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Clipping 22/02/10

Escrito por William Pedreira
22/02/2010

Edição nº 1522 segunda, 22 de fevereiro de 2010
Fechamento: 08:50


Edição número 1522 segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

 

Fechamento: 08h50

 



Veículos Pesquisados:

 

Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)

Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)

Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)

William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)






O Estado de S.Paulo



Duas novas investigações atingem assessores e complicam Paulo Octávio
Operações Tucunaré e Tellus, que governo local tentou barrar, indicam partilha de dinheiro desviado e propina

Rodrigo Rangel e Rosa Costa (Nacional)

Duas investigações bloqueadas na Polícia Civil de Brasília e recém-assumidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público podem selar o destino do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, personagem do "mensalão do DEM" ao lado do governador afastado José Roberto Arruda, preso desde o dia 11. Uma delas, batizada de Operação Tucunaré, apura um intrincado esquema de distribuição de dinheiro que envolve empresas de fachada sediadas em Brasília e tem como alvo o policial aposentado Marcelo Toledo, homem de confiança de Paulo Octávio.

A outra investigação, conhecida como Operação Tellus, apura um suposto esquema de cobrança de propina na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, quando o titular da pasta era o próprio Paulo Octávio.

Além de enredar Arruda e seu vice em novas transações suspeitas, as investigações demonstram como a dupla usava o poder para abafar, na Polícia Civil do DF, os inquéritos que poderiam atingi-los. Os delegados encarregados de tocar tanto a Tellus como a Tucunaré foram exonerados das funções comissionadas que ocupavam.

A Tucunaré, que começou modesta em 2009, mirando suspeitos de estelionato, acabou por desaguar em um esquema milionário. Agora, os investigadores suspeitam de ligação com o mensalão do PT. O grosso das somas sacadas no caixa em agências bancárias de Brasília viria da Euro DTVM e Royster Serviços, empresas investigadas no escândalo petista.

O inquérito da Operação Tucunaré, hoje a cargo da PF e do Ministério Público Federal, aponta para a existência de uma rede de corrupção com tentáculos na política local e nacional. Descobriu-se um esquema de desvio de dinheiro de fundos de pensão de estatais federais e empresas do governo do DF.

DESTINATÁRIOS
Investigadores disseram ao Estado já ter detalhes de como empresas que lucram somas vultosas em negócios com os fundos alimentam suposto esquema de distribuição de dinheiro. Políticos e dirigentes dos fundos são os destinatários da propina, apontam os autos. Operações de pelo menos três fundos - dois de estatais federais e um de empresa pública do Distrito Federal - fazem parte do inquérito.

O Estado teve acesso a documentos da investigação que listam 12 empresas desconhecidas, muitas delas de fachada, que receberiam o dinheiro remetido, em sua maior parte, pela Euro DTVM e pela Royster Serviços. A Royster tem como proprietário o doleiro paulista Lúcio Bolonha Funaro, conhecido no mensalão do PT por intermediar pagamentos a políticos aliados do Planalto. Outra empresa que abasteceria o esquema é a Toesa Service, que ganhou contratos importantes no governo Arruda.

De acordo com o inquérito, das empresas de fachada que recebiam os depósitos, as que mais se destacam, pelo valor das transações, são a Matriz Construções Ltda. e a Center Comércio e Consultoria. De maio de 2007 a março de 2008, a Center movimentou R$ 15 milhões. A Matriz sacou R$ 5,3 milhões de maio a dezembro de 2007.

Outro personagem da recente crônica policial brasiliense aparece como responsável pelos saques do dinheiro. Trata-se do doleiro Fayed Antoine Traboulsi, investigado em escândalos de corrupção no governo Joaquim Roriz (PSC). De acordo com a polícia, Fayed é quem administra a distribuição do dinheiro. Um irmão dele, Louis, era quem quase sempre fazia os saques. As idas às agências foram monitoradas.

FIEL AUXILIAR
É justamente nessa ponta da investigação que aparece o policial aposentado Marcelo Toledo, que se apresenta como fiel auxiliar de Paulo Octávio.

Toledo, que já foi sócio de Fayed, chegou a ser gravado pela Polícia Civil em conversas com o doleiro. As gravações revelaram a proximidade do policial com o esquema e levantaram suspeitas de que, ao menos parte dele, pode ter abastecido as contas do mensalão do DEM.

De um dos diálogos gravados pela polícia com autorização judicial surge a evidência mais forte de que o caso preocupava a cúpula da política no Distrito Federal. Fayed pede a Toledo que use sua influência junto ao governo para evitar que a investigação avançasse.

Em 17 de julho passado, pouco depois da conversa, o delegado encarregado do caso, Érico Mendes, e seu superior imediato, Cícero Jairo Vasconcelos, foram exonerados de suas funções comissionadas. Na ocasião, foram avisados de que a decisão havia sido de Arruda.

Nas investigações da Operação Caixa de Pandora, Toledo é apontado por Durval Barbosa, delator-mor do mensalão do DEM, como operador de Paulo Octávio. Em um dos vídeos gravados por Barbosa, Toledo aparece com maços de dinheiro nas mãos e diz que parte do valor deveria ser entregue ao atual governador em exercício.


Com 22 réus no caso Cutrale, MST prepara defesa
Juíza de primeira instância acatou denúncia do Ministério Público

José Maria Tomazela (Nacional)

A 1ª Vara Criminal de Lençóis Paulista, no oeste do Estado, deve notificar nos próximos dias os 22 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) que serão processados sob a acusação de invadir e depredar uma fazenda de laranjas da empresa Cutrale, em outubro.

A notificação foi determinada pela juíza de primeira instância Ana Lúcia Graça Lima Aiello. Em despacho assinado no dia 11, ela aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual contra os militantes. Acusados também de terem furtado equipamentos da fazenda, eles passaram a ser considerados réus.

Os advogados que atuam a favor do MST já se preparam para definir a linha de defesa. Durante a fase de inquérito policial, sete dos acusados foram presos pela Polícia Civil e libertados dias depois, por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, que considerou as prisões irregulares.

Os réus foram denunciados por crimes de danos, furto e formação de quadrilha. A juíza determinou a intimação dos acusados para responderem às acusações por escrito.

A denúncia atinge Miguel da Luz Serpa, coordenador estadual do MST; Edilson Granjeiro Xavier, ex-prefeito de Iaras, filiado ao PT; Rosimeire D"Arco de Almeida Serpa, vereadora do PT na mesma cidade; Willian Miranda Cabeçoni, mais conhecido como Japonês; Romildo Pereira, o Lega; Roberto Alves Villas Boas, o Bin Laden; Rivadávia José de Almeida, o Xampu; Paulo Costa Albuquerque, da coordenação estadual; Máximo Alvino de Oliveira; Laudemir Tani; Jessissai Marques das Neves; Jefferson Diego Gonçalves, o Doido; Ivaldo Oliveira Cintra, o Cabeça Branca; Fernando Aparecido dos Santos, o Rundap; Elisete Souza da Silva, a Dinha; Cristiano Guedes Pereira, o Biguá; Claudete Pereira de Souza; Carlos Alberto da Luz Serpa; Avelino Rodrigues de Oliveira; Anselmo Villas Boas, o Gaúcho; e Andréia do Carmo Pio.

Aparece também na lista Paulo Rogério Beraldo, coordenador do MST na região, que dirigiu o trator usado para derrubar os pés de laranja da Cutrale, líder mundial no setor de exportação de suco.

O advogado Aton Fon Filho, da Rede de Justiça e Direitos Humanos, estranhou a forma "acelerada" com que a denúncia foi apresentada. "Depois das prisões ilegais, que, segundo o TJ, não poderiam ter sido feitas, uma vez que sequer existia denúncia, precisamos ficar atentos", disse ele. Na opinião de Roberto Rainha, que também defende os sem-terra, eles deverão negar os crimes.


Em cúpula, Lula muda o tom e pede ''entendimento'' com Honduras
Presidente chega a encontro de países da região no México tentando articular retorno de Tegucigalpa à OEA

Tânia Monteiro (Internacional)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou ontem um périplo de cinco dias por México, Cuba, Haiti e El Salvador, que deverá ser a última viagem pela região de seu governo. Lula chega a Cancún, para a Cúpula da América Latina e Caribe (Calc), com posição mais maleável em relação a Honduras, defendendo a busca pelo "entendimento" e o retorno de Tegucigalpa à Organização dos Estados Americanos (OEA), primeiro passo para o reconhecimento do governo eleito em novembro de Porfirio "Pepe" Lobo.

Embora o Brasil não pretenda levantar a questão, espera que outros países façam isso, para ressalvar uma série de condições que precisam ser preenchidas pelo novo governo hondurenho, para que se possa prosseguir a integração da região.

PRECEDENTE
O porta-voz do Palácio do Planalto, Marcelo Baumbach, deu o tom da disposição brasileira de voltar a se aproximar de Honduras. "O presidente Lula não quer que perdure uma situação de ruptura de diálogo com o governo hondurenho", disse Baumbach, acrescentando ainda que "o presidente Lula continua, claro, preocupado com a questão do precedente de ruptura institucional, mas acha importante o retorno de Honduras à OEA".

No entanto, o porta-voz fez questão de ressaltar que, embora Lula "considere importante que Honduras volte à OEA", é necessário que "qualquer solução que seja dada para essa crise não crie um precedente de apoio a movimentos golpistas na América Latina".

Baumbach lembrou que o Brasil "foi lançado, um pouco a contragosto, no cerne dessa questão, pela decisão do presidente (deposto Manuel) Zelaya de pedir abrigo na embaixada brasileira" e o presidente Lula não quer que perdure uma situação de ruptura do diálogo com o governo hondurenho.

Por isso, Lula vai à reunião da cúpula acreditando que é uma oportunidade privilegiada para discutir o tema com os países da América Latina e do Caribe e, a partir daí, tentar uma retomada desse diálogo com o governo de Honduras", afirmou Baumbach, lembrando que algumas medidas internas devem ser tomadas para que ocorra o retorno de Honduras à OEA e o reconhecimento do novo governo.

Na pauta da reunião de cúpula, ainda há tentativa de encontrar uma forma concreta de ajuda ao Haiti, com a previsão de uma reunião extraordinária da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) amanhã só para tratar de uma ajuda conjunta estratégica aos haitianos e do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba.

Os presidentes pretendem discutir também a disposição da Grã-Bretanha de explorar petróleo nas Ilhas Malvinas, algo que está sendo rejeitado pela Argentina. Os presidentes emitirão uma declaração conjunta em relação a este e aos demais temas.

Também deverão ser elaboradas declarações especiais sobre impunidade na Guatemala, Comunicado Especial sobre Cooperação em Imigração; e Declaração sobre o Convênio de Créditos Recíprocos (CCR), esta última apresentada pelo Brasil.

AGENDA
Lula chegou a Cancún ontem às 15h40 locais, com mais de uma hora de atraso. Hoje, Lula almoçará com o presidente mexicano, Felipe Calderón. Os dois devem tratar de negociações para um acordo de livre-comércio entre os dois países.

Depois, o presidente brasileiro segue para Cuba. O primeiro compromisso, antes de ser recebido pelo presidente Raúl Castro e pelo irmão Fidel Castro, será vistoriar o andamento das obras de ampliação do Porto de Mariel. O governo brasileiro emprestou US$ 150 milhões para o empreendimento.

De Havana, Lula viaja para Porto Príncipe, onde deve sobrevoar as áreas devastadas pelo terremoto que atingiu o país em 12 de janeiro. Na quinta-feira, ele se encontrará com o presidente haitiano, René Préval, para debater novas ações no apoio à reconstrução do Haiti.

No mesmo dia, Lula viaja para El Salvador para um encontro com o presidente Mauricio Funes. O presidente brasileiro retorna a Brasília no sábado.

Um forte esquema de segurança foi montado para receber os 25 presidentes que participarão da reunião de cúpula. Os chefes de Estado estão no resort Grand Velas, que está cercado por guardas armados, e onde o acesso é muito restrito e proibido à imprensa. No deslocamento para o jantar que ocorrerá no Parque Ecológico Xcaret, por exemplo, os presidentes usarão ônibus blindados.

Dois mil policiais e soldados foram mobilizados. Vários jipes e tanques do Exército estão espalhados pela estrada da Riviera Maya e pelos hotéis que vão abrigar os presidentes, jornalistas e ministros durante a reunião de cúpula.


Infraestrutura terá R$ 274 bi até 2013
Estudo do BNDES mostra que, desse total, quase 60% será investido em energia elétrica e telecomunicações

Alexandre Rodrigues (Economia)

Os grandes projetos nas áreas de energia elétrica e de telecomunicações continuarão a liderar a expansão da infraestrutura do País, que deve receber R$ 274 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos - a maioria dos recursos será aplicada durante a administração do próximo governo.

A projeção é de um novo estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que prevê aumento de 37,3% nos investimentos do setor entre 2010 e 2013 comparado com os R$ 199 bilhões entre 2005 a 2008. O ano de 2009 ficou fora da comparação porque os dados não estão fechados.

Do total de investimentos para o atual quadriênio, 33,6% virá de projetos de geração, transmissão e distribuição de energia. Os R$ 92 bilhões previstos até 2013 com grandes obras, como as hidrelétricas na Região Norte e a terceira usina nuclear de Angra dos Reis, vão significar aumento de 35,7% no setor em relação ao período entre 2005 e 2008.

Para os técnicos do BNDES, o volume pode ser ainda maior, já que novos projetos poderão surgir nos próximos anos, consolidando a liderança da energia elétrica na expansão da infraestrutura. O lugar foi das telecomunicações entre 1997 e 2001 e vinha sendo dividido pelos dois setores.

O banco considerou que as duas usinas em construção no Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio) devem receber R$ 20 bilhões nos próximos quatro anos. A usina de Belo Monte, cujo leilão está previsto para abril, deve ter nesse período R$ 8 bilhões consumidos do seu orçamento. Eles também consideraram R$ 8 bilhões previstos em 70 projetos de energia eólica.

Embora a previsão de crescimento dos recursos para telecomunicações nos próximos quatro anos seja de quase estabilidade (0,8%), o setor manterá forte influência no conjunto de investimentos estruturantes. Entre 2010 e 2013, deve responder por R$ 67 bilhões, 24,5% do esperado para os seis setores mapeados pelo BNDES.


"Há planos importantes em telecomunicações, como as tecnologias de 3G e TV digital, mas são projetos menos intensivos em capital do que a estrutura que consolidou a telefonia fixa e implementou a móvel, entre 1997 e 2001", diz Fernando Puga, chefe do Departamento de Acompanhamento Econômico e Operações do BNDES. "Agora, os projetos passam mais por manutenção e atualização, numa lógica mais de responder à concorrência."

O gerente da área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico do BNDES, Gilberto Borça Jr., destaca que energia e telecomunicações continuarão a moldar a expansão da infraestrutura nos próximos anos, com quase 60% dos investimentos, mas destaca a perspectiva de um salto em áreas, como logística e saneamento, que viraram um entrave para o desenvolvimento do País.
 

 

Folha de S.Paulo


Governo não atingirá metas para jovens
Não por acaso, tema é uma das prioridades da campanha de Dilma; eleitores entre 15 e 29 anos são um quarto do total

Jovem Aprendiz deve chegar ao final do ano com 25% dos novos empregos previstos; Projovem baterá, na melhor das hipóteses, 70% da meta

Dimmi Amora (Brasil)

Candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff escolheu como primeiro compromisso eleitoral justamente uma das fragilidades do governo que ela defenderá na campanha: a política para a juventude. Depois do fracasso do Primeiro Emprego, Lula caminha para fechar o segundo mandato com resultados aquém das metas estabelecidas para os outros principais programas federais voltados para jovens.

O Jovem Aprendiz deverá chegar ao final do ano com menos de 25% do número prometido de novos empregos para estudantes. Já o Projovem, um guarda-chuva de projetos da Secretaria Nacional da Juventude, estima que, na melhor das hipóteses, atenderá 70% do público-alvo de 4,2 milhões de desempregados de 15 a 29 anos sem o ensino básico.

A estratégia de Dilma segue uma lógica eleitoral, uma vez que, pelas projeções demográficas, a faixa etária entre 15 e 29 anos representará neste ano mais de um quarto da população. Mas servirá também para que a candidatura do PT se antecipe à previsível frustração dos números esperados para este ano nas principais políticas para o setor.

No começo de 2008, o Planalto firmou como meta empregar 800 mil pessoas por meio do Jovem Aprendiz -dez vezes o número de vagas que o programa tinha à época. No final de 2009, no entanto, esse total de contratados era de 155.864. Se mantida a média dos últimos dois anos, o número de beneficiados chegará em 2010 à casa de 190 mil vagas.

Mas o programa desacelerou no ano passado. Gerou 21.891 vagas, quase a metade do ano anterior. Persistindo o ritmo de contratações em 2009, a meta de 800 mil atendidos só será alcançada daqui a 30 anos.

O Jovem Aprendiz, baseado em lei aprovada em 2000 e regulamentada cinco anos depois, não envolve dinheiro público. As empresas médias e grandes são obrigadas a contratar entre 5% e 15% da sua força de trabalho nesse tipo de contrato. Os jovens recebem um salário mínimo/hora e têm obrigatoriamente de estar cursando uma escola técnica.

Já o Projovem, que custou no ano passado R$ 1,2 bilhão, alcançou no final do ano passado 1,7 milhão de adolescentes e jovens adultos. A previsão da Secretaria da Juventude é que o programa ganhe velocidade e atenda mais 1,3 milhão de estudantes em 2010. Tal cenário é bastante otimista. Em 2008 e 2009, o Projovem cresceu a um ritmo de 500 mil novos beneficiados por ano.

Ainda assim, se a previsão da secretaria se confirmar, terão sido atendidos 3 milhões de jovens -abaixo dos 4,2 milhões que em 2008 o governo havia estipulado como meta.

O Projovem é dividido em quatro modalidades: Trabalhador, Urbano, Campo e Adolescente. Em todas, os jovens de 15 a 29 anos com frequência escolar acima de 75% recebem uma bolsa mensal de R$ 100.

O Ministério do Trabalho não se pronunciou sobre o mau desempenho do Jovem Aprendiz. O secretário da Juventude, Beto Cury, destacou "os avanços" do Projovem. Alega que o programa tem como alvo "a parte mais vulnerável" da juventude: os sem ensino fundamental e desempregados.

Carlos Lupi, ministro do Trabalho, tem defendido que o governo turbine o Jovem Aprendiz reduzindo encargos trabalhistas para as empresas. Essa estratégia não surtiu efeito no Primeiro Emprego.

Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, que desenvolve projetos para ONGs que atuam na formação profissional, diz que as empresas têm dificuldade de achar jovens capacitados para exercer as funções no nível de aprendizagem. "Só 16% dos jovens têm ensino médio completo no país. Deveríamos ter 10 milhões de jovens no ensino médio. Mas hoje só existem 3,6 milhões e, destes, metade vai abandonar. Por isso temos um apagão de recursos humanos."

Na opinião de Raí Oliveira, ex-jogador de futebol e hoje diretor de a ONG Atletas Pela Cidadania, há entraves para a contratação de aprendizes, que, segundo ele, podem ser resolvidos por meio de um projeto de lei elaborado após a Conferência para a Juventude de 2008. Mas, segundo Raí, o projeto está parado na Casa Civil, o ministério da candidata Dilma.


Inflação e dados do varejo são destaque na semana
Nos EUA, investidor aguarda discurso de Bernanke e PIB

Paula Nunes (Dinheiro)

A expectativa da semana se concentrará na divulgação de indicadores que poderão ter influência nas decisões do Banco Central sobre os juros.

Na terça-feira, será divulgado o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O indicador é visto como uma espécie de prévia do IPCA, o índice usado pelo governo para verificar as metas de inflação. Em janeiro, a inflação medida pelo IPCA-15 subiu 0,52%.

No mês anterior, o incremento havia sido de 0,38%. A aceleração do índice, que reflete o custo de vida para famílias com renda até 40 salários mínimos, está relacionada com o aumento do preço dos alimentos, especialmente dos produtos "in natura", em razão das chuvas.

Nos últimos 12 meses terminados em janeiro, o índice subiu 4,31%. O centro da meta de inflação estabelecida pelo governo é de 4,5% ao ano. Há tolerância de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O aumento da inflação preocupa porque, caso os índices não se desacelerem, pressionam o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) a interromper o ciclo de manutenção da Selic, em 8,75% ao ano.

O boletim Focus, feito semanalmente pelo BC após consulta ao mercado, tem apontado aumento na expectativa dos analistas em relação aos juros. A projeção dos analistas é que a taxa de juros volte a ser de dois dígitos até o final deste ano.

Serão divulgados ainda nesta semana os indicadores de vendas no comércio varejista, também auferidos pelo IBGE. Para os analistas, as vendas do comércio tendem a manter o ritmo aquecido.

Discurso de Bernanke
Nos Estados Unidos, a expectativa é para a fala de Ben Bernanke, o presidente do Fed (o banco central do país). Se a inflação começar a subir de forma mais expressiva que o inicialmente projetado para o ano, crescem as chances de o Fed iniciar o esperado ciclo de elevações de juros mais cedo.

Na semana passada, a instituição financeira aumentou a taxa que serve de referência para os bancos se refinanciarem. O anúncio, porém, não teve forças para derrubar as cotações, e as Bolsas de Valores subiram nos principais centros financeiros do mundo, especialmente na Europa.

Porém, o clima que espera Bernanke na Câmara e no Senado norte-americano para a apresentação do Relatório de Política Monetária na quarta e na quinta-feira, respectivamente, não é dos melhores, já que muitos parlamentares divergem de suas mais recentes decisões. Mas o relatório deve manter a linha apresentada anteriormente.

"Bernanke deve reforçar no Congresso o discurso de que os estímulos vão continuar. Nada mudou nas perspectivas para a economia americana que justifique uma mudança nesse discurso", diz Cristiano Souza, economista do banco Santander.

Mesmo com os holofotes em Bernanke, o destaque da semana nos Estados Unidos será a primeira revisão do dado preliminar do PIB (Produto Interno Bruto) do 4º trimestre. O mercado espera ligeira redução devido ao maior deficit comercial no país.

A inflação é destaque também na zona do euro, com a divulgação do dado final do índice em janeiro, e no Japão. No país asiático, a preocupação é inversa: a queda contínua dos preços está aumentando o custo das dívidas e deprimindo o preço de ativos.




Valor Econômico


Emprego tem, mas ainda falta o salário
 
Denise Neumann
 
No ano de 2003, o Brasil passou por uma recessão e o ano terminou com um crescimento pífio. Naquele ano de Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 1%, o desemprego cresceu, o total de trabalhadores com carteira de trabalho assinada nas seis principais regiões metropolitanas caiu dois pontos percentuais (de 45% para 43%, na média do último trimestre de 2002 e 2003) e o rendimento médio real encolheu expressivos 12%. Em 2009, o Brasil cresceu menos que em 2003, mas o mercado de trabalho terminou o ano com ganhos em relação ao ano anterior. A renda real cresceu 2%, o desemprego ficou quase estável (passou de 7,9% para 8,1%) e aumentou o percentual de emprego formal no total de ocupados, chegando a 54,2% do total.

2009 foi um ano bom para o mercado de trabalho apesar da crise porque não foi um ano isolado. Pelo menos desde 2003, a precariedade das relações de trabalho vem diminuindo no país. Entre 2003 e 2009, por exemplo, aumentou de 61,2% para 66,8% o total de ocupados que contribui para a Previdência Social entre os trabalhadores das seis principais regiões metropolitanas do país. No mesmo período e para o mesmo contingente, os trabalhadores com vínculo formal de emprego passaram de 49% para 54,2% do total. Com maior formalidade e maior proteção, em um ano de crise, o desamparo diminui.

Uma das avaliações comuns e óbvias feitas durante 2009 para explicar porque o desemprego não cresceu fortemente (a exemplo do que ocorreu na Europa e nos Estados Unidos) e porque geramos novos empregos foi a força do mercado interno, amparado pelo Bolsa Família, pelo maior número de aposentados recebendo salário mínimo e pela própria correção real dessa remuneração (quase 6% em um ano de crise). O que os dados recém-compilados pelo IBGE acerca do comportamento do mercado de trabalho desde 2003 mostram é que ocorreu, de fato, uma expressiva formalização do mercado de trabalho nos últimos seis anos e, no momento de crise, o país colheu os frutos dessa situação.

Maior formalidade, contudo, não é sinônimo de bom emprego e boa remuneração. No Brasil, os salários ainda são muito baixos, mesmo com a escolaridade crescente da mão de obra. O país terminou 2009 com um saldo de 995 mil novos empregos com carteira de trabalho assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Admitidos e Demitidos (Caged). Esse resultado positivo resultou do fechamento líquido (admissões menos demissões) de 586 mil postos de trabalho com salários superiores a dois salários mínimos e de um saldo positivo de 1,578 milhão de empregos com remuneração inferior a dois mínimos.

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, coloca em perspectiva os avanços conquistados no mercado de trabalho nos últimos anos, acha que eles foram muito importantes inclusive para ajudar o país a enfrentar a crise econômica, mas ressalta que não é possível perder de vista o perfil de baixíssima remuneração do Brasil. Quando o mesmo saldo de trabalhadores do Caged é olhado pela escolaridade, dos 995 mil novos contratados, 81% tinham o segundo grau completo, 7% estavam cursando o ensino superior e 12% já o completaram. "Até agora, a recuperação do emprego pós-crise foi de baixa remuneração mesmo para pessoas de maior escolaridade", diz Pochmann.

Criar empregos de baixa remuneração (até dois mínimos) não foi uma peculiaridade da crise. Esse também foi perfil dominante de 2007 e meados de 2008, embora no primeiro semestre desse último ano uma novidade tenha aparecido: a diferença entre novas admissões e demissões na faixa salarial de dois a três mínimos foi positiva e foram abertas 38 mil novas vagas com essa remuneração. A crise, portanto, interrompeu uma melhora do perfil salarial do país que estava em curso, provavelmente porque as fortes demissões do início da retração econômica colocaram no mercado de trabalho profissionais qualificados e não dispostos a ficar desempregados.

Como já começaram a aparecer notícias de recontratação de demitidos, inclusive com empresas anunciando em outras cidades que estão admitindo profissionais para atrair demitidos (como em Joinville, Santa Catarina, com as empresas Weg e Busscar), espera-se que, ao longo de 2010, o mercado de trabalho mantenha o dinamismo observado em janeiro (recorde de 181 mil vagas) para criar novos (ou recuperar) empregos e, na sequência, a demanda por mão de obra permita retomar o padrão de melhor remuneração ensaiado antes da crise.
 
 


Jornal da Tarde


Kassab pagou R$ 243 mi a cinco doadores
Empresas respondem por R$ 6,8 mi das doações que levaram à condenação de perda do mandato

Fábio Leite

Cinco empreiteiras responsáveis pelas doações na campanha de 2008 que levaram à cassação de mandato do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e da vice, Alda Marco Antonio (PMDB), em primeira instância pela Justiça Eleitoral, receberam R$ 243 milhões desde o início da atual gestão, em 2009, em contratos com a Prefeitura.

Juntas, Camargo Corrêa, OAS, Carioca Christiani Nielsen, Engeform e S.A. Paulista doaram R$ 6,8 milhões para a campanha de Kassab à reeleição. De 2009 para cá elas receberam de secretarias da administração municipal 3.400% a mais que o valor doado, revela levantamento feito no site De Olho nas Contas, da Prefeitura.

A maior parte dos contratos das empreiteiras com a Prefeitura foi fechada antes da eleição de 2008 e se estende por mais de dois anos. Maior doadora do comitê do DEM, com R$ 3 milhões, a Camargo Corrêa foi a que mais recebeu no período: R$ 83,2 milhões. Os maiores valores são com as secretarias de Educação e Habitação, para a construção de escolas e creches e urbanização de favelas e recuperação de mananciais.

Para efeito comparativo, os R$ 243 milhões pagos às cinco empresas correspondem a 29% de todos os contratos assinados pela Prefeitura em 2009 e a 12% do total investido por Kassab no ano passado: R$ 1,98 bilhão.


Segundo o advogado do DEM, Ricardo Penteado, e a Prefeitura, as doações de campanha "estão dentro da lei" e os contratos "obedecem obrigatoriamente a processos de concorrência".


Doações e cassação

Além das cinco construtoras, Serveng Civilsan e CR Almeida - que não receberam da Prefeitura no período -, Banco Itaú e a Associação Imobiliária Brasileira (AIB) complementam as doações consideradas ilegais pela Justiça Eleitoral à campanha do prefeito, totalizando R$ 10 milhões. O valor equivale a 33,6% dos R$ 29,8 milhões arrecadados pela coligação de Kassab e Alda em 2008.

Foi por atingir mais de 20% do total recebido na eleição de doações supostamente ilegais que Kassab e Alda foram cassados pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloísio Sérgio Resende Silveira. Para o magistrado, a arrecadação irregular acima deste limite configura "abuso de poder econômico" que "altera a vontade do eleitor".


Pelo mesmo motivo, Silveira já cassou 16 vereadores paulistanos no fim do ano passado e outros dez estão na mira da Justiça. Como o recurso suspende imediatamente a decisão, os cassados recorreram no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e puderam permanecer no cargo. O mesmo deve ocorrer com Kassab e Alda, a partir da publicação da sentença no Diário Oficial, amanhã. Penteado afirma que conseguirá reverter a decisão em segunda instância.


Para o juiz, as empresas estão impossibilitadas de fazer doações porque são acionistas de concessionárias de serviços públicos. Já a AIB é acusada pelo Ministério Público Eleitoral, autor das representações contra as doações, de servir de fachada do sindicato da habitação, Secovi, também impedido de doar. Apesar disso, ele tem absolvido o doador. "A Lei Eleitoral penaliza o candidato. A sanção é de quem recebe."




Gazeta do Povo


Guarda Municipal e policiais civis nas ruas
Categorias organizaram carreata pelo Centro de Curitiba e um protesto na Boca Maldita

Themys Cabral
 
Depois de duas liminares restringirem a greve dos policias civis e guardas municipais de Curitiba, as categorias foram às ruas ontem pela manhã. Os guardas municipais organizaram uma carreata com cerca de 50 veículos e percorreram as principais vias no Centro. O protesto causou pontos de lentidão no trânsito da região e irritação nos motoristas. Já os policiais civis reuniram-se na Boca Maldita, no Calçadão da Rua XV. Com uma catraca de ônibus, batizada por eles de "Portal da Insegurança", registraram o descontentamento da população com a atual política de segurança pública no estado - na primeira hora de funcionamento passaram 200 pessoas pelo sistema.

Passadas as manifestações, as duas categorias prometem reagir a partir de amanhã. "A liminar não diz que nossa greve é ilegal. Manda garantir integralidade do serviço e isso é subjetivo. Podemos manter o serviço integralmente, mas com menos pessoas trabalhando. Se o sindicato tiver de pagar multa de R$ 10 mil, pagaremos", afirmou a presidente do Sindicato dos Ser­vidores Municipais de Curitiba (Sismuc), Irene Rodrigues dos Santos, que representa os guardas municipais. De acordo com ela, o sindicato deve entrar com um recurso contra a liminar amanhã.
 
O Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sin­clapol) também promete recorrer da decisão judicial. En­­quanto aguarda resposta, a categoria promete, a partir de amanhã, deixar de fazer a guarda de presos e escolta. "A liminar manda manter as atividades funcionais dos agentes policiais civis, mas a guarda e a escolta não são nossas funções. Na segunda-feira, vamos informar a nossa decisão à Secretaria de Segurança Pública e ao De­­partamento de Polícia Civil", explicou o presidente do Sin­clapol, André Gutierrez.

 


Agência Brasil


Comissão especial do impeachment no DF elege presidente e vice

Brasília - A comissão especial criada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal para apreciar os pedidos de impeachment contra o governador licenciado, José Roberto Arruda, e o governador em exercício, Paulo Octávio, promove reunião, às 10h, para escolher o presidente e vice-presidente.

O relator do processo será escolhido pelo presidente da comissão. Designado o relator, ele terá um prazo de até dez dias para apresentar pareceres sobre os dois pedidos de impeachment. Os integrantes da comissão especial são os deputados Batista das Cooperativas (PRP), Chico Leite (PT), Cristiano Araújo (PTB), Paulo Roriz (DEM) e Reguffe (PDT).
 
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) do DF deve entrar hoje com pedido de salvo-conduto na Câmara Legislativa para que a galeria do plenário, reservada à população para acompanhar as votações, seja reaberta. A galeria foi fechada desde o início da crise que envolve o governador licenciado, José Roberto Arruda, e deputados distritais. O documento será entregue à Mesa Diretora.


 

InformeSergipe.com.br


Jornalistas fecham pauta de reivindicações para 2010

A primeira assembleia dos jornalistas de Sergipe em 2010, realizada na sede da CUT/SE, na última quinta-feira, 11, fechou a pauta de reivindicações da categoria para a Campanha Salarial deste ano. Além de reajuste linear aos salários no percentual de 12,5%, os jornalistas sergipanos, junto com o seu sindicato, vão para a mesa de negociações com mais 11 itens na pauta.

Entre os itens, a pauta a ser apresentada aos patrões constam reivindicação de aumento no percentual das horas-extras, de auxílio-refeição, de assistência médica e odontológica obrigatórias, do controle da jornada de trabalho, entre outros.


"Temos tentado, ao longo dos anos, avançar nas melhorias salariais e de condições de trabalho da nossa categoria. O embate é sempre difícil, porque estamos lidando com patrões que vivem sob a lógica do explorar mais e pagar menos, sempre. O apoio da categoria vai ser importante, porque este ano vamos endurecer também do lado de cá", avisa George Washington, presidente do Sindijor.


A sua posição é a de que, no item reajuste salarial, por exemplo, não dá para se negociar um índice inferior ao que foi dado ao salário mínimo nacional este ano, que teve reajuste nominal de 9,68%, com aumento real estimado em 6%.


"Os jornalistas sergipanos já convivem com piso inferior a dois salários mínimos. Ou seja, o nosso piso hoje, que é o de um profissional gabaritado, não supera a dois salários de ocupação. Em breve, a continuar assim, estaremos com piso próximo do salário mínimo. É lastimável. Os empresários querem fazer comunicação de qualidade pagando salário de fome aos seus profissionais, e é isso que vamos estar denunciando à sociedade na nossa campanha", acrescenta Washington.

Uma outra decisão da assembleia dos jornalistas foi a de buscar a campanha conjunta com os radialistas. Segundo a vice-presidente do Sindijor, Carol Rejane, a união das duas categorias tem sido fator agregador positivo na luta dos profissionais de comunicação nos últimos anos, e, em 2010, não será diferente.


"Vamos buscar fortalecer a luta das duas categorias unindo as nossas pautas e também as nossas forças. Certamente, vamos buscar avanços para os profissionais radialistas e jornalistas, e a unidade dos dois vai permitir ações mais contundentes para se conseguir avançar nas nossas reivindicações", analisa.


Ainda de acordo com Carol, o contato com a direção do Sindicato dos Radialistas está sendo feito e, havendo a unidade dos dois sindicatos, uma assembleia conjunta será realizada o mais brevemente possível. A pauta da categoria só será enviada ao sindicato patronal após a reunião com os radialistas.


 


Destakjornal.com.br


Maiores bancos demitem 9,5 mil pessoas em 2009

Os bancos Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, as três maiores instituições financeiras privadas do país, fecharam 9.589 postos de trabalho em 2009, segundo levantamento do Dieese e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O Itaú Unibanco foi o banco que mais cortou, fechando 6.387 postos de trabalho. O Santander cortou 1.652 empregos, enquanto o Bradesco fechou 1.550 postos. Segundo a Contraf, as demissões ocorreram mesmo com o aumento no lucro dos bancos, que somou R$ 24 bilhões no total. Também houve redução da remuneração em 41%. Os demitidos recebiam, em média, R$ 3.494,25, enquanto os contratados ganham R$ 2.051,80.


 

Rádio Web - Jornal Brasil Atual


Bancários protestam contra trabalho em feriado municipal

Bancários se manifestam por serem obrigados a trabalhar no feriado de aniversário de Osasco. Funcionários dos escritórios centrais do Bradesco na Cidade de Deus manifestaram sua revolta com a postura do banco de cassar o feriado de comemoração de 48 anos de emancipação do município na sexta-feira, dia 19. Pelo segundo ano consecutivo, os bancários atrasaram o início do funcionamento das atividades na instituição. Para o diretor da regional Osasco do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Alexandre Bertazo, a cidade e os bancários foram desrespeitados com a medida.

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=informe%5Fcut%5F2010%5F2%5F22%5F7%5F40%5F36%5F76%2Ewma&nm_audio=Banc%E1rios+protestam+contra+trabalho+em++feriado+municipal  
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