Twitter Facebook YouTube Flickr Orkut Conexão Sindical

CUT NACIONAL > CLIPPING > CLIPPING 08/03/10

Clipping 08/03/10

Escrito por William Pedreira
08/03/2010

Edição nº 1534 segunda, 08 de março de 2010
Fechamento: 08:45


Edição número 1534 segunda-feira, 08 de março de 2010

 

 
Fechamento: 08h45

 

Veículos Pesquisados:


Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)

Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)

Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)

William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)





O Estado de S.Paulo



'TV Lula' lança canal internacional para brasileiros no exterior
Acusada de fazer propaganda do governo no País, emissora deverá começar a transmissão para África em julho

Wilson Tosta (Nacional)

A TV Brasil, emissora operada pela estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC), lançará ainda este ano um canal internacional voltado para parte dos cerca de 3 milhões de brasileiros que vivem no exterior. Apelidada de "TV Lula" por oposicionistas, que a acusam de fazer propaganda do governo federal, a estação quer inicialmente atingir brasileiros que vivem em outros países da América Latina, EUA, África e Península Ibérica. A ideia é substituir o Canal Integración, que será extinto, por uma programação por assinatura exclusivamente em língua portuguesa, transmitida por cabo.

"O Canal Integración serviu muito à ideia de integração latino-americana, mas já cumpriu o seu papel", diz a presidente da EBC, Tereza Cruvinel. Segundo ela, há uma "enorme demanda" de emigrantes brasileiros por um canal de TV a preços baixos no exterior. As redes Globo e Record já disputam o público emigrante brasileiro, mas há reclamações na comunidade com relação às tarifas cobradas. "O Brasil virou um país de emigração. Já foram realizadas duas conferências de emigrados. Na última, no Rio, comparecemos, e o assunto canal internacional foi mais palpitante."

O novo canal está sendo montado por uma equipe chefiada pela jornalista Marilena Chiarelli e usará o New Skies, mesmo satélite atualmente utilizado pelo Integración,  por isso, a empresa avalia que não terá custo adicional nesse item, de pouco menos de R$ 500 mil anuais. A transmissão começará até julho, pela África, onde a EBC está mais perto de fechar acordo para distribuição de programação. A empresa escolhida, a Multi-Choice, atinge 90% do continente e pode colocar a emissora nos Palops (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), como Angola e Moçambique. "A TV a cabo está chegando à África, é uma boa oportunidade", diz Tereza.

Para os EUA, há negociações para distribuir o novo canal com a empresa Dish Network; para a América Latina, com a DirectTV; e para a Península Ibérica, com o grupo Prisa, que edita o jornal espanhol El País. Todas essas regiões já são cobertas pela órbita seguida pelo New Skies. Outras áreas, como o resto da Europa continental, o Reino Unido e o Oriente, ficarão para depois, devido a questões técnicas e financeiras. No Japão, país com uma grande comunidade brasileira, a primeira negociação empacou no alto preço que o transmissor local queria cobrar pelo serviço de distribuição.

A programação terá de sofrer alterações para ser adaptada aos fusos horários locais e porque há, na grade atual, programas de outras emissoras, licenciados exclusivamente para transmissão no País.

Na semana passada, a EBC foi acusada de gravar depoimentos de ministros em suposto tom eleitoral, para exibição no Blog do Planalto. A empresa respondeu afirmando ter prestado serviço à Secretaria de Comunicação da Presidência da República e dizendo não haver ilegalidade no episódio.

ORÇAMENTO
A TV Brasil Internacional é um dos projetos de expansão da EBC para 2010, quando terá um Orçamento de R$ 453 milhões, o maior de sua curta história, iniciada em dezembro de 2007. Proibida de veicular publicidade comercial, a estatal é sustentada por verbas que recebe diretamente da União, por dinheiro de patrocínios culturais (em 2009, chegou a receber dinheiro da Vale do Rio Doce), recursos por prestação de serviços a entidades federais e, este ano, espera receber ainda R$ 116 milhões da Contribuição para a Comunicação Pública, prevista na lei que criou a empresa, mas contestada na Justiça por empresas de telecomunicação.

Outros projetos são previstos para 2010 pela EBC, que aprovou seu Plano de Trabalho em seu Conselho Curador no início do ano. Um é a criação de uma rede de rádios públicas, reunindo as oito emissoras federais e estações dos governos estaduais, com possibilidade de transmitir um jornal radiofônico nacional. Outro é a expansão de atividades da TV Brasil, incluindo a criação de gerências executivas no Nordeste (São Luís), Centro-Oeste (Brasília), Norte (já tem escritório em Manaus) e no Sul (Porto Alegre). A emissora, além de mudar seu correspondente na África de Angola para Moçambique, mandará profissionais permanentes para Washington, nos EUA, e Buenos Aires, na Argentina. Tem ainda a meta de ampliar sua transmissão diária de 20 para 24 horas.

A televisão estatal também quer ampliar suas transmissões na Região Sul, onde enfrenta dificuldades que se refletem em audiência de 6%, abaixo da média nacional de 10% apontada em pesquisa DataFolha no ano passado. A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), veta a participação da TV Educativa gaúcha na rede nacional de TVs públicas, por considerá-la instrumento político do governo federal. Prefere pagar por programação produzida pela TV Cultura, emissora estadual de São Paulo, a receber o material gratuito da TV Brasil.

A EBC, que comprou por R$ 400 mil o prédio onde fica a TV gaúcha, vai instalar lá sua sede no Estado, com repetidoras em Porto Alegre e em outras quatro cidades gaúchas para levar o seu sinal aos gaúchos. A EBC ofereceu ao governo estadual a oportunidade de manter lá a emissora estadual, pelo mesmo aluguel.


Universalização da internet banda larga fica para o próximo governo
Para especialistas do setor e técnicos da própria equipe de Lula, é difícil colocar o plano em prática neste ano
 
Gerusa Marques (Economia)

A temperatura do debate é alta e a pressão política do governo é forte, mas a oferta de internet via banda larga País afora, como quer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é uma promessa eleitoral com tantas etapas para cumprir que só no governo do sucessor pode virar realidade. Para técnicos e especialistas do setor, mesmo que o governo consiga definir no próximo mês as diretrizes, não há como colocar em prática neste ano o Plano Nacional de Banda Larga. O mais provável é que o Planalto faça o lançamento de um protocolo de intenções, que pode ser usado como bandeira política na campanha eleitoral.

"É muito difícil que o plano seja executado este ano, a não ser que seja algo absolutamente marginal, nada relevante", avalia um técnico do governo. O maior problema, para uma fonte da iniciativa privada, foi o governo ter atrelado a necessidade de expandir a banda larga à discussão para revitalizar a Telebrás, empresa que deverá administrar e operar o plano.

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, reconhece que não há tempo hábil para o plano ser executado pelo governo Lula, mas pondera que algumas medidas podem ser tomadas, com impactos ainda neste ano. "Certamente podemos ter o estabelecimento das linhas de ação para a empresa gestora do plano e fazer ações de caráter organizativo caso a Telebrás seja escolhida como gestora", diz.

A reativação da estatal, que teve as subsidiárias privatizadas em 1998, é defendida por Lula. A decisão sobre a reativação da velha estatal será tomada em abril, quando o presidente voltará a se reunir com os ministros para bater o martelo sobre o lançamento oficial do plano.

Se essa reunião for conclusiva, uma das primeiras medidas será a edição de um decreto presidencial instituindo o plano de banda larga. Minuta do documento circulou em Brasília no início do ano e colocava a Telebrás na liderança do processo.

Após formalizada a decisão de reativar a estatal, serão necessários dois meses para reconstituir a empresa e contratar ou requisitar funcionários. A estatal tem 200 empregados cedidos à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Para voltar a operar, a Telebrás ressuscitada tem de realizar assembleia de acionistas, enviar comunicado à Comissão de Valores Mobiliários e cumprir compromissos junto ao mercado financeiro, por ter ações da Bolsa.

A ressurreição da empresa é um processo complexo. Será necessário licitar a compra de equipamentos para a revitalização das fibras de propriedade das estatais de energia elétrica. Essas fibras, usadas para a montagem da rede de banda larga, são as que estão em poder da Eletronet, empresa que decretou autofalência, tem dívidas de credores cobradas na justiça e a pendência jurídica sobre a apropriação das fibras pela Eletrobrás.

DENÚNCIAS
O cronograma traçado pelos técnicos dependerá da superação desses problemas e do constrangimento criado com a divulgação de denúncias de envolvimento do ex-ministro José Dirceu nos negócios da empresa. Ele prestou consultoria à Star Overseas Venture, empresa sediada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas de propriedade do empresário Nelson dos Santos, que é dona de parte da Eletronet.

Mesmo que a licitação de compra dos equipamentos seja realizada em tempo recorde e que não haja contestação judicial, todo o processo deve durar ao menos três meses, sendo concluído em setembro. A entrega de equipamentos e montagem dos componentes eletrônicos nas redes de fibras ópticas se prolongaria até dezembro.

Com as fibras funcionando, a estatal pode começar a atuar no atacado, ofertando capacidade de transmissão de dados para outros operadores, como pequenos provedores de internet, que forneceriam os serviços para o consumidor. Mas, para operar, mesmo no atacado, é preciso autorização da Anatel, processo que não é imediato.

Se o governo optar por atender também ao consumidor final, para cumprir a promessa de chegar com a banda larga onde as grandes operadoras não querem, terá de construir a capilaridade da rede, para ligar a espinha dorsal formada pelas fibras das centrais elétricas até as cidades, e das cidades até a casa de cada cliente. Não há estimativa de quanto tempo a construção da rede pode levar. As empresas privadas, por exemplo, começaram o trabalho de ramificação da rede principal até a sede dos municípios em 2008 e devem concluí-lo no fim do ano.


Mulheres detêm 44% dos planos de previdência
Há cinco anos, a participação das mulheres era de apenas 35%

Roberta Scrivano (Economia)

"Como toda mulher, eu adoro consumir e, para controlar os gastos e conseguir poupar, decidi fazer um plano de previdência que debita um valor mensal automaticamente da minha conta". A solução é da pedagoga Ellen Bernardo, de 35 anos, que adquiriu um plano de previdência privada há dois anos.

Mãe de dois filhos, Vítor, de seis anos, e Luís Felipe, de três, Ellen conta que decidiu aderir ao plano de poupar quando seu marido pediu o divórcio. "Vi que eu precisava pensar no meu futuro e não só no do meu casamento e de meus filhos", diz.

Números da Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) comprovam que, assim como ocorreu com Ellen, o interesse feminino em planejar o futuro cresce a cada ano. Hoje, 44% dos 13 milhões de planos de previdência privada ativos no País são de mulheres. Em 2000, dos cerca de 5 milhões de planos, 35% eram do público feminino.

"A tendência é ter cada vez mais mulheres na previdência, sobretudo se levarmos em conta que hoje, segundo o IBGE, 35% dos lares brasileiros são sustentados pelas senhoras", prevê Renato Russo, vice-presidente da Fenaprevi.

A consolidação econômica feminina também é apontada por outros especialistas como o fator que tende a impulsionar a participação delas no mercado de previdência complementar. "Cada vez mais as mulheres têm a sua própria renda. Isso, somado ao fato de elas serem organizadas e comprometidas, naturalmente aumentará o interesse em poupar", acredita Dora Ramos, diretora da assessoria contábil Fharos.

A expectativa de o público feminino atuar cada vez mais na administração financeira fez o Santander criar o Projeto Mulher. "Entre os produtos voltados ao público feminino, temos a Previ Mulher, que é o carro-chefe", conta Sinara Figueiredo, superintende de investimentos do banco.

Entre os bancos de varejo (como Itaú Unibanco, Bradesco, HSBC, Banco do Brasil), o Santander é o único que tem planos de previdência direcionados exclusivamente às mulheres.

As aplicações mensais, que terão condições especiais em março (mês do dia da mulher) na Previ Mulher, são de no mínimo R$ 100, com taxa de carregamento de 2% e de administração também de 2% sobre o valor investido.

Na Brasilprev, uma das maiores companhias de previdência privada e que trabalha sob a bandeira do Banco do Brasil, dos 1,19 milhão de clientes da empresa, 43% são do sexo feminino. Outros números da empresa indicam que o público feminino adquire planos de previdência complementar mais cedo do que os homens.

"Das nossas clientes mulheres, 44% têm até 30 anos. Da clientela masculina, esse porcentual cai para 37%", conta José Eduardo Vaz Guimarães, diretor de operações e produtos da Brasilprev. Para o executivo, essa diferença revela a maior consciência delas sobre a necessidade do planejamento financeiro de longo prazo.

Vaz Guimarães ressalta, porém, que o valor mensal de recursos apostados pela mulher é de R$ 190. Por outro lado, os homens aportam, em média, R$ 236.

Russo, da Fenaprevi, esclarece que o perfil das mulheres investidoras ainda é, em sua maioria, conservador. "Isso explica o investimento menor ao mês."

PERFIL CONSERVADOR
Hoje, 43% dos investimentos de risco no mercado nacional são feitos por mulheres, segundo números da Fenaprevi. Em 2005, esse porcentual era de apenas 17%.

"A mulher está aprendendo a investir e deve se tornar cada vez mais arrojada nas finanças", diz Dora. Ela afirma que ainda há uma certa timidez entre as mulheres para iniciar aplicações mais agressivas. "Este ainda é um mercado masculino, por isso, muitas vezes as mulheres ficam constrangidas em iniciar aplicações e tirar dúvidas."

Carolina de Mola, diretora das áreas de Vida e Previdência da SulAmérica, destaca que a mulher é responsável em "prover a segurança familiar", fato que também pesa na hora de escolher o tipo de investimento que ela fará. "Portanto, longo prazo e conservadorismo ainda são características fortes no tipo de aporte feminino."

QUANTO INVESTIR?
Para decidir quanto investir por mês em um planejamento de longo prazo, especialistas em finanças pessoais indicam que, em primeiro lugar, seja elaborado um plano de negócios. "Deve-se somar todos os gastos pessoais, como prestações, contas, cartões de crédito, gasolina, lazer e, assim, se planejar com o salário que receberá no mês", explica Dora Ramos.

Carolina salienta que é preciso pôr no papel todos os gastos diários. "Nada pode escapar, nem o cafezinho", frisa a diretora da Sul América.

Após a soma dos gastos, é preciso fazer a subtração com o valor total líquido da renda mensal. Depois disso, pode-se definir quanto será aplicado.

Russo, da Fenaprevi, sugere ainda que o plano de previdência seja colocado no débito automático para que não haja chance de a mulher esquecer de efetuar o pagamento ou gastar o dinheiro que deve ser aplicado. Dora concorda. "É como se você estivesse pagando uma dívida com a sua felicidade no futuro", ilustra a especialista em finanças.




Folha de S.Paulo


Planalto paga pesquisa sobre trunfos eleitorais de Dilma
Estudos de R$ 2 mi medem popularidade de programas associados à ministra, como PAC

Relatórios apontam que população desconhece vitrines; PAC tem caráter abstrato e não foi alvo de publicidade, diz Secom

Marta Salomon (Brasil)

O Palácio do Planalto pagou R$ 2 milhões por pesquisas que aferem a popularidade de programas de governo e, em especial, de ações às quais a imagem da pré-candidata petista, Dilma Rousseff, está mais associada. Relatórios traçados por um especialista em comportamento eleitoral indicam "patamares elevados de desconhecimento" de vitrines do governo, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o pré-sal.


Os estudos foram iniciados em 2009, sob encomenda da Secretaria de Comunicação da Presidência. Os resultados são estratégicos para delinear a plataforma eleitoral da ministra da Casa Civil. A Folha teve acesso aos questionários e relatórios das pesquisas após reclamar formalmente o direito de acesso a dados públicos.


"Eu diria que sempre é um subsídio, é claro", afirmou o diretor-presidente do Instituto Meta, Flávio Eduardo Silveira, sobre a contribuição das pesquisas para a tática de Dilma.


O sociólogo avalia que falta ao PAC uma identidade mais próxima da população, como ocorre no caso do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, também objeto das pesquisas. "Fica algo muito abstrato", disse.


Essa palavra é a mesma usada pelo secretário-executivo da Secom, Ottoni Fernandes Júnior, ao tentar justificar o desconhecimento do PAC: "É um programa que tem caráter abstrato e não estava no centro da publicidade institucional".


A lembrança da propaganda oficial do PAC foi considerada "escassa" em relatório de pesquisa qualitativa de maio, que recorreu a entrevistas mais aprofundadas. Essa pesquisa detectou "forte desconfiança", principalmente entre os mais ricos, em relação ao programa.


Programa eleitoreiro

Alguns participantes sugeriram que o PAC era eleitoreiro. "De certa forma, ele está usando o PAC para eleger a Dilma", relata o Instituto Meta, na única vez em que o nome da pré-candidata aparece nos questionários ou relatórios de análise.

O relatório de novembro diz que, entre os que já tinham ouvido falar do programa (menos de metade dos entrevistados), mais de 70% não conhecem suas obras. O dado "indicou a manutenção de patamares elevados de desconhecimento".


Percentual semelhante da população manifestou conhecer o programa que pretende financiar um milhão de moradias até o fim do ano para famílias com renda de até R$ 4.900.


O mais recente relatório diz que a avaliação positiva do governo se concentra nas famílias com renda de até dois salários mínimos e nas regiões Norte e Nordeste. A avaliação tanto de Lula como do governo cai à medida em que aumenta a renda.


O motivo que mais pesou na avaliação negativa foi a corrupção. O relatório de novembro atribuiu o fato à crise no Senado, "em função do apoio público do presidente Lula a Sarney, principal alvo das denúncias".


O responsável pelo levantamento arrisca palpites sobre a candidatura Dilma e diz crer em uma disputa acirrada. "Não se sabe ao certo o teto do crescimento [de Dilma] e isso vai depender de vários fatores, como a transferência de votos de Lula", disse Flávio Silveira.



Vaccarezza defende tesoureiro do PT e critica quebra de sigilo

Phillip Dânton (Brasil)
 
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), rebateu ontem o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal apresentado pelo promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, contra João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. Ele será o responsável pelas finanças da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência.

Vaccari Neto, presidente licenciado da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), é acusado de envolvimento no suposto esquema de desvio de verba da entidade. Segundo Vaccarezza, a ação faz parte de uma "articulação política mal engendrada".


Segundo reportagem da revista "Veja" desta semana, foram analisadas mais de 8.000 páginas de documentos do processo que envolve o desvio de recursos. A conclusão é que a direção da Bancoop girou R$ 31 milhões em cheques para a própria entidade para não revelar o destino do dinheiro.


O petista disse estranhar o fato de o PSDB ter entrado com pedido de CPI na Assembleia Legislativa de São Paulo antes da denúncia ser apresentada pelo promotor.


Em nota divulgada ontem em seu site, a Bancoop chamou a reportagem de "fantasiosa".



Filiais brasileiras salvam balanço de multinacionais
Operações no país compensaram resultado fraco das companhias nos EUA e na Europa

Nos casos de Unilever e Nestlé, país passou a ser o 2º maior mercado, atrás apenas dos EUA; Fiat já vende mais no Brasil do que na Itália


Mariana Barbosa
(Dinheiro)

O Brasil é a grande estrela da atual safra de balanços das multinacionais -referente ao ano de 2009. Com a estagnação ou a retração das economias da Europa e dos Estados Unidos, a força do mercado interno brasileiro, sobretudo a partir do segundo semestre, contribuiu para melhorar o desempenho das companhias nos mais diversos setores.

Com vendas de R$ 11,5 bilhões no ano passado, a Unilever Brasil subiu no ranking da multinacional e alcançou a segunda posição, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2004, o Brasil era a sétima subsidiária em faturamento. De acordo com o vice-presidente corporativo, Luiz Carlos Dutra, o desempenho é resultado da decisão da companhia de manter os investimentos, apesar da crise global. "Fizemos mais de 60 inovações, investimos na expansão da fábrica de sabão em pó no Nordeste e ampliamos a presença na mídia", diz Dutra.


Manter o ritmo de investimentos e ganhar mercado em ano de crise também foi a estratégia da Nestlé Brasil, que em 2009 se transformou no segundo principal mercado para a multinacional suíça, com vendas de R$ 15,5 bilhões. O país galgou duas posições no ranking de faturamento, superando Alemanha e França e ficando atrás apenas dos EUA.


Enquanto as vendas da Nestlé na Europa cresceram apenas 1,2%, nas Américas a alta foi de 4,8% -sendo que no Brasil, isoladamente, o crescimento foi de 10%. "O Brasil é uma prioridade para a Nestlé", afirmou o presidente da Nestlé Brasil, Ivan Zurita, durante inauguração de uma nova fábrica em Carazinho (RS).


Apesar de a Nestlé ter registrado uma queda de 42% no lucro líquido, o resultado, turbinado pela performance nas Américas e na Ásia, ficou acima das expectativas dos analistas.


Na AB Inbev, maior cervejaria do mundo, a contribuição do Brasil foi ainda mais crucial. Enquanto no mundo todo as vendas de cerveja caíram 0,8% no ano passado, no Brasil a empresa vendeu 9,9% mais. A Ambev, que é controlada pela AB Inbev e produz as marcas Brahma e Skol, respondeu por 30,8% do Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] do grupo, que foi de US$ 13 bilhões em 2009.


O estímulo às vendas de carros com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) fez do Brasil um dos únicos países a registrar crescimento nesse setor no mundo: 11,4%. E, pela primeira vez na história, as vendas da Fiat no Brasil superaram a da matriz. Foram 737 mil unidades, contra 722 mil na Itália. Há dez anos, o mercado brasileiro era metade do italiano.


"A contribuição do Brasil foi bastante expressiva e em 2010 deverá ser ainda maior, considerando que este será um ano ainda muito difícil na Europa", disse, na semana passada, o presidente mundial do grupo Fiat, Sergio Marchionne, que veio ao Brasil para inaugurar uma fábrica de máquinas agrícolas em Sorocaba.


Para a Portugal Telecom, o Brasil também já superou a matriz. No ano passado, 51,1% do resultado da companhia teve origem no Brasil. A PT é dona de 50% da Vivo. No último trimestre de 2009, as vendas da PT cresceram 18% no Brasil, para 905,3 milhões, enquanto em Portugal elas caíram 3,4%, para 846,7 milhões.


Na rede varejista francesa Casino, controladora do Grupo Pão de Açúcar, enquanto na matriz as vendas recuaram 3,8%, na América do Sul cresceram 5,7%. O desempenho nas vendas foi puxado por "uma excelente performance" no Brasil. O crescimento sobre mesmas lojas no Grupo Pão de Açúcar foi de 12,7%.


Remessas
Apesar de o Brasil contribuir para salvar os balanços de multinacionais, as empresas estrangeiras remeteram 30% menos lucros e dividendos às matrizes em 2009, na comparação com 2008. Dados do Banco Central mostram que essas empresas enviaram US$ 17,7 bilhões no ano passado. Em 2008, foram US$ 25,3 bilhões.


"Houve um recuo por conta do baixo crescimento em 2009, mas a expectativa para 2010, com a economia crescendo mais de 5%, é de retomar o patamar de 2008 e até superá-lo", afirma Luís Afonso Lima, presidente da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais). Para este ano, o BC estima remessas de US$ 30,2 bilhões.



Semana trará indicadores de inflação e PIB do país
Investidores ficam atentos aos papéis da Petrobras

Paula Nunes
(Dinheiro)

O mercado fechou a última semana otimista e registrando altas nas principais Bolsas de Valores do mundo. Esse bom humor deve prevalecer durante os próximos dias, visto que eles não virão recheados de indicadores impactantes.


No Brasil, a inflação continua em foco. Desta vez impulsionada pela expectativa de crescimento robusto do país, percepção que já levou economistas a apostarem em uma alta do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano maior que a projeção oficial, de 4,5%. Grande parte dos analistas projeta que a expansão pode atingir facilmente os 5%. A economia aquecida tende a pressionar os níveis de capacidade instalada da indústria e, por consequência, refletir em alta inflacionária.


Porém, o comportamento do consumidor dará pistas sobre a desaceleração da inflação pelo gasto das famílias, e as pressões sazonais devem se refletir cada vez menos na elevação desses índices. "Estamos notando um arrefecimento no sistema de preços, uma espécie de trégua", diz Celso Grisi, presidente do Instituto de Pesquisa Fractal.


Os investidores ficarão atentos hoje ao IPC semanal medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Ele sai juntamente com o IGP-DI, indicador de preços que reflete mais os reajustes no atacado, com tendência de alta, porque já começa a refletir futuras pressões previamente anunciadas. Uma delas é o reajuste do preço do minério de ferro, que levará, por consequência, a altas nos preços do aço e seus derivados, impactando toda a indústria. A primeira prévia do IGP-M será divulgada na quarta-feira.


Dados do varejo sairão na quinta-feira e devem refletir os efeitos sazonais nas compras. De qualquer maneira, analistas econômicos afirmam que o comércio tende a crescer ao longo dos próximos meses.


A atenção dos investidores ao movimento das ações preferenciais da Petrobras na BM&FBovespa deve continuar. Os papéis da estatal subiram 1,73% na última sexta-feira e, segundo os analistas, tendem a permanecer em alta nos próximos dias, período em que o projeto de lei que permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) na capitalização da companhia estiver tramitando no Senado.


A elevação da taxa de juros é o maior alvo de especulações entre os economistas. Uns apostam que a subida da taxa Selic, hoje em 8,75%, deve começar agora em março, na próxima reunião do Copom. Outros já defendem que, com a produção industrial ainda com espaço para crescer, o Banco Central pode postergar para o final do segundo trimestre o ciclo de alta do índice.


Os resultados do PIB do quarto trimestre saem na próxima quinta-feira e a expectativa de especialistas é que aponte um crescimento de 2,2% em relação ao trimestre anterior.


Internacional
A Grécia continua preocupando o mercado. Embora seu impacto no curto prazo não tenha sido suficiente para derrubar as Bolsas, persiste grande incômodo com o dilema europeu. "O recuo da União Europeia em relação ao auxílio grego põe em questão a solidez da moeda europeia", observa o economista Celso Grisi.


Dos EUA virão poucos dados na semana, com destaque para os resultados do Orçamento do Tesouro e as vendas no varejo, que devem apresentar queda. Sairão ainda informações de pedidos de seguro-desemprego. "É bem provável que o consumo se recupere nos próximos períodos, embora o norte-americano ainda esteja com medo de gastar", diz Grisi.





Valor Econômico


Importações mantêm trajetória de alta no início do ano

Sergio Lamucci

O volume de importações segue em alta forte no começo de 2010, dando continuidade à trajetória de expansão que ganhou fôlego na segunda metade do ano passado. Impulsionado pela recuperação da economia e pelo dólar ainda barato, o crescimento das compras externas é mais expressivo nos setores de bens intermediários (insumos como produtos químicos, aço, borracha e plástico), bens duráveis (como automóveis e eletroeletrônicos) e bens de capital.

Em janeiro, o volume de importações de intermediários cresceu 3,5% em relação a dezembro, enquanto o de duráveis subiu 5,1% e o de bens de capital, 4,6%, na série ajustada pela LCA Consultores, com base em dados da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex). A expectativa de empresários e economistas é que a alta continue nos próximos meses, embora possa haver algum arrefecimento no ritmo de expansão, especialmente se confirmada a moderação na velocidade de crescimento da economia sugerida pelos indicadores dos últimos meses, como aponta o economista Douglas Uemura, da LCA.

Responsável por quase 60% da pauta de importações do país, as compras de bens intermediários começaram a se recuperar no segundo trimestre de 2009, ganhando força a partir de julho. Entre abril de 2009 e janeiro deste ano, o volume importado de insumos cresceu 45,4%, na média móvel de três meses, conceito usado para suavizar oscilações mensais. O indicador até janeiro é a média nos meses de novembro, dezembro e janeiro. Um dos destaques são as importações de produtos químicos, que no período subiram 45%, segundo a média trimestral.

O gerente de comércio exterior da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Renato Endres, diz que a força das importações no começo do ano surpreendeu o setor. Segundo dados da Abiquim, em janeiro, o volume importado subiu 66,4% sobre o mesmo mês de 2009. A base de comparação é fraca, por causa do impacto da crise no início do ano passado, mas ainda assim a alta é significativa. Endres acredita que, neste ano, importações e exportações voltarão ao patamar de 2008, tanto em valor como em volume. No caso do volume importado, isso significa alta de 27,4% em relação a 2009.

O economista-chefe da Funcex, Fernando Ribeiro, diz que as compras externas de bens intermediários respondem principalmente ao aquecimento da atividade na indústria. As importações de insumos costumam crescer em média três vezes mais do que o ritmo de expansão da produção industrial. Se a indústria crescer de 8% a 10% neste ano, as compras de intermediários tendem a aumentar de 24% a 30%. "O câmbio tem algum efeito para elevar as importações de intermediários, mas o que predomina é a atividade."

As importações de bens de capital, que respondem por algo como 15% da pauta de compras externas do país, demoraram um pouco mais para ganhar força. A reação mais firme se deu apenas no terceiro trimestre do ano passado. Entre agosto de 2009 e janeiro deste ano, o volume importado subiu 16,7%, na média móvel de três meses.

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), Thomas Lee, não esconde a satisfação com o desempenho recente do setor. As empresas do segmento, segundo ele, fizeram compras expressivas neste começo do ano, com o objetivo de ter estoque suficiente para atender a forte demanda que se desenha para os próximos meses. Lee diz que as importações em janeiro e fevereiro cresceram de "cinco a seis vezes" em relação ao mesmo período de 2009. "Mas a alta fica distorcida, porque a base de comparação era muito baixa, por causa da crise." Ele espera expansão de 50% neste ano, depois da queda de 50% registrada em 2009. Ele destaca a demanda expressiva da indústria automobilística e do setor agrícola.

Na Trumpf, que traz para o Brasil máquinas fabricadas pelo grupo na Alemanha, Áustria e EUA, o ano começou de modo promissor. Em janeiro e fevereiro, o volume de vendas foi expressivo, chegando a cerca de dois terços do nível observado nos meses de 2007 e 2008, anos de forte atividade e com alta expressiva do investimento. Em janeiro de 2009, no auge do impacto da crise, a empresa, que tem como um de seus grandes diferenciais máquinas de corte a laser, de alta tecnologia, não vendeu nenhuma máquina. "A máxima de que os negócios no Brasil só começam depois do Carnaval não valeu neste ano", diz o gerente de vendas e marketing da Trumpf, Walter Mello. Para março, ele acredita em vendas 50% superiores às registradas nos dois primeiros meses do ano, o que significa voltar aos melhores momentos de 2007 e 2008.

A alta mais expressiva de compras externas é a de bens duráveis, que viu a média móvel de três meses subir 77,2% entre abril de 2009 e janeiro deste ano. O peso desses produtos na pauta de importações, porém, é pequeno, de cerca de 5%. Ribeiro diz que, no caso dos duráveis, o câmbio têm influência bem mais significativa do que nos intermediários ou de capital. Na casa de R$ 1,80, o dólar continua favorável às compras externas. Os automóveis são item importante na importação de duráveis. As compras de veículos, reboques e carrocerias cresceram 52,8% entre abril de 2009 e janeiro deste ano, na média móvel trimestral.

Os números recentes não levaram Ribeiro a mudar as projeções para as importações neste ano. Ele estima alta de 25% do valor das compras externas sobre 2009, dos quais 23% devido ao aumento do volume importado. No caso das exportações, a elevação deve ser de 10%, prevê Ribeiro, dos quais algo como 5% explicados pelo volume. Para ele, o saldo comercial deve cair de US$ 25,3 bilhões em 2009 para US$ 8 bilhões neste ano.


Professores ameaçam parar em SP

Professores da rede estadual de ensino devem iniciar hoje uma greve por melhores salários. A presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Isabel Azevedo Noronha, afirmou que os professores comparecerão nas escolas para orientar os pais de alunos, mas não darão aula.

A decisão sobre a paralisação foi tomada por entidades que representam os professores reunidas na sexta-feira, em uma assembleia realizada na praça da República (região central de SP), que reuniu aproximadamente 5 mil pessoas. A principal reivindicação dos professores, segundo Maria Isabel, é um aumento salarial de 34,3%.

De acordo com os organizadores, a manifestação foi motivada pela proposta do governador José Serra (PSDB) de incorporar gratificações ao salário dos professores. Pelos cálculos do sindicato, com esse projeto o reajuste salarial da categoria ficaria entre 0,27% - para professores até a 4ª série do ensino fundamental - e 0,59%.

A Secretaria de Estado da Educação divulgou nota também na sexta-feira classificando a greve como uma "decisão política" e afirmando que a pauta de reivindicação da Apeoesp é "inimiga da melhoria da qualidade da educação de São Paulo", uma vez que seria contra provas de reavaliação de professores, e "só prejudica o ensino público e é contrária aos próprios interesses dos professores".

"Esse não é o ponto central dessa paralisação, estamos lutando por aumento de salário. O que prejudica o ensino público é a política do governo"´, disse Maria Isabel. A dirigente sindical Ela afirmou que o sindicato está orientando os professores a não baterem ponto ao chegar nas escolas amanhã. Os professores devem ficar nas escolas apenas orientando a comunidade sobre os motivos da greve.

As entidades de classe dos professores marcaram para o dia 12 mais uma assembleia para decidir se a paralisação continuará na próxima semana. Não está descartada para depois do encontro uma manifestação na avenida Paulista.


Centrais sindicais desistem de buscar candidato único

João Villaverde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi, nem a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, e a inauguração da nova sede da Força Sindical, em São Paulo, foi marcada pela decisão de que as seis centrais sindicais terão liberdade para apoiar diferentes candidatos nas eleições presidenciais deste ano. Assim, a ideia antes consensual, aprovada em reunião entre CUT, Força, UGT, NCST, CTB e CGTB em janeiro, de que as seis entidades apoiariam o mesmo candidato, foi por água abaixo.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) tem posição fechada para a campanha presidencial - o presidente da CUT, Artur Henrique, iniciou seu discurso ontem pela manhã com um "Bom Dilma" - mas centrais como a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) lidam com disputas internas. Na UGT, segundo Marcos Afonso de Oliveira, secretário de comunicação da entidade, há em sindicatos importantes ligados à central "forte influência" do PPS, partido que faz oposição ao governo federal. O presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, declara voto em Dilma, mas o primeiro vice-presidente, Melquíades Araújo, é filiado ao PSDB.

"A Força tem gente de vários partidos. A grande maioria vai apoiar a Dilma, mas nosso vice-presidente, por exemplo, vai votar no candidato do PSDB", disse Paulinho. Ele não acredita que o atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB), será candidato. "O Serra ainda não anunciou a candidatura porque tem dúvidas. Vai ser muito difícil alguém ganhar da Dilma, que é a minha candidata", afirma. O presidente da Força, que também é deputado federal pelo PDT, pertenceu, como vice-presidente, à chapa de Ciro Gomes nas eleições de 2002, e em 2006 apoiou Geraldo Alckmin (PSDB) para presidente.

No evento que inaugurou a sede da Força, os presidentes das seis centrais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho fizeram coro pela manutenção do repasse do imposto sindical. A contribuição, cobrada de todo trabalhador sindicalizado, passou a ser, desde 2008, repartida com as centrais. Nos últimos dois anos, foram repassados R$ 146,6 milhões às centrais. A sede inaugurada ontem foi a décima lançada no Estado de São Paulo desde 2008, e os custos de compra e reforma, segundo informou a Força, foram de R$ 6 milhões. "Nós levantamos essa sede", diz Paulinho, "com dinheiro do imposto sindical". Segundo o dirigente, a entidade não cobra mais mensalidade dos sindicatos ligados à central. "A Força hoje vive do imposto sindical", afirmou.

Como informou o Valor na sexta-feira, inaugurar sedes foi o principal fim dado pela Força ao dinheiro repassado pelo governo. Ontem, líderes de centrais menores afirmaram que pretendem seguir o mesmo rumo. "Em um ano e meio também vamos comprar nossa sede", afirmou Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), entidade que recebe o equivalente a um quinto do dinheiro da Força - no ano passado, a CTB recebeu R$ 4,6 milhões do governo, enquanto a Força levou R$ 22,6 milhões. Todos os dirigentes se disseram "confiantes" em relação à votação no Supremo Tribunal Federal (STF) que definirá se esses repasses são constitucionais.


 

O Globo


PT acusa Ministério Público de agir de forma partidária na investigação da Bancoop

Leila Suwwan

O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo na Câmara, acusou neste domingo o Ministério Público Estadual de São Paulo de agir de forma "criminosa" e "partidária" na investigação do esquema da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). Na quinta, o promotor José Carlos Blat pediu a quebra do sigilo bancário de João Vaccari Neto , dirigente licenciado da Bancoop e atual tesoureiro do PT, suspeito de envolvimento no suposto desvio de recursos da entidade, que teria abastecido campanhas do PT desde 2002.

- É uma ação criminosa do promotor Blat. Criminosa porque tem um fundamento de perseguição política e de campanha partidária - disse Vaccarezza neste domingo pela manhã na inauguração da nova sede da Força Sindical, em São Paulo. Segundo o líder do governo, não foi coincidência a veiculação da denúncia de envolvimento pessoal de Vaccari na revista "Veja" um dia depois de o PSDB iniciar a coleta de assinaturas para a instalação de uma CPI da Bancoop na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Blat rejeitou as acusações e disse que atua em defesa das três mil famílias que teriam sido lesadas pelo suposto esquema da Bancoop.

- Eu lamento que as pessoas estejam falando a meu respeito. Eu não pertenço a partido político, não sou filiado nem candidato. Meu trabalho prossegue, independentemente de qualquer ataque. Estou acostumado com isso e não me abalo - disse o promotor, que espera resposta sobre a quebra de sigilo bancário de Vaccari a partir de segunda-feira.




Agência Brasil


Desigualdade ainda pesa contra as mulheres no mercado de trabalho

Gilberto Costa

Brasília - A segunda década do século 21 começa para as mulheres como terminou o século passado. Elas trabalham mais e ganham menos, ainda que sejam mais qualificadas do que os homens. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que, no mercado formal, as mulheres de todos os níveis de escolaridade ganham menos do que os homens com o mesmo grau de formação.

Entre os analfabetos, a renda média mensal em 31 de dezembro de 2008 era de R$ 614,80 para os homens, enquanto para as mulheres trabalhadoras ficava em R$ 506,95.

Esse fenômeno se verifica entre os trabalhadores com formação em nível superior. A média salarial para esse grau de instrução, à época, era de R$ 3.461,82. No caso dos homens, essa renda subiria para R$ 4.623,98. Se o assalariado fosse mulher, o salário seria de R$ 2.656,47.

Para o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, professor titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, ligada ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existe no mercado de trabalho uma espécie de "segregação ocupacional" na qual as mulheres estão em posições de menor prestígio, formalização e proteção social.

A socióloga Eva Blay, ex-senadora (PSDB-SP) e professora titular aposentada da Universidade de São Paulo (USP), assinala que as mulheres estão subindo lentamente na hierarquia dos postos do mercado de trabalho. Ela aponta que as relações de trabalho ainda são marcadas pelo machismo. "O mercado resiste em contratar uma mulher por medo de que ela não consiga se impor aos demais trabalhadores homens."

Segundo a acadêmica, ainda pesa contra as mulheres preconceitos como a falsa ideia de que elas faltam mais ao serviço do que os homens.

Além do trabalho fora de casa, as mulheres precisam se dedicar a atividades não remuneradas, como os afazeres domésticos. Segundo dados do IBGE referentes a 2007, as mulheres de 10 anos de idade ou mais se dedicavam 22,3 horas semanais aos afazeres domésticos contra 5,2 horas dos homens.

"Estamos muito longe de ter uma cultura em que marido e mulher cooperem com esses afazeres", lamenta Neuma Aguiar, professora de sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

"A gente é invisibilizada. Parece que lavar e consertar roupa, preparar comida ou cuidar da pessoa doente estão descoladas da produção da riqueza, mas não estão", critica Fátima Lucena, professora do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

"Participamos da produção da riqueza, mas na hora da distribuição perdemos muito mais do que os homens", lamenta. Fátima Lucena, no entanto, faz uma autocrítica: "A mulher não é somente vítima, mas também construtora das relações sociais".

A socióloga Marlise Matos, chefe do Departamento de Sociologia da UFMG, concorda. "Homens e mulheres são socializados em uma cultura tradicional, conservadora, patriarcal, machista. Esse é o caldo cultural que não é privilégio dos homens. Há um ciclo de retroalimentações do qual as mulheres têm responsabilidade porque não quebram", avalia.


Aplicação da Lei Maria da Penha esbarra em desigualdades regionais

Lisiane Wandscheer

Brasília - Apesar de já estar em vigor há mais de três anos, a Lei Maria da Penha ainda enfrenta dificuldades de aplicação devido a desigualdades regionais. É o que pretende mostrar um estudo coordenado pelo Observatório Lei Maria da Penha, ligado à Universidade Federal da Bahia. A pesquisa irá traçar um diagnóstico sobre a aplicação da lei em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.


"Queremos contribuir para que a lei seja implementada de maneira efetiva. Nosso relatório revelará as desigualdades regionais que impedem a implementação total da lei", afirmou Márcia Gomes, coordenadora do estudo.

O levantamento é realizado por um consórcio formado por 12 organizações não governamentais e instituições de pesquisa brasileiras e avalia como as delegacias especiais e juizados (criados após a Lei Maria da Penha) estão funcionando.

A maior parte dos juizados especiais de violência doméstica e familiar contra a mulher está na Região Sudeste do país. No Norte e Nordeste, seis capitais ainda não têm o órgão.

"Não há juizados em Aracaju, João Pessoa, Teresina, Palmas, Boa Vista e Porto Velho. Nestes locais os casos ainda são encaminhados para as varas criminais", destacou a pesquisadora.

Na primeira fase da pesquisa, concluída em 2009, foram analisadas cinco cidades, uma de cada região - Belém, Brasília, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Os principais problemas encontrados foram a falta de estrutura, de capacitação dos policiais que fazem o atendimento às vítimas e a inexistência de sistematização dos dados sobre as ocorrências de agressão.

A segunda fase da pesquisa deve ser concluída até o início do segundo semestre deste ano.

A Lei 11.340/2006 considera a violência doméstica e familiar contra a mulher uma violação aos direitos humanos. Ela prevê, além de medidas punitivas aos agressores, proteção à integridade física e assistência jurídica, social e psicológica à vítima.

O nome da lei foi uma homenagem à biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que ficou tetraplégica em função das agressões sofridas pelo marido. Após anos de luta na Justiça, em 1998 o caso foi encaminhado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA). Em 2001, o Brasil foi condenado por negligência e omissão e obrigado a pagar indenização a Maria da Penha.


Para ONU, Lei Maria da Penha é uma das mais avançadas do mundo

Lisiane Wandscheer

Brasília - A Lei Maria da Penha, que tornou mais rigorosas as penas contra crimes de violência doméstica, é considerada pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) uma das três leis mais avançadas do mundo, entre 90 países que têm legislação sobre o tema.

Em vigor desde 2006, a lei trouxe várias conquistas, entre elas facilitou a tramitação das ocorrências de violência doméstica e familiar contra mulheres com a criação de juizados e varas especializadas. A primeira foi criada em Cuiabá, onde atualmente existem duas varas, cada uma com cerca de 5 mil processos em tramitação.

Segundo a juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 1ª Vara de Cuiabá, a implantação da lei aumentou o registro de ocorrências.

"As pessoas estão convencidas de que dá resultado, que não acaba em cesta básica. Hoje se prende por ameaça, antes que vire homicídio. Bater em mulher era cultural. Estamos mudando essa cultura", afirmou a juíza.

Já a promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero Pró-Mulher do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MDFT), Laís Cerqueira, destaca que a Lei Maria da Penha esbarra no aspecto punitivo.

"A sociedade ainda não consegue ver a violência doméstica como um ato de violação aos direitos humanos. Temos uma legislação avançada. Garante-se a proteção, mas há dificuldades no aspecto punitivo. Existe resistência em se punir o homem como autor da violência", destacou.

A mulher vítima de agressão deve se dirigir a uma Delegacia Especial para Mulheres (Deam). Após o registro, a delegacia tem 48 horas para encaminhar a ocorrência ao juizado ou à vara especial que terá prazo igual para analisar e julgar o caso.

Segundo a promotora, hoje as mulheres podem registrar ocorrências policias de forma tranquila e pedir medida de proteção, como o afastamento do marido do lar, a proibição de contato e da visita aos filhos e a perda do porte de arma. Entretanto, em alguns casos, os prazos de tramitação da ocorrência não são cumpridos e muitas mulheres desistem da acusação.

"Na prática esse pedido [de medidas de proteção] não é avaliado pelo juiz sem ter uma audiência com a mulher, para verificar qual o tipo de agressão, se é realmente necessário tirar o homem de casa. Isso, na minha avaliação, já é uma violação à lei", argumentou.

A promotora considera um retrocesso a decisão sobre a Lei Maria da Penha tomada no dia 24 de fevereiro pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A determinação é de que o Ministério Público só poderá propor ação penal nos casos de lesões corporais leves com a presença da vítima.

"A alegação é de que sendo uma lesão leve, como olho roxo ou braço quebrado com recuperação em menos de 30 dias, o Ministério Público não pode agir independentemente da vontade da vítima, pois estaria interferindo na autonomia da mulher e talvez impedindo uma reconciliação", criticou Laís Cerqueira.

O Ministério Público do Distrito Federal pretende ir ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão.


Petrobras firma contratos para implementação do Complexo Petroquímico do Rio

Nielmar de Oliveira

Rio - A Petrobras firma hoje (8) em Itaboraí, na região metropolitana do Rio, mais quatro contratos para a implementação do Complexo Petroquímico do estado (Comperj). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cerimônia.

Os contratos destinam-se à construção das unidades de Destilação Atmosférica a Vácuo e Hidrocraqueamento Catalítico do complexo. Será firmado ainda um aditivo contratual com a Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), além de um acordo de cooperação entre os ministérios das Cidades e de Minas e Energia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Caixa Econômica Federal (CEF) e a própria companhia.

A empresa esclareceu que o contrato com a Cedae é para a construção de uma adutora pela Petrobras, tendo como contrapartida o fornecimento de água tratada para as obras do Complexo Petroquímico. Segundo o diretor de Abastecimento e Refino da companhia, Paulo Roberto Costa, o convênio envolve investimentos de R$ 56 milhões. "Com a obra concluída, o suprimento de água potável será disponibilizado para a região de Itaboraí", disse Costa.

Paulo Costa disse que o acordo de cooperação tem como objetivo "viabilizar a atuação dos participantes, de forma articulada, para o planejamento, detalhamento e coordenação de ações e investimentos voltados à promoção do desenvolvimento, com inclusão social e responsabilidade socioambiental, no âmbito das administrações municipais do Consórcio Intermunicipal da Região Leste Fluminense (Conleste)".

O acordo prevê a viabilização de projetos de infraestrutura urbana e social, saneamento, transporte, educação e habitação. De acordo com o executivo, haverá um plano diretor para cada município e um plano diretor regional, "que servirá de embasamento para que o convênio tenha condição de direcionar recursos à infraestrutura necessária", acrescentou.

Participa ainda da assinatura dos contratos o ministro das Cidades, Marcio Fortes.




Vooz.com.br


No dia de luta das mulheres, rosa, só se for a Luxemburgo
Marcha de Campinas a São Paulo reunirá cerca de 2 mil mulheres por dez dias; ação faz parte de mobilização internacional

Dafne Melo

A partir do dia 8 de março, centenas de mulheres começam a marchar de Campinas (99 km de SP) a capital paulista, em uma mobilização que pretende durar dez dias. Para muitas, porém, a caminhada já começou.

"Já estamos em marcha, organizando as caravanas dos Estados e toda a infra-estrutura", explica Sônia Coelho, da Sempreviva Organização Feminista (SOF). A mobilização faz parte da 3º Ação Internacional da Marcha Mundial de Mulheres, organização que aglutina movimentos feministas nos cinco continentes. No Brasil, diversos movimentos sociais e organizações se juntam à ação, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), a Articulação do Semi-Árido (ASA) e Consulta Popular, dentro outros.

O evento tem caráter nacional e conta com a participação de mulheres de todos os Estados brasileiros.

Sônia explica que além de pautar as reivindicações das mulheres, a marcha pretende ser um momento de formação para as militantes. A caminhada acontecerá sempre pelas manhãs e pela tarde serão organizados debates e painéis com temas relativos às lutas mais urgentes do movimento feminista.

Pautas
Dar visibilidade social às pautas feministas e articular movimentos de mulheres de diferentes naturezas em torno de uma plataforma de luta comum são dois dos principais objetivos da marcha, além da criação de espaços de formação politica.

A plataforma de luta está centrada em quatro grandes temas: autonomia econômica das mulheres, luta contra violência sexista, luta contra privatização da natureza e dos serviços públicos e paz e desmilitarização. De acordo com Tatau Godinho, militante da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), os debates e articulações em torno dos temas serão ricos justamente por colocar em um mesmo espaço a perspectiva que mulheres de diferentes setores - estudantil, rural, sindical, do movimento negro, etc - têm sobre esses temas.

De acordo com Sônia Coelho, as discussões feitas ao longo dos 10 dias devem ser sistematizadas em um texto que deverá ser entregues para os governos federal, estaduais e municipais. "Queremos detalhar essas reivindicações no processo da marcha", aponta Sônia.

A organização espera que pelo menos 2 mil mulheres marchem durante os 10 dias. Toda a estrutura, desde a montagem e desmontagem de barracas, cozinha, organização dos debates será elaborada somente por mulheres.

Auto-organização
Tatau Godinho, militante da MMM, explica que o espaço de formação não se dá apenas nos debates, mas também no próprio processo de auto-organização das mulheres na construção da marcha. "A existência de um movimento de mulheres forte depende de nossa capacidade de auto-organização, por isso a importância de realizar uma marcha dessa magnitude. Temos dito às companheiras que ainda não sabem se poderão marchar o quanto essa experiência é insubstituível".

Sônia Coelho, da SOF, agrega que o momento também é propício para gerar solidariedade entre as companheiras de diferentes movimentos.

A presença masculina não é proibida durante a marcha, mas a infra-estrutura - alimentação, banheiros, barracas, transporte de bagagem, etc - será oferecida somente às mulheres. "A presença dos companheiros é muito bem vinda nos atos de lançamento e de chegada que vamos organizar", diz Sônia. "Mas precisamos nos fortalecer entre nós mesmas para enfrentar as desigualdades de gênero que existem na sociedade e que se reproduzem dentro das organizações de diversas formas", finaliza.

África
A 3º Ação Internacional da MMM acontecerá durante todo o ano, mas se concentrará em dois meses: março e outubro. Nesse primeiro mês serão feitas mobilizações nacionais simultâneas.

Em outubro, uma ação internacional reunirá militantes de diversos países na República Democrática do Congo, na região da província de Sud-Kivu, que se centrará na questão da paz e desmilitarização, denunciando a situação a que estão submetidas as mulheres nessa região, onde a violência contra as elas têm sido usada como arma de guerra. "Calcula-se que 70% das mulheres e adolescentes dessa região já tenham sofrido violência sexual", protesta Sônia Coelho.

Em agosto, na Colômbia, um encontro contra a guerra e pela paz pretende reunir lutadoras de todo continente para discutir a militarização. Na Europa, o encontro ocorrerá em junho, na Turquia, e na Ásia o local escolhido foi Filipinas, onde os debates ficarão em torno da luta contra o livre comércio, instalação de bases militares e tráfico de mulheres.


 

Rádio Web - Jornal Brasil Atual


CUT Cidadã Mulher leva 30 mil pessoas a parque de Campinas

O Dia Internacional da Mulher chegou mais cedo para mulher, mãe e trabalhadora de Campinas e região. Realizado neste domingo, 7 de março, o CUT Cidadã disponibilizou gratuitamente para o campineiro uma gama de 23 serviços sociais, debates sobre questões de igualdade da mulher e shows com grandes artistas. Adi dos Santos Lima, presidente da CUT-SP, lembra que a Central tem uma secretaria especialmente para as questões da mulher. Sônia Auxiliadora, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, pondera que a mulher trabalhadora vem ao evento de massa porque acredita no trabalho da CUT e porque sabe que precisa bem mais do que já conquistou. Para ouvir acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=boletim%5Fmateria%5F2010%5F3%5F8%5F7%5F20%5F6%5F21%2Ewma&nm_audio=Cut+Cidad%E3+Mulher+leva+30+mil+pessoas+a+parque+de+Campinas  

Fundação Seade analisa participação da mulher no mercado de trabalho
 
A ocupação entre as mulheres que vivem na região metropolitana de São Paulo sempre apresentou índices menores aos masculinos. Porém, após a crise financeira internacional de 2008 essa diferença recuou em comparações com os anos anteriores. O motivo dessa redução pode ser explicado pela maior intensidade da crise no setor industrial e exportador, onde a mão-de-obra é majoritariamente masculina. O estudo preparado pela fundação Seade também registra que a taxa de desemprego total das mulheres diminuiu pelo sexto ano consecutivo, passando de 16,5% em 2008 para 16,2% no ano passado. Para ouvir acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=informe%5Fcut%5F2010%5F3%5F8%5F7%5F31%5F24%5F54%2Ewma&nm_audio=Funda%E7%E3o+Seade+analisa+participa%E7%E3o+da+mulher+no+mercado+de+trabalho   
  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • Orkut
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

FNDC Redes Sociais CUT Comitê Brasil em defesa das florestas e do desenvolvimento sustentável Clipping CUT Brasil Atual 2 TVT Banner Água para o Brasil

Copyright © 2002-2009 CUT Central Única dos Trabalhadores | 3.438 - Entidades Filiadas | 7.464.846 - Sócios | 22.034.145 - Representados
Rua Caetano Pinto nº 575 CEP 03041-000 Brás, São Paulo SP | Telefone (0xx11) 2108 9200 - Fax (0xx11) 2108 9310