Twitter Facebook YouTube Flickr Orkut Conexão Sindical

CUT NACIONAL > CLIPPING > CLIPPING 05/03/10

Clipping 05/03/10

Escrito por William Pedreira
05/03/2010

Edição nº 1532 sexta, 05 de março de 2010
Fechamento: 08:55


Edição número 1532 sexta-feira, 05 de março de 2010

 

 
Fechamento: 08h55

 

Veículos Pesquisados:

 

Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)

Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)

Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)

William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)




O Estado de S.Paulo



Por 9 votos a 1, Supremo mantém Arruda preso na Polícia Federal
Apenas José Antonio Dias Toffoli, último ministro indicado por Lula, votou a favor de soltar governador do DF

Felipe Recondo, Leandro Colon, Vannildo Mendes e Mariângela Gallucci (Nacional)

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), vai permanecer preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele sofreu ontem uma derrota esmagadora, por 9 votos a 1, no pedido de habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão dos ministros do tribunal e a abertura de processo de impeachment pela Câmara Legislativa reforçam a pressão para que Arruda adote o caminho radical: renunciar ao mandato e pedir a revogação da prisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pelo cárcere.

Apenas José Antonio Dias Toffoli - último ministro a ser indicado para a corte pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva - votou a favor de livrar o governador da prisão preventiva. No entendimento dos demais membros do STF, Arruda precisa permanecer preso para evitar que, solto, tente impedir as investigações da Polícia Federal, coagir as testemunhas ou inviabilizar as apurações conduzidas pelo STJ sobre o esquema de corrupção no governo do DF.

Toffoli, isolado no julgamento, argumentou que para prendê-lo, o STJ precisaria de autorização prévia da Câmara Legislativa, tese rechaçada pelos demais ministros.

A estratégia dos advogados de aguardar o julgamento do habeas corpus - já que Arruda resiste à ideia de renúncia - foi em vão. Os ministros ignoraram, por exemplo, o compromisso assumido pelo governador de manter-se afastado do cargo até o fim das investigações, como prova de que não tentaria interferir no inquérito sobre o "mensalão do DEM".

Agora, além da renúncia, os advogados chegam a cogitar pedir ao STJ que a prisão preventiva seja convertida em prisão domiciliar. Argumentarão, caso sigam esse caminho, que o governador não tem condições de saúde para permanecer nas dependências da PF.

Preso há três semanas, Arruda foi denunciado pela tentativa de corromper o jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Edson Sombra, para fazê-lo dizer à PF serem montagem os vídeos gravados por Durval Barbosa, ex-secretário do governo, que comprovam a existência de um esquema de corrupção no DF.

Relator do processo, o ministro Marco Aurélio Mello já havia rejeitado a liminar pedida por Arruda para deixar a carceragem da PF, onde ele está detido desde o dia 11 de fevereiro. Ontem, repetiu seu voto pela manutenção da prisão. "É tempo de perceber-se a eficácia da ordem jurídica e a atuação das instituições pátrias. Paga-se um preço por viver-se em um Estado de Direito - sendo módico e estando, por isso mesmo, ao alcance de todos -, o respeito irrestrito às regras estabelecidas", afirmou o ministro.

Cezar Peluso, que também votou pela manutenção da prisão, descartou a necessidade de autorização prévia da Câmara Legislativa para a prisão preventiva de Arruda. "Se não houver a possibilidade de decretação de prisão preventiva no caso em que o suspeito está atrapalhando as investigações, é inútil haver as investigações", disse.

"Não há necessidade de autorização da Câmara simplesmente porque não há processo", reforçou Ayres Britto. "Dói na alma e no coração ver um governador sair direto do palácio para a cadeia. Há quem chegue às maiores alturas para fazer as maiores baixezas", disse Britto.

APELO
Para tentar soltar Arruda, o advogado Nélio Machado citou até as condições da sala em que Arruda está preso. "Ele está numa masmorra, há 20 dias. A PF está fazendo uma farsa. Ele fica preso com policiais ao lado. Nunca tive contato pessoal e reservado com meu constituinte. Não pode ir ao banheiro, vai acompanhado. Não tem TV, rádio, jornal. O que é isso? Punição antecipada", reclamou Nélio Machado.

A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, no entanto, rebateu os argumentos. Contestou, por exemplo, a alegação da defesa de que não foi dado amplo acesso ao inquérito. "Tenho certidão de quantas vezes esses autos foram copiados", disse a vice-procuradora, citando as datas das 11 vezes nas quais foi feita cópia do inquérito.

Deborah contou ainda que, com a prisão de Arruda, novas provas estão sendo obtidas e mostram que a presença do governador, em outras investigações, teria atuado para beneficiar aliados. Uma dessas provas, afirmou, foi levada ao Ministério Público por um grupo de policiais civis. Eles teriam contado que Arruda atuou para livrar aliados de uma investigação da Polícia Civil .


Câmara do Distrito Federal aprova abertura do processo de impeachment

Carol Pires (Nacional)

Os mesmos aliados que, até poucas semanas atrás, emperravam as investigações contra o governador afastado José Roberto Arruda foram unânimes, ontem, ao aceitar abertura de processo de impeachment contra ele. O relatório do deputado distrital Chico Leite (PT), pelo prosseguimento do processo, foi aprovado por todos os 19 parlamentares presentes à sessão da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Arruda está preso na Polícia Federal por tentativa de suborno a uma das testemunhas do "mensalão do DEM", esquema de corrupção do qual seria mentor, segundo apontam investigações da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal. O governador afastado comunicou, anteontem, ao Legislativo local, que ficará fora do cargo até o fim das investigações.

Marcada para as 10 horas, a votação só ocorreu às 18 horas. O adiamento foi acordado entre os deputados depois de a defesa do governador afastado questionar o fato de a lei determinar prazo de 48 horas entre a leitura e o parecer do processo em plenário. O parecer foi lido na terça-feira pela manhã, mas o texto só foi publicado no Diário Oficial às 17h30. Para evitar questionamentos futuros sobre a legalidade da votação, a sessão foi adiada em algumas horas. A advogada Luciana Lóssio, da equipe de defesa do governador, ainda recorreu ao Tribunal de Justiça do DF para impedir a votação, mas o pedido foi negado.

Quando o relógio marcou 18 horas, o presidente da Câmara Legislativa, Cabo Patrício (PT), abriu de imediato a sessão e em menos de 20 minutos, sem debate prévio, o processo foi aberto. Assim, a Câmara cumpriu a última etapa da fase de admissibilidade do processo de cassação de Arruda. Era esperado que, àquela hora, o Supremo Tribunal Federal já teria decidido sobre o pedido de habeas corpus do governador, mas, quando a Câmara aprovou abertura de processo, a sessão no STF nem sequer tinha começado - só à noite, o Supremo decidiria sobre o recurso da defesa, mantendo Arruda preso.

A partir de agora, Arruda será notificado e terá 20 dias para apresentar defesa. O primeiro-secretário da Câmara, Batista das Cooperativas (PRP), recebeu a missão de comunicar o governador sobre o processo.

Ao receber a resposta do governador afastado, Chico Leite fará um novo parecer, sobre o mérito do processo. Para o impeachment ser confirmado, o novo parecer precisará ser aprovado pela comissão especial e novamente pelo plenário. Antes dessa segunda votação em plenário, o governador afastado ainda pode renunciar ao mandato para fugir da sanção de inelegibilidade.

Uma vez aprovada em todos os foros da Câmara Legislativa, o impeachment precisa ser referendado por um tribunal especial, formado por cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do DF, e cinco deputados distritais.


Indústria tem melhor janeiro desde 1995
Produção cresce 16% ante janeiro de 2009 e confirma expansão em 2010

Jacqueline Farid (Economia)

O desempenho da indústria em janeiro confirma que 2010 será bem diferente de 2009. A produção aumentou 1,1% na comparação com dezembro e subiu 16% ante janeiro do ano passado, o melhor resultado apurado pelo IBGE para meses de janeiro desde 1995. O segmento de bens intermediários, que reúne matérias-primas e insumos e tem maior peso na pesquisa, puxou o saldo positivo. Para analistas, a perspectiva é de crescimento moderado do setor este ano, após o tombo de 2009.

Os saltos na produção em relação ao início de 2009 são considerados naturais porque a crise estava em seu auge naquela época. Mas o chamado crescimento na ponta, em relação ao mês anterior, mostra que a economia está em ritmo acelerado. O resultado de janeiro compensou as perdas de dezembro (-0,2%) e novembro (-0,8%) de 2009, avaliou o economista da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo.

Para Silvio Sales, da Fundação Getúlio Vargas, na hipótese pessimista de que a indústria não crescesse entre fevereiro e dezembro deste ano, ainda assim o atual nível de produção seria suficiente para garantir crescimento industrial de 6,9% em 2010, em relação a 2009. "Como a possibilidade mais razoável é de retomada de crescimento contínuo e gradual, é factível pensar em alta de, pelo menos, 8% ou 9% para este ano."

Apesar do bom resultado, a indústria nacional ainda está longe de retornar ao nível pré-crise. Em janeiro, a atividade ainda estava 4,9% abaixo da de setembro de 2008, que marcou o recorde brasileiro.

No caso da produção de bens de capital (máquinas e equipamentos industriais), que reflete as decisões de investimentos, a produção ainda está 11,6% inferior à de setembro de 2008. Macedo lembra que essa categoria tem relação muito forte com as expectativas. "Havia muitas incertezas no fim de 2008 e início do ano passado, mas há uma velocidade de reação importante nos últimos meses."

Sales acrescenta que os equipamentos de transporte, especialmente os voltados para a exportação, impediram uma reação maior do setor de bens de capital. Mas a perspectiva no resto da indústria é positiva. Em janeiro, a produção de bens de capital caiu 0,1% ante mês anterior, resultado interpretado como estabilidade. A queda ocorreu após nove crescimentos consecutivos, com expansão acumulada de 29%.

A produção de bens intermediários, que inclui siderurgia, mineração e fertilizantes, entre outros, aumentou 2% em janeiro ante dezembro, no 13º resultado positivo consecutivo, período no qual acumulou alta de 22%. O aumento foi puxado por produtos de metal, metalurgia básica e uma parcela da produção de alimentos e bebidas. "Essa categoria está se beneficiando da normalização dos estoques e recuperação nas exportações", disse Macedo. Esse segmento, responsável pelo abastecimento da indústria, foi o que mais se aproximou do nível de setembro de 2008. Está somente 0,8% abaixo daquele nível.

O economista da LCA Consultores Douglas Uemura avalia que a ligeira queda em bens de capital ante dezembro não altera a tendência positiva dos investimentos em 2010. "O resultado surpreendeu, mas não reverte a tendência positiva. O investimento ainda está muito distante do pico pré-crise. Por isso, há espaço para crescimento a taxas robustas", acrescentou.

Para analistas, as perspectivas são de continuidade da recuperação da indústria. Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, avalia que, apesar de os resultados estarem influenciados pela base de comparação fraca do início de 2009, os dados do IBGE "sinalizam que as perspectivas para a produção industrial são favoráveis nos próximos meses, com a continuidade do cenário de recuperação". Uemura, da LCA, projeta "crescimento moderado em 2010". A estimativa da consultoria é de aumento de 10,5% na produção no acumulado do ano.
 

Crise afetou mais os homens que as mulheres
Mulheres ocuparam mais vagas criadas em 2009

Ana Conceição (Economia)
 
Os efeitos da crise global afetaram mais os homens que as mulheres no mercado de trabalho brasileiro em 2009, mas as desigualdades de renda persistem. É o que mostra a pesquisa "Trabalho e Desigualdades de Gênero", divulgada ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No ano passado, as mulheres ocuparam mais postos de trabalho criados e, por causa disso, a taxa de desemprego feminina recuou. Mas a pesquisa também mostrou que continua grande a diferença entre salários de homens e mulheres. "2009 foi um ano bom, mas precisaríamos de muitos mais como esse para equiparar a condição da mulher no mercado de trabalho", disse a socióloga Márcia Guerra, do Seade.

Na região metropolitana de São Paulo, a taxa de desemprego feminino caiu pelo sexto ano consecutivo em 2009, para 16,2%, de 16,5% em 2008. Entre os homens, houve elevação de 10,7% para 11,6% no período.

Segundo o Seade/Dieese, a redução do desemprego feminino deve-se à criação de vagas de trabalho em setores com presença notadamente feminina, como os serviços (1,6% das vagas) e o serviço doméstico (5,6%). Na outra ponta, houve forte redução do emprego na indústria (menos 7,4% de vagas para os homens), o setor mais afetado pela crise e com presença notadamente masculina.

Na questão salarial, embora o rendimento médio real por hora das mulheres tenha crescido 3% em 2009, para R$ 6,17, esse valor equivale a 79,8% do que ganham os homens na Grande São Paulo, embora acima dos 76,5% de 2008. A remuneração masculina caiu 1,4% no ano passado. Mulheres com nível superior ainda ganham 30% menos que os homens.

A pesquisa do Seade/Dieese também mostrou que o trabalho doméstico continua a ser alternativa de trabalho para as mulheres da região metropolitana de São Paulo, embora o perfil dessa trabalhadora esteja passando por transformações. Depois do setor de serviços, o serviço doméstico é o maior empregador da região mais rica do País. As trabalhadoras domésticas passaram de 19,2% da mão de obra ocupada em 2000 para 17% em 2009, enquanto as que trabalham em serviços foram de 50% para 53,5% no período.

Enquanto na Grande São Paulo os serviços domésticos ainda representam o segundo maior mercado de trabalho para as mulheres, em outras regiões do País o comércio está tomando seu espaço. O setor já é o segundo maior empregador em Porto Alegre (17% das trabalhadoras), Salvador (17,1%), Fortaleza (19,7%) e Recife (19,8%). O setor de serviços é o maior empregador do País. Nas principais regiões metropolitanas, responde por 55% a 61% da oferta do emprego tanto para homens como para mulheres.




Folha de S.Paulo


PT diz que mídia faz "guerra de extermínio" ao partido

Rainer Bragon (Brasil)

A Executiva Nacional do PT aprovou ontem em Brasília um documento político em que acusa a mídia e "amplos setores do empresariado" de terem se aliado à oposição para reacender o escândalo do mensalão e promover uma "guerra de extermínio" ao partido.

O texto é assinado pelo presidente do partido, José Eduardo Dutra, e ainda pode ganhar emendas no encontro do Diretório Nacional do PT, que será realizado hoje.


"Faltam projeto e base social à oposição neoliberal, mas ela ainda tem fortes aliados em amplos setores do empresariado, particularmente da mídia, que já começam a criar factoides e falsos escândalos visando enfraquecer nosso projeto", diz o documento petista.


"Os recentes episódios envolvendo denúncias vazias contra dirigentes petistas comprovam que a guerra de extermínio ao PT, deflagrada em 2005, está longe de acabar."


Embora não faça citação direta, petistas disseram à Folha que a menção se refere a acontecimentos recentes: a revelação, feita pela Folha, de que o ex-ministro José Dirceu recebeu ao menos R$ 620 mil de grupo empresarial com interesse na reativação da Telebrás, e reportagens das revistas "Época" e "IstoÉ" sobre investigações do mensalão que citam o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT).


Refere-se, também, a reportagem da Folha que mostrou que o governo não cumpriu o prazo prometido em três de cada quatro principais ações do PAC, gerenciado por Dilma Rousseff (PT).


O encontro de ontem teve também o objetivo de aprovar resolução para tentar enquadrar as seções estaduais do partido que estão rachadas na escolha do candidato ao governo ou ao Senado.


A ideia é impedir a realização de prévias, mesmo que para isso os encontros estaduais tenham de ser adiados.



Decreto renova crise na Argentina (Mundo)
Cristina Kirchner lança novas medidas para usar recursos do BC para pagar dívida e contraria oposição

Maioria oposicionista no Senado reage bloqueando nomeação de nova titular do BC; presidente critica "tentativas de destituição"


A crise política e institucional desatada há três meses na Argentina com a tentativa do governo Cristina Kirchner de usar reservas do Banco Central para pagar dívida externa ganhou novo fôlego nesta semana, com ofensiva da oposição que bloqueou a designação da nova titular do BC e tenta impedir a utilização do dinheiro.


O novo capítulo da crise foi aberto na segunda-feira, com uma manobra do governo que pegou a oposição no contrapé. Ao abrir o ano legislativo no Congresso, Cristina anunciou a revogação do decreto que criava um fundo de US$ 6,5 bilhões com reservas do BC para quitar dívida por vencer em 2010.


Questionado pela Justiça e pela oposição, o decreto fora o estopim da saída do ex-titular do BC Martín Redrado, que se negava a cumprir a medida. Por um momento a oposição pensou ter vencido a batalha, mas Cristina logo anunciou dois decretos com a mesma finalidade, só que desta vez com vigência imediata. Ou seja, a transferência dos fundos do BC, até então embargada na Justiça, ocorria naquela hora.


A dividida oposição argentina percebeu o ato como provocação e reagiu duramente. Anteontem, reuniu um voto que faltava e ficou com a maioria das comissões no Senado, ratificando a perda de controle do Congresso pelo governo -a Câmara já está sob domínio opositor desde dezembro.


Logo depois, a oposição bloqueou a nomeação da nova titular do BC, Mercedes Marcó Del Pont, que será analisada em definitivo na próxima semana. Também patrocinou uma ação judicial e conseguiu suspender na Justiça um dos novos decretos de Cristina, o que autoriza o uso de US$ 4,3 bilhões do BC.


"O governo tomou dinheiro das reservas do BC como se o Congresso não existisse. O Senado decidiu então dar um sinal de limitação ao poder do Executivo", disse à Folha o analista Sergio Berensztein.


Reação de Cristina

Como de praxe na era Kirchner -governos Néstor (2003-2007) e Cristina-, a Casa Rosada redobrou a aposta diante do confronto. Em cadeia nacional, a presidente acusou "tentativas evidentes de destituição por alguns setores" e reafirmou a intenção de usar recursos do BC.

"Estou disposta a enfrentar a condenação de qualquer juiz circunstancial. Não estou disposta a condenar a Argentina outra vez ao endividamento, ao calote [da dívida, como em 2001]", afirmou Cristina, que classificou a obstrução à nova titular do BC como "ato de vingança do mais baixo nível".

Paralelamente, o governo mantinha a briga nos tribunais. Recorreu da suspensão do decreto, que agora será analisada em segunda instância.


O governo argentino tem US$ 18,8 bilhões em dívidas a vencer em 2010, dos quais 46% são passíveis de refinanciamento por estarem em mãos de órgãos públicos. Enquanto Cristina defende o uso das reservas do BC para preservar o gasto social, críticos dizem que os Kirchner buscam manter uma política fiscal perdulária.


E o Congresso sob maioria opositora promete mais problemas ao governo. A oposição no Senado acordou impulsar um projeto que divide o imposto do cheque com as Províncias -o que seria um golpe no caixa do governo- e convocou o ministro da Economia para responder sobre as reservas.



Telebrás perde R$ 20,6 milhões em 2009
Apesar do prejuízo, ações da estatal, que pode ser responsável pelo plano de banda larga do governo, valorizaram-se em 142% em 2009

Desde privatização, função da Telebrás é administrar dívida; Dirceu recebeu R$ 620 mil de grupo que tem a ganhar com reativação da empresa


Humberto Medina (Dinheiro)

A Telebrás, estatal que poderá ser responsável pelo Programa Nacional de Banda Larga do governo, fechou 2009 com prejuízo de R$ 20,6 milhões. A empresa tem passivo a descoberto (os ativos não pagam todas as dívidas) de R$ 16,2 milhões. No total do prejuízo acumulado, a futura superestatal da banda larga tem perdas de R$ 435 milhões. O prejuízo, no entanto, é melhor do que o de 2008, quando foram registradas perdas de R$ 31,8 milhões.

Desde a privatização do setor, em 1998, a função da Telebrás é administrar dívidas e pagá-las com receitas que obtém por meio das aplicações de seus recursos no mercado bancário. Até o final de 2008, a empresa era ré em 1.189 ações e o passivo total (soma dos riscos remotos, possíveis e prováveis) era de R$ 284 milhões (R$ 246 milhões são prováveis).


Apesar dos resultados financeiros ruins e do prejuízo acumulado, as ações da Telebrás vêm tendo grande valorização na Bolsa. As informações que o governo vem dando sobre a empresa, com a sua possível reativação para gerir fibras ópticas das estatais do setor elétrico e vender serviços de acesso à internet de alta velocidade, chegaram a valorizar as ações em 35.000%.


Em dezembro de 2002, o lote de mil ações ordinárias da Telebrás valia R$ 0,01. No dia 8 de fevereiro, os papéis chegaram a ser negociados a R$ 2,95, variação nominal de 29.000% ou de 35.000% -considerando dividendos e juros sobre o capital próprio, diz a Economática.


Ao longo do ano de 2009, a valorização das ações ordinárias foi de 141,6%.
Em dezembro de 2009, o governo conseguiu, na Justiça, que a rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas que estava na massa falida de outra empresa com participação estatal, a Eletronet, passasse para as estatais do setor elétrico.


Com a decisão, fortaleceu-se a ideia do governo de usar a Telebrás como gestora dessa rede de fibras, para atuar no mercado a fim de massificar o acesso à internet em alta velocidade, com preços menores do que os cobrados hoje pelas empresas privadas no setor.


Reportagem publicada pela Folha em fevereiro revelou que o ex-ministro José Dirceu recebeu ao menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial privado que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada. O empresário Nelson dos Santos, um dos sócios privados da Eletronet, diz ter direito a receber cerca de R$ 200 milhões por sua participação, adquirida em 2005 por R$ 1.


Funcionários
A Telebrás fechou 2009 com 227 empregados (pouco mais de 20% do que ela tinha na época da privatização), sendo que só quatro trabalham na empresa. Os outros estão cedidos para outros órgãos do governo, principalmente para a Anatel.

O salário médio dos funcionários da empresa é de R$ 4.700 (o maior, de R$ 13.800; o menor, de R$ 1.300). Para os dirigentes, a maior remuneração paga foi de R$ 18.200.


Até a privatização, a empresa era uma gigante do setor. Foi controladora de 54 empresas concessionárias de serviços públicos de telecomunicações, sendo 27 empresas de telefonia fixa, 26 empresas de telefonia celular e uma empresa de telefonia de longa distância.


A empresa tem milhares de acionistas minoritários. Em dezembro de 2009, a União detinha diretamente 89,88% das ações ordinárias com direito a voto e 72,67% de seu capital total, que, somados às participações detidas por outras empresas federais, totalizam 74,58% do capital.



Exportações de veículos são as maiores desde o final de 2008
 
Paulo de Araujo (Dinheiro)

As exportações de veículos tiveram em fevereiro o melhor desempenho desde outubro de 2008, em um sinal de recuperação da indústria automotiva no mercado internacional. Mas a retomada anual aos níveis pré-crise ainda não está à vista, de acordo com a Anfavea (associação das montadoras).


Em fevereiro, foram exportados 57.510 veículos -entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus-, uma alta de 18% ante janeiro. Em relação a fevereiro do ano passado, o acréscimo foi de 88,3%. O percentual expressivo, nesse caso, deve-se à baixa base de comparação daquele mês, em que as vendas externas das montadoras tiveram o pior resultado dos últimos anos.


Para o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, a recomposição de estoques e a própria retomada da demanda em alguns mercados, especialmente na América Latina, explicam a melhora verificada no último mês.


"Como previsto, alguns mercados estão voltando, embora de forma lenta. É um bom retorno", disse Schneider. Para este ano, porém, a projeção da Anfavea aponta que as exportação de veículos cheguem a 530 mil unidades, uma alta de 11,5% em relação a 2009. Mas em 2007, quando o mercado externo estava aquecido, foram 734 mil unidades exportadas. "Ainda estamos longe desse patamar", disse Schneider.


Segundo o presidente da Anfavea, em países como Argentina, México e Chile a demanda já começou a dar sinais de recuperação. "Mas isso não significa que vamos voltar a exportar para esses mercados como antes." Para ele, esse processo dependerá das condições de competitividade do país após a superação da crise. "Algumas questões como o câmbio apreciado evidenciam as deficiências de competitividade do país."


Vendas e produção

No mês passado, as montadoras registraram recorde de vendas para um mês de fevereiro, com o licenciamento de 220.957 veículos.

Para março, Schneider espera um dos "melhores meses da história, se não o melhor", por conta do aquecimento da demanda antes do fim do IPI reduzido. Para atender a procura que virá, as montadoras terminaram fevereiro com nível de estoque mais elevado do que o considerado "adequado" pela Anfavea. Na posição de fevereiro, a indústria e as concessionárias tinham estoque suficiente para abastecer o mercado por até 35 dias.


A produção de veículos no mês cresceu 23,9% em relação a fevereiro de 2009 e 2,8% ante janeiro. Foram produzidos 253.176 veículos.


O nível de emprego na indústria automotiva também avançou, com a abertura de 570 novas vagas.



Jornada das domésticas chega a 59 horas semanais
Excluídas da CLT, elas cumprem horário extenso e são as que ganham menos, diz Dieese

Apesar desse quadro, estudo indica que as condições de trabalho melhoraram com avanço da formalização de domésticas


Verena Fornetti (Dinheiro)

A jornada de trabalho das empregadas domésticas com carteira assinada atingiu até 54 horas semanais em 2009, segundo pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Para as trabalhadoras informais, a jornada semanal média chega a 59 horas.


Apesar da jornada excessiva, o estudo indica que as condições de trabalho melhoraram. Em cinco das sete regiões monitoradas, a maioria das que atuam como mensalistas é registrada.


Segundo o Dieese, as jornadas mais extensas são cumpridas pelas domésticas do Nordeste. Em Recife, as mensalistas com carteira assinada trabalham em média 54 horas por semana. Na região, as que não são negras e não têm registro formal trabalham em média 59 horas por semana. Negras não formalizadas trabalham 57.


As menores cargas horárias foram registradas em São Paulo e em Porto Alegre, onde as empregadas domésticas cumprem em média 41 horas semanais.


Patrícia Costa, economista do Dieese, afirma que trabalhadoras que dormem no local de trabalho costumam ter jornada mais extensa, mas que mesmo as demais cumprem longas jornadas. "Existe informalidade na relação com a família. Como a atividade se exerce em casa, é difícil estabelecer o limite."


Costa destaca que cada vez menos trabalhadoras aceitam dormir no emprego. Entre as regiões pesquisadas, o Distrito Federal teve o maior percentual de domésticas dormindo no emprego, com 25%.


Pior remuneração no país

Segundo o Dieese, o serviço doméstico é a atividade que oferece a pior remuneração no país. A trabalhadora doméstica recebe, em média, em todas as regiões monitoradas, metade do valor pago às funcionárias do setor de serviços. O pior resultado foi registrado em Fortaleza, onde se pagou, em média, R$ 1,72 por hora de trabalho em 2009. Na capital do Ceará, a remuneração média para o setor de serviços é de R$ 5,36.

A economista do Dieese afirma que o mercado de trabalho se formalizou nos últimos anos, o que tem ajudado a melhorar as condições da profissão. Em cinco das sete regiões metropolitanas, a maioria das trabalhadores que atuavam como mensalistas tinha registro formal. A formalização da maior parte das trabalhadoras não ocorre em Salvador e em Fortaleza.


O Dieese também destaca que o avanço econômico dos últimos anos tem modificado as oportunidades para as mulheres. Costa diz que, com a abertura de vagas nos setores ligados a serviços e comércio, há migração das mulheres do trabalho doméstico para essas atividades, em que é mais comum ter registro formal.


A mudança no mercado de trabalho e o avanço da escolaridade na população também fizeram com que o serviço doméstico deixasse de ser a porta de entrada no mercado para as mulheres jovens que vivem nas regiões metropolitanas. De acordo com a pesquisa, mais de 77% das mulheres que exercem a atividade têm de 25 a 49 anos.





Valor Econômico


Sobretaxa sobre calçado chinês será válida por 5 anos

Sob forte pressão dos produtores, o governo brasileiro resolveu tornar definitiva, por cinco anos, a aplicação de sobretaxa sobre importação de calçados chineses, acusados de preços artificialmente baixos e competição desleal no mercado interno (dumping). Os calçados sofrerão sobretaxa de US$ 13,85 por par ao entrar no Brasil. A decisão foi tomada ontem por recomendação dos técnicos do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), órgão presidido pela secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spindola.

A medida, aplicada aos calçados registrados pelos números 6402 a 6405 na nomenclatura comum do Mercosul, exclui as sandálias de praia, calçados específicos para prática de esportes, como ciclismo, patinação, lutas, boxe, esqui e surfe de neve.

Também não terão sobretaxa as importações de pantufas, sapatilhas para dança, calçados descartáveis, calçados usados para segurança em fábricas, calçados fabricados totalmente em material têxtil, sapatos de bebês com a parte superior de tecido, e alpercatas (chinelos de couro).

A Camex, que deverá referendar a decisão do Gecex, já havia determinado a sobretaxa de US$ 12,47, provisoriamente, em setembro de 2009, e o prazo de vigência da medida antidumping acabaria nesta semana. A decisão foi tomada após um pedido feito ao Ministério do Desenvolvimento, em outubro de 2008, pela Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados). Ontem, após avaliação dos técnicos do Gecex, a sobretaxa, foi, além de estendida por cinco anos, elevada em US$ 1,38.

A prorrogação da sobretaxa foi objeto de intenso lobby dos empresários do setor e de parlamentares da região Sul, onde está concentrada a maior parte da produção, no Brasil. Segundo o deputado José Paulo Tóffano (PV-SP), nesses seis meses de direitos antidumping provisórios, 15 mil empregos foram preservados no setor calçadista brasileiro, e cerca de 30 milhões de pares de calçados deixaram de ser importados da China.

A pesquisadora Jacqueline Haffner, que apresentou ontem, em seminário no Itamaraty, um trabalho sobre a economia chinesa e o impacto no setor calçadista, comentou que, só em janeiro, a queda nas importações de calçados da China foi de 36% em relação ao mesmo mês do ano passado. "Um resultado muito positivo", avaliou a economista.


Imposto paga até 80% do orçamento das centrais

João Villaverde


Passagens aéreas, aluguel de salas em hotéis para realização de seminários, viagem de dirigentes para acompanhar conferências internacionais, compra e reforma de sedes regionais, qualificação de quadros. Foi com despesas como essas que, em 2009, as seis centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho gastaram os R$ 80,9 milhões que arrecadaram com o imposto sindical. O valor foi 23% superior aos R$ 65,7 milhões transferidos às centrais em 2008.

Se o repasse deste ano receber reajuste parecido, as centrais embolsarão quase R$ 100 milhões. A fatia equivale a 10% do total arrecadado com o imposto cobrado de todos os trabalhadores formais do mercado de trabalho, equivalente a um dia de salário e que somou quase R$ 810 milhões no ano passado. Igual às pequenas prefeituras do país, o dinheiro do imposto sustenta entre 60% e 80% do orçamento das centrais sindicais.

Elas recebem diferentes partes do bolo financeiro por meio de sua maior ou menor "representatividade sindical", segundo a nomenclatura do Ministério, que as elenca por número de filiados e sua disseminação nacional. Assim, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), com os 37,8% apurados pelo governo no ano passado, ficou com a maior parcela de imposto sindical - R$ 26,7 milhões. Com menos da metade da representatividade da CUT, 13,1%, a Força Sindical, segunda colocada, recebeu fatia apenas R$ 4,1 milhões menor. A diferença entre CUT e Força, no entanto, representa quase a totalidade do que a menor central, a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), recebeu do governo em 2009 - R$ 4,5 milhões.

O dinheiro arrecadado em março, quando há o desconto no salário dos trabalhadores, é repartido entre sindicatos (60%), confederações (20%), centrais (10%) e governo (10%). O repasse às centrais foi iniciado em 2008, depois da aprovação da Lei 11.648, que dividiu a parcela do governo referente ao arrecadado com o imposto, antes em 20%, com as seis entidades regularizadas no governo. As centrais, desde então, repetem o discurso único de que a lei, que instituiu o repasse do imposto, "finalmente reconheceu" as entidades como agentes da luta sindical.

O debate, no entanto, ainda gera polêmica. O DEM entrou, ainda no ano passado, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando o repasse da contribuição sindical às centrais. A matéria ainda não foi plenamente julgada e, se o STF não se posicionar quanto ao assunto até o próximo mês, o repasse de 2010 estará assegurado.

Ao mesmo tempo em que se consideram no direito de ficar com parte do imposto por serem parte, de fato, da estrutura sindical, as centrais sindicais não são claras quanto ao destino que estão dando ao dinheiro que recebem. Nenhuma delas apresentou um orçamento organizado ou um balancete financeiro com real discriminação de despesas. Tampouco alguma delas permitiu o acesso do Valor a documentos que comprovassem o destino que elas informaram dar ao dinheiro que sai do bolso dos trabalhadores para suas contas bancárias.

Dona da maior fatia, a CUT mantém discurso de que o dinheiro do imposto deve ser usado para fortalecer as bases e implementar mudanças na forma de financiamento do movimento sindical. Para o presidente da entidade, Artur Henrique, o projeto de reconhecimento das centrais foi bem-sucedido, mas deve dar um passo à frente. "Não podemos ficar dependentes da contribuição, que representa uma parcela grande do orçamento das centrais. É preciso usar o próprio dinheiro do imposto para mudar o modelo de financiamento", afirma Henrique. Segundo ele, os R$ 26,7 milhões arrecadados com o imposto em 2009 representaram cerca de 60% do orçamento total da CUT, avaliado em R$ 44,4 milhões. Os outros 40% foram formados da "maneira tradicional", isto é, por meio dos repasses feitos pelos sindicatos filiados à central.

Para não depender do imposto, avalia Henrique, é preciso ampliar a base de sindicatos, além de aumentar o número de sindicalizados. De acordo com números da CUT, há cerca de 3,2 mil sindicatos ligados à central, mas só 1,9 mil estão regularizados no Ministério do Trabalho. "Há todo um trabalho de levantamento de documentos e entrada em editais do governo para regularizar esses sindicatos, que são, em sua maior parte, de servidores públicos ou ligados à trabalhadores rurais", afirma Henrique, "e essa tarefa é custeada pelo imposto sindical". Assim, avalia, o dinheiro repassado pelo Estado serve para tornar a central menos dependente do próprio Estado.

Não é essa a realidade das demais centrais. Segundo os líderes da Força, UGT, CTB e CGTB ouvidos pelo Valor, o repasse da contribuição sindical representa cerca de 80% do total arrecadado pelas entidades desde 2008. O dinheiro transferido pelo governo desde 2008 fez a União Geral dos Trabalhadores (UGT), terceira maior arrecadadora, pela primeira vez implantar um orçamento. Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT, "toda a receita da central será alocada num documento único, que nos ajudará a organizar os gastos da central", a partir deste ano. Ao todo, afirma Patah, cerca de 40% do que é arrecadado é logo "devolvido às representações estaduais da central". Este quadro é semelhante nas outras centrais. A Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), que nos últimos dois anos recebeu ao todo R$ 18,2 milhões do Estado, foi procurada pela reportagem, mas seu presidente José Calixto não retornou os recados deixados em seu celular.

Os principais gastos são com passagens aéreas para reuniões entre dirigentes e com transporte de militantes para marchas e passeatas, normalmente em Brasília e São Paulo. Segundo Carlos Alberto Pereira, secretário-geral da CGTB, a situação melhorou a partir de 2008, tornando as marchas - e a maior participação de membros da central nelas - mais frequentes. "Nossa central viaja muito, os dirigentes executivos vão muito aos Estados para reuniões com as regionais", diz. "E conseguimos inflar marchas importantes, como a realizada em Brasília, em 1º de fevereiro, pela redução da jornada de trabalho", justifica Pereira.

Segundo ele, a CGTB mandou à Brasília cerca de 2,5 mil pessoas, sua "maior delegação para passeatas". Assim, além de passagens aéreas para dirigentes de, principalmente, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul à Brasília, há gastos com carro de som, bandeiras, faixas e balões. No caso da CGTB, que repassou diretamente 30% dos R$ 3,6 milhões arrecadados com o imposto às regionais, esses gastos foram custeados com os R$ 2,5 milhões restantes.

Da mesma forma, a CTB, que recebeu R$ 1 milhão a mais que a CGTB em 2009, afirma que os principais gastos se dão com a organização de marchas. Segundo Humberto Martins, que assessora o presidente Wagner Gomes, os gastos com as manifestações do 1º de maio, por exemplo, acarretam custos "onerosos" para a central. Há contratação de empresas terceirizadas que ajudam na organização da festa, convocação de artistas e realização de shows. "Esse tipo de ato não sai barato", diz.

Para Patah, da UGT, fora os custos com aluguel do prédio onde a central está sediada em São Paulo e a manutenção, como contas de água, luz e telefone, o dinheiro oriundo da contribuição sindical serve para bancar eventos. A central, que recebe transferência na casa dos dois dígitos - em 2008, R$ 10,4 milhões; em 2009, R$ 13,6 milhões - fica com 60% e 40% são direcionados às regionais. "Realizamos dez seminários nacionais no ano passado", diz Patah.

Entre eles, debates sobre o ambiente, economia brasileira, comunicação e cem anos de sindicalismo. "Isso tudo custa dinheiro. Além de aluguel do espaço, tem passagens, hospedagem e alimentação para os convidados e para os sindicalistas de outros Estados", afirma. Além disso, a UGT passou a realizar plenárias executivas a cada três meses unindo dirigentes de todas as regionais. A nona plenária, mais recente, foi realizada na semana passada, em São Paulo.

"Os gastos são estratégicos para a central. Conseguimos levar membros da UGT para a conferência do clima em Copenhague [Dinamarca, dezembro de 2009], além de cursos de qualificação de quadros e melhora de nossa comunicação interna e externa, por meio de um jornal com 400 mil exemplares", afirma o presidente da UGT, que esteve, ao lado de uma comitiva de sindicalistas na Dinamarca, três meses atrás. Patah voltou ontem da Itália, onde visitou sindicatos e centrais pelo país.

A Força Sindical aproveitou boa parte do dinheiro referente ao repasse do Estado nos últimos dois anos para comprar ou reformar sedes regionais. Segundo João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral, o equivalente a 40% do total - cerca de R$ 7,1 milhões em 2008 e R$ 9,1 milhões em 2009 - é distribuído às regionais.


Em dois anos, Força inaugura seis sedes

O prédio branco cortado por faixas laranjas surge imponente, com seus 12 andares, na acanhada rua Rocha Pombo, travessa da Galvão Bueno, na divisa entre os bairros da Liberdade e da Aclimação, região central de São Paulo. Lá, neste domingo, a Força Sindical inaugura sua sede nacional, em evento que contará com a presença de seus líderes e dirigentes discursando ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do líder do PT no Congresso, deputado Cândido Vaccarezza (SP). Será o lance final dos R$ 22,6 milhões arrecadados pela Força em 2009 por meio de repasses do imposto sindical. A partir de abril, caso a contribuição não seja negada em votação no Supremo Tribunal Federal (STF), a transferência referente a 2010 começará a chegar. O preço exato da sede, contudo, a entidade não informa.

O Valor visitou ontem a nova sede nacional da Força, mas teve acesso negado ao prédio, que recebia os últimos retoques, após quase seis meses de obra. Segundo a assessoria de imprensa, o prédio estava "fechado após a vistoria da segurança presidencial".

Segundo João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força, adquirir espaços que antes eram alugados, reformar ou mesmo construir novas sedes foi um dos principais alvos dos aportes vindos do Estado, referentes à parcela que coube à central na divisão dos 10% de repasse do imposto sindical. Embora não seja possível ter acesso a todos os dados, desde novembro de 2008, ao menos seis sedes foram inauguradas.

Em 20 de novembro daquele ano, a Força inaugurou uma sede em Belo Horizonte (MG), dividindo o espaço com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), ligada à central. Pouco mais de um ano depois, em dezembro do ano passado, foram inauguradas duas sedes: no dia 03, em Porto Alegre (RS); no dia 17, em Campo Grande (MS). Outras duas sedes foram abertas no Estado de São Paulo, nos últimos meses. Em agosto de 2009, uma sede foi inaugurada em Presidente Prudente, interior do Estado. Já em 2010, uma sede, representando os sindicatos ligados à Força na Baixada Santista, foi lançada em Santos, no dia 2 de fevereiro. Finalmente, no dia 7, a sede nacional, em São Paulo, iniciará seus trabalhos.

O dinheiro do imposto sindical representa algo como 80% do orçamento total da entidade, segundo Juruna. Assim, o orçamento, que até 2008 oscilava na casa do R$ 1 milhão anual, passou a R$ 22 milhões em um ano, graças ao aporte de R$ 17,6 milhões da contribuição sindical de 2008. No ano passado, o orçamento total chegou a quase R$ 24 milhões. Desses, cerca de 40% são diretamente repassados às regionais. Não à toa, o movimento de inauguração de sedes, desde 2008, foi pulverizado em diferentes regiões do país.

"É uma devolução justa, uma vez que são eles, os sindicatos, que arrecadam o imposto. O que fazemos, portanto, é remeter a eles, proporcionalmente ao seu tamanho, para que as regionais e sindicatos fortaleçam suas atividades", afirma Juruna. Cabe aos dirigentes regionais, segundo Juruna, a administração desse dinheiro. Para ele, a votação no Supremo da constitucionalidade ou não do repasse às centrais transcende a disputa por dinheiro. "É preciso ter em mente que as lutas sociais e sindicais são movidas por um orçamento financeiro. Esses 10% repartidos do bolo retornam ao movimento sindical. Retirá-los seria enfraquecer as lutas e marchas", diz.

Para Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), a capacidade econômica será "fortemente" afetada caso a decisão dos 11 ministros do STF seja contrária à transferência da contribuição. Até o momento, seis ministros se posicionaram sobre o assunto - três a favor e três contra. A pauta foi suspensa, na quarta-feira, por decisão do relator, ministro Joaquim Barbosa. Caso o repasse seja revogado até abril, quando o dinheiro do imposto sindical começa a ser repassado às centrais, as transferências referentes a 2010 não ocorrerão.

"Nossa luta não depende de um ano", diz Patah. Não adianta, diz ele, "recebermos o dinheiro de 2010 e perdemos a questão no STF". O dirigente da UGT avalia que o melhor, para as centrais, seria uma decisão célere, como forma de dirimir questionamentos e polêmicas. "As pessoas acham que as centrais vão ficar muito poderosas com a perpetuação do imposto sindical, e a classe empresarial acredita que podemos inclusive reverter nossa representação no Congresso, que é amplamente desfavorável. Mas é uma utopia pensar assim", afirma.

Para Artur Henrique, presidente da CUT, a ação no STF, impetrada pelo DEM, parte de um erro de origem. "Eles partem de um pressuposto de que não houve alteração no jogo sindical. Somos, hoje, reconhecidos como entidades dos trabalhadores para participar de reuniões tripartites, entre governo, empresário e trabalhador. Também levantamos bandeiras de interesse geral, como a redução da jornada de trabalho e o fortalecimento do salário mínimo." Centrais sindicais, avalia Henrique, devem ter condições semelhantes aos dos empregadores, "que contam com o Sistema S, por exemplo, para qualificação", diz. "Nós precisamos de condições financeiras para qualificar nossos dirigentes para negociações", afirma.




Agência Brasil


Brasil deve ter 44,5% do mercado internacional de carnes até 2020

Danilo Macedo 

Brasília - Em dez anos, o Brasil deverá ser responsável pela produção de 44,5% das exportações mundiais de carne bovina, suína e de frango. A conclusão está no documento Projeções do Agronegócio - Brasil 2009/10 a 2019/20, elaborado pelo Ministério da Agricultura e divulgado ontem (4). A participação brasileira no mercado mundial de carnes em 2010 será de 37,4%, de acordo com a pesquisa da Assessoria de Gestão Estratégica do ministério.

As exportações brasileiras de carne de frango, a mais vendida, que hoje já representam 41,4% do mercado mundial, passaram a ter 48,1% de participação. A carne bovina passará de 25% para 30,3% e a suína, de 12,4% para 14,2%. "Esses números só não são melhores por efeito da crise mundial", afirmou o coordenador-geral de Assuntos Estratégicos, José Garcia Gasques.

A produção nacional de carnes deverá crescer 37,8% nesse período, o que representa 8,4 milhões de toneladas de carnes a mais. Segundo Gasques, mais de 70% desse incremento serão destinados ao mercado interno.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que participou da apresentação do trabalho, disse que a pecuária brasileira está se encaminhando para o sistema intensivo ou semi-intensivo, nos quais criam-se mais animais em uma área menor.

Ele disse que, no Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, que deve ser apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio, será oferecida, além da linha que já existe para recuperação de áreas degradadas, uma para incentivar a integração lavoura-pecuária.

"Essa parte será intensificada como um item específico no próximo plano agrícola, afinal, temos que cumprir os compromissos assumidos na COP 15 [Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em dezembro do ano passado em Copenhague]", afirmou o ministro.

A pesquisa divulgada hoje leva em consideração dados sobre a produção e o consumo mundial de alimentos dos últimos 30 anos. Outro estudo, com projeções do agronegócio brasileiro para os próximos 20 anos, está em fase de conclusão.


Proposta de novo marco regulatório do setor mineral deve chegar ao Executivo em 15 dias

Lourenço Canuto

Brasília - O Ministério de Minas e Energia deverá encaminhar ao Poder Executivo dentro de 10 a 15 dias o novo marco regulatório para a exploração mineral. A informação é do ministro Edison Lobão. Ao destacar a importância da exploração mineral para a produção de fertilizantes, o ministro lembrou que o país ainda depende do mercado externo para suprir suas necessidades nessa área.

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Edison Lobão destacou que, apesar de sua importância, o setor mineral ainda é explorado no Brasil, praticamente de forma artesanal, embora possa contar com o trabalho de empresas capacitadas para a exploração mecanizada, como é o caso da Companhia Vale do Rio Doce.

De acordo com o ministro, a legislação atual do setor é arcaica e precisa ser atualizada. Ele disse que a legislação "integra um velho código, que data de 40 anos e não serve mais aos melhores e mais legítimos interesses brasileiros".

A proposta para o marco do setor mineral está sendo alinhavada no Ministério de Minas e Energia e deverá ser estudada pela Presidência da República, que depois encaminhará as novas regras em forma de mensagem para ser apreciada pelo Congresso Nacional.


Pesquisa da OIT mostra que mulheres trabalham cinco horas semanais a mais que os homens

Roberta Lopes

Brasília - Mulheres trabalham cinco horas semanais a mais do que os homens, de acordo com estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado ontem (4). As mulheres têm uma jornada total semanal de 57,1 horas, contando com 34,8 horas semanais de trabalho e mais 20,9 horas de atividades domésticos. Já os homens têm uma jornada total de 52,3 horas semanais, sendo 42,7 horas de jornada de trabalho e 9,2 horas semanais de atividades domésticos.

A diretora do escritório da OIT em Brasília, Lais Abramo, disse que a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho não foi acompanhada por uma reorganização das funções do trabalho doméstico entre homens e mulheres.

"Culturalmente, se atribui à mulher o cuidado quase que exclusivo com a casa e a família. Aqui, se tem uma coisa complexa que passa pela redefinição das relações entre homens e mulheres, uma parceria muito mais equilibrada entre os sexos no âmbito das famílias", afirmou.

Outro dado importante da pesquisa mostra que parte significativa das mulheres trabalha como empregadas domésticas. Dos 42,5 milhões de mulheres que fazem parte da população economicamente ativa, 6,2 milhões são negras. Isso representa 15,8% do total da ocupação feminina. E, de acordo com o estudo, a maioria das trabalhadoras domésticas é negra.

Cerca de 20% das mulheres negras ocupadas trabalham como empregadas domésticas e 24% delas têm carteira assinada.

Para Lais, a desvalorização do trabalho doméstico está ligada a uma desvalorização das funções de cuidado na sociedade, no qual o trabalho doméstico se insere, e esse tipo de trabalho exige qualificação.

"As trabalhadoras domésticas são trabalhadoras como quaisquer outras, elas têm direito a uma regulamentação do seu trabalho, elas têm direito a uma proteção social, à licença-maternidade. O problema é que existe uma grande porcentagem de trabalhadoras sem contrato de trabalho", afirmou.

O subsecretário de Ações Afirmativas da Secretaria de Promoção da Igualdade Racional (Seppir), Martius Chagas, disse que o empregador precisa ter consciência de que um empregado doméstico, com seus direitos assegurados, vai produzir muito mais.

"É um processo cultural que estamos conseguindo fazer com que no Brasil possa avançar. Acho que estamos no caminho, por mais que haja essa precarização do trabalho doméstico, onde as trabalhadoras estão na base da pirâmide. Mas acho que isso esta mudando. E também devemos levar em conta a própria capacitação, reorganização e qualificação desse trabalho", disse Chagas.


STF encerra debate sobre sistema de cotas nas universidades

Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza hoje (5) o último dia de audiência pública sobre as políticas de cotas no ensino superior. Durante todo o dia, especialistas vão apresentar suas opiniões. 

Às 8h30, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Konder Comparato fala sobre educação e cidadania de afrodescendentes e carentes. Depois. será a vez da professora Flávia Piovesan, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, explicar a compatibilidade das cotas com o sistema constitucional brasileiro.

O representante da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen) Marcos Antonio Cardoso defende, às 9h15, as políticas de ação afirmativa. Às 10h, o juiz da 2ª Vara Federal de Florianópolis Carlos Alberto da Costa Dias fala sobre a dificuldade de identificação do negro.

Às 11h, o representante do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (MPMB) e da Associação dos Caboclos e Ribeirinhos da Amazônia (ACRA) Helderli Fideliz Castro de Sá Leão Alves explica os sistemas classificatórios de cor, raça e etnia.

No período da tarde, entidades de ensino de vários estados, dirigentes de escolas e alunos vão apresentar suas posições. O debate vai até as 16h.




Rondoniaovivo.com


Manifesto dos micros e pequenos contra o fechamento do comércio nos domingos e feriados

Como é do conhecimento público a questão da abertura do comércio nos domingos e feriados é uma questão antiga. È também uma questão já ultrapassada por ter sido objeto de discussões em todo o território nacional e que, quando levada à Justiça, sempre preponderou o preceito constitucional que estabelece a liberdade do comércio e o interesse da população que não deixa de viver nem precisar de produtos e serviços nestes dias.

Para evitar novos problemas semelhantes, em junho de 2007, após ampla discussão nacional sobre o funcionamento do comércio nos domingos e feriados, que envolveu diretamente representantes de empregadores (do qual participaram ativamente, entre outros com representantes das micro e pequenas empresas, a ABRAS - Associação Brasileira de Supermercados, a ALSHOP - Associação Brasileira de Lojistas de Shopping e a CNC - Confederação Nacional do Comércio), de representantes dos trabalhadores (CUT, CAT, CGTB, CGT e Força Sindical) e do Governo, foi assinado pelas partes um Protocolo de Entendimento. Este documento serviu de base para a redação da MP nº 388 que, por sua vez, deu origem à Lei nº 11.603, de 05/12/2007, que consagra a abertura do comércio aos domingos. Esta lei efetuou modificações na Lei nº 10.101, de 2000, entre elas a inclusão do Art. 6-A, que determina: "É permitido o trabalho em feriados nas atividades do comércio em geral, desde que autorizado em convenção coletiva de trabalho e observada a legislação municipal, nos termos do art. 30, inciso I, da Constituição". Ou seja, foi estabelecida, em nível nacional, a legalidade da abertura aos domingos e feriados desde que, respeitada, a livre negociação entre empregadores e empregados.

Para espanto geral, aqui, em Porto Velho, na contramão da lei e dos acordos estabelecidos, o vereador José Hermínio Coelho protocola sob o número 2632/2010, utilizando argumentos sobejamente conhecidos e refutados, projeto de lei que, por sua essência, é inconstitucional e, na prática, fere direitos, interesses e faturamento das empresas na medida em que o domingo é o segundo dia de maiores vendas para muitas delas. A pior face deste projeto de lei, além de sua inconstitucionalidade e ser simbólico de atraso, reside em que, ao permitir a abertura de shoppings centers e feiras livres, cria uma competição desleal na medida em que os micros e pequenos não poderão vender neste dia quando, em especial trabalhadores das usinas do Madeira, se deslocam para fazer compras, ou seja, efetivamente, o legislador, por desconhecer a realidade do comércio, privilegia segmentos dele contra, justamente, os empresários de menor poder aquisitivo cerceando o seu direito de se capitalizar e crescer.

Por este motivo, nós, micros e pequenos empresários, deliberamos que vamos repudira este projeto de lei, cobrar coerência e respeito aos micros e pequenos por parte dos vereadores e, se necessário, ingressar com medidas judiciais visando a impedir que esta medida esdrúxula seja implantando inclusive responsabilizando os edis, no caso de aprovação irregular do projeto, pelos lucros cessantes por ação de perdas que, fatalmente, ocorrerão para o nosso comércio.

Não podemos aceitar que, ao arrepio da lei, projetos deste tipo sejam gestados causando prejuízos a industria e ao comércio sob as mais esdrúxulas alegações. Por isto, a nossa luta será cada vez mais intensa no sentido de preservar nossos direitos conquistados com muito esforço contra aqueles que sem conhecimento ou sem responsabilidade sob os danos que causam criam empecilhos à liberdade do comércio, destroem empregos, e afetam a renda e o desenvolvimento de Porto Velho e do Estado de Rondônia.


 

Faxaju.com.br


Sergipanas participarão da 10ª Marcha das Mulheres

Com apoio da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE), no próximo dia 8 de março, as mulheres sergipanas de todas as raças, credos e funções sociais estarão organizadas para a anual Marcha das Mulheres, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. A concentração será na Praça da Bandeira, às 8 horas, de onde a marcha feminina seguirá em direção ao Centro da cidade, passando pelas principais ruas e avenidas, levantando temas como a autonomia econômica das mulheres; bem comum e serviços públicos; paz e desmilitarização e a violência contra as mulheres.

 
O ato é concomitante à 10ª Marcha Internacional das Mulheres, que este ano será realizada no Brasil, de 8 a 18 de março, com início da caminhada em Campinas, São Paulo, rumo à capital paulistana. Segundo o Comitê Organizador da Marcha em Sergipe, 50 mulheres sergipanas participarão da marcha em São Paulo. Elas sairão no dia 06 de março, da sede da CUT/SE.

Para Conceição Branco, Secretária de Mulheres da CUT/SE e integrante do Comitê Organizador da Marcha, esse é o espaço de reflexão e reivindicação. "Precisamos mostrar para a sociedade que estamos lutando pela igualdade de direitos e pela liberdade de sermos plenamente mulheres", disse.

Desde o mês de janeiro que diversas representações de entidades, juntamente com a Secretaria estadual da CUT, participam de reuniões na sede da Central para a organização da marcha em Sergipe.

"Não temos dúvidas que esta será a primeira e grandiosa Marcha Estadual que faremos. No dia 26 de fevereiro, organizamos um Encontro Estadual preparatório, neste encontro discutimos os temas da Marcha Mundial: Pela autonomia econômica das mulheres; por um mundo sem violência contra as mulheres; contra a privatização da natureza e dos serviços públicos; e pela paz e desmilitarização.

Durante esta semana, na CUT, as mulheres estão confeccionando materiais que serão utilizados tanto na Marcha Mundial como na Marcha Estadual.

Como nasceu - A Marcha Mundial das Mulheres foi iniciada no ano de 1995, em Quebec, no Canadá, quando 850 mulheres marcharam 200 quilômetros, pedindo, simbolicamente, "Pão e Rosas".

No ano de 2000, nasce a Marcha mundial de Mulheres como uma grande mobilização que reuniu mulheres do mundo todo em uma campanha contra a pobreza e a violência.

A Marcha busca construir uma perspectiva feminista afirmando o direito à auto-determinação das mulheres e a igualdade como base da nova sociedade que lutamos para construir.

De 8 a 18 de março, acontecerá a ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres. Será uma marcha entre as cidades de Campinas e São Paulo, com 3 mil mulheres, organizadas em delegações de todos os estados em que a MMM está presente. Será uma grande ação de denúncia, reivindicação e formação, que pretende dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional, além de buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras.




Extralagoas.com.br


PT negocia cabeça de Luna
Partido quer Izack Jackson como vice de Lessa; em troca negará legenda para delegado disputar Senado

Após Benedito de Lira trair Ronaldo Lessa e Cícero Almeida ao negociar a vaga de vice-governador na chapa de Téo Vilela, agora é a vez do PT rifar a cabeça de Pinto de Luna em troca da vaga de vice na chapa de Lessa. Disposto a se manter no poder a qualquer preço, o PT fará aliança com o deus e o diabo, desde que seus interesses escusos sejam preservados.

Ao juntar os cacos do que sobrou do Chapão, o presidente estadual do PT Joaquim Brito defende a candidatura do presidente da CUT em Alagoas como vice de Ronaldo Lessa, numa chapa de oposição a Téo Vilela. Como todo e qualquer acerto no Chapão passa pelo senador Renan Ca-lheiros, o preço cobrado pela pretensão do PT é a cabeça do delegado Pinto de Luna, ainda candidato a uma das duas vagas se senador.

Selado o acordo, resta a Luna a opção de disputar uma cadeira na Assembléia Le-gislativa, ou encerrar sua carreira política, que mal começou, ou começou mal. Pois já está decidido que o PT não lhe dará legenda para disputar o Senado com Renan Ca-lheiros e Heloisa Helena. A prioridade do Chapão é garantir a reeleição de Renan, a qualquer custo. Lessa sabe disso e vai para o sacrifício porque assim como Luna, também não lhe resta alternativa.

 

 

Rádio Web - Jornal Brasil Atual


Convenção 151 da OIT é aprovada em comissão do Senado

Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho é aprovada na Comissão de Relações Exteriores do Senado. O relatório elaborado pelo senador Geraldo Mesquita (PMDB/AC) depois de audiência com integrantes da direção executiva da CUT, foi aprovado por unanimidade na manhã desta quinta-feira (4). O próximo passo será o encaminhamento para a Comissão de Constituição e Justiça e posteriormente para o Senado. Por fim, ela volta a Câmara dos Deputados de onde já foi aprovada em outubro de 2009. A Convenção 151 garante o direito de organização e negociação dos servidores públicos. Para o presidente da CUT, Artur Henrique, a ratificação iniciará uma grande discussão a respeito da organização no local de trabalho. Para ouvir acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=informe%5Fcut%5F2010%5F3%5F5%5F7%5F6%5F17%5F21%2Ewma&nm_audio=Conven%E7%E3o+151+da+OIT+%E9+aprovada+em+comiss%E3o+do+Senado

Votação contra a legitimidade das centrais sindicais está empatada

A votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade do DEMo contra a legitimidade das centrais agora está empatada. O presidente da CUT, Artur Henrique, afirmou que a entidade não está preocupada com o fim do Imposto Sindical, uma vez que desde a sua fundação a Central defende a implementação de uma contribuição resultante da negociação coletiva. Artur enfatizou, porém, que a intenção do DEMo com a ação é a de desmoralizar e criminalizar os movimentos sociais. Para ouvir acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=informe%5Fcut%5F2010%5F3%5F5%5F7%5F7%5F39%5F21%2Ewma&nm_audio=Vota%E7%E3o+contra+a+legitimidade+das+centrais+sindicais+est%E1+empatada
  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • Orkut
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

FNDC Redes Sociais CUT Comitê Brasil em defesa das florestas e do desenvolvimento sustentável Clipping CUT Brasil Atual 2 TVT Banner Água para o Brasil

Copyright © 2002-2009 CUT Central Única dos Trabalhadores | 3.438 - Entidades Filiadas | 7.464.846 - Sócios | 22.034.145 - Representados
Rua Caetano Pinto nº 575 CEP 03041-000 Brás, São Paulo SP | Telefone (0xx11) 2108 9200 - Fax (0xx11) 2108 9310