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Clipping 24/02/10

Escrito por William Pedreira
24/02/2010

Edição nº 1524 quarta, 24 de fevereiro de 2010
Fechamento: 09:05


Edição número 1524 quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

 

 
Fechamento: 09h05

 

Veículos Pesquisados:


Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)

Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)

Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)

William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)





O Estado de S.Paulo



Envolvido no 'mensalão do DEM', Paulo Octávio renuncia no DF
Vice de Arruda, que também se desfiliou do partido, atribui decisão ao abandono político a que foi relegado

Carol Pires, Rui Nogueira (Nacional)

Depois de redigir duas cartas de renúncia no espaço de uma semana, o governador em exercício Paulo Octávio afastou-se ontem do comando do Distrito Federal. Envolvido no escândalo do "mensalão do DEM" e isolado pelo próprio partido, Paulo Octávio disse "não ser possível governar sangrando em praça pública". Com a renúncia, assumiu o deputado distrital Wilson Lima (PR), tornando-se o terceiro governador a ocupar o posto em menos de duas semanas.

A decisão de renunciar estava tomada desde quinta-feira. Na mensagem de renúncia, lida pelo presidente da Câmara, Cabo Patrício, do PT, Paulo Octávio afirma que sua decisão se deveu, em parte, à pressão do DEM, que não lhe garantiu sustentação política. Poucos minutos antes de deixar o governo, Paulo Octávio pediu desfiliação da legenda. Na semana passada, o vice redigira uma primeira carta de renúncia, mas recuou, imaginando que conseguiria construir sua sustentação. Não conseguiu.

O DEM pediu a seus filiados que abandonassem os cargos que ocupavam no governo do DF logo após o governador eleito, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), ter sido preso pela Polícia Federal, no último dia 11, por obstrução às investigações sobre o esquema de corrupção local do qual ele seria chefe e Paulo Octávio beneficiário. Segundo Paulo Octávio, a indisposição dos outros partidos em fazer parte de um governo de "coalizão" também foi determinante para a renúncia.

"Permanecer no cargo, nas circunstâncias que chamei de excepcionais, exigiria a criação de condições também excepcionais. Imprescindível contar com apoio político suprapartidário para que todas as forças vivas do DF, juntas, pudessem superar a perspectiva de intervenção federal. E, não menos importante, teria que receber respaldo de meu partido", afirma Octávio na carta.

Com o quadro de quase acefalia, cresce a possibilidade de que a intervenção federal na capital seja autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para evitar isso, logo após a leitura da renúncia do vice-governador, o deputado Wilson Lima, que já trabalhou como vendedor de picolés, frentista, mecânico, funileiro, pintor, balconista e cobrador de ônibus, pediu licença do cargo de presidente da Câmara Legislativa e assumiu o governo do Distrito Federal. Como Arruda, apesar de preso, ainda é o governador eleito, Lima ficará interinamente no comando do DF. Caso Arruda renuncie ou tenha o mandato cassado, a lei orgânica do Distrito Federal estabelece que o presidente da Câmara deve renunciar ao cargo de deputado distrital e ficar como governador efetivo até o fim do mandato, que termina este ano.

Lima afirmou, em nota à imprensa, que assumirá o cargo com "serenidade, humildade e muita reflexão" e sem "mudanças bruscas". Sem apoio político, também terá dificuldades em se manter no cargo.

"NORMALIDADE"
No afã de mostrar à Justiça que a Câmara está cumprindo suas funções, ainda que o governo do DF esteja em colapso, os deputados decidiram abrir processo disciplinar contra os 8 parlamentares citados no inquérito da Operação Caixa de Pandora como beneficiários do esquema de propina. O parecer do corregedor, Raimundo Ribeiro (PSDB), será pelo prosseguimento dos processos.

Dos oito deputados distritais investigados, três devem renunciar antes de ser intimados pelo Comitê de Ética: Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM), Eurides Brito (PMDB) e Júnior Brunelli. A situação dos três é considerada mais grave porque não foram apenas citados no inquérito. Vídeos que os mostram recebendo dinheiro da suposta propina foram veiculados à exaustão pela imprensa. Prudente coloca maços do dinheiro nos bolsos do paletó e das meias. Eurides, numa grande bolsa feminina. E Brunelli participa da "oração da propina" após receber dinheiro.


Vannuchi duvida de crise militar
Titular da Secretaria de Direitos Humanos critica Nelson Jobim

Roldão Arruda (Nacional)

Em palestra proferida em São Paulo, o ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) criticou o titular da pasta da Defesa, Nelson Jobim, e pôs em dúvida a crise militar ocorrida em dezembro, com a ameaça de demissão dos chefes das Forças Armadas, que teriam manifestado descontentamento com o Programa Nacional de Direitos Humanos. "Tenho dúvida se as cartas de demissão existiram ou não", afirmou. "Foram os militares que pressionaram Jobim? Ou foi ele que pressionou os militares para se solidarizarem com ele?"

A crise militar levou o presidente Lula a rever itens do programa que havia aprovado dias antes. Na ocasião, Vannuchi, abatido e sem contar com nenhuma manifestação de apoio oficial do Palácio do Planalto, chegou a acenar com um pedido de demissão. Na segunda-feira, porém, se mostrou animado e comemorou o fato de o 4º Congresso do PT, realizado no fim de semana, ter aprovado por unanimidade uma moção de apoio às suas ações à frente da Secretaria de Direitos Humanos.

Além do ministro da Defesa, ele criticou setores da Igreja Católica que atacaram o programa: "Essa não é a igreja de d. Paulo Evaristo Arns e de d. Pedro Casaldáliga. Ela é muito parecida com a Igreja de 1964 (que apoiou o golpe militar)."

Vannuchi apresentou um histórico de suas divergências com Jobim. Disse que começaram a se agravar em abril do ano passado, quando o ministro da Defesa, sem consultá-lo, criou uma comissão militar para realizar as buscas de corpos de mortos e desaparecidos na região da Guerrilha do Araguaia, ocorrida no início dos anos 70.

Vannuchi protestou imediatamente, dizendo que se tratava de uma responsabilidade de sua pasta e que a comissão não podia ser constituída sem a presença de familiares dos mortos. "Disse a ele que não podia fazer aquilo, que o presidente havia me dado mandato para fazer", contou.

A disputa teve de ser arbitrada pelo presidente Lula e pela Casa Civil. No fim, Jobim criou um grupo de observação, com a presença de familiares.

No caso do Programa Nacional de Direitos Humanos, Vannuchi lembrou que a principal divergência foi em torno da Comissão da Verdade, destinada a levantar informações e apurar responsabilidades por crimes de violações de direitos humanos ocorridas na ditadura.

Jobim teria batido pé, até as vésperas do lançamento do programa, para que o texto evitasse a expressão "no contexto da repressão política". Falando em nome da cúpula militar, o ministro da Defesa preferia "conflitos políticos", o que significava que havia grupos divergentes em disputa.

Lula tentou intermediar. Em Copenhague, onde participava da conferência mundial sobre clima chegou a pedir ao chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, que ligasse para Vannuchi. "Eu disse que não dava mais tempo, porque o programa já estava na gráfica, assinado por todo mundo. E eu tenho dúvidas se deveria entrar "conflitos políticos", porque isso poderia criar complicação para a Dilma e o Franklin Martins (ministros que participaram da luta armada), porque poderiam ir depor ao lado do Ustra." Vannuchi se referia ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou a repressão política em São Paulo, entre 1971 e 1974, e é acusado por crimes de tortura e morte de opositores do regime. "Nós não podemos cometer uma estupidez dessas."

Vannuchi também disse que o País precisa conhecer melhor o pensamento das Forças Armadas: "Ainda não sabemos qual a transição que as Forças Armadas fizeram, ou não, para o pensamento democrático constitucional."


Sem nome em SP, cúpula do PT cobra definição de Ciro
Enquanto tenta resolver impasse, comando amplia pressão sobre Mercadante para disputar Bandeirantes

Vera Rosa (Nacional)

A falta de palanque em São Paulo para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a indefinição do deputado Ciro Gomes (PSB) preocupam o governo e a cúpula do PT. Em mais uma tentativa de encontrar uma solução para o impasse, dirigentes paulistas do PT, PSB, PC do B e PRB reúnem-se hoje com Ciro, em Brasília. Querem saber se ele mantém sua intenção de disputar o Planalto, contrariando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou aceita a tarefa de concorrer ao governo de São Paulo.

Enquanto Ciro não dá a resposta, o comando do PT aumenta a pressão sobre o líder do partido no Senado, Aloizio Mercadante (SP), por acreditar que ele pode entrar na corrida pela sucessão do governador José Serra (PSDB), provável rival de Dilma na campanha presidencial.

"Vamos deixar claro para Ciro que, se ele quiser ser candidato em São Paulo, terá todo o nosso apoio", afirmou o presidente do PT paulista, Edinho Silva. "Mas, se não for ele, o nome que tem mais força no PT para essa missão é o de Mercadante." O senador insiste, por enquanto, que vai concorrer à reeleição.

Na prática, a movimentação de Ciro, nos últimos dias, deixou mais dúvidas do que certezas. Integrantes do PSB que conversaram com ele antes do carnaval dizem que sua resistência para entrar no páreo em São Paulo diminuiu. Não foi, porém, a impressão dos petistas.

"A conversa definitiva do Ciro será com o presidente Lula, em março. Até lá, nós só examinaremos cenários", disse o deputado Márcio França, presidente do PSB paulista. "Agora, se o candidato não for Ciro, os nove partidos que compõem a base de apoio do governo em São Paulo sairão divididos para a eleição e a ministra Dilma poderá ficar sem um palanque forte no maior colégio eleitoral do País."

Lula deverá se encontrar com Ciro no dia 15. No início do mês, o deputado disse ao Estado que "o santo Lula está errado" ao querer que ele abra mão da disputa ao Planalto para concorrer à cadeira de Serra. "É preciso provar que o santo está errado", rebateu o presidente.

Na avaliação de Lula, a campanha ao Planalto deve ser plebiscitária, com Dilma de um lado e Serra de outro. Para ele, só essa estratégia permitirá a comparação entre os governos do PT e do PSDB. Ciro pode tirar votos de Dilma, segundo ele.

Foi pensando em encaixá-lo na corrida ao Palácio dos Bandeirantes que Lula pediu ao ex-ministro da Integração, que transferisse o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, em 2009. Ciro atendeu, mas não se sabe se atenderá ao último apelo do presidente. Na outra ponta, a equipe de Serra corre contra o tempo para dar uma rasteira nos petistas e flerta com o PSB, na tentativa de fechar alianças no Espírito Santo, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba, Maranhão, Amazonas e Paraná.


Em defesa da Argentina, Lula faz ataque à ONU em cúpula regional
Presidente discursa no México e insinua que Conselho de Segurança só satisfaz aos interesses de países ricos

Patrícia Campos Mello, Tânia Monteiro (Internacional)

Paparicado por presidentes latino-americanos, chamado de "líder indiscutível" da região, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou ontem a Organizações das Nações Unidas (ONU) e o seu Conselho de Segurança por não se posicionarem em favor da soberania das Ilhas Malvinas pela Argentina. A declaração foi feita durante o discurso de Lula na Reunião de Cúpula de Países da América Latina e do Caribe (Calc), que se encerrou ontem, no balneário mexicano de Cancún. "A nossa atitude é de solidariedade à Argentina", disse Lula, que indagou: "Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar na Malvinas?"

E emendou: "Qual é a explicação de as Nações Unidas nunca terem tomado essa decisão? Não é possível que a Argentina não seja dona (das Malvinas), mas que seja a Inglaterra, a 14 mil quilômetros de distância."

Lula insinuou que a ONU age dessa forma porque a Grã-Bretanha é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e voltou a defender uma reformulação do organismo, ampliando sua representatividade.

A reivindicação argentina sobre as Malvinas se intensificou nas últimas semanas, com a aproximação de plataformas de empresas britânicas destinadas a explorar as reservas de petróleo da costa das Malvinas.

"Será por que a Inglaterra é membro permanente, que a eles pode tudo e aos outros, nada? É preciso que a gente comece a instigar para que o secretário-geral das Nações Unidas reabra este debate." No seu discurso de improviso, Lula lembrou que aproveitava o encontro para fazer um apelo aos demais governantes, que, muitas vezes, evitam discutir assuntos de interesse da região por divergências entre eles.

Para Lula, esse "é o momento político" de se discutir a reformulação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. "É inexorável que a gente discuta este papel (do Conselho de Segurança). Não é possível que ele continue representado pelos interesses da 2ª Guerra. Por que isso não muda?", questionou. E apelou: "Se nós não enfrentarmos este debate, a ONU vai continuar a funcionar sem representatividade e o conflito no Oriente Médio vai ficar por conta do interesse dos norte-americanos quando, na verdade, a ONU é que deveria estar negociando a paz no Oriente Médio."

REPRESENTATIVIDADE
Ao questionar por que a ONU se afasta desta discussão, reiterou que é porque ela perdeu a sua representatividade. "Muitos países preferem a ONU frágil para que eles possam fazer do seu comportamento, a personalidade de governança mundial", disse Lula, que chegou a dar um murro na mesa enquanto falava, exaltado.

Lula acusou ainda a reunião do clima de Copenhague de ter sido "a mais desorganizada" que já participou e atacou a "pobreza de espírito" dos "governantes de países importantes". "Havia um determinado momento em que o consenso era que o grande culpado (dos problemas do aquecimento global e poluição) era a China."

O presidente do México, Felipe Calderón, anfitrião do encontro, afirmou que Lula é o "líder indiscutível" da América Latina, sugerindo que o presidente brasileiro deveria dirigir um novo fórum regional, derivado do encontro de Cancún, que reunirá todos os países da região, com exceção de EUA e Canadá.

A nova entidade, ainda sem nome oficial, tem sido chamada de OEA do B - uma referência à Organização dos Estados Americanos.


Governo confirma criação de estatal de fertilizantes
Atribuições da empresa incluiriam a regulação do setor, a pesquisa e a produção de insumos, segundo os ministros Stephanes e Lobão

Célia Froufe, Leonardo Goy, Renato Andrade (Economia)

O governo estuda a possibilidade de criar uma nova empresa estatal para atuar no setor de fertilizantes, com atribuições que incluiriam a regulação do setor, a pesquisa e a produção desses insumos, afirmaram ontem os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Agricultura, Reinhold Stephanes. A iniciativa reforça a política do governo de intensificar a presença do Estado na economia. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista ao Estado, que a Eletrobrás seria fortalecida. As diretrizes do PT para a campanha da pré-candidata à presidência Dilma Rousseff defendem um Estado forte.

A discussão sobre a criação de uma estatal acontece desde o ano passado. Inclusive, uma proposta deixada pelo ex-ministro Mangabeira Unger sugeria um nome: Fertilizantes do Brasil S/A, uma empresa pública de capital fechado, voltada para a produção e comercialização de fertilizantes minerais e orgânicos. Além de um amplo diagnóstico do setor, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) tem uma proposta de anteprojeto de Lei.

Pela exposição de motivos, a criação da Febrasa ficaria sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura, com sede em Brasília, e teria como objetivo a redução dos preços dos fertilizantes em dois anos. A empresa seria administrada por um conselho de administração e por uma diretoria executiva, além de um conselho fiscal. O mandato estipulado do diretor-presidente seria de quatro anos. Indagado sobre se o modelo da SAE seria usado como referência agora, Stephanes disse desconhecer o documento.

Os ministros Lobão e Stephanes pretendem entregar ao presidente Lula, no próximo mês, o anteprojeto que redigiram. O documento abordaria também "decisões políticas" e "questões administrativas" em relação a jazidas já existentes no Brasil, mas que não estão exploradas devido, principalmente, a empecilhos ambientais. "Seria uma empresa para atuar tanto nas matérias-primas, como no produto final", disse Lobão.

Se a opção for mesmo pela criação da estatal, segundo Stephanes, ainda em 2011 teriam início as operações. Ele defendeu, no entanto, que a nova empresa tenham uma estrutura "pequena, simples e enxuta". O ministro fez, porém, uma ponderação: o setor poderia ser administrado por meio de um órgão já existente. Outra fonte do governo, que preferiu não se identificar, explicou que o tipo de estatal que está em estudo é uma empresa de capital misto. Ela poderia ter acionistas privados, mas o controle do capital ficaria com a União.

O objetivo de antecipar as propostas em relação ao Código Mineral, que deve ter discussões mais extensas, é o de tornar o Brasil autossuficiente na produção de fertilizantes. Para se ter uma ideia, a importação de potássio é equivalente a 91% de todo o uso do insumo para a produção agrícola. Essa independência deve ocorrer em um prazo de seis a 10 anos, de acordo com o insumo em questão. Além da dependência externa, a vulnerabilidade de preços à qual o País está exposto é outro ponto de preocupação.

"A razão disso tudo é sairmos de um cartel, de um monopólio", explicou Stephanes. Ele acrescentou que, com a produção interna, há a possibilidade de reduzir os custos para o produtor e, consequentemente, haver um repasse para o consumidor, já que os gastos com fertilizantes representam de 10% a 30% dos custos totais.


Vendas do comércio crescem 5,9% em 2009
Apesar do resultado, desempenho caiu em dezembro

Jacqueline Farid (Economia)

O comércio varejista conseguiu driblar a crise e aumentou as vendas em 5,9% em 2009, segundo mostra pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do bom desempenho no acumulado do ano, o setor reduziu o ritmo de crescimento em dezembro, com queda de 0,4% na comparação com o mês anterior, o primeiro resultado negativo após sete meses consecutivos de alta.

O técnico da coordenação de comércio e serviços do IBGE, Reinaldo Pereira, considera o recuo de dezembro como uma "acomodação" e acredita que a tendência para o varejo ainda é de crescimento. Segundo ele, as boas perspectivas de crescimento da economia brasileira deverão impulsionar o setor este ano. Na comparação com dezembro de 2008, as vendas subiram 9,1%.

Pereira explica que o recuo apurado em dezembro ante novembro ocorreu apesar do Natal, porque os cálculos ante o mês anterior são feitos com ajuste sazonal, ou seja, eliminam as influências de determinado período, no caso o aquecimento do consumo do último mês do ano. "O ajuste sazonal esquece que existe Natal", comentou.

Segundo ele, mesmo a constatação de que um mês de dezembro não apresentava queda nas vendas ante o mês anterior desde 2003 muda a avaliação de que o sinal negativo é pontual. Outro argumento apresentado por Pereira é o aumento no índice de média móvel trimestral, considerado o principal indicador de tendência, que registrou variação de 0,6% no trimestre encerrado em dezembro ante o terminado em novembro.

O termo acomodação foi usado também pelo analista da Tendências Consultoria, Alexandre Andrade. "Acreditamos que esse resultado seja algo pontual, no sentido de mostrar certa acomodação das vendas em patamar relativamente elevado", afirmou. Para ele, o aumento da demanda doméstica nos próximos meses deverá impulsionar o varejo o suficiente para garantir um aumento de 8,3% nas vendas do setor em 2010.

AJUSTE
A economista do Grupo Santander, Luiza Betina Petroll Rodrigues, concorda que a queda não aponta uma tendência, mas sim um ajuste após um longo período de dados positivos. Segundo ela, o cenário para o varejo é de aceleração neste primeiro quadrimestre, sob impacto do aumento da massa salarial. Ela também acredita que o setor fechará este ano com um crescimento, mas prevê uma variação mais modesta, de 5,5%.

O diretor da consultoria GS&MD - Gouvêa de Souza, Luiz Goes prefere os dados comparativos ante igual mês de ano anterior para avaliar o desempenho do varejo e comemora o crescimento generalizado, entre as atividades pesquisadas pelo IBGE em dezembro na comparação com dezembro de 2008. "O crescimento do varejo foi generalizado no País, mostrando que as condições macroeconômicas melhoraram de forma consistente no segundo semestre", observou.

CRISE
Em 2009, de acordo com Pereira, do IBGE, o crescimento refletiu a continuidade no aumento da massa salarial, a redução dos juros e os incentivos fiscais do governo, com redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos).

O crescimento apurado no varejo no ano passado foi menor do que o dos dois anos anteriores, cuja alta ficou em torno de 9% mas, segundo destacou Pereira, a expansão de 2009 ocorreu sobre uma base de comparação bastante elevada. "Se não fosse a crise o setor poderia ter crescido dois dígitos."

Entre as dez atividades pesquisadas pelo IBGE, os destaques de crescimento em 2009 ficaram com hiper e supermercados (segmento com maior peso na pesquisa e cujas vendas aumentaram 8,3%), artigos farmacêuticos (11,8%), artigos de informática (10,6%) e veículos e motos, partes e peças (11,1%).




Folha de S.Paulo


Alencar defende ida de Dilma a dois palanques (Brasil)

Diferentemente do que Lula tem defendido sobre os impasses entre PT e PMDB nos Estados, o vice-presidente diz que é "perfeitamente" possível haver dois palanques em Minas para Dilma. "Claro que ele [Lula] gostaria que fosse um, mas tudo em política é o que é possível. Ela pode subir em dois palanques, sim, sem prejuízo", disse. Para Lula, Dilma não deve fazer isto, porque não seria "compreensível para a sociedade". O peemedebista Hélio Costa e os petistas Patrus Ananias Fernando Pimentel são possíveis candidatos à disputa pelo governo em Minas.


Raúl faz 2 anos no poder lançando obra com Lula
Reforma do porto de Mariel, a 50 km de Havana, será feita pela Odebrecht

Cuba vive crise e desânimo por demora em reformas; visita de brasileiro coincide com morte de preso político que fazia greve de fome

 
Flávia Marreiro (Mundo)

Em discurso no porto de Mariel, a 50 km de Havana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saudará Raúl Castro por completar, hoje, dois anos como dirigente máximo de Cuba. O investimento da brasileira Odebrecht no local, porém, é uma das poucas notícias que o irmão mais novo de Fidel tem para comemorar em meio ao aperto do caixa governamental e a perspectiva cada vez mais distante de reformas na economia.


Ao lado de Raúl, Lula, em sua visita de despedida à ilha como presidente, inaugurará o início da obra em Mariel, com custo de US$ 300 milhões - financiados pelo governo brasileiro.


Cuba quer fazer do porto, famoso como ponto de partida do êxodo em massa de cubanos nos anos 80, um centro logístico da nascente indústria petroleira "offshore", da qual a Petrobras faz parte e tem até maio para reportar os primeiros resultados da prospecção.


Segundo anunciou o presidente brasileiro, a Petrobras vai acertar ainda a instalação de uma fábrica de óleo combustível. A empresa EMS, segunda maior produtora de remédios genéricos, deve fechar a segunda joint venture de uma empresa privada com capital brasileiro e o Estado cubano -a primeira é a Brascuba, produtora de cigarros e charutos. Está na pauta ainda um terceiro negócio: uma fábrica de vidro.


Apesar do entusiasmo do governo brasileiro e suas agências de promoção, que mencionam sempre o potencial de longo prazo da ilha a 190 km da Flórida, a crise econômica e a ausência de reformas são sombra.


Conforme a Folha apurou, segue havendo atrasos nos pagamentos de Cuba a fornecedores, inclusive do Brasil, assim como dificuldades para empresas transferirem fundos ao exterior. As liberações, em geral, ocorrem após gestões envolvendo o governo brasileiro.


Morre preso político

De dissidentes moderados, como economista e ex-diplomata do regime Oscar Chepe, a respeitados analistas da imprensa oficial (o comentarista de economia na TV, Ariel Terrero, e o jornalista do Juventud Rebeld Luis Sexto), há um tom desiludido ante a lentidão das mudanças prometidas por Raúl quando assumiu em 2008, após 19 meses de interinidade.

Raúl diz agora que é preciso fazer mudanças sem "improvisos". Adiou, sem nova data, o Congresso do Partido Comunista, onde se esperava a discussão das principais reformas.

Enquanto Lula estiver reunido hoje com Fidel Castro -reporta-se que o ex-ditador está bem de saúde, recuperado da cirurgia no intestino que fez em 2006-, a internet deve ser agitada por protestos da emergente classe de críticos do regime que fala por blogs e twitters.


Os protestos começaram ontem com o anúncio da morte do prisioneiro político Orlando Zapata Tamayo, que fazia greve de fome há 85 dias para exigir melhores condições carcerárias. Tamayo, 42, estava preso desde 2003, condenado por vários delitos entre eles desacato a autoridade e promoção de desordem, segundo a Anistia Internacional, que o listava entre 58 "presos de consciência".


No domingo, um grupo de 50 prisioneiros políticos enviou carta pedindo a Lula que advogasse junto aos Castro por suas libertações, em especial a de Tamayo.



Câmara aprova projeto que cria fundo social do pré-sal
 
Noeli Menezes e Paulo Gama (Dinheiro)

A oposição tentou, mas não evitou a aprovação ontem na Câmara, por 330 a 1, do projeto de lei que cria um fundo social com recursos da exploração de petróleo da camada do pré-sal para financiar programas de combate à pobreza, de enfrentamento das mudanças climáticas e de desenvolvimento da educação, cultura, saúde pública e ciência e tecnologia.

O único que votou contra foi o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP). Os 14 destaques apresentados à proposta, que podem alterar o texto aprovado ontem, serão analisados hoje em duas sessões extraordinárias.


O DEM ficou em obstrução durante toda a sessão de ontem por causa da falta de resposta do presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), a um recurso que questiona a validade da votação de vetos do Executivo ao Orçamento de 2010.


A proposta aprovada ontem pelos deputados direciona para um fundo os recursos da União vindos de royalties e de participação especial relativos aos blocos do pré-sal licitados até 31 de dezembro de 2009 -cerca de 28% da área total.


Relator do projeto, o deputado Antonio Palocci Filho (PT-SP) rebateu crítica da oposição ao fato de os recursos terem de ser depositados no exterior. Segundo ele, a intenção é evitar o impacto no câmbio da entrada de grande volume de dinheiro durante períodos de intensa exploração de petróleo.


Palocci rejeitou quase todas as emendas ao projeto, acatando parcialmente apenas uma, do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). A alteração deixa explícita a regra que permite ao Executivo usar, na etapa inicial de formação do fundo, os recursos do montante principal, e não só os rendimentos das aplicações. O governo poderá propor o uso de parcela do principal somente via projeto lei aprovado pelo Congresso, e não por decreto.


O fundo social é o menos polêmico dos projetos com regras para a exploração do pré-sal e é o segundo aprovado na Câmara. O primeiro, que ainda vai ao Senado, foi o que cria a estatal que gerenciará os contratos de exploração e distribuição de petróleo e gás do pré-sal.


Na semana que vem, está prevista a votação da proposta de capitalização da Petrobras. O mais polêmico dos projetos, o que institui o regime de partilha e distribuição dos royalties, deve ir a plenário em 10 de março.



Centrais tentam adiar no STF votação sobre imposto sindical
Ação em trâmite pede fim do repasse às entidades de parte dos recursos recolhidos dos trabalhadores

Julianna Sofia e Lucas Ferraz (Dinheiro)

As centrais sindicais poderão ficar de fora da partilha dos recursos do imposto sindical e perder uma receita anual superior a R$ 60 milhões. Essa é a perspectiva caso o STF (Supremo Tribunal Federal) conclua hoje o julgamento de uma ação de inconstitucionalidade contra o repasse do dinheiro e a atuação das entidades no movimento sindical.

A tendência é que o tribunal proíba a transferência da receita do imposto para as centrais.


Ontem, sindicalistas pressionavam os ministros do Supremo a adiar para abril a conclusão do caso, mas o assunto foi mantido na pauta de hoje.

O argumento oficial das entidades é que até abril estão em campanha pela redução da jornada de trabalho e não querem desmobilizar suas estruturas para tratar de outros assuntos. A estratégia, no entanto, pode garantir o recebimento pelo menos mais este ano.


Embora haja recolhimento do dinheiro ao longo de todo o ano, o maior volume é arrecadado pela Caixa Econômica Federal em abril. Assim, se até lá a legislação não for alterada, as centrais podem alegar que têm direito ao dinheiro já recolhido.

"Essa é uma tese maldosa. Há apenas uma coincidência de datas. O imposto é pago pelo trabalhador no início de abril e repassado pela Caixa ao Ministério do Trabalho até o dia 30. Só vai para o caixa dos sindicatos em maio", disse o presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah.


A contribuição sindical, equivalente a um dia de trabalho, é descontada uma vez por ano do salário referente a março. O valor é rateado entre governo (10%), centrais sindicais (10%), confederações (5%), federações (15%) e sindicatos (60%).


A UGT é uma das seis centrais beneficiadas com o imposto sindical desde 2008. Além dela, recebem os recursos a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Força Sindical, a NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) e a CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).


A ação de inconstitucionalidade foi movida pelo DEM, que questiona a legalidade do repasse do imposto sindical às centrais e ainda a possibilidade de as entidades substituírem ou representarem os sindicatos em negociações.


O STF iniciou o julgamento do caso no ano passado. Cinco ministros chegaram a votar, mas houve um pedido de vistas do ministro Eros Grau. "Estamos conversando, estamos conversando. O placar está três a dois contra a gente, mas vamos ver o que conseguimos fazer", afirmou ontem o presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).


O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, acolheu a tese dos democratas, que prevê a contribuição para confederações representativas dos sindicatos, e não para instituições que tenham viés mais "político" do que "trabalhista".


O voto de Barbosa foi seguido pelos ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski. Marco Aurélio Mello julgou o pedido do DEM improcedente. Para Cármen Lúcia, as centrais não podem participar das negociações trabalhistas, mas podem receber a contribuição.



Arrecadação tem melhor janeiro da história
Retomada da produção industrial e fim de parte das desonerações fiscais adotadas em 2009 ajudam governo a obter R$ 72 bi

Receita de janeiro só perde para as de dezembro de 2009 e de 2007; para o fisco, "em termos de arrecadação, já estamos fora da crise"

 
Eduardo Rodrigues (Dinheiro)

No melhor janeiro da história para a arrecadação do governo, a Receita Federal recolheu R$ 73,027 bilhões. Com a retomada da produção industrial e o fim de parte das desonerações adotadas no ano passado, o resultado do primeiro mês do ano superou em 13,64% o valor arrecadado em janeiro de 2009, quando os efeitos da crise internacional eram sentidos na economia brasileira.

Janeiro também marcou o terceiro melhor resultado de arrecadação do fisco, só ficando atrás dos meses de dezembro de 2009 e de 2007. Além disso, foi o quarto mês de crescimento na comparação com o mesmo período do ano anterior, após longos 11 meses de queda constante nas receitas federais.


"Em termos de arrecadação, já estamos fora da crise", afirmou o coordenador de Análise da Receita, Raimundo Elói de Carvalho, que lembrou que o resultado ainda não é suficiente para reverter a queda acumulada em 12 meses, o que só deve ocorrer no fim deste trimestre. "Esperamos que resultados positivos sejam tendência ao longo do ano", completou Carvalho.


Segundo o fisco, apesar da base de comparação baixa (janeiro de 2009), o crescimento no mês passado é decorrente da alta das vendas no varejo, da recuperação da produção industrial e da recomposição de alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) após o fim da vigência de parte das renúncias fiscais.


A primeira medida anticíclica dessa natureza adotada pelo governo federal ocorreu por meio da redução do IPI incidente sobre os automóveis, em dezembro de 2008.


Fim de incentivos

Desde outubro do ano passado, no entanto, apenas os carros com motor flex 1.0 contam com alíquotas menores do imposto, que devem ser totalmente recompostas no final de março próximo.

Dessa forma, a arrecadação do IPI sobre automóveis no mês passado alcançou R$ 288 milhões, com alta de 712,3% em relação às receitas do tributo em janeiro do ano passado.


Ainda assim, devido ao peso maior na economia, o setor financeiro foi o que proporcionalmente mais contribuiu para o crescimento da arrecadação em janeiro, sobretudo por meio da elevação nos pagamentos da contribuição sobre lucros e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Em outubro do ano passado foi instituída uma alíquota de 2% na entrada de recursos estrangeiros no país.


Reforço extra

Além disso, o fisco contou com um reforço de caixa em janeiro devido ao grande volume de pagamentos de ajustes do Imposto de Renda, por parte de empresas que antecipam suas declarações ao longo do ano e precisam fazer essa consolidação entre janeiro e março do ano seguinte. Com aumento de 29,64% em relação ao mesmo mês de 2009, essas receitas totalizaram R$ 1,975 bilhão.

"Houve essa concentração em janeiro porque as empresas pagam o imposto devido, acrescido pela taxa Selic mais 1% ao mês. Com a percepção de que os juros podem aumentar, quem tinha dinheiro em caixa preferiu pagar", explicou Carvalho.



Oi encerra contrato, e setor pode ter greve (Dinheiro)

A Oi vai encerrar em março um contrato com a Alcatel-Lucent, responsável pela prestação de serviços de operação e manutenção dos cabos e sistemas de transmissão (a chamada planta externa) nas áreas de atuação da antiga Brasil Telecom. A Oi abriu concorrência em 2009 e está em negociação com outros fornecedores.

A Alcatel-Lucent diz que não participou da concorrência para serviços na planta externa da Oi por razões estratégicas. A empresa levou um contrato exclusivo de cinco anos para a manutenção de rede interna.


A mudança incomodou a Fenattel (Federação Nacional de Trabalhadores em Empresas de Telefonia), que promete greve de funcionários para os próximos dias.
A entidade diz que a mudança de contrato deixará 12 mil trabalhadores da Alcatel e de subcontratadas sem emprego e pede a garantia de aproveitamento do pessoal.


A Oi afirma que a responsabilidade na contratação dos profissionais é dos fornecedores. Já a Alcatel afirma que 1.500 funcionários continuarão trabalhando para as redes internas da Oi.



Grécia tem greve geral contra medidas fiscais do governo

Luciana Coelho (Dinheiro)

Funcionários do setor público e privado grego param hoje em uma greve geral que promete o impossível: tornar Atenas ainda mais caótica, com transporte público reduzido ao mínimo e manifestações nas ruas.

A convocatória veio do principal sindicato do país, o GSEE, em protesto contra o pacote de austeridade fiscal anunciado pelo governo sob a mira da União Europeia e que visa demolir um deficit orçamentário de 12,7% para 8,7%. Mas as propostas -do aumento de impostos ao corte de pensões, com mais por vir- são vistas como neoliberais pela instituição.


"Essas medidas vão aumentar o desemprego e estagnar a economia", disse à Folha Zoe Lanara-Tzotze, secretária de relações internacionais do sindicato. "O plano deveria combater a evasão fiscal e lidar com a [falta de] competitividade." A evasão, calcula o governo, deixa quase 30% do PIB no mercado negro. E a falta de competitividade levou os produtos do país a serem substituídos até no mercado local por similares espanhóis, holandeses e alemães.


Por ora, o GSEE apoia o governo do socialista George Papandreou e o exime de responsabilidade pela dívida -inchada sob o governo anterior, conservador. Também diz ser a favor de "medidas duras", ecoando 60% da população grega.


A greve de hoje é o ápice de uma série de paralisações menores desde que a crise explodiu, em janeiro. Tamanha é a expectativa (Atenas está forrada de cartazes) que, nos últimos dias, não houve conversa com um grego que não incluísse a greve.


Ontem de manhã, um protesto parou a Bolsa de Atenas, e à tarde manifestantes exibiam faixas perto da casa do premiê. Papandreou acaba de voltar de um giro para reconquistar a credibilidade do país no exterior. Falta convencer o público interno.





Valor Econômico


Mercado interno lidera novo ciclo
 
Cristiano Romero

O novo ciclo de investimento da economia brasileira está sendo impulsionado pelo mercado interno. No período anterior, foi o setor externo que liderou a demanda. Já houve uma melhora no mercado internacional, mas ela ainda reflete uma recuperação incipiente. A ocorrência de novos abalos em países europeus põe em dúvida o processo de reabilitação. A tendência é que o crescimento do Brasil siga sendo liderado pelo consumo interno.

 
Entre 2006 e setembro de 2008, portanto, até o advento da crise financeira internacional, o país viveu, como notam os economistas Adriana Inhudes e Gilberto Borça Jr., do BNDES, o mais longo e intenso ciclo de investimentos em mais de duas décadas. Naquele período, a taxa de investimento, medida pela evolução da Formação Bruta de Capital Fixo, avançou numa velocidade 2,5 vezes superior à do Produto Interno Bruto (PIB).

Graças ao então dinamismo da economia mundial, aquele ciclo começou estimulado pelos principais setores exportadores - de siderurgia, papel e celulose e mineração. Em meados de 2008, ele se generalizou, beneficiando também os setores voltados para o mercado interno e a infraestrutura básica. O boom de investimentos refletia a confiança dos empresários na demanda futura - efetivamente, eles estavam ampliando a capacidade produtiva para atender a demanda.

Com a crise, praticamente todos os segmentos da indústria, especialmente os dedicados ao mercado externo, foram impactados. Entre o último trimestre de 2008 e o primeiro de 2009, a queda acumulada dos investimentos foi de 20%. Em meados do ano passado, superada a fase mais crítica da turbulência, as empresas voltaram a investir. Inhudes e Borça Jr. decidiram avaliar a situação para descobrir o perfil do ciclo de investimentos pós-crise.


Utilizando uma metodologia própria, os dois economistas desmembraram o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) em dois: um interno, integrado pelos setores que têm o mercado interno como principal destino da produção; e um externo, com os setores em que as vendas ao mercado internacional são dominantes. O uso do Nuci, neste caso calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) - há um outro, apurado pela FGV -, tem uma explicação. Esse indicador aponta a proporção de recursos industriais já existentes que estão sendo utilizados na produção. Para alguns especialistas, é a variável determinante na tomada de decisão de investimento por parte de um empresário.

"Quando o grau de ociosidade diminui além do planejado, chega-se ao momento ideal para a expansão da capacidade produtiva, que, por conseguinte, se dá a partir de novos investimentos. De maneira inversa, quando o grau de ociosidade fica acima do planejado, ocorre uma contração dos gastos em investimento, limitada pelas necessidades de reposição de capacidade produtiva", explicam Inhudes e Borça Jr., que tratarão do tema no próximo boletim "Visão do Desenvolvimento".

Taxa de investimento e Nuci andam juntos. Quando a primeira cresce, o segundo aumenta. Com a eclosão da crise, o investimento sofreu forte queda e a indústria aumentou, rapidamente, o grau de ociosidade. Olhando para o momento atual, vê-se que os investimentos cresceram na margem, no terceiro trimestre de 2009, 6,5% em relação ao trimestre anterior. Mas quem está liderando as inversões?
 
No chamado Nuci interno, os dois economistas do BNDES agruparam 11 setores que destinam a maior parte de sua produção ao mercado doméstico. Eles representam 49,5% do Nuci total da indústria. São eles: têxtil; vestuário; edição e impressão; refino e álcool; produtos químicos; borracha e plástico; minerais não-metálicos; produtos de metal; máquinas, aparelhos e materiais elétricos; material eletrônico e de comunicação; móveis e diversos. Do Nuci externo fazem parte oito setores, com peso de 50,5% no Nuci total da indústria - alimentos e bebidas; couro e calçados; madeira; papel e celulose; metalurgia básica; máquinas e equipamentos; veículos; outros equipamentos de transporte.

A análise dos dois indicadores mostra que, entre 2006 e setembro de 2008, o Nuci externo foi sempre superior ao Nuci interno. Durante a crise, a retração do investimento foi generalizada. Apesar de o consumo das famílias ter se mantido como um amortecedor dos efeitos da crise, os investimentos relacionados tanto ao mercado interno quanto ao externo sofreram forte revés. No processo de retomada, o que se observa é que, agora, o Nuci interno supera o externo.

"Para 2010, espera-se uma acomodação gradual da velocidade de ocupação da capacidade industrial ligada aos setores domésticos (o Nuci interno), enquanto nos setores mais voltados à exportação esse ritmo dependerá da evolução dos principais mercados de destino dos produtos manufaturados brasileiros, notadamente os países da América Latina", dizem Inhudes e Borça Júnior.


Supremo volta a julgar direito de centrais a repasse de contribuição

Juliano Basile

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, hoje, o julgamento da lei que permitiu o repasse às centrais sindicais de parte da cobrança de contribuição obrigatória paga pelos trabalhadores.
 
O assunto é polêmico, pois, até a aprovação da Lei nº 11.648, em 2008, apenas os sindicatos recebiam a contribuição. Ela equivale a um dia de jornada de cada trabalhador. Com a lei, as centrais, como a CUT e a Força Sindical, passaram a receber 10% do total enviado para os sindicatos a título de contribuição obrigatória. Isso fez com que o DEM ingressasse com ação direta de inconstitucionalidade no Supremo. O partido de oposição quer que as centrais fiquem fora dessa contribuição.

No início do julgamento, em junho de 2009, o STF ficou dividido, com três votos contra a contribuição sindical às centrais sindicais e dois votos a favor.

Os ministros Joaquim Barbosa, Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski concluíram que a Constituição garante a contribuição obrigatória apenas para as confederações representativas dos sindicatos, o que exclui, segundo eles, entidades que seriam mais políticas do que trabalhistas. Esses ministros argumentaram ainda que a Constituição veda a criação de mais de uma organização sindical para representar o mesmo grupo de trabalhadores.

Já os ministros Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia Antunes Rocha entenderam que as centrais são representantes de fato dos trabalhadores e, por esse motivo, têm o direito a receber parte da contribuição obrigatória. Mello alegou ainda que a CUT representa 1.670 sindicatos, o que mostraria que a central possui representação efetiva.

Apesar do placar apertado no início do julgamento, a expectativa inicial é que as centrais saiam derrotadas, pois, entre os ministros que ainda não votaram, há três - Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ellen Gracie - que são contrários à legitimidade das centrais para atuar em ações diretas de inconstitucionalidade. Eles já se manifestaram contra a possibilidade de as centrais sindicais ingressarem com ações deste tipo no tribunal, em outros julgamentos. Celso de Mello estará ausente hoje, mas Mendes e Ellen deverão participar da sessão. Ao todo, são 11 ministros. A maioria seria formada, portanto, pelo voto de seis integrantes do STF.

O julgamento será retomado com o voto do ministro Eros Grau, que pediu vista do processo, em 24 de junho de 2009.


Depois das demissões, empresas contratam em SC

Júlia Pitthan

Depois de um 2009 com dificuldades, o começo do ano tem sido de contratações e de planos para crescimento de vendas e produção para as empresas têxteis de Santa Catarina. Todos os projetos estão ancorados na previsão de expansão do mercado interno brasileiro. O presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex), Ulrich Kühn, avalia que as empresas foram excessivamente cautelosas em dezembro e acabaram enxugando os quadros de trabalhadores mais do que deveriam. Por isso, as contratações de janeiro vieram em um ritmo mais acentuado.

Em Blumenau e Indaial já é difícil encontrar bons profissionais com experiência na área têxtil. O quadro se agrava quando há necessidade de repor trabalhadores na área de tecelagem. A avaliação é de Marcello Stewers, vice-presidente da Teka, que projeta crescimento de vendas em 2010. Em 2009, a Teka apresentou receita bruta de R$ 253,6 milhões de janeiro a setembro de 2009, ante R$ 283,6 milhões em 2008. Para este ano, prevê crescimento e contratações para reforçar a mão de obra no segundo semestre. Hoje, conta com 3.710 empregados diretos.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Blumenau, Gaspar e Indaial (Sintrafite), Jaimir Ferrari, relata que avisos de contratação nos murais das empresas e anúncios nos rádios e carros de som se tornaram comuns na região neste começo de ano. Um cenário bem diferente do começo de 2009, quando o clima era de insegurança e raras contratações. Há casos de empresas que não conseguem profissionais qualificados para preencher as vagas. A migração dos trabalhadores da indústria têxtil para outros setores na região contribui para a dificuldade na reposição de mão de obra. "Algumas empresas saem oferecendo salários iniciais acima do piso para conseguir a contratação", relata.

Em Joinville, a Lepper teve um início de ano com aumento de 4,5% na mão de obra. A têxtil tem cerca de 1,2 mil empregados diretos. O diretor Zeno Fischer admite que as contratações foram um reforço em relação ao fim de 2009, que não se mostrava otimista.

Com o bom resultado das vendas de fim de ano no varejo, o cenário mudou. A aposta da Lepper é de um crescimento de 25% no faturamento que, em 2009, fechou na casa dos R$ 150 milhões. Para isso, quer centrar esforços no mercado interno e nos produtos licenciados, que hoje representam 60% das vendas. O foco no mercado brasileiro fez com que a Lepper atravessasse o ano de câmbio desfavorável e definisse um plano de R$ 40 milhões em investimentos até 2012.

A indústria deve deixar o endereço centenário, próximo ao centro de Joinville, para uma área mais afastada. Um terreno de R$ 15 milhões no bairro Aventureiro é o espaço mais cotado. A construção da unidade está em fase de projeto e de licenciamento, mas as obras devem começar até o fim de 2010, de acordo com Fischer. Serão investidos pelo menos R$ 18 milhões em novos equipamentos e uma nova estação de tratamento de efluentes.

A modernização do parque industrial é, em 70% dos casos, o principal investimento das indústrias têxteis do Estado, de acordo com Ulrich Kuhn. A construção de mais unidades e a ampliação das linhas de produção, acrescenta, são um segundo passo, que já começa a ganhar força em 2010.


Governo deve definir esta semana projetos do PAC 2

Paulo de Tarso Lyra

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vai se reunir esta semana com técnicos e ministros de todas as pastas envolvidas no PAC 2 para definir os projetos do no programa. O governo pretende lançar o PAC 2 no fim de março, antes da ministra se desincompatibilizar do cargo para concorrer à presidência da República pelo PT.

Enquanto a área técnica escolhe os projetos, a equipe econômica vai se reunir para elaborar a engenharia financeira que garantirá as obras do novo PAC. Durante o 4º Congresso do PT realizado no fim de semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o bom momento da economia brasileira permitirá um volume de financiamentos para as obras maior que os do primeiro PAC.

"Não temos os números fechados, mas será maior, com certeza", disse Mantega. O PAC foi lançado em janeiro de 2007 com previsão de R$ 504 bilhões em investimentos públicos e privados. Essa cifra foi revisada para cima, o período de abrangência do programa foi aumentado para além de 2010 e, atualmente, há uma previsão de investimentos e financiamentos de R$ 1,1 trilhão.


Aldo une esquerda e ruralistas na reforma do código florestal

Mauro Zanatta

De citações ao ditador chinês Mao Tsé-Tung, à Bíblia e ao "antropocentrismo", passando por ataques a "correntes" do ambientalismo e ao "capitalismo predatório", parlamentares de esquerda uniram-se à ideologia da bancada ruralista para defender ontem a necessidade de reformar o Código Florestal Brasileiro, em vigor desde 1965.

Deputados de PT, PSB e PDT, apoiados por diversos parlamentares ruralistas do PMDB, promoveram um ato político de apoio a Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator da comissão especial criada na Câmara para alterar as atuais regras ambientais. Em um sufocante e calorento auditório da Câmara, Rebelo recebeu elogios unânimes diante da plateia de comunistas, ruralistas, sindicalistas, estudantes e índios trajados com imensos cocares vermelhos. Mas foi questionado por dirigentes de ONGs ambientalistas, como Greenpeace, WWF e SOS Mata Atlântica, por suas intenções de alterar o código.

O movimento de apoio político a Aldo Rebelo, liderado por seu partido, deu algumas pistas sobre como o relator pretende modificar as leis ambientais. Mesmo sendo um crítico ferrenho do processo de concentração de terras derivado das atuais regras, Rebelo informou que não vai "abrir mão" dos conceitos de áreas de reserva legal (RLs) e de preservação permanente (APPs). "Não existe esse conceito no mundo, mas está no nosso ordenamento jurídico. E São Paulo vai ter 20% de reserva legal, sim", sustentou. Isso obrigaria os produtores a recompor áreas de mata nativa. "Mas vamos com calma. Não vou servir de agente de defesa da agricultura europeia ou americana". O relator também afirmou ser contra a compensação ambiental fora das propriedades originais, ainda que na mesma microbacia hidrográfica. Isso reforçaria, segundo Rebelo, a pressão da "agricultura capitalizada" contra os donos de pequenas áreas de produção. "Precisamos mediar esses interesses econômicos", pregou. E criticou o governo por editar leis que "inviabilizam" o crédito a pequenos produtores que desmataram além do permitido, o que incentivaria a concentração da terra e a expulsão de agricultores e assentados do campo.

Apontadas como linha de apoio a uma "guerra comercial" entre agricultura frágil de países ricos contra "países frágeis" de agricultura forte, os ativistas das ONGs revidaram: "É necessário separarmos quem quer defender os interesses nacionais e quem quer jogar para defender seus próprios interesses", disse o diretor do Greenpeace, Sérgio Leitão. O "ponto central" do debate, segundo ele, é a "necessidade ou não da expansão da fronteira agrícola".

Em nome do PT, o deputado Dr. Rosinha (PR) elogiou a visão de soberania nacional de Aldo Rebelo, mas criticou o modelo de desenvolvimento "individualista e consumista" ao pregar a urgência de limitar a expansão de cultivos como a cana-de-açúcar e evitar a descentralização das leis ambientais aos Estados. "Já pensou se estivesse nas mãos do Arruda aqui em Brasília? Já chega o que estão fazendo no Noroeste", afirmou, em referência ao novo bairro "ecológico" aprovado pelo governador afastado do DF, José Roberto Arruda (sem partido), preso por acusações de corrupção. O líder do PSB na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF), concordou com as teses de Rebelo, mas reivindicou mudanças para proteger o Cerrado e o pagamento por serviços ambientais a produtores: "Este modelo que está aí não me serve. Precisamos mesmo avançar em novas áreas? Só que quem cumpriu a lei no passado não pode ser penalizado hoje", disse.

O presidente da comissão especial e uma das principais lideranças ruralistas do Congresso, Moacir Micheletto (PMDB-PR), voltou a criticar a forma como a legislação foi criada. "Há uma insegurança jurídica no campo. A legislação ambiental hoje é fragmentada, tem caráter ideológico, sem base científica, não protege o meio ambiente e engessa o agronegócio", resumiu. Será preciso, segundo ele, modificar quase todos os pontos do Código Florestal para "adequar" as regras às novas necessidades do país.




Diário do Grande ABC


Mercadante 'joga' governo de SP para Marta e Haddad

Matheus Adami

Em visita ao Grande ABC, ontem, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ‘passou adiante'' o bastão para uma provável candidatura ao governo do Estado nas eleições deste ano. Entre os nomes lembrados pelo parlamentar, estão o do ministro da Educação, Fernando Haddad, e o da ex-prefeita da Capital Marta Suplicy.

Em Santo André, onde almoçou com integrantes do PT municipal, o senador afirmou que prefere continuar no Senado, em vez de tentar o Palácio dos Bandeirantes. "Na minha visão, eu vou tentar novamente o Senado. E o PT tem excelentes nomes para São Paulo", disse o senador, que também esteve em Mauá com o prefeito Oswaldo Dias (PT).

Além de Marta e Haddad, outros dois nomes foram colocados por Mercadante: o do prefeito de Osasco, Emidio de Souza, e o do senador Eduardo Suplicy.
 
De acordo com Mercadante, a legenda só deve decidir se terá ou não candidatura própria em março. Isso porque os petistas ainda contam com o deputado federal Ciro Gomes (PSB) para a disputa do governo paulista.
 
Segundo o senador, a candidatura de Ciro "só depende dele". "Vamos aguardar a definição dele. O PT está aberto e queremos o Ciro nesse projeto", emendou.

Ciro, na avaliação do senador, é o único candidato que faria o PT abrir mão de uma candidatura própria.
 
Os motivos alegados por Mercadante para ‘evitar'' o Palácio dos Bandeirantes são a função estratégica desempenhada no Congresso e as boas projeções para o pleito eleitoral deste ano.

"As pesquisas me colocam em primeiro lugar na preferência. Além disso, precisamos de análise. Nunca saí da liderança do PT no Senado pela função estratégica. Meu papel, na minha avaliação, é continuar no Senado", reafirmou Mercadante.
 
O político, no entanto, disse que se sente "muito honrado" com a possibilidade de encabeçar a disputa pelo governo estadual, embora bata na tecla de que se sente mais confortável em Brasília. "O próximo Senado terá uma cara diferente. Dois senadores experientes do PT, que são o a Ideli Salvatti (SC) e Tião Viana (AC) não farão parte", disse.

Em 2006, o economista do PT foi derrotado por José Serra (PSDB) no pleito para o governo paulista.

OTIMISMO - A derrota de Mercadante para Serra há quatro anos foi uma das mais recentes do PT para os tucanos no Estado de São Paulo. "Há um ambiente de insatisfação, uma fadiga de material em São Paulo. Sinto que todas as condições estão a nosso favor", afirmou Mercadante.

O PSDB comanda o Palácio dos Bandeirantes desde 1995, quando Mário Covas foi eleito. Seguiram-se os governos de Geraldo Alckmin (2001) e José Serra (2007). Para este ano, Alckmin deve ser o nome do PSDB.

 

Gazeta do Povo


Guardas municipais rejeitam nova proposta da Prefeitura e mantêm greve
Prefeitura ofertou aumento salarial de 8%, mas categoria não abre mão de piso de R$ 1,3 mil, além de gratificação por riscos

Felippe Aníbal

Os guardas municipais rejeitaram, no início da noite desta terça-feira (23) uma nova proposta apresentada pela Prefeitura de Curitiba e decidiram que a greve será mantida por tempo indeterminado. Em reunião realizada na Prefeitura e que durou mais de duas horas, o prefeito Beto Richa ofereceu reajuste salarial de 8%, que elevaria os salários da categoria de R$ 710 para cerca de R$ 767. Entretanto, em assembleia, a categoria deliberou por unanimidade manter a paralisação.

"Avaliamos que a proposta oferecida é ruim. Estamos abertos ao diálogo, mas nessas condições não é possível fechar acordo. A do fim da greve está nas mãos da Prefeitura", disse a secretária de assuntos jurídicos do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), Irene Rodrigues.

A Prefeitura argumenta que a proposta oferecida, somada à gratificação por risco que a categoria recebe, chegaria aos R$ 1,3 mil reivindicados pelos guardas municipais. O sindicato, no entanto, aponta que os trabalhadores querem piso-salarial de R$ 1,3 mil, mais a gratificação. "Já perdemos quatro companheiros no exercício da profissão. Entendemos que computar a gratificação nesta conta é injusto. Lutamos pelo reajuste do piso, além da gratificação, que é direito da categoria", defendeu Irene.
 
A proposta anterior era de reajuste de 6%, além de benefícios no plano de carreira dos guardas municipais. A Prefeitura já considerava a oferta como uma "boa proposta" e adequada às possibilidades orçamentárias do município.

Manifestações
O Sismuc informou que os guardas municipais vão manter as manifestações, na quarta-feira (24). A partir das 8 horas, os grevistas devem promover um apitaço na Praça Tiradentes, partindo para outras ruas do Centro. O objetivo, segundo o sindicato, é denunciar à população o fracasso das negociações com a prefeitura e a continuidade da greve.
 
Nesta terça, os guardas fizeram uma passeada, com faixas, cartazes e carro de som. De acordo com o sindicato, 900 guardas municipais participaram da manifestação e a adesão chega a 70% da categoria, mantendo o efetivo de 30% nos trabalhos, de acordo com o que determina a lei. A Prefeitura, no entanto, aponta que 80% dos guardas não se apresentaram em seus postos de trabalho. Com isso, foram registrados problemas em razão bairros Bairro Novo, Pinheirinho e Santa Felicidade.

De acordo com a Prefeitura, sem a segurança dos guardas, 16 Armazéns da Família não abriram suas portas nesta terça. Escolas municipais e unidades de saúde também ficaram sem vigilância.

Na Justiça
Na sexta-feira (19), o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Roger Vinícius Pires de Camargo Oliveira, havia proibido a greve dos guardas municipais, sob pena de multa diária de R$ 10 mil ao sindicato. O Sismuc recorreu da decisão, mas ainda não houve resposta quando ao recurso.

 


Diário Catarinense


Greve de professores entra no terceiro dia
 
Pelo terceiro dia, mais de cinco mil alunos da rede municipal de Araranguá estão sem aula. Os 207 professores efetivos entraram em greve e exigem que a administração adote um piso salarial proposto por lei federal. Ontem, 70 docentes protestaram em frente à prefeitura. A categoria quer, entre outras reivindicações, que o município adote o piso salarial nacional além de incorporar um abono de R$ 280 ao salário mensal. O prefeito Mariano Mazzuco considera a greve precipitada e pediu 10 dias para avaliar as propostas. Hoje deve haver um encontro entre professores e prefeitura.




Agência Brasil


Líderes da indústria criticam proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais

Lourenço Canuto de Melo

Brasília - A redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, que está em tramitação no Congresso Nacional, foi criticada nesta terça-feira (23) pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto e pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, sob a alegação de que se trata de uma bandeira política e não de um interesse do trabalhador.

Monteiro Neto questiona se "esse seria momento para aumentar os custos das empresas, quando elas precisam mesmo é de  fazer a recuperação da oferta de empregos". A adoção linear de jornada de trabalho, de acordo com o presidente da CNI também "não é adequada tendo em vista as desigualdades que existem no país, na área empresarial".

Segundo Monteiro Neto, empresas pequenas que ficariam até mesmo inviabilizadas com a medida, e, além do mais, "nenhum segmento está proibido de reduzir a jornada de trabalho, se tiver condições para isso".

Paulo Skaf afirmou que a legislação atual permite flexibilidade na jornada de trabalho e que hoje já se pratica a média de 41 horas semanais, segundo ele. "Há até quem adote a carga de 38 horas, como é o caso da indústria farmacêutica. Fazer uma imposição legal nessa área engessa as empresas, afetando os setores mais sensíveis".


Skaf afirma que, em 1982 a França resolveu reduzir a jornada semanal de trabalho e houve aumento do desemprego. Mas, depois disso, o país adotou legislação mais compatível com a sua realidade e restabeleceu o mercado de trabalho. Ele vê "interesse eleitoral na questão da redução da jornada no Brasil" e opina que "não se pode misturar interesse político com interesse das pessoas".

O presidente da CNI e o presidente da Fiesp se reuniram hoje em Brasília com os presidentes de federações de Indústria de todo o país. Eles vão ter encontro nesta tarde com o presidente da Câmara Federal, deputado Michel Temer, para discutir a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto. Temer propôs a alternativa de fixar jornada semanal em 42 horas, mas os representantes da indústria acham que também não seria adequado.


Empresários pedem a Temer para adiar para 2011 votação da jornada de trabalho

Iolando Lourenço

Brasília - O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), está negociando com entidades de trabalhadores e de empresários um acordo para a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho das 44 para 40 horas semanais. Ontem (23), ele se reuniu com o presidente das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), José Paulo Cairoli, que defendeu o adiamento da votação da PEC para 2011.

Enquanto Temer reunia-se com os empresários, um grupo de sindicalistas ocupava o corredor que dá acesso ao plenário da Câmara para pressionar os deputados a votarem logo a redução da jornada de trabalho. No último final de semana, Temer se reuniu com sindicalistas e propôs a redução da jornada de trabalho das atuais 44 para 42 horas semanais, em vez da redução para 40 horas.

O presidente da CACB disse que o debate de um tema deste em ano eleitoral é inadequado e pode contaminar o debate sobre questões ligadas às eleições. Segundo ele, ao contrário do que dizem os sindicatos de trabalhadores, a redução da jornada de trabalho vai aumentar o desemprego e informalidade no momento em que o mundo está saindo de uma crise. Sobre a redução para 42 horas, o empresário disse que essa é uma tentativa de acomodar posições contrárias, mas que no momento o importante é adiar o debate para o ano que vem.

A proposta de emenda à Constituição que prevê a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais foi aprovada no ano passado, por unanimidade na comissão especial que analisou a matéria. No entanto, mais de seis meses depois de aprovada pela comissão e de muitas negociações ainda não há condições de levar a PEC à votação no plenário da Câmara, já que ela divide os parlamentares.


Brasil deve intensificar relações comerciais com China e Japão, diz embaixador

Alana Gandra

Brasília - A gradual mudança do eixo da economia mundial em direção à Ásia impõe ao Brasil desafios, como a integração das cadeias produtivas, em especial com as japonesas e chinesas, buscando aumentar a competitividade, o que pode ser feito com a internacionalização das empresas brasileiras, disse ontem (23) o embaixador do Brasil no Japão, Luiz Augusto de Castro Neves.

"Hoje em dia, as empresas brasileiras que têm tido um comportamento mais dinâmico são aquelas que se internacionalizaram. Crise à parte, as empresas mais pujantes do Brasil, que são a Vale, a Embraer e a Petrobras, têm alto grau de internacionalização. E, evidentemente, os negócios na Ásia são cada vez mais substantivos", afirmou Neves, na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

O cenário pós-crise internacional abre também perspectivas de atração de investimentos asiáticos para o país. "O Brasil deve ser um bom destino para investimentos asiáticos, forjando uma parceria de longo prazo". Para que esses investimentos possam se concretizar, Castro Neves recomendou a necessidade de o país solucionar os gargalos existentes na área de infraestrutura. "Ninguém é competitivo com uma infraestrutura falha", apontou.

Segundo o embaixador, a infraestrutura brasileira está aquém da capacidade produtiva da economia. "De repente, se a economia brasileira crescesse 10% ao ano, poderíamos ter um gargalo energético, um gargalo de ferrovias e rodovias, um gargalo de portos. Tudo isso vem sendo debatido no Brasil, mas requer investimentos pesados".

Ele informou ainda que os países asiáticos levam uma vantagem em relação ao Brasil, que é a carga tributária baixa daquelas economias. Na China, ela representa cerca de 19% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país, enquanto no Japão, embora mais pesada, a carga tributária não passa de 25% do PIB. No Brasil, ela representou em torno de 35%, no ano passado.

Castro Neves avaliou que as relações entre Brasil e China contribuíram em grande parte para que o Brasil conseguisse atravessar a crise externa com um bom desempenho. "A demanda chinesa por commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional) continuou muito intensa. Isso permitiu que o Brasil continuasse a exportar commodities e aumentasse, inclusive, as vendas, permanecendo com saldos importantes na balança comercial".

Com o Japão, ele disse que o grande desafio agora é o relançamento das relações que já foram muito importantes no passado, mas perderam o dinamismo nas duas últimas décadas do século 20. Com a China, a integração é uma necessidade natural. "Hoje em dia, precisamos nos habituar à ideia de que uma fração crescente das nossas relações internacionais será com a China e não apenas com os Estados Unidos e a Europa".

O embaixador assegurou que o papel da Ásia no século 21 será muito mais importante do que foi no século 20. "O século 21 poderá ser o século onde a Ásia terá uma importância equivalente à que o mundo ocidental teve no século 20". Acrescentou que o Brasil terá que levar isso em consideração, se quiser ser uma nação mais pujante, democrática e integrada ao primeiro mundo. Afirmou ainda que todos os caminhos são válidos para o Brasil promover a integração com a Ásia, inclusive via África do Sul.




Agência Câmara


Empresários pedem que redução da jornada só seja votada em 2011

Empresários da indústria e do comércio peregrinaram pela Câmara, nesta terça-feira, pedindo o adiamento para 2011 da discussão e votação da Proposta de Emenda à Constituição 231/95, que reduz a carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A PEC está pronta para o Plenário e tem o apoio dos sindicalistas - que, nas últimas semanas, vêm pressionando os deputados a votá-la o mais rapidamente possível. Já os empresários dizem temer que as eleições de 2010 contaminem a negociação entre patrões e empregados.
 
À frente de um grupo de dezenas de empresários, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro (PTB-PE), se reuniu com líderes partidários e com o presidente da Câmara, Michel Temer. De acordo com Monteiro, o setor mal se recuperou da crise financeira mundial e não tem condições de arcar com os custos da redução da jornada de trabalho.
 
"A posição da CNI é contrária a qualquer negociação dessa questão neste momento. O Brasil está saindo de uma crise e ainda há muitas incertezas no ambiente externo. Nós perdemos empregos na indústria fortemente no último ano e, antes de nos recuperarmos, não pode ser imposto um aumento nos custos de produção. Isso, ao final, vai ser cobrado do próprio trabalhador, por meio do aumento de custo dos produtos", afirmou o deputado.
 
Efeitos
A Confederação Nacional das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) também marcou presença contra a PEC. O novo presidente da entidade, José Paulo Cairoli, afirmou que, ao contrário do que dizem os sindicalistas, a redução da jornada vai aumentar o desemprego e a informalidade no mercado de trabalho.


Por enquanto, Cairoli também é contra a proposta intermediária, apresentada por Michel Temer, de adoção de 42 horas semanais. "Nós temos de viabilizar uma fórmula melhor para que se consiga competir no mercado internacional", ressaltou. Segundo ele, a discussão sobre o assunto pode ocorrer a partir de 2011, mas não agora.

A confederação reúne 4 mil associações comerciais que representam 2 milhões de empresas. A exemplo do que fez a CNI, Cairoli pretende organizar uma agenda de mobilização para convencer os parlamentares a adiar o debate para o próximo ano.

Sindicatos querem aprovação.
 
A Força Sindical fez manifestações nos corredores da Câmara para pressionar os parlamentares a aprovar a jornada de trabalho de 40 horas semanais. No início deste mês, líderes de sindicatos trabalhistas, como os presidentes da CUT, Artur Henrique; e da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), pediram a votação da proposta ao presidente Michel Temer. Na ocasião, Temer propôs aos sindicatos a redução de 44 para 42 horas.
 

 

Vermelho


Defesa do PNDH marca comemoração do 8 de março no Recife
Este ano, o movimento de mulheres em Pernambuco vai focar as comemorações do dia 08 de março em duas frentes: o centenário de instituição do Dia Internacional da Mulher e a defesa do terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), com ênfase ao eixo que trata da descriminalização do aborto e contra a criminalização das mulheres.
 
Clara Zetkin

As ações serão desenvolvidas em parceria com o Comitê de Defesa do PNDH 3 no Estado e terão como slogan "PNDH III, nossas conquistas, direitos de todos e todas. Sem as mulheres, os direitos não são humanos".

A realização de panfletagem e passeata com mais de duas mil mulheres pelo centro do Recife com a participação de representantes de sindicalistas, trabalhadoras rurais, dos movimentos sociais e de segmentos como negros, gays, sem-terra, bem como a entrega simbólica do PNDH3 ao governador Eduardo Campos em conjunto com o movimento de mulheres rurais, que fará entrega do Plano Estadual de Políticas para Trabalhadoras Rurais, são as principais atividades previstas pelas feministas para celebrar a data.


Além da mobilização do dia 08, as comemorações dos cem anos de criação do Dia Internacional da Mulher vão se estender por todo o mês de março com a realização de entrevistas, debates, palestras e oficinas sobre a questão de gênero e o PNDH 3. O Movimento de Mulheres de Pernambuco é constituído por entidades como o Fórum de Mulheres (FMPE), AMB, UBM e de mulheres da CUT, negras, lésbicas, entre outras.


CENTENÁRIO - Durante a II Conferência de Mulheres Socialistas realizada em Copenhague, em 1910, com a presença de delegadas de 17 países, foram aprovadas as propostas de Clara Zetkin de conclamação às mulheres a lutarem pela paz e de se celebrar um dia internacional das mulheres, que deveria ocorrer todos os anos. No ano seguinte, no mês de março, mais de um milhão de mulheres foram às ruas na Alemanha, Suíça, Dinamarca e Áustria, para celebrar o dia.


No início de fevereiro deste ano, o Comitê Central do PCdoB aprovou resolução onde destaca a importância da data para a luta feminista no Brasil e no mundo. "O Partido Comunista do Brasil, ao mesmo tempo em que saúda as mulheres brasileiras neste seu dia, conclama as comunistas a serem protagonistas de ações que celebrem os 100 anos do 8 de março, lembrando o que afirma o documento da 1ª Conferência Nacional do PCdoB sobre a Questão da Mulher de que não há projeto de desenvolvimento sem a participação da mulher", cita o documento.


O texto ressalta ainda "a necessidade de avançar na superação da subrepresentação das mulheres nas esferas de poder e decisão na sociedade, que é inadmissível conviver com a violência contra as mulheres e com a criminalização das mulheres por realizarem a interrupção da gravidez", reafirmando que "o avanço da emancipação das mulheres é uma condição para o progresso social".





Dci.com.br


Líder sindical faz críticas ao governo de Sebastián Piñera

SANTIAGO DO CHILE  - A vice-presidente da Central Unitária de Trabalhadores (CUT), Maria Rozas, afirmou que os membros do futuro governo do presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, estão "tirando a máscara".  As críticas da líder sindical são uma resposta às declarações de Piñera de que não seria possível cumprir todas as suas promessas de campanha devido ao déficit fiscal de 4,5% que será herdado da gestão atual da presidente Michelle Bachelet. 

"O que estão fazendo é tirar a máscara que tiveram na campanha, quando anunciaram reajustes no setor público, aumento de empregos, falaram do salário ético. Hoje descobrem que há um déficit fiscal", ironizou Rozas. 


Na última sexta-feira, Piñera havia dito que a atual situação das contas públicas o obrigará a adotar um orçamento "austero". Hoje, em entrevista à Radio Cooperativa, a vice-presidente da CUT defendeu o atual governo, indicando que o déficit se deve também à crise mundial. 


"[Os membros do futuro governo] devem ter andado na lua ou em Harvard quando aconteceu a crise econômica do ano passado, quando nós negociamos e negociamos com dificuldades, porém avançamos", enfatizou Rozas. 


Para ela o governo de Piñera é "irresponsável", porque prometeu "o que não será capaz de fazer". Ontem, o ministro da Fazenda do Chile, Andrés Velasco, também defendeu Bachelet das críticas dirigidas por Piñera. 


"Em média, tivemos um superávit que excede os 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso nunca havia ocorrido na história do Chile e me atreveria a dizer que terminaremos com a situação mais sólida que um governo deixou para outro", argumentou. 

De Cancún, onde participa das reuniões do Grupo do Rio e da Cúpula América Latina e Caribe (Calc), Bachelet também se justificou, enfatizando que seu governo deixará "a casa em ordem" para o mandato de Piñera, que terá início no dia 11 de março. 

Ela lembrou que seu governo deixa "à disposição" do futuro mandatário US$ 450 milhões, que poderão ser investidos "de imediato".  Hoje, Piñera, que também está em Cancún para os compromissos regionais, voltou a insinuar que seu programa de governo poderá não ser cumprido inteiramente devido à necessidade de "recuperar os equilíbrios fiscais". 

 

 

Infonet.com.br


CUT promove debate e pede abertura dos arquivos da ditadura

A Central Única dos Trabalhadores em Sergipe promove nesta sexta-feira, 26, às 19h,  na sede localizada na Rua Porto da Folha, um debate a respeito dos arquivos da ditadura brasileira.  O advogado Cézar Brito, ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, além do ex-vereador Goizinho, preso durante os anos de chumbo, já confirmaram presença no debate.

De acordo com Roberto Silva, diretor de juventude da CUT, existe a expectativa de que Carlos Marighella, filho do lendário militante do Partido Comunista, assassinado pelos militares, também participe do evento.  Ele lembra que a importância da abertura dos arquivos. "É preciso saber o que ocorreu naquele período para que a história não se repita".
 
Na oportunidade, o professor Dudu, presidente da CUT/SE, oferecerá uma placa em homenagem aos advogados Cézar Brito e Henri Clay, que durante a gestão como presidentes da OAB e OAB/SE, respectivamente, prestaram relevantes serviços à sociedade.


 

Rádio Web - Jornal Brasil Atual


Executiva da CUT aprova calendário de mobilizações

A CUT e as demais centrais sindicais intensificam a pressão sobre o Congresso Nacional para aprovar a redução da jornada de trabalho semanal. Há consenso de que o projeto de emenda constitucional precisa ir ao plenário ao menos em primeiro turno na Câmara dos deputados, ainda no primeiro semestre deste ano por se tratar de ano eleitoral. Para tanto, a CUT fará um Dia Nacional de Luta em maio em que serão realizadas greves, atrasos na entrada de turnos e mobilizações em todos os setores de atividade. O objetivo é demonstrar a determinação de todas as categorias em reduzir a jornada sem redução de salários e com remuneração de 75% a mais sobre as horas extras. Para ouvir acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=informe%5Fcut%5F2010%5F2%5F24%5F7%5F40%5F28%5F87%2Ewma&nm_audio=Executiva+da+CUT+aprova+calend%E1rio+de+mobiliza%E7%F5es  

Metalúrgica gaúcha reduz jornada de trabalho para 40 horas

Um fato inédito e que pode trazer repercussões positivas na campanha nacional da CUT pela redução da jornada de trabalho para 40 horas aconteceu no dia 17 no Rio Grande do Sul. Reunidos em assembleia, os metalúrgicos da empresa Jama, organizados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Rosa aprovaram proposta apresentada pela entidade de redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salários. O acordo foi assinado na tarde desta segunda-feira (22). Para Amauri dos Santos, secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Rosa/RS a mobilização dos trabalhadores foi essencial para romper a intransigência da empresa. Para ouvir acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=informe%5Fcut%5F2010%5F2%5F24%5F7%5F39%5F56%5F21%2Ewma&nm_audio=Metal%FArgica+ga%FAcha+reduz+jornada+de+trabalho+para+40+horas     
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