezes foi condenado e continua impune, fazendo o que quer?"

Para o líder ruralista, Rainha é "respaldado" por autoridades do governo federal. "Infelizmente, o produtor rural, que já não acreditava no governo, está perdendo a fé na Justiça.''


''Mensalão do DEM'' é hit de marchinhas em Brasília
Bloco carnavalesco usa como enredo escândalo político que envolve governador do Distrito Federal

Rafael Moraes Moura (Nacional) - 14/02/10
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O "mensalão do DEM" virou enredo do carnaval do Pacotão, um dos blocos de rua mais tradicionais de Brasília. Em meio aos confetes, serpentinas, faixas e fantasias, a distribuição de panetones embalou as marchinhas com letras que fizeram referência ao esquema de corrupção envolvendo a cúpula do governo do Distrito Federal, assessores, deputados distritais e empresários. "Quem foi, quem foi/Que fez esse ebó?/Derrubou Arruda/E de lambuja o P.Ó!", dizia uma das marchas. A sigla refere-se ao governador em exercício, Paulo Octávio.

No meio dos cerca de 400 foliões que desfilaram pelas avenidas de Brasília, se destacava o chefe Tony Martins. Ele oferecia ao público um panetone, com a advertência de que "é prudente comer rezando" - uma referência ao ex-presidente da Câmara Legislativa, o deputado Leonardo Prudente (sem partido), flagrado na "oração da propina" com o deputado Rubens César Brunelli (PSC-DF) e o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa. "O carnaval é uma catarse para extravasarmos toda a nossa revolta", comentou Tony.

Integrantes do movimento "Fora Arruda" compareceram ao desfile, com bonecos dos dois governadores, o que está preso, José Roberto Arruda, e Paulo Octávio, em exercício. A intenção deles é direcionar os próximos protestos contra o governador em exercício, também suspeito de envolvimento no esquema revelado pela Operação Caixa de Pandora. "A luta pela moralização continua. Agora é Fora Paulo Octávio", disse o estudante de Engenharia Florestal Abayomi Mandela.

ESQUERDA
O desfile do Pacotão foi ainda reforçado por uma ala de 30 filiados da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Distrito Federal. A entidade entrou com um dos quatro pedidos de impeachment contra o governador em exercício. "O Pacotão é um bloco de protesto, onde tudo é permitido", afirmou a presidente da CUT, Rejane Pitanga.

"A crise é séria e profunda, queremos passar tudo a limpo."

Segundo o cartunista José Antônio Filho, o Joanfi, a presença do "pessoal da esquerda" havia diminuído nos últimos anos, quando o bloco cutucou o "mensalão do PT", o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff.

"Agora que estamos criticando o Arruda e o Paulo Octávio, que são da direita, o pessoal da esquerda está voltando", disse ele. "O Pacotão não perdoa ninguém, nem o papa. Estamos comemorando o carnaval aqui livres e soltos, enquanto o Arruda está na cadeia", comparou.

Apesar do clima irreverente, a indignação era absoluta. "É a maior vergonha do século", lamentou a atriz Clara Luz, de 84 anos, caracterizada de anjo e com rosto pintado de palhaço. "Brasília precisa ir em peso ao Congresso e botar os ladrões para fora.." Para a professora Márcia Ferreira, a intervenção no DF é necessária. "Somos motivo de gozação no País inteiro", comentou. Ela carregava uma bolsa com maços simulando dinheiro e uma placa: "A casa caiu."


 

Folha de S.Paulo


Interino é alvo de pedidos de impeachment (Brasil) - 13/02/10

Quatro entidades entraram ontem com pedidos de impeachment contra o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), que assumiu o cargo anteontem após a prisão de José Arruda (sem partido).

Paulo Octávio, dono de uma das maiores empreiteiras de Brasília, era vice de Arruda e é investigado como um dos beneficiários do mensalão do DEM. Segundo o delator do esquema, Durval Barbosa, Paulo Octávio recebia 30% das propinas e Arruda, 40%. Ambos negam.

Os pedidos vieram da OAB-DF e de rivais políticos: PT, PSB e CUT. A Câmara Legislativa do DF, controlada por aliados de Arruda, não tem prazo para julgar o impeachment.

Segundo o presidente da OAB-DF, Francisco Caputo, Octávio não tem condições de assumir o governo.

O PT, mais uma vez, cobrou o afastamento dos envolvidos no mensalão do DEM. O presidente do PT distrital, Roberto Policarpo, disse que a situação é diferente de quando estourou o mensalão do PT.

"São processos diferentes. Não existe comprovação do mensalão [do PT] e não existem os vídeos."

Na Câmara, só após a prisão de Arruda os deputados deram sinais de que vão investigar o mensalão do DEM -prometeram aprovar a admissibilidade do impeachment na próxima semana.


Cai liminar sobre escolha de professor de SP
Governo paulista reverte decisão sobre distribuição de aulas de temporários; indicação será pelo desempenho em exame

Sindicato dos professores requeria que escolha para a rede seguisse critério da antiguidade; ontem houve tumulto durante inscrições
 
Fábio Pinho e Márcio Takahashi (Cotidiano) - 13/02/10


O governo de SP conseguiu ontem reverter decisão judicial referente ao processo de distribuição de aulas para professores temporários da rede. Terá prioridade agora quem alcançou nota melhor no exame aplicado no final do ano passado.

Decisão judicial provisória (liminar) até então previa preferência a temporários que já estavam no sistema, ainda que tivessem notas menores na avaliação, conforme a Folha informou na edição de ontem.

Quem está atrás na fila tem pouca opção para escolher sua escola e pode até ficar sem aula.


O impasse causou confusão e protestos de docentes em postos onde era feita a atribuição de aulas. No Campo Belo (zona sul), a distribuição foi suspensa ontem e volta só na quarta. No Jardim Mutinga (zona norte), o processo avançaria na madrugada de hoje.

Esta é a etapa final de distribuição de aulas. O processo principal acabou ontem, mas pode haver ajustes na semana que vem. Entre 20 e 25 mil temporários (sem estabilidade ou novatos, que suprem o deficit de concursados) estão sendo selecionados. A rede possui cerca de 200 mil professores.

A gestão Serra (PSDB) diz que o início do ano letivo se mantém para a próxima quinta.

O governo dizia que haveria atraso se não conseguisse reverter a decisão judicial, pois o processo começou com a lógica de privilegiar as notas (a atribuição se iniciou na segunda, e a liminar foi concedida na terça).

A primeira decisão judicial, de primeira instância, foi concedida a pedido da Apeoesp (sindicato dos professores).

A entidade, ligada à CUT e ao PT, defende que os professores que já estavam na rede deveriam ter preferência, devido à experiência no magistério.

Alegou ainda que a prova priorizou a parte teórica, o que beneficiou recém-formados e prejudicou quem já trabalhava e não teve tempo para estudar.

Já o governo Serra, que recorreu ao Tribunal de Justiça, afirma que os docentes mais bem avaliados no exame devem ter preferência, independentemente se estavam na rede.

A Secretaria de Educação disse que o tempo na rede rendeu até 20% de bônus ao docente.

Dúvida legal
Além de divergência com relação à prioridade de escolha das aulas, a Apeoesp criticou a instrução dada anteontem pelo secretário da Educação, Paulo Renato Souza, aos dirigentes de ensino. Apesar de a liminar ainda estar em vigor, Paulo Renato disse por e-mail para que mantivessem a lógica inicial.

Para o sindicato, houve descumprimento legal. Já o governo diz que a instrução foi dada porque, no momento, não havia como mudar a atribuição da aulas, pois o sistema de informática ainda não havia gerado novas listas (que estariam em andamento). Além disso, contava com a queda da liminar.

"Ninguém pode trabalhar com o que a Justiça ainda vá decidir", diz o docente da USP de direito processual, José Rogério Cruz e Tucci. "Mas se a alegação do governo for verdadeira, é uma ponderação pertinente."


Painel

Renata Lo Prete - 17/02/10

Sem efeito
Advogados e políticos com trânsito no Supremo Tribunal Federal não sabem de onde os aliados que ainda restam a José Roberto Arruda retiraram a convicção de que, caso venha a renunciar ao cargo de governador do Distrito Federal, o ex-"demo" teria boas chances de vitória no julgamento, pela Corte, do mérito de seu pedido de habeas corpus.

Segundo essa avaliação mais cética, o clima para Arruda não é nada bom no plenário do STF. Mais e mais, levanta-se a suspeita de que, fora do governo, ele não se sentiria constrangido em tentar atrapalhar as investigações, movimento que o levou para a prisão.


 
Pode ser? Na corrida para tentar se manter no cargo de governador, Paulo Octávio pegou um avião na manhã de ontem e desembarcou em Goiânia para um bate-papo por ele solicitado com o senador Demóstenes Torres, hoje seu principal algoz no DEM.

Nem pensar. "PO" disse ao correligionário que precisa do apoio do partido para "manter a governabilidade". Demóstenes respondeu que sente muito, mas não vê outra saída: defenderá sua expulsão da sigla na próxima reunião da Executiva Nacional.

Apaga a luz. Se a Executiva do DEM ratificar o pedido para que todos os filiados deixem seus cargos na administração do Distrito Federal, o secretário Alberto Fraga (Transportes) cumprirá a determinação, mesmo a contragosto. Ele explica: "Tenho ambições políticas. E meu nome pode ser bom para o partido, até porque praticamente não sobrou mais nenhum".

Fui. Pivô da prisão de Arruda, Edson Sombra aproveitou o Carnaval para se afastar do olho do furacão. Ficará alguns dias longe de Brasília.

Vida alternativa. O caderno com as resoluções a serem apreciadas no congresso do PT, que acontece de amanhã a sábado em Brasília, inclui uma assinada por Markus Sokol, da ala mais à esquerda do partido, defendendo, além de uma revolução completa na política econômica, um "não" redondo ao acordo nacional com o PMDB.

Família do noivo. Enquanto isso, o PMDB escalou, além do presidente Michel Temer e de seus líderes no Congresso, todos os ministros do partido para prestigiar a aclamação de Dilma Rousseff ao final do congresso do PT.

Pergunte ao trio. No programa que irá ao ar amanhã, Ciro Gomes apresentará um "jeito do PSB de governar", exibindo os governadores Eduardo Campos (PE), Cid Gomes (CE) e Wilma Faria (RN) sob o slogan "escolha certo, escolha o PSB".

Pano verde. Enquanto Dilma e Serra percorriam o circuito candidato-folião, Aécio Neves passou seu Carnaval em Las Vegas.

Pré-campanha. Geraldo Alckmin aderiu ao Pilates. Duas vezes por semana, recebe em casa um personal trainer que o orienta em meia hora de alongamento e meia hora de exercícios de força.

Estica... A CUT trabalha para que as seis principais centrais aprovem em junho, na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, resolução recomendando o voto de seus filiados em Dilma.

...e puxa. Mas a Força, não obstante a inclinação pró-Dilma, resiste em amarrar o barco oficialmente à campanha petista. Os organizadores da conferência esperam reunir dez mil dirigentes sindicais na sede da CUT em São Paulo.

Outro lado. A Aeronáutica nega ter feito pressão para indicar diretores da Anac. Segundo a FAB, os militares da ativa que ainda desempenham funções na agência reguladora da aviação civil o fazem a pedido da mesma.




Correio Braziliense


Polícia Federal cumpre 21 mandados de busca e apreensão na manhã deste sábado

Débora Álvares - 13/02/10


Em busca de provas contra nomes citados no inquérito da Operação Caixa de Pandora, a Polícia Federal cumpriu 21 mandados de busca e apreensão na manhã deste sábado (13/2). Os dados foram divulgados esta tarde, na Superintendência Regional da PF em Brasília.

As 15 equipes da PF que trabalharam na ação desta manhã - ocorreu entre 7h e 13h - vistoriaram e recolheram mídias e documentos de 12 residências - a corporação não informou de quem são as casa. Além disso, quatro gabinetes do Palácio do Buriti, quatro do Buritinga, e o posto do Na Hora, localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), também foram vasculhados.


De uma das casas, a polícia informou ter apreendido US$ 2,6 mil e R$ 1 mil. Todo o material recolhido será analisado e comporá o inquérito nº 650, que investiga o suposto esquema de corrupção no alto escalão do Governo do Distrito Federal.



Pacotão arrasta foliões pela W3 Norte ao som de marchinhas sobre escândalo político do DF
Com 1h de atraso, o bloco mais tradicional de Brasília saí às ruas puxando os foliões.

Mônica Harada e Yale Gontijo - 14/02/10


Desde as 11h deste domingo (14), os foliões do pacotão começaram a se aglomerar na concentração no bloco Pacotão, na entrequadra da 302/303 Norte. Como era de se esperar do grupo carnavalesco mais tradicional e irreverente da cidade, não faltaram panetones falsos e bolsas cheias de dinheiro, também falso, exibidas sem cautela.

Segundo um dos organizadores do evento, Joca Tavaroti, o pacotão recebeu cerca de 50 inscrições de marchinhas, todas falam sobre o escândalo de corrupção do governo do Distrito Federal.


A passagem do movimento "Fora Arruda" está prevista para a parte da tarde deste domingo (14/2). O bloco saiu com 1h de atraso, às 16h.


Vários blocos se reuniram na concentação do Pacotão nesta tarde. Como acontece todos os anos, o bloco da CUT compareceu em peso com vários foliões com roupas vermelhas. Este ano, o Pacotão abriu espaço para o ritmo afro-brasileiro da banda Batukenjê, também está presente na concentração, um grupo de samba que animou os foliões.


O bloco sai pela W3 Norte, passa pelo Setor Comercial em direção ao Hospital Sara, desce pela via S2 e vai parar no Gran Folia, atrás do edifício Touring.


Contratempo
Por meia hora, o bloco Pacotão permaneceu parado na avenida W3 norte por causa de problemas na embreagem do trio elétrico. Nem por isso, a festa parou. Os foliões continuaram a caminhar às 18h, ainda no final da W3. O trânsito está fechado nos trechos por onde eles passam e o bloco passa via da contra-mão da avenida.

Blitzes
Quem também marcou presença no bloco de carnaval de rua neste domingo foram os policiais militares com a Operação Álcool Zero. De acordo com a PM, as blitzes estão fiscalizando os motoristas tanto na concentração, quanto nos locais por onde os blocos passarão durante todo o carnaval de Brasília. Quatro viaturas do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTrans) e 40 policiais trabalham nas principais vias do DF.


A mais tocada

A marchinha oficial do Pacotão, vencedora do concurso deste ano, é "O Bolsetão da Eurides", dos compositores Carica de Acari e Cicinho Filisteu.
 



Agência Estado


Justiça proíbe invasão de fazenda no interior
Cerca de 200 sem-terra estão acampados em uma estrada nos limites da fazenda na região de Alta Paulista

José Maria Tomazela - 15/02/10

SOROCABA - A Justiça de Tupã, no oeste do Estado de São Paulo, proibiu dissidentes do Movimento dos Sem-Terra (MST) de invadirem a fazenda Bandeirantes, no município de Salmourão, região da Alta Paulista, sob pena de prisão. A liminar foi dada em ação de interdito proibitório - medida jurídica de proteção à propriedade - movida pela famílias proprietária da fazenda. Desde sábado, cerca de 200 sem-terra estão acampados numa estrada, num dos limites da propriedade. Se houver descumprimento, órgãos da Segurança Pública poderão ser acionados para prender os invasores.

A fazenda é uma das 63 áreas que integrantes dos grupos ligados a José Rainha Júnior escolheram para acampar, no chamado Carnaval vermelho. A mobilização envolveu cerca de 5 mil sem-terra, entre eles integrantes do Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast), Unidos pela Terra (Uniterra) e de sindicatos de empregados rurais ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Na Bandeirantes, os sem-terra ergueram barracos e fincaram a bandeira do MST. Na entrada da propriedade, foi estendida uma faixa com os dizeres: "Esta fazenda pertence à reforma agrária".

O líder dissidente Rainha Júnior criticou o fato de a liminar ter sido dada num dia em que o Fórum estava fechado. "Espero que os pobres que procurem a Justiça durante o Carnaval também sejam atendidos." Ele disse que a ordem será respeitada, mas os sem-terra continuarão acampados no local. "A fazenda tem laudo de improdutividade." Segundo ele, o despacho judicial não determinou que o grupo se afastasse da área. Ontem, Rainha se reuniu com lideranças políticas da cidade em busca de apoio.

Esta semana, ele vai pedir audiência com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. O objetivo, segundo Rainha, é discutir a falta de recursos para novos assentamentos e para investimentos em infraestrutura. "O Incra de São Paulo alega que está sem recursos para arrecadar terras, então precisamos que esses recursos apareçam." Segundo ele, o grande número de famílias acampadas sem a perspectiva de serem assentadas gera um clima de tensão no campo. "Eles querem ir para dentro das áreas e não dá para ficar segurando indefinidamente."


 

R7


PF cumpre 21 mandados de busca e apreensão da operação que envolve o governador Arruda - 13/02/2010
A PF informa que 18 pessoas estão no alvo dessas novas buscas da Caixa de Pandora

A Polícia Federal cumpre neste sábado (13) 21 mandados de busca e apreensão da operação Caixa de Pandora, que investiga o envolvimento do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, em esquema de pagamento de propina. A PF informa ainda que 18 pessoas estão no alvo dessas buscas, mas não divulgou os endereços onde esses mandados estão sendo cumpridos nem o nome dos envolvidos.

Arruda está preso desde a última quinta-feira por determinação da Justiça na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele é acusado de tentativa de suborno a testemunha do mensalão do DEM, mas nega participação. Outras cinco também estão presas na penitenciária da Papuda.

 
São eles o ex-diretor da CEB (Companhia Energética de Brasília) Haroaldo de Carvalho, o sobrinho e assessor de Arruda (sem partido) Rodrigo Arantes, o ex-secretário de Comunicação do DF Welington Moraes e o servidor aposentado do DF Antonio bento. O ex-deputado distrital Geraldo Naves foi transferido neste sábado.

Todos são acusados de participarem da tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Edson Sombra. A tentativa foi flagrada em vídeo pela PF. A prisão preventiva foi decretada na quinta-feira pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Após a prisão do governador, o vice Paulo Octávio assumiu o comando do DF. Contra ele, a Câmara Legislativa do Distrito Federal recebeu na última sexta-feira quatro pedidos de impeachment. Dois pedidos vieram de partidos - PT e PSB - e outros dois da CUT (Central Única dos Trabalhadores) do DF e da OAB-DF (Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil).



Arruda pode ficar até 83 dias preso na PF
Advogados estudam medidas para tentar soltar o governador afastado do DF antes disso

Mariana Londres - 14/02/2010

O governador afastado do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (sem partido) pode ficar até 83 dias preso. Esse é o prazo legal de um pedido de prisão preventiva. A defesa do governador afastado estuda medidas para tirá-lo da prisão antes disso, mas descartou um pedido de reconsideração ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decretou a prisão na tarde de quinta-feira (11).

Um dos advogados de Arruda, José Gerardo Grossi, esteve na superintendência da Polícia Federal (PF) no último sábado para visitá-lo e falou sobre as possibilidades de defesa do governador.


- Não se pode apostar tudo em uma ficha só. O que poderia ser feito agora seria um pedido de reconsideração ao STJ. Mas como não há nenhum fato novo, nenhum novo argumento, não é provável que um tribunal volte atrás de uma decisão recente.

A defesa entrou com pedido de habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas teve o pedido negado em decisão liminar assinada pelo ministro Marco Aurélio Mello nesta sexta-feira (12). A corte tem prazo de até 30 dias para julgar o mérito do habeas corpus. A próxima sessão plenária do Supremo está marcada para quarta-feira de Cinzas.


-O Supremo tem os seus prazos e o advogado não interfere nos prazos. O prazo de validade de uma prisão preventiva é de 83 dias. Nesse prazo o processo dele deve ser julgado, e ele ter uma sentença, de absolvição ou condenação.


Ontem, a Polícia Federal cumprir 21 mandados de busca e apreensão em nova ação do caso que envolve Arruda. A Operação se concentrou no Palácio do Buriti, sede oficial do governo distrital, e no Centro Administrativo do Governo do Distrito Federal, conhecido como Buritinga. Doze desses foram em residências, onde foram recolhidos documentos e computadores. Em uma das casas foram apreendidos US$ 2,6 mil e R$ 1 mil.

Os endereços e os nomes dos envolvidos, no entanto, foram mantidos em sigilo pela PF, que não prendeu nenhum novo suspeito.


Arruda está preso desde a última quinta-feira por determinação da Justiça na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele é acusado de tentativa de suborno a testemunha do mensalão do DEM, mas nega participação. Outras cinco também estão presas na penitenciária da Papuda.

Após a prisão do governador, o vice Paulo Octávio assumiu o comando do DF. Contra ele, a Câmara Legislativa do Distrito Federal recebeu na última sexta-feira quatro pedidos de impeachment. Dois pedidos vieram de partidos - PT e PSB - e outros dois da CUT (Central Única dos Trabalhadores) do DF e da OAB-DF (Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil).
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