Twitter Facebook YouTube Flickr Orkut Conexão Sindical

CUT NACIONAL > CLIPPING > CLIPPING 01/03/10

Clipping 01/03/10

Escrito por William Pedreira
01/03/2010

Edição nº 1528 segunda, 01 de março de 2010
Fechamento: 08:50






Edição número 1528 segunda-feira, 01 de março de 2010


 
 
Fechamento: 08h50


 

Veículos Pesquisados:
 

Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da
Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com
Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)
Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)
Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)
Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)
William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)
Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)





O Estado de S.Paulo


Analistas contestam estatal para banda larga
Segundo eles, parceria com iniciativa privada é mais indicada

Gerusa Marques (Economia)

A possibilidade de ressuscitar uma estatal para operar os serviços de banda larga e a comparação que o governo vem fazendo do projeto com o programa Luz Para Todos, de universalização da energia elétrica, têm provocado críticas de empresas de telefonia, de especialistas do setor e de parlamentares da oposição. Os críticos entendem que, para expandir os serviços de internet rápida no Brasil, não é preciso a volta do Estado.

O Luz Para Todos, segundo eles, desmente os argumentos do governo e mostra que é possível trabalhar em parceria com a iniciativa privada, como foi feito no setor elétrico, no qual seja usado o dinheiro de fundos setoriais de telecomunicações.

Os cenários técnicos, que serão apresentados ao presidente Lula, preveem investimentos de até R$ 14 bilhões, nos próximos quatro anos, para criar a estatal da banda larga, a partir da revitalização da Telebrás. A fonte dos recursos ainda não foi detalhada, mas os estudos apontam para financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ainda que o governo disponha dos fundos setoriais retidos no Tesouro Nacional.

Só em 2009, foram recolhidos pelas empresas cerca de R$ 5 bilhões para o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). Desse total, menos de 10% foram repassados à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para fiscalização das empresas. Desde 2001, o Fust já arrecadou R$ 8 bilhões, que não foram aplicados em nenhum projeto.

No programa Luz Para Todos, cuja meta é levar energia a 15 milhões de pessoas carentes, o governo investirá R$ 14,3 bilhões de dois fundos setoriais - a Conta de Desenvolvimento Energético (DCE) e a Reserva Global de Reversão (RGR) - formados por cerca de 3,5% da tarifa de energia paga pelo consumidor. Outros R$ 5,7 bilhões vêm de governos estatuais e das próprias distribuidoras.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o programa já beneficiou 11,1 milhões de pessoas desde 2004 e, neste ano, serão atendidas mais 3,9 milhões. Ao todo, foram feitas 2,2 milhões de ligações, o que exigiu a instalação de 5,6 milhões de postes, 824 mil transformadores e 1 milhão de quilômetros de cabos.

Para implantar o programa de energia, o governo não precisou criar infraestrutura adicional, como pretende fazer com a banda larga. A Eletrobrás não opera os serviços, tem apenas a atribuição de administrar o dinheiro e repassá-lo às distribuidoras, que fazem as ligações.

"O dinheiro do programa não é do governo, mas da sociedade, e as distribuidoras é que levam a energia até as casas", disse o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix), José Fernandes Pauletti. Na banda larga, sugere Pauletti, os recursos dos fundos poderiam ir diretamente para o consumidor, sem a necessidade de passar pelas empresas.

"Se criar a demanda, a iniciativa privada atenderá", afirmou, avaliando que o aumento do mercado contribui para a redução do preço dos serviços. "O que não dá é para as empresas fazerem um investimento pesado em redes e não ter ninguém para comprar os serviços."

Além de ser citado usualmente por assessores do governo, o programa Luz para Todos foi usado como exemplo pelo próprio presidente Lula, durante reunião na semana passada com representantes da sociedade civil. "O presidente comparou o PNBL com o Luz para Todos. O Estado oferecendo ao cidadão acesso a serviços básicos", escreveu o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em sua página no Twitter.

A comparação é equivocada na opinião do presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO). "O governo tem a capacidade de misturar as coisas para justificar o que não tem justificativa", afirmou. Ele lembra que o projeto que libera a utilização do Fust na banda larga está pronto para ser votado desde 2009, mas não é incluído na pauta do plenário por falta de iniciativa do governo.

Para ele, a revitalização da Telebrás em um ano de eleições servirá para "loteamento político de cargos". Gomes acredita que, se o governo promovesse uma desoneração tributária no setor, teria uma "resposta rápida" das empresas privadas na expansão do atendimento.

O ex-ministro das Comunicações Juarez Quadros também avalia que não é preciso criar uma estrutura estatal para universalizar os serviços. "No setor elétrico, são as distribuidoras que aplicam os recursos e a universalização já chegou a 98% da população", afirmou.

Para o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), é "delírio" achar que a reativação da Telebrás é suficiente para massificar a banda larga. Ele apresentou um projeto de lei para unificar os recursos dos fundos setoriais e obrigar o governo a investir esse dinheiro em programas setoriais. "Serão R$ 3 bilhões por ano", disse o senador.


Brasil é o líder em crédito bancário
País é o emergente preferido pelas instituições internacionais

Jamil Chade (Economia)

O Brasil vai no sentido contrário da tendência mundial e recebe o maior volume de crédito de bancos internacionais entre os mercados emergentes e o terceiro no mundo. O País também aproveitou o bom momento no cenário internacional para as economias emergentes para se tornar no fim de 2009 no maior emissor de papéis no mercado financeiro entre os países emergentes e garantir a captação de recursos.

Os dados foram divulgados ontem pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), que indica que entre julho e setembro, US$ 13,2 bilhões em créditos estrangeiros foram restabelecidos ao País. O Brasil, assim, volta a ter níveis de crédito superior ao que registrava em 2007, pré-crise.

O BIS alerta que, apesar dos bilhões de dólares garantidos aos bancos por governos desde o início da crise, os empréstimos continuam caindo no mundo. Um sinal é que bancos estão simplesmente sentando sobre os vastos recursos que hoje dispõem e continuam se recusando a voltar a fazer empréstimos como em 2007 e 2008.

O problema mais recente está com os bancos europeus que, diante da incerteza sobre a situação da Grécia e da zona do euro, vem limitando o volume de créditos. No mund inteiro, os créditos sofreram uma queda de US$ 360 bilhões no terceiro trimestre em comparação ao segundo trimestre. A queda é a menor desde o início da crise.

Alguns dos poucos que registraram altas foi a Bélgica, com expansão em créditos de US$ 23,1 bilhões. Nos Estados Unidos, os bancos voltaram a emprestar e a expansão foi de US$ 134 bilhões. Mas, de uma forma geral, os países europeus registraram perdas importantes, com queda líquida de US$ 138 bilhões.

FLUXO PARA EMPRESAS
O bloco de países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, teve o segundo trimestre de crescimento de créditos, com expansão total de US$ 42 bilhões. A expansão de créditos no País foi a maior desde meados de 2008 e superou as da China, com alta de US$ 8,2 bilhões, e da Índia, com US$ 2,5 bilhões.

Outro ponto considerado pelo BIS é de que mais de 95% da alta no fluxo de créditos foi destinada à empresas no País, e não a outros bancos. A constatação é de que isso mostraria a demanda por empresas para fazer investimentos na produção. O fenômeno de recursos destinados ao setor produtivo, e não aos bancos, é registrado também em outros países emergentes.

Diante de um ambiente favorável aos emergentes, o Brasil ainda emitiu US$ 11 bilhões em papéis no mercado internacional no fim de 2009. Ao todo, 90% das emissões foram feitas por bancos, contra US$ 700 milhões por empresas e US$ 600 milhões por governos. A meta era a de aproveitar o cenário para captar recursos.
 

Cresce presença de bancos brasileiros no exterior (Economia)
Estudo indica que capitais provenientes de instituições bancárias do País já somam mais de US$ 50 bilhões

Bancos brasileiros dão seus primeiros passos numa estratégia de internacionalização de suas atividades e já estão expostos a outros mercados em mais de US$ 50 bilhões. Os dados inéditos são do Banco de Compensações Internacionais (BIS), que modificou sua forma de apresentar os fluxos bancários no mundo, incluindo novos países e mostrando que os créditos e empréstimos de bancos brasileiros para outros mercados estão entre os maiores nas economias emergentes.

A crise financeira atingiu em cheio bancos em todo o mundo, exigindo que governos saíssem ao resgate de instituições. Só na Alemanha, os bancos receberam mais de 500 bilhões e, em todo o mundo, a conta atingiu US$ 2 trilhões. Já no Brasil, o impacto não foi igual.

Algumas das instituições até mesmo passaram a ver o cenário como positivo para eventuais aquisições no exterior. O presidente executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, tem repetido que a prioridade agora é integrar as operações após a fusão, para só então partir para o exterior.

"Banco barato, normalmente, é ruim. Queremos banco bom. Não vejo a possibilidade de tomarmos risco para comprar algo incerto. A crise é longa e as oportunidades não vão desaparecer rapidamente", disse Setubal, em entrevista no início do ano passado. Mas a internacionalização já faz parte dos planos da instituição.

Nos últimos meses, seus executivos vêm sondando o mercado na América Latina, com análises de balanços de bancos e conversas com executivos. O objetivo é comprar um banco na América Latina.

Agora, os números do BIS revelam que, de certa forma, a internacionalização já começou. No total, bancos brasileiros têm créditos e empréstimos no exterior avaliados em US$ 51,4 bilhões.

Nos países ricos, em geral, a exposição dos bancos brasileiros chega a US$ 28 bilhões. Em termos individuais, o maior mercado é o americano, com US$ 12,6 bilhões.

A maior parte da atividade está na Europa, com créditos de US$ 15 bilhões. O Reino Unido é o principal destino, com US$ 3,6 bilhões, contra mais de US$ 1 bilhão na Alemanha, Bélgica, Portugal ou Espanha.

Os bancos brasileiros, porém, não estão expostos à Grécia, país que sofre com problemas de dívida e deixa o mercado nervoso. Outra constatação é de que os bancos nacionais estão também de olho no mercados emergentes. Mas de forma ainda tímida. Créditos e empréstimos de bancos brasileiros a outros mercados em desenvolvimento totalizam US$ 9,7 bilhões. Praticamente toda a atividade está na América do Sul.

Os empréstimos ao mercado chileno por bancos brasileiros supera a marca de US$ 6 bilhões, contra US$ 1,1 bilhão na Argentina e outros US$ 1,1 bilhão no Uruguai.

Na Ásia, por exemplo, a exposição é de meros US$ 609 milhões, quase tudo na Coreia do Sul. A região recebe créditos de mais de US$ 1,3 trilhão e é hoje uma das mais dinâmicas. O mercado chinês é praticamente inexplorado.

Em comparação ao mercado internacional de transações bancárias - de cerca de US$ 31,5 trilhões - a participação dos bancos brasileiros ainda é pequena. Mas é quase dez vezes maior que os bancos chilenos, mais de seis vezes a atuação dos mexicanos e o dobro de bancos turcos.

No entanto, o valor equivale a um terço da movimentação dos bancos portugueses e bem menor que a exposição de mais de US$ 1,3 trilhão de bancos espanhóis ou os US$ 3,7 trilhões dos bancos ingleses.

 


Folha de S.Paulo


Pesquisa enterra plano de Ciro, avaliam petistas (Brasil)

Mais do que o crescimento de Dilma Rousseff, o resultado da pesquisa Datafolha mostrou, na avaliação de petistas, que está errado o discurso de Ciro Gomes (PSB) de que é preciso ter dois nomes para enfrentar o tucano José Serra na disputa pela sucessão presidencial.

O resultado, na leitura de lideranças do partido, indica que Dilma se consolidou como a candidata do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), já fala em vitória no primeiro turno. "Quando vinculamos a Dilma ao Lula e ao PT ela cresce muito. Temos pesquisas que mostram a possibilidade de avançarmos a ponto de não precisar de segundo turno", disse.

Reservadamente, os petistas avaliam que os números darão mais argumentos para os socialistas contrários à postulação de Ciro se posicionarem dessa forma dentro do partido. E também para o presidente Lula, que deseja uma única candidatura no seu campo de apoio e pretende convencer Ciro a disputar o governo de São Paulo e não o Planalto.

"Antes mesmo da pesquisa, nós já queríamos que ele [Ciro] se somasse a nós. Vamos ter no país uma disputa de dois projetos: o da Dilma e o do PSDB", afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP).

A diminuição da diferença entre José Serra e Dilma Rousseff para quatro pontos percentuais, para os petistas, mostra que a população percebe Serra como o candidato da mudança, enquanto Dilma é quem irá continuar e aprofundar os programas do atual governo -cuja avaliação positiva chega a 73% no levantamento.

"O resultado demonstra crescimento sustentável da Dilma e uma eleição polarizada entre o atual projeto para o país e o anterior", disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS), do Diretório Nacional.

Segundo ela, a partir da pesquisa, o melhor para o país é que Ciro Gomes aceite ser candidato ao governo de São Paulo. "Ele é um nome nacional e entendemos isso, mas agora a melhor forma de contribuir é disputando em São Paulo", afirmou a deputada.

Conforme a pesquisa, Ciro tinha 13% em dezembro. Agora, fica com 12%, mesmo depois de voltar a se expor em programa na TV. Quando Ciro está fora, Serra tem 38%, contra 41% somados de Dilma e Marina Silva.


Só 14% aprovam a atuação do Congresso (Brasil)
Pesquisa do Datafolha mostra que 39% acham a performance parlamentar federal ruim ou péssima, e outros 39%, regular

A melhor avaliação partiu dos pesquisados que têm simpatia pelo PMDB: 20% consideram o desempenho como ótimo ou bom

A avaliação popular do desempenho do Congresso Nacional continua mais negativa do que positiva, mas a percepção se mantém estável em relação ao levantamento mais recente realizado pelo Datafolha.

De acordo com levantamento do instituto, 14% dos entrevistados consideram o desempenho dos congressistas ótimo ou bom, 39% acham que é apenas regular, e outros 39% dizem que a performance dos parlamentares brasileiros é ruim ou péssima.

Nesta pesquisa, foram ouvidas 2.623 pessoas acima de 16 anos nas cinco regiões geográficas do país, entre os dias 24 e 25 de fevereiro. A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os pesquisados que manifestaram preferência pelo PSDB, partido que faz oposição ao governo federal e cujo pré-candidato, José Serra, lidera a corrida presidencial, foram os mais duros na avaliação do Congresso: só 7% o consideraram ótimo ou bom, enquanto 56% disseram que é ruim ou péssimo.

Os que preferem o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e da ministra Dilma Roussef, candidata da sigla à Presidência), foram mais condescendentes: 17% consideram o Congresso ótimo ou bom, e 35%, ruim ou péssimo.

A melhor avaliação do Congresso, porém, partiu dos pesquisados que têm maior simpatia pelo PMDB, justamente o partido dos presidentes tanto da Câmara, Michel Temer (SP), quanto do Senado, José Sarney (AP), e que tem forte presença quantitativa no parlamento.

Entre eles, 20% consideram o desempenho dos parlamentares federais como ótimo ou bom, e 37%, ruim ou péssimo.

Na rodada anterior, feita entre 14 e 18 de dezembro do ano passado, o resultado foi bastante semelhante: 15% de ótimo e bom, 39% de regular e 40% de ruim e péssimo. Também naquela pesquisa a margem de erro era de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar da estabilidade no cômputo geral do levantamento, a reprovação dos congressistas aumentou de 47% para 51% entre os mais escolarizados e foi de 48% para 55% entre os que declaram renda familiar de cinco a dez salários mínimos.

Dos entrevistados que ganham acima desse valor, mais da metade (53%) considera o trabalho do Congresso ruim ou péssimo.

Os números que estão sendo publicados hoje mostram uma cristalização da avaliação geral do Congresso, que mantém suas taxas nos dois extremos, com poucas oscilações, desde março de 2007, data da primeira sondagem do tipo realizada pelo Datafolha.

A variação de ótimo e bom ficou entre 13% a 19% no período, enquanto a de ruim e péssimo sofreu uma oscilação, em três anos, entre 30% e 45%.


Semana tem IPCA e dado de emprego nos Estados Unidos
Inflação do bimestre deve se aproximar de 1,5% no Brasil

Paula Nunes (Dinheiro)

A primeira semana deste mês traz indicadores importantes sobre o mercado de trabalho norte-americano e a inflação pelo IPCA no Brasil. Ambos os índices, relativos a fevereiro, serão conhecidos na sexta.

Hoje sairão os primeiros números que tratam do consumo das famílias no trimestre (até janeiro) e a tendência é de moderado crescimento. Serão divulgados também dados da indústria e de serviços relativos a fevereiro, mas a expectativa é que permaneçam estáveis.

Os indicadores mais esperados sairão somente na sexta-feira e tratam dos índices de desemprego e de criação de vagas nos Estados Unidos.

A expectativa é que a melhora na taxa de desemprego apurada em janeiro, que permitiu ao índice ficar abaixo de 10% (a menor taxa registrada desde agosto de 2009), deva se manter em torno de 9,8%.

Mesmo assim, economistas avaliam que os EUA devam ter perdido de 30 mil a 50 mil postos de trabalho em fevereiro. Por isso, aguardam ansiosos as informações que o índice trará sobre a criação de vagas totais no mercado de trabalho norte-americano. O relatório de janeiro apontou a perda de 20 mil postos de trabalho.

"Os Estados Unidos não demonstram que irão recuperar logo as taxas de emprego dos tempos de pré-crise, mas o ritmo de demissões está diminuindo. A economia ainda está fraca, porém demonstra pequenas melhoras, só que bem devagar", avalia o economista Hersz Ferman, da corretora Um Investimentos.

O Livro Bege trará informações interessantes para a semana, na quarta-feira. Como ele compila diversos dados econômicos e financeiros sobre a atividade nos EUA até o início deste mês, o mercado aguarda que ele demonstre, pelos números, essa recuperação gradual da economia do país.

Na Europa, os destaques ficam por conta das reuniões dos bancos centrais europeu e britânico, que trarão as decisões sobre os juros na zona do euro e na Inglaterra, na quinta-feira. Analistas afirmam que as taxas serão mantidas em 1% e 0,5% ao ano, respectivamente.

A taxa de desemprego na zona do euro deve manter, segundo economistas, o patamar de 10%. Será divulgado ainda o dado final para o PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre de 2009, que não mostra sinais de crescimento.

Inflação
Nesta semana sairá o dado oficial que mede a inflação ao consumidor no Brasil no primeiro bimestre do ano.

O IPCA de fevereiro será divulgado na sexta-feira e, segundo relatório econômico do banco Santander, deve ficar em 0,82%, resultando em taxa inflacionária de 1,47% no bimestre, muito acima do consenso do mercado -de 1,04%- projetado no início do ano.

Se as projeções do banco e do mercado, que oscila na mesma margem de 0,80%, forem confirmadas, a inflação do bimestre terá sido muito próxima da expectativa do Banco Central para todo o primeiro trimestre (1,5%). Isso tenderá a pressionar um aumento na projeção das taxas de inflação do Banco Central para este ano.

A boa notícia é que, como a inflação registrada em fevereiro reflete fatores sazonais, como os reajustes anuais de mensalidades escolares, a variação do índice não deve ficar acima da média mensal esperada para o resto do ano, afirmam analistas econômicos.

Indicadores da indústria automobilística no país a serem divulgados na quinta-feira também devem atrair a atenção dos investidores.




Valor Econômico


Governo e oposição atribuem crescimento de Dilma à exposição

Paulo de Tarso Lyra
 
Governo e oposição apresentam a mesma justificativa para o crescimento da pré-candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff: a superxposição da ministra nos últimos meses. Pesquisa Datafolha publicada ontem mostra que Dilma subiu de 23% em dezembro para 28% das intenções de voto enquanto o governo de São Paulo, José Serra (PSDB), caiu de 37% para 32% no mesmo período.

Para o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), quanto mais Dilma for conhecida do eleitorado, mais a população perceberá que ela tem condições de dar continuidade aos avanços obtidos durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O deputado José Aníbal (PSDB-SP), ex-líder do partido na Câmara, reclama que Dilma e Lula passaram três meses fazendo propaganda eleitoral antecipada, sem governar. Ele lamenta que todos as representações e reclamações feitas pela oposição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tenham surtido nenhum efeito.

Aníbal reconhece, contudo, que o crescimento dela foi acima do esperado até mesmo pela oposição. "Esta exposição escandalosa, sem dúvida, está surtindo os efeitos que o governo esperava", protesta Aníbal. Vaccarezza argumenta que a apresentação de Dilma para os eleitores permite que eles tenham certeza de que "apenas Dilma, dentre todos os demais pré-candidatos, tem condições de continuar e aprofundar as conquistas econômicas, sociais e políticas do governo Lula".

A ascensão de Dilma e a queda de Serra não preocupam Aníbal. Ele não acha necessária uma mudança na estratégia de campanha do PSDB. "Enquanto Dilma está fazendo campanha, Serra está governando São Paulo. Nem mesmo quando o Aécio (governador de Minas Gerais) desistiu de apresentar seu nome em uma disputa interna, Serra utilizou a declaração como peça de campanha."

Aníbal acredita que, a partir de abril - quando se espera que o PSDB oficialize a pré-candidatura presidencial do governador de São Paulo - o cenário se reverta. "Serra é uma referência na sociedade. A partir do momento em que confirmar sua candidatura, deve consolidar a atual liderança", disse. Para Vaccarezza, é a chefe da Casa Civil quem tem melhores perspectivas de crescimento. "A pesquisa mostra um alto número de eleitores que ainda não conhecem Dilma, enquanto Serra aproveita-se do recall de eleições passadas".

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que a pesquisa Datafolha surpreendeu: "O crescimento foi maior do que o esperado." Segundo Dutra, os números mostram que a candidatura de Dilma está consolidada e competitiva. "Ao contrário do que alguns diziam meses atrás sobre a gente, agora é a oposição que começa a pensar em um plano B."

Ele afirma que a exposição da ministra por causa do lançamento de sua pré-candidatura na semana passada teve influência no resultado. No entanto, isso é irrelevante, na sua avaliação. "O que importa não é o índice de crescimento, mas o crescimento sustentado da candidatura", afirmou.

Para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), líder do partido no Senado, o crescimento de cinco pontos percentuais foi consequência do lançamento da pré-candidatura. "O resultado reflete o impacto provocado pela enorme publicidade em toda a mídia nacional por ocasião do lançamento oficial da candidatura da ministra durante o 4º Congresso Nacional do PT, no fim de semana", afirmou o senador em seu blog.


PT esvazia oposição a Sarney no MA

Cristiane Agostine

O PT deve apoiar a reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão e esvaziar a oposição à família Sarney no Estado. A decisão enfraquecerá a principal candidatura adversária ao governo estadual, do deputado Flávio Dino (PCdoB), podendo levá-lo a desistir da disputa. Com o respaldo petista, Roseana tentará vencer no primeiro turno.

O comando nacional do PT articula o apoio a Roseana em busca de mais tempo de televisão para a campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Estado. A aproximação, no entanto, contraria parte do diretório petista no Maranhão que historicamente faz oposição à família Sarney e defende um acordo com o PCdoB, aliado do PT no Estado desde 1989.

Recém-empossado como presidente do diretório do PT do Maranhão, Raimundo Monteiro deverá seguir a determinação da Executiva nacional, apesar da resistência local. "Queremos a aliança que mais beneficia a campanha nacional do PT. Não estamos preocupados com os Sarney. A eleição de Dilma está acima de qualquer conversa", disse Monteiro. O partido já integra o governo de Roseana, com o secretário de Trabalho, José Antônio Barros Heluy.

Além de dar mais exposição à candidatura Dilma, o comando do PT atende a um pedido do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), de tirar os obstáculos à reeleição de sua filha Roseana.

O PT deve sacramentar o apoio ao PMDB em seu encontro estadual, previsto para março. Delegados do partido decidirão entre a reeleição de Roseana e a aliança com o PCdoB. Opositores à família Sarney tentarão impedir o acordo com o PMDB, como o deputado Domingos Dutra, ex-presidente do diretório maranhense. "Sarney tem feito muita pressão para nos coligarmos, para ganhar já no primeiro turno e desarticular a oposição. Mas tentaremos reverter esse quadro pelo voto", disse. O deputado ameaça não tentar um novo mandato para não ter de fazer campanha para Roseana. "Se o PT apoiar a governadora, militantes históricos do partido não serão mais candidatos. É impossível estar no palanque de Sarney."

O pré-candidato do PCdoB aguardará a decisão do PT para definir se disputará o governo do Estado. Na semana passada, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, conversou com Flávio Dino sobre a pressão do PT por uma candidatura única da base aliada ao governo federal no Estado. Depois da conversa, o pré-candidato do PCdoB admitiu que sem o apoio dos petistas poderá desistir da disputa pelo governo estadual. "Se ficarmos isolados, teremos que reavaliar. Ou se tem um grupo de esquerda para disputar o Estado ou se busca outros caminhos", comentou Dino. "Mas ainda estou em processo de buscar aliados, como o PSB", disse.

Dino é o pré-candidato do Maranhão com mais chances para disputar o governo com Roseana, segundo pesquisas de intenção de voto. O deputado do PCdoB foi ao segundo turno na eleição municipal de 2008 quando concorreu pela Prefeitura de São Luís e ganhou destaque no Congresso ao articular a minirreforma eleitoral, aprovada em setembro de 2009. Apesar de Dino ser uma das principais apostas da oposição à governadora para renovar a política maranhense, o deputado tem um bom trânsito com a família Sarney e chegou a ser convidado para ser secretário da Casa Civil no governo Roseana quando a pemedebista assumiu em 2009. 

A decisão do PT poderá enfraquecer ainda mais a oposição aos Sarney no Estado, que está desarticulada desde a cassação do ex-governador Jackson Lago (PDT), em 2009. Lago pretende candidatar-se e mostrar que seu mandato foi usurpado pela Justiça, depois que ele conseguiu derrotar a hegemonia de 40 anos da família Sarney no Estado. Apesar de ter sido cassado por abuso de poder na eleição de 2006, não há impedimento legal para que Lago se candidate em 2010: o prazo de inelegibilidade é de três anos a partir da eleição. O PSDB, que saiu fortalecido das eleições de 2008, deve lançar o deputado federal Roberto Rocha.


Novo diretor de Itaipu tem história ligada ao PT

Quando chamou a reportagem do Valor para conversar pela primeira vez, no fim do ano de 2008, o papel do jornalista Gustavo Codas na renegociação do tratado de Itaipu - promovida pelo então recém-eleito presidente Fernando Lugo - era o de angariar o apoio dos movimentos sociais brasileiros à causa paraguaia e dar sua versão do tratamento da questão da dívida de Itaipu à imprensa brasileira. Ao longo de 2009, sua posição foi crescendo dentro do governo Lugo e, há menos de um mês, o jornalista foi empossado como diretor-geral paraguaio de Itaipu no lugar de Carlos Mateo Balmelli.

A assunção de Codas não foi à toa, num momento de intensa negociação com a esquerda brasileira. O jornalista tem uma história de 25 anos de ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT), que mudou em agosto de 2008 quando se juntou ao governo Lugo. Conhece, de longa data, toda a direção brasileira de Itaipu, inclusive Jorge Samek, amigo pessoal do presidente Lula e diretor-geral brasileiro da usina. "E ele (Codas) já mostrou nas primeiras reuniões que é mais duro que seu antecessor e sabe bem o que quer", diz um dos diretores do lado brasileiro.

Codas chegou ao Brasil como foragido político da ditadura de Stroessner, em 1983. Na época, o governo brasileiro não aceitava foragidos de esquerda e ele buscou então ajuda nas Nações Unidas e o Brasil acabou aceitando Codas como um refugiado em trânsito até 1990, quando enfim conseguiu a cidadania brasileira. Foi militante sindical até 1992 e assessor da executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) até agosto de 2008, quando voltou ao Paraguai.

Seu primeiro contato com o PT no país, segundo Codas mesmo conta, foi com José Dirceu, que na época era assessor de um deputado estadual de São Paulo. "Ele me deu uma carona, numa Brasília que ele tinha", diz Codas. "Na época, o deputado que ele assessorava estava nos apoiando na causa da libertação de presos políticos".

Alguns executivos do setor elétrico contam que hoje José Dirceu estaria sendo o elo da negociação da venda da energia de Itaipu ao Brasil. O propósito de Dirceu seria ajudar o governo Lugo a se firmar para garantir a reeleição de um partido de esquerda, em 2013. Dirceu diz, entretanto, que desde as eleições paraguaias em 2007 não tem mais contato com o governo Lugo. Codas diz que apesar de ter sido um dos primeiros políticos do PT que conheceu, Dirceu não tem qualquer ingerência na negociação em curso.




O Globo


Chile: governo admite erro ao descartar risco de tsunami após tremor; ondas devastam costa
 
SANTIAGO - O governo chileno admitiu, neste domingo, que a Marinha do país cometeu um "erro de diagnóstico" ao descartar a formação de um tsunami na região costeira do país após o terremoto de 8,8 graus de magnitude que atingiu o centro-sul do Chile no sábado, matando 711 pessoas.

- Houve um erro. A Marinha errou ao não alertar imediatamente sobre o tsunami - disse o ministro da Defesa, Francisco Vidal, a jornalistas depois de participar de uma reunião do comitê de emergência liderado pelo presidente Michelle Bachelet. - Felizmente, o erro foi consertado a tempo de salvar centenas, quem sabe milhares de pessoas (...) Mesmo com o erro de diagnóstico, conseguimos alertar boa parte da população, que se dirigiu em direção às colinas (...) Sem esse aviso, estaríamos lamentando mais vítimas.

Imediatamente após o terremoto, que ocorreu às 03h43 de sábado, Bachelet descartou a possibilidade de um tsunami e pediu calma à população. No entanto, grandes ondas de até 10 metros de altura varreram uma longa faixa costeira do centro-sul do país, matando centenas de pessoas. As regiões mais atingidas foram Bío Bío - onde fica Concepcíon, a segunda maior do Chile e a mais próxima ao epicentro do terremoto ocorrido no mar, a 35 quilômetros de profundidade - e Maule, onde cerca de 600 pessoas morreram.

Mas os efeitos da devastação do tsunami que se seguiu ao sexto terremoto mais intenso da História só começaram a ser mais bem avaliados no domingo. Casas foram completamente destruídas pelas águas, carros entraram em edifícios e barcos foram parar nas ruas com a força das águas. Segundo Carmen Fernández, diretora do Bureau Nacional de Emergências (Onemi), os estragos da tsunami ainda não foram completamente avaliados e ainda é cedo para informar o número exato de vítimas na região.

A Cruz Vermelha chilena afirmou que mais de dois milhões de pessoas foram afetadas pelo tremor em todo o país. Até o momento, 711 mortes foram confirmadas em todo o país. Mas esse número pode aumentar bastante, já que cerca de 400 pessoas continuam desaparecidas. Outro problema são as réplicas - mais de 120 até agora - registradas desde sábado. Os tremores secundários variaram de 4, 9 a 6, 9 em magnitude, levando apreensão e pânico à população de várias cidades.

Governo impõe toque de recolher para evitar caos
Em meio à tragédia, pessoas desesperadas por água e comida começaram a saquear casas e estabelecimentos comerciais. Em Concepción, cerca de 150 pessoas usaram até pequenas retroescavadeiras para abrir a porta de ferro de um mercado no centro da cidade. Assim que entraram, alguns invadiram a seção de eletrônicos e eletrodomésticos. A polícia reagiu usando bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar os manifestantes.

- É para meu filho. Não temos onde comprar, a cidade está toda fechada - dizia um senhor, equilibrando pilhas de latas nos braços.

Os Ministérios do Interior e da Defesa decretaram estado de catástrofe na região - o que permite, entre outras medidas, o envio das Forças Armadas para as ruas - e o governo decretou toque de recolher nesses locais a partir das 21h para evitar novos saques.

Outra preocupação das autoridades é o resgate das vítimas . Em Concepción, pelo menos 100 homens, mulheres e crianças ainda estariam presas nos escombros de um prédio que desabou.

- As horas e o tempo são o fator crítico para salvar as pessoas que estão aqui dentro - disse a prefeita da cidade, Jacqueline van Rysselberge, que, em seguida, criticou o governo chileno pela demora no envio de equipes de socorro. - É uma vergonha que não tenham conseguido chegar sábado.

Segundo a polícia rodoviária, a viagem à região, que antes se fazia em seis horas de carro, está durando até 12 horas. Além de haver rachaduras nas estradas, só é permitida a passagem de veículos pequenos. A Ponte Velha, principal porta de entrada e saída do município, também veio abaixo.

Brasileiro pode ter morrido no terremoto no Chile
O embaixador do Brasil no Chile, Mário Vilava, disse ao GLOBO que as autoridades trabalhavam para tentar confirmar a informação de que pelo menos um brasileiro estaria desaparecido desde a tragédia. Ele estaria em Concépcion, mas não havia, até o fim da tarde confirmação oficial.

A embaixada formou uma força-tarefa para dar auxílio aos brasileiros. Por precaução, funcionários do consulado geral do Brasil naquele país também deixaram o escritório monde trabalhavam, no 15º andar de um prédio comercial, e estão atuando na sede da embaixada, no térreo.
 

 

Agência Brasil


Lula vai à posse do novo presidente do Uruguai

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje (1º) à tarde, em Montevidéu, da cerimônia de posse do presidente eleito do Uruguai, José Mujica. A programação começa às 14h no Palácio Legislativo, quando Mujica fará a declaração de fidelidade constitucional.

Em seguida, depois de um coquetel no salão de festas do palácio, Mujica receberá a faixa presidencial em uma cerimônia na Plaza Independencia, no centro da cidade, às 17h.

Lula chega a Montevidéu às 13h, desembarcando na Base Aérea Capitão Juan Manuel Boiso Lanza. Durante a tarde e início da noite, participa da posse de José Mujica e, às 20h, deixa a capital uruguaia com destino a São Paulo.
 

 

Vermelho


Ministra apoia proposta das centrais sobre igualdade no trabalho

Durante a reunião realizada na sexta-feira (26), em São Paulo, às vesperas da comemoração dos 100 anos do Dia Internacional das Mulheres, a ministra Nilcéia Freire aceitou a proposta das centrais de criar um grupo de trabalho (GT) para aperfeiçoar o Projeto de Lei (PL) de igualdade no trabalho da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM).

Convocada pela SPM do governo federal e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a reunião além da presença da ministra, contou também com a participação de Christian Ramos Veloz, especialista em normas internacionais do trabalho da OIT, assessoras do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconomicos (Dieese) e representantes das seis centrais sindicais (CTB, CUT, CGTB, Força, NCST e UGT), que compareceram para debater e construir uma agenda sobre gênero, trabalho e sindicalismo.

Durante a reunião foi sugerida pelas centrais e aceita pela ministra a criação de um grupo de trabalho (GT) composto pelas representantes das centrais, governo e relatores para garantir o aperfeiçoamento dos pontos controversos do projeto (saiba mais sobre a posição das centrais). "O Projeto Lei da igualdade no trabalho é prioritário para nós nesse momento e vem sanar uma lacuna na legislação do ponto de vista de assegurar a igualdade de oportunidades e tratamento entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Essa reunião com as centrais sindicais e a proposta de criação de um GT para aprimorar e acompanhar o PL, trabalhando juntas as estratégias e discussões na sociedade, é de uma importância enorme. Tanto do ponto de vista da contribuição concreta no conteúdo do projeto, quanto na capacidade de mobilização que as Centrais têm", declarou a ministra.

Mobilização nacional
O tema que norteou os debates durante a parte da manhã versou sobre a promoção da igualdade no trabalho como forma de diminuição das desigualdades sociais e econômicas de gênero, raça, etnia e orientação sexual.

Em sua saudação a ministra destacou o grande desafio que é reverter o enraizamento da cultura machista de exclusão das trabalhadoras através da discriminação de gênero e raça. "É patente a desigualdade entre mulheres e homens. Principalmente quando falamos de mulheres negras", afirmou a ministra. Outro desafio, ainda segundo ela, é o andamento de temas ligados às mulheres no Congresso Nacional. "Isso faz parte dos interesses e também do ponto de vista cultural. Precisamos mostrar para eles que o desenvolvimento nacional passa pela questão da igualdade salarial, a igualdade no trabalho", completou.

Escolhida como oradora para apresentar a posição das centrais em relação a PL, Abgail Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, parabenizou a SPM pela iniciativa de criar um projeto que contempla a questão das mulheres no mundo do trabalho e se proponha a combater as desigualdades e discriminação sofridas pelas trabalhadoras. Para a representante da CTB a iniciativa é magnífica, porém ainda necessita de algumas modificações e alterações, problema que pode ser contornado a partir da criação e contribuições do GT.

"Queremos contribuir para que esse projeto atenda as necessidades das trabalhadoras e os problemas enfrentados cotidianamente. As mulheres sofrem todo tipo de discriminação no mercado de trabalho. E na hora da demissão somos a primeira opção do empregador que se esquece que atualmente muitas mulheres são as chefes de família, portanto é o seu salário que paga as despesas da casa", desabafou a dirigente sindical.

Rosane da Silva, secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, destacou a importância da unidade das representantes das entidades, que vem desde antes da composição do Fórum das Centrais Sindicais. "Antes de haver essa união das centrais nos já nos reuníamos para debater a questão de gênero. Agora temos que mobilizar as Centrais para pressionar o Congresso Nacional", propôs a representante da CUT. Rosane também lembrou duas questões prioritárias nessa luta: o debate acerca da situação da trabalhadora doméstica e sua equiparação com o conjunto dos trabalhadores e a ampliação da oferta de vagas em creches públicas, para garantir a permanência das mulheres no mercado de trabalho.

Maria Auxiliadora, secretária de Políticas da Mulher da Força Sindical, que abordou a preocupação das trabalhadoras com o cumprimento das medidas propostas no PL, trouxe também o problema dos horários das delegacias de defesa da mulher. "Atualmente as delegacias das mulheres funcionam de segunda a sexta-feira, no horário comercial. E à noite e nos finais de semana, quando é mais freqüente a prática da violência contra as mulheres... como ela faz? Então precisamos fazer uma campanha para que seu funcionamento seja integral. Que tenha gente preparada 24h por dia para atender a vítima de violência", afirmou.

Sônia Maria Zerino e Arlene Sabóia, representantes da NCST e da CGTB, respectivamente, reforçaram disposição das entidades em contribuir para o aprimoramento do PL, que será um grande avanço para a questão de gênero.

Campanha da CTB
Preocupação constante do movimento sindical, a situação da mulher no mercado de trabalho sempre compôs a agenda da CTB. Com presença feminina massiva, o 2º Congresso Nacional da CTB reforçou essa preocupação ao destacar o projeto de lançamento da Campanha Nacional pela Igualdade Salarial.

Iniciativa da secretaria da Mulher Trabalhadora, o projeto buscará parcerias além do âmbito sindical, bem como as políticas públicas de gênero que favoreçam o ingresso ou permanência feminina no mercado trabalho.

A CTB, que sempre esteve presente na luta pelos direitos das trabalhadoras e da igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, compreende que essa é uma luta do conjunto da classe trabalhadora.

Consciente de que o desenvolvimento da nação passa pela questão de gênero e raça, a Central reconhece a importância da criação, aperfeiçoamento e aprovação do Projeto de Lei de igualdade no trabalho, que visa minimizar as históricas desvantagens entre homens e mulheres promovidas ao longo dos anos.

Fonte: Portal CTB / Cinthia Ribas






  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • Orkut
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

TV CUT
FNDC Redes Sociais CUT Comitê Brasil em defesa das florestas e do desenvolvimento sustentável Clipping CUT Brasil Atual 2 TVT Banner Água para o Brasil

Copyright © 2002-2009 CUT Central Única dos Trabalhadores | 3.438 - Entidades Filiadas | 7.464.846 - Sócios | 22.034.145 - Representados
Rua Caetano Pinto nº 575 CEP 03041-000 Brás, São Paulo SP | Telefone (0xx11) 2108 9200 - Fax (0xx11) 2108 9310