Edição número 1535 terça-feira,
09 de março de 2010
Fechamento: 08h55
Veículos Pesquisados:
Clipping CUT é um trabalho diário de captação de
notícias realizado pela equipe da
Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e
sugestões com
Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)
Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)
Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)
Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)
William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)
Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)
O Estado
de S.Paulo
Ciro
diz que quer Planalto, mas foca SP
Deputado lista
problemas para justificar oposição a tucano
Moacir Assunção (Nacional)
Embora
negue que vá ser candidato ao governo de São Paulo, conforme deseja o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) tem um
discurso pronto para a ocasião. Ciro, que esteve ontem no Programa do Ratinho,
do SBT, enumerou as críticas que faria ao PSDB, que dirige o Estado há 16 anos,
caso aceitasse a candidatura - hipótese que vê como "remotíssima".
O deputado do PSB, que é pré-candidato à Presidência, listou problemas como o
trânsito em São Paulo, as enchentes e a greve dos professores para justificar a
oposição ao governo de José Serra.
"Com o trânsito, o trabalhador está fazendo uma terceira jornada e isso
vai piorar cada vez mais", comentou. "Com relação às enchentes, as
manchetes são as mesmas de 2005 e as pessoas também são as mesmas, um exemplo é
o atual secretário de Educação do governo, Paulo Renato Souza, que foi ministro
da mesma pasta."
VAIVÉM
Mesmo insistindo que não vai concorrer ao governo do Estado, o deputado
negou-se a descartar de vez a candidatura. "Na vida, fora a morte, tudo
pode mudar", analisou. "Se eu transferi o meu título para São Paulo,
deixei essa possibilidade em aberto", disse.
Até junho, Ciro promete definir a candidatura. Voltou a negar, entretanto, que
o presidente Lula lhe tenha pedido para desistir do pleito presidencial.
"Ele jamais faria isso", afirmou.
Crise
afeta cinquentenário de Brasília, que terá comemoração mais modesta
Rafael
Moraes Moura (Nacional)
Os
50 anos de Brasília serão comemorados com uma festa menor que a originalmente
concebida, sem atrações estrangeiras - e com um dos principais cartões-postais
da cidade, a Catedral, ainda em obras. O anúncio oficial da programação será
feito hoje. Entre as atrações confirmadas pelo governo do Distrito Federal
estão os grupos NX Zero, Bruno & Marrone e Paralamas do Sucesso. O governo
do DF pretende desembolsar até R$ 10 milhões pelo evento, metade do prometido
inicialmente pelo governador afastado José Roberto Arruda (sem partido,
ex-DEM), preso desde 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal. Os
organizadores prometem uma festa mais enxuta na Esplanada dos Ministérios e
buscam apoio da iniciativa privada para reduzir custos.
Os preparativos foram prejudicados pela crise do "mensalão do DEM". O
Comitê Executivo dos 50 anos de Brasília era presidido por Paulo Octávio (sem
partido, ex-DEM), o vice que assumiu o governo após a prisão de Arruda e acabou
renunciando. Há duas semanas, o atual governador em exercício, Wilson Lima
(PR), encontrou-se com integrantes do comitê e prometeu analisar a proposta
para a festa.
"Uma cidade que comemorou 47, 48, 49 anos, como não vai comemorar os 50
anos?", questionou o secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho. "O
Brasil tem de distinguir Brasília da política."
O Palácio do Planalto, que no momento passa por restauração, deverá ser
entregue no dia 21 de abril para o aniversário de 50 anos, informou a
Secretaria de Imprensa da Presidência. Já a Catedral ficará pronta só em junho.
Segundo a Secretaria de Obras do DF, o cronograma está dentro do previsto. A
Catedral deve abrir para visitação no dia do cinquentenário, mesmo precisando
de ajustes finais de acabamento.
Governo
anuncia hoje propostas para marco regulatório da mineração
Leonardo Goy (Economia)
As
propostas para o novo marco regulatório da mineração, que o ministro de Minas e
Energia, Edison Lobão, anunciará hoje, às 15 horas, deverão incluir mudanças
bem menos drásticas e polêmicas do que as que vinham sendo comentadas nos
últimos meses pelo próprio ministro.
Segundo uma fonte do governo, o modelo a ser apresentado nesta terça-feira não
deverá trazer, por exemplo, a criação de uma nova estatal para atuar na
produção de fertilizantes, tampouco o aumento dos royalties cobrados do setor
mineral.
Ao longo dos últimos meses, em mais de uma ocasião Lobão acenou com mudanças
nos royalties, que poderiam ser compensadas com a redução de outros impostos.
Mas, segundo duas fontes, uma do governo e outra da iniciativa privada, os
Ministérios de Minas e Energia e da Fazenda não chegaram a um consenso e é por
isso que nenhuma medida que onere ou desonere o setor deverá ser anunciada
hoje.
Em entrevista recente à Agência Estado, Lobão chegou a dizer que seria criada
uma taxa para iniciar a produção de cada jazida e também uma participação a ser
paga ao governo. A fonte governamental, entretanto, disse que esses temas não
devem estar no pacote a ser divulgado.
A estatal também deve ficar de fora. O próprio Lobão já havia anteriormente
confirmado que havia estudos para a criação de uma empresa que atuaria no setor
de fertilizantes. A nova empresa era um pleito do ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes, mas a medida foi amplamente criticada pela iniciativa
privada e pela oposição.
A avaliação feita por técnicos do Ministério de Minas e Energia é que a maior
parte das reservas de matérias-primas de fertilizantes já foi concedida para
outras empresas, incluindo a Petrobrás e, por isso, não haveria jazidas
suficientes para alimentar uma nova companhia.
MAIS RIGOR
O
que Lobão deve anunciar hoje são medidas para aumentar o rigor da concessão de
lavras. O governo quer evitar a especulação do setor. Uma expressão recorrente
usada por técnicos do governo é que há investidores que "sentam em
cima" da concessão, esperando que ela valorize para revendê-la, sem
produzir. Para evitar isso, o novo marco deverá, por exemplo, proibir a
concessão de jazidas a pessoas físicas.
Além disso, será estabelecido um prazo de 35 anos para a exploração das novas
reservas. Hoje, não há um limite fixado para a exploração, o que permite a
especulação.
Já no caso da pesquisa, o prazo vai passar de três para cinco anos, com a
diferença de que doravante serão limitados os casos em que o prazo poderá ser
prorrogado.
Para regular o setor, o governo vai extinguir o atual Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM), responsável pela entrega das autorizações, e
substituí-lo pela Agência Nacional de Mineração, que deverá usar a sigla ANM.
O quadro funcional do DNPM será transferido para a nova agência, num processo
semelhante ao que levou à transformação do extinto Departamento de Aviação
Civil (DAC) na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Investimento
da Petrobrás deve ficar 37% além do previsto no ano
Previsão é de que o
valor atinja a casa dos R$ 85 bilhões, segundo a ministra Dilma Rousseff
Kelly Lima (Economia)
Os investimentos da Petrobrás em 2010 podem ficar na casa dos R$ 85 bilhões,
disse ontem a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que preside o
conselho de administração da estatal. O volume é 37% maior do que a média anual
prevista no plano de negócios da companhia, anunciado no ano passado. O
documento, que está sendo revisado, projeta aporte de US$ 174,4 bilhões entre
2009 e 2013.
Ao fim do terceiro trimestre do ano passado, o diretor financeiro da Petrobrás,
Almir Barbassa, havia afirmado que já em 2009 os investimentos totais seriam
superados. O volume investido no ano passado será conhecido no balanço
financeiro da companhia, que deve ser divulgado no dia 19.
O valor do investimento foi citado pela ministra em comentário sobre o
crescimento da empresa ao longo dos últimos anos. "Eu tive a honra de ser
convidada pelo presidente Lula para ser a presidente do conselho da companhia
desde meu primeiro dia no governo e pude acompanhar essa evolução. A Petrobrás
não estava bem colocada e saltou para a segunda colocação no mundo",
comentou Dilma, em discurso durante evento para a assinatura de contratos para
a realização de obras no Complexo Petroquímico do Rio (Comperj).
Ela destacou diretamente a conduta do presidente da estatal, José Sérgio
Gabrielli (ausente no evento), como fundamental para que esse salto ocorresse.
"Isso não aconteceu nem por acaso nem por sorte. A posição de política
firme do presidente da Petrobrás definiu que a companhia primeiro ia contratar
no Brasil todas as máquinas que pudesse. Uma plataforma custa mais de US$ 2
bilhões. Esses US$ 2 bilhões eram contratados lá fora, e com eles todos os
empregos que poderiam ser gerados aqui."
PRÉ-SAL
Se confirmados os planos de investimentos de R$ 85 bilhões para este ano e
considerando esse valor como média anual para o Plano de Negócios da companhia
para 2010-2014, os atuais US$ 174,4 bilhões teriam um salto de 35%, para algo
em torno de US$ 230 bilhões. No mercado, é praticamente consenso que o novo
plano da companhia vai abrigar investimentos superiores a US$ 200 bilhões para
um período de cinco anos.
Além dos investimentos superiores a US$ 60 bilhões nas refinarias que serão
construídas no Rio de Janeiro e no Nordeste, o novo plano também deverá elevar
significativamente o volume de investimentos destinados ao pré-sal. Os valores
ainda não têm nenhuma estimativa de analistas. Pelo atual plano, há uma
projeção de US$ 111 bilhões até 2020.
O novo plano de investimentos da Petrobrás seria divulgado até o fim do
primeiro trimestre, mas a estatal aguarda a aprovação do novo marco regulatório
no Congresso Nacional. Agora, a companhia trabalha com o primeiro semestre como
prazo, já que espera também uma melhor definição sobre o seu processo de
capitalização.
Segundo afirmou recentemente o diretor financeiro da empresa, se a
capitalização ocorrer até meados do ano, a Petrobrás não precisará tomar o
financiamento de R$ 20 bilhões disponibilizados pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para cumprir seu programa de
investimentos.
Folha de
S.Paulo
Para
defender candidata, Lula ataca imprensa (Brasil)
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou ontem a imprensa ao defender a
presença da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, na
inauguração de hospital que não recebeu verba do governo federal.
Para o petista, "a imprensa brasileira não gosta de falar de obras
inauguradas". "Ou seja, coisa boa não interessa, o que interessa é
desgraça."
Dilma foi no domingo à inauguração do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em
São João de Meriti. Em discurso ontem na Rocinha, na zona sul do Rio, Lula
disse que o Estado só construiu o hospital porque o governo federal o apoia em
outras áreas.
"Fizemos parceria, sobrou dinheiro para o Sérgio [Cabral, governador]
fazer hospital", disse. O Planalto divulgou nota dizendo que a compra de
medicamento e material, de R$ 80 milhões anuais, será compartilhada.
Lula e Dilma inauguraram Complexo de Atendimento à Saúde e centro esportivo na
favela. Ele disse que os moradores não eram tratados com "dignidade".
"Na Rocinha deve ter algum bandido. Mas quem disse que não tem em
Copacabana?"
Cuba
diz rejeitar "chantagem" e "pressão" por jejum de opositor
(Mundo)
O
regime cubano não "aceitará pressões nem chantagens" no caso do
dissidente em greve de fome Guillermo Fariñas, 48, disse ontem o jornal estatal
"Granma", em sua primeira menção ao jejum -que hoje completa 14 dias-
do opositor.
Para o jornal, que fala em nome do regime castrista, a consequência da greve de
fome "será de inteira responsabilidade" do dissidente, que faz jejum
para pedir a libertação de 26 presos políticos doentes e para honrar o também
opositor Orlando Zapata Tamayo, morto no dia 23 após 85 dias de greve de fome.
O caso Zapata elevou a pressão externa sobre a ilha.
O "Granma" criticou a mídia estrangeira por dar "atenção à
mentira" de Fariñas, que por sua vez disse que o jornal tenta "desacreditar"
sua imagem. Segundo Fariñas, Havana pediu a Madri que o levasse a solo
espanhol, o que fontes diplomáticas disseram que a Espanha está disposta a
fazer. Fariñas disse que se nega a deixar Cuba.
Brasil
é único que recua em comércio exterior, diz ONU (Dinheiro)
O
Brasil é a única grande economia cujo comércio exterior continuou despencando
nos últimos meses, destaca relatório divulgado pela Organização Mundial do
Comércio com a Unctad (braço da ONU para comércio e desenvolvimento).
O texto não se estende sobre as causas do movimento, mas o gráfico mostra as
exportações e importações em dezembro pouco acima dos US$ 10 bilhões cada uma,
contra mais de US$ 20 bilhões em exportações e mais de US$ 17 bilhões em
importações em julho de 2008.
Segundo o levantamento, o comércio global voltou a crescer após cair estimados
12% em 2009, com um avanço de 4,8% em volume de novembro para dezembro.
Investimento
em mineração recua em 2009
Requerimentos para
pesquisa, 1º passo para explorar nova área e indicativo da disposição do setor
privado em investir, caem 47%
Setor privado e governo atribuem queda à crise e negam relação com novo modelo
para a mineração, que deve ser anunciado hoje
Humberto Medina
(Dinheiro)
Às vésperas do anúncio do novo modelo para a mineração, o setor teve queda de
47,1% na quantidade de requerimentos de pesquisa em 2009. O requerimento é o
primeiro passo para explorar uma nova área e um bom indicativo da disposição do
setor privado de investir.
Os números do Ministério de Minas e Energia também indicam redução no
faturamento global de mineração e metalurgia, que caiu 17,6%, passando de US$
125 bilhões para US$ 103 bilhões no ano passado.
Tanto o governo como o setor privado apontam a crise mundial como explicação
para os números ruins. A avaliação, com base no comportamento da indústria no
final de 2009 e no início deste ano, é que está havendo recuperação.
"O setor vinha em um ritmo de crescimento sustentável desde o início do
século, até a queda no ano passado", afirma Fernando Lins, diretor do
Departamento de Tecnologia e Transformação Mineral do Ministério de Minas e
Energia. Ele ressaltou que os números do ministério são preliminares e poderão
ter ajustes.
Para Lins, a queda de faturamento e a redução no número de requerimentos estão
diretamente relacionados à crise. "Houve redução de demanda, e mineração é
uma atividade que requer muito investimento."
De acordo com ele, não há relação direta entre o fato de o governo ter
anunciado que iria modificar o marco legal do setor, que deve ser divulgado
hoje, e a redução abrupta na quantidade de requerimentos de pesquisa.
Para Antônio Lannes, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Ibram (Instituto
Brasileiro de Mineração), a razão para a piora do desempenho do setor no ano
passado também é a crise financeira mundial.
Ele avalia, no entanto, que já há sinais de melhora. "Os primeiros meses
deste ano já demonstram recuperação." Segundo Lannes, o plano de
recuperação da economia chinesa, com investimentos pesados em infraestrutura,
foi fundamental para reativar a demanda.
A metalurgia, atividade de manufatura dos minérios, que gera produtos com maior
valor agregado, foi mais afetada do que a mineração. A produção de aço caiu
21,3%, e a de ferro-gusa foi reduzida quase à metade (queda de 47%). A
mineração de ferro, por outro lado, teve queda menor, de 7%.
Contramão
Nem toda a mineração foi afetada negativamente pela crise mundial. A produção
de ouro, por exemplo, cresceu 5,5% (foi de 54 para 57 toneladas). "Isso
acontece porque, em tempos de crise e instabilidade, o ouro passa a ser um
investimento procurado", diz Lannes.
Outro setor que não foi atingido pela crise é o de agregados (areia e brita,
principalmente). Fortemente ligado à construção civil, esse setor teve bom
desempenho. "Houve as obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]
e agora haverá Copa e Olimpíada. Esse segmento não verá crise tão cedo",
afirmou o executivo.
A produção de areia e de brita aumentou 8%. A argila para cerâmica também faz
parte desse setor, mas a produção caiu 2%.
Cai
diferença de jornada entre homens e mulheres, diz IBGE
Mesmo com avanço da
escolaridade, diferença de renda persiste em cerca de 30%
Pedro Soares (Dinheiro)
Cada vez mais presentes no mercado de trabalho, as mulheres já cumprem uma
jornada semanal média pouco menor do que a dos homens, embora seu rendimento
tenha correspondido a apenas 72,3% do masculino no ano passado.
Elas se ocupavam, em média, 38,9 horas semanais, somente 4,6 horas semanais a
menos do que os homens -essa diferença era de 5,2 horas em 2003.
Tal perfil é retratado pelo estudo "Mulher no Mercado de Trabalho:
Perguntas e Respostas", divulgado ontem pelo IBGE, no Dia Internacional da
Mulher, e feito com base na Pesquisa Mensal de Emprego.
Apesar de mais escolarizadas, as mulheres ganham menos do que os homens e tal
situação pouco mudou ao longo dos últimos anos. Em 2003, a renda média delas
representava 70,8% do rendimento masculino. Em 2009, o rendimento do trabalho
das mulheres foi de R$ 1.097,93, inferior ao dos homens -R$ 1.518,31.
Isso ocorre mesmo com o nível maior de qualificação da força de trabalho
feminina, segundo o IBGE, e as razões são principalmente culturais.
Pelos dados da pesquisa, 61,2% tinham 11 anos ou mais de estudo, acima dos
53,2% dos homens. Isso é reflexo do fato de que as mulheres, em geral, passam
mais tempo na escola.
Nem mesmo conforme avança a escolaridade as diferenças se diluem. Considerando
um grupo com a mesma escolaridade e do mesmo grupamento de atividade, a
distância entre os rendimentos persiste na mesma faixa dos 30%.
Segundo o IBGE, a renda da população masculina era superior à feminina mesmo
para quem tinha curso superior.
De acordo com a pesquisa, 59,8% das mais de 1 milhão de mulheres desempregadas
nas seis principais regiões metropolitanas do país tinham mais de 11 anos de estudo.
Em 2003, o percentual era menor: 44,7%.
Ocupações
Os dados mostram ainda que as mulheres estão mais inseridas e são a maioria
apenas na administração pública (por causa dos serviços de saúde e educação,
onde têm presença forte) e nos serviços domésticos -nessa categoria,
representavam 94,5% do total.
Nas demais atividades econômicas, elas são minoria: indústria, comércio,
serviços prestados às empresas, outros serviços e construção civil -nesse caso,
94,9% dos trabalhadores são homens.
Valor Econômico
Inflação
sobe no atacado com forte pressão nos insumos industriais
João Villaverde
A
inflação no atacado alcançou, em fevereiro, o terreno positivo no acumulado em
12 meses. Até janeiro, o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna
(IGP?DI) acumulava queda de 0,23%, mas, com a elevação de 1,09% verificada em
fevereiro, o acumulado em 12 meses passou a 0,77%. A alta de fevereiro
praticamente repetiu o registrado no primeiro mês do ano - 1,01%. Puxado por
alta nos preços agrícolas, principalmente nos insumos para produção industrial,
os fabricantes aproveitaram os primeiros meses do ano para recompor margens
perdidas na crise.
Dentre
os índices calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) para o atacado, o
IGP-DI é o que capta o movimento mensal, uma vez que seu período de coleta vai
do primeiro ao último dia do mês - diferentemente do IGP-M, que registra a
variação entre o dia 20 de um mês e o dia 10 do mês seguinte. Assim, no primeiro
bimestre, a alta de preços no atacado foi de 2,1% - revertendo, assim, a
deflação histórica registrada em 2009, de -1,73%. Sustentados por uma atividade
que se acelera, os reajustes de preços, no entanto, não devem manter o mesmo
ritmo. Para analistas consultados pelo Valor, é "altamente
improvável" que os valores verificados em janeiro e fevereiro sejam
repetidos ao longo do ano.
O começo de 2010 concentrou, além das pressões sazonais em custos com material
escolar, alta nos preços das commodities - cujo preço é negociado
internacionalmente -, desvalorização cambial e manutenção do mercado interno
aquecido. Assim, segundo os analistas, a necessidade reprimida, por parte dos
produtores nacionais, de repor parte dos preços que desabaram no auge da crise
mundial, ganhou espaço para acontecer. "Além disso, todo começo de ano
ocorre aquele fenômeno gregoriano, quando o vendedor aumenta um pouquinho o
preço simplesmente porque o ano mudou. É uma espécie de resquício da memória
inflacionária em menor escala", avalia Fabio Silveira, economista da RC
Consultores.
O
dado que serve como termômetro para a recuperação da atividade econômica,
avalia Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da FGV, é o subgrupo
materiais para manufatura. Neste item, diz Quadros, estão alocados os insumos
que a indústria utiliza para produzir. Agrupa desde farinha de trigo até
produtos siderúrgicos, passando por ácidos usados para produzir fertilizantes e
fios de fibras artificiais. Em fevereiro, esse subgrupo acusou alta de 2,8%,
vindo de uma alta já expressiva em janeiro, quando registrou 2,1%.
"O
resultado no período é simbólico, porque até novembro o índice estava no
negativo", diz Quadros. Em novembro do ano passado, o preço de materiais
para manufatura havia recuado -0,16% e, em dezembro, apresentara tênue melhora,
com alta de 0,12%.
O
ácido sulfúrico, utilizado na produção de fertilizantes, teve alta de 41,8% no
mês passado e, no bimestre, acumula alta de 61,3%. "Uma alta forte, mas
que ainda não recuperou as perdas registradas em 2009", afirma Quadros. No
acumulado em 12 meses, o preço do aço sulfúrico ainda apresenta queda de 5,5%.
Da mesma forma, a placa de aço, outro insumo muito requerido na construção
civil, indústria automobilística e de eletrodomésticos, viu seu preço de uma
tonelada saltar de R$ 422 para R$ 503, entre janeiro e fevereiro.
O
câmbio teve papel importante nesse processo, avaliam os economistas. No ano
passado, quando o dólar passou de R$ 2,33 a R$ 1,74, não havia muito espaço
para reajustes de preços, uma vez que o importado ficou 25,3% mais barato, apenas
com a valorização cambial. No começo deste ano, no entanto, houve
desvalorização - o dólar chegou a valer R$ 1,87, no início de fevereiro.
"A desvalorização deu espaço para maior recomposição de preços, porque a
demanda interna não cessou", diz Silveira, para quem "essa alta
mensal, no atacado e no varejo, não vai continuar ocorrendo".
O
economista cita o caso do álcool, que pressionou os IGPs e o Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), entre o fim de 2009 e o começo deste ano. "Nos
30 dias entre o início de fevereiro e a semana passada, o álcool anidro caiu
15% e o hidratado perdeu 19%", diz Silveira. "É um sinal de que mesmo
problemas de safra, no caso, de cana-de-açúcar, estão sendo resolvidos conforme
a safra de 2010 é despejada no mercado."
Diferença
salarial cresce em cargo de nível superior
Completar
o nível superior não garante às mulheres a equiparação salarial aos homens.
Pelo contrário, revela estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) divulgado ontem, Dia Internacional da Mulher. A diferença
salarial para os homens aumenta no grupamento de mulheres com mais anos de
estudo. "A escolaridade de nível superior não aproxima os rendimentos
recebidos por homens e mulheres. Pelo contrário, a diferença acentua-se", informa
o estudo "Mulher no mercado de trabalho: Perguntas e respostas",
feito com base na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de 2009.
No
setor comercial, por exemplo, a diferença de rendimento para a escolaridade de
11 anos ou mais de estudo é de R$ 616,80 a favor dos homens. Já na comparação
entre empregados com nível superior, a diferença vai a R$ 1.653,70.
No
geral, a diferença entre salários de homens e mulheres recuou em 2009. Em
média, o rendimento da mulher é de R$ 1.087,93, o equivalente a 72,3% dos R$
1.518,31 recebidos pelos homens. Na comparação com os dados de 2008, houve leve
redução nessa diferença, já que as trabalhadoras recebiam 70,8% do rendimento
dos homens naquele ano.
As
mulheres inseridas no mercado de trabalho são mais qualificadas do que os
homens. Do total de mulheres ocupadas, 19,6% têm nível superior completo. Entre
os homens, a proporção é menor, não passando dos 14,2%. Com o ensino médio
completo, eram 61,2% das trabalhadoras. Entre os homens, essa proporção é de
53,2%.
Vaccari
vai denunciar promotor
Paulo de Tarso Lyra
e Cristiane Agostine
O
tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, vai denunciar o promotor João Carlos Blat
na corregedoria do Ministério Público do Estado de São Paulo. O procurador
acusou o petista de desviar mais de R$ 30 milhões quando presidia a Cooperativa
Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), inclusive com saques em
dinheiro, o que teria lesado associados da cooperativa. Vaccari e a cúpula do
PT desafiam o promotor a provar os desvios.
A
ofensiva de Vaccari foi acertada com a direção do PT. Para que a denúncia do
promotor não respingue na candidata do partido à Presidência, ministra Dilma
Rousseff (Casa Civil), integrantes da equipe de campanha apressaram-se a deixar
claro, ontem, que Vaccari é tesoureiro apenas do PT. O tesoureiro da campanha
de Dilma será outro, a ser definido mais à frente.
Ontem,
o tesoureiro do PT ligou para o presidente do partido, José Eduardo Dutra, e
para o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), para acertar a
representação. A direção da Bancoop estuda ações judiciais contra Blat. Não
está descartada a possibilidade de o PT agir da mesma maneira.
Vaccarezza
ameaçou renunciar ao mandato de deputado, caso Blat prove que houve desvios de
recursos da Bancoop durante a gestão de Vaccari: "Espero que ele faça o
mesmo se não provar nada." O líder disse que , ao assumir a Bancoop,
Vaccari fez um acordo com o Ministério Público para auxiliar nas investigações
sofridas pela cooperativa. O petista afirmou ser impossível o saque em dinheiro
dos recursos movimentados pela Bancoop. "A cooperativa utilizava cheques
de transferência bancária específicos para não pagar CPMF, que não podem ser
descontados diretamente no caixa", disse.
A
estratégia do PT de desqualificar a denúncia do promotor Blat passa também pela
declaração de que Vaccari não será o tesoureiro da campanha de Dilma. Depois do
escândalo do mensalão, o PT decidiu separar a gestão financeira do partido das
finanças da campanha presidencial. Em 2006, o ex-prefeito de Diadema (SP) José
Fillipi Júnior foi o responsável pelas tesouraria da campanha de reeleição do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para a campanha de Dilma ainda não está
definido o tesoureiro. Fillipi foi cogitado, mas está estudando nos Estados
Unidos e só deverá voltar ao Brasil no meio do ano. Ele deve concorrer à
Câmara.
O
tesoureiro da campanha será divulgado depois da formação do grupo que
coordenará a candidatura Dilma. Até o fim do mês serão escolhidos os principais
nomes da direção da campanha, articulados pelo ex-ministro e deputado Antonio
Palocci, pelo ex-prefeito Fernando Pimentel, pelo presidente do PT e pela
pré-candidata.
Dirigentes
do PT prestaram solidariedade ao tesoureiro e saíram em defesa de Vaccari.
"Não há nada de consistente na denúncia", reclamou Gleber Naime.
"Ele é muito importante dentro do PT e nada em relação a ele nos
preocupa", comentou. O presidente do partido negou uma eventual
substituição de Vaccari. "Não existe absolutamente nada de novo no
Ministério Público em relação a esse assunto. Não vamos crucificar um
companheiro com base em informações antigas", disse José Eduardo Dutra.
O
nome de Vaccari foi sugerido pela tendência majoritária Construindo um Novo
Brasil. Ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Vaccari é ligado
ao ex-ministro Luiz Gushiken e ao ex-presidente do PT Ricardo Berzoini. Ele
integrou a direção da CUT
nacional e de São Paulo. Durante o processo de escolha do novo
tesoureiro, a denúncia foi debatida dentro do PT, mas a análise era de que não
havia elementos para descredenciar Vaccari. "Ele foi dirigente do
sindicato dos bancários, da CUT
e é uma pessoa com autoridade para falar em nome do partido, tanto internamente
quanto externamente", disse Vaccarezza.
Coordenador
da campanha de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo em 2008, o deputado
Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que está aberta a temporada de denúncias para
atingir a candidatura Dilma. "Na primeira semana, apresentaram o lobby do
Zé (José) Dirceu pela Eletronet. Depois, tentaram envolver o Fernando Pimentel
(ex-prefeito de Belo Horizonte) no suposto mensalão. Agora, ressuscitam o caso
Bancoop", reclamou Zarattini.
O
PSDB tentará explorar a denúncia em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
na Assembleia Legislativa de São Paulo. O pedido de investigação de supostas
fraudes praticadas contra mutuários da Bancoop foi articulado e protocolado em
2008 pelos deputados tucanos Bruno Covas e Samuel Moreira, mas, pelo regimento
da Casa, ainda não pode ser instalada. Na Assembleia paulista as CPIs são
criadas de acordo com a ordem cronológica em que foram protocoladas e há mais
dois pedidos de investigação na frente da CPI da Bancoop. O governo pretende dar
celeridade às investigações envolvendo o tesoureiro do PT e quer abrir a
comissão no próximo mês.
Jornal da
Tarde
Greve
não afeta aulas na capital
Sindicato dos
professores acredita que movimento ganhará força durante a semana
Luciana Alvarez
Poucos
professores de escolas estaduais paulistas aderiam à greve aprovada na
sexta-feira pela assembleia geral dos sindicatos da categoria. A reportagem
percorreu ontem 16 colégios da capital e todos estavam tendo aulas normalmente,
apesar de faltas pontuais de alguns docentes. Escolas como a Marina Cintra e
Paulo Macalão foram mais atingidas pelas faltas e funcionaram apenas
parcialmente, mas não fecharam.
No interior, duas das 80 escolas de Sorocaba não funcionaram, e os alunos
tiveram de voltar para suas casas. Em Ribeirão Preto, os grevistas preferiram
avisar aos estudantes sobre o movimento e prometem parar a partir de hoje.
Segundo a Secretaria de Educação, a rede está operando normalmente, com alguns
casos isolados de paralisação, e menos de 1% dos 220 mil professores aderiram
ao movimento. Em nota, a secretaria diz que a baixa adesão comprovaria que "a
tentativa de greve é um movimento político".
O Sindicato dos
Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou
que a adesão varia de 10% a 60% do corpo docente, dependendo da região. "O
importante é que em toda a rede temos algum índice de mobilização", disse a
presidente da Apeoesp,
Maria Izabel Noronha. "A tendência é que a adesão aumente durante a semana."
Muitos professores estão descontentes com as políticas da gestão atual, mas
preferiram trabalhar. "Terminei meu doutorado e tudo que recebi foi R$ 40",
reclama uma professora que pediu para não ser identificada.
O Globo
Comando
da campanha de Dilma reafirma que Vaccari não será seu tesoureiro
Maria Lima e
Cristiane Jungblut
BRASÍLIA
- O comando da campanha da pré-candidata petista, Dilma Rousseff, pretende
tirar a ministra da linha de tiro do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto,
confirmando a estratégia de nomear um secretário de finanças exclusivo para sua
campanha. Essa ideia já tinha sido anunciada durante o 4º Congresso Nacional do
PT, quando foi lançada a pré-candidatura petista. Com o estouro do escândalo
que liga Vaccari a desvios milionários na Bancoop, foi colocada em prática uma
blindagem do tesoureiro, mas o anúncio do escolhido para cuidar das finanças de
Dilma pode demorar um pouco.
Um
dos nomes pensados foi o de José Di Filipe, que foi o tesoureiro da campanha de
reeleição do presidente Lula em 2006. Mas como ele é candidato a deputado,
outros nomes estão sendo sondados.
-
Não tem nada a ver com o Vaccari. Isso é bateção de lata que não vai dar samba.
Mas vamos repetir o modelo que deu certo em 2006. O captador de recursos da
campanha de Dilma vai trabalhar somente nos quatro meses da campanha. O Vaccari
é o secretário de finanças do partido. Não vão misturar as coisas - explicou o
ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, que passou o cargo a Vaccari há duas
semanas.
O
presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que não vai correr para escolher
esse nome, porque a captação para a campanha só é permitida a partir de julho.
Mas nega que haja uma preocupação de não deixar respingar o caso Bancoop em
Dilma.
-
A gente já sabia do caso desse procurador do Ministério Público e era
previsível que voltasse agora na campanha. A Capa da Veja foi para vincular o
caso a Dilma, dizendo que Vaccari será seu tesoureiro, e não será. Não estamos
preocupados com isso - disse Dutra.
O
PT armou uma estratégia de ataque para blindar o novo tesoureiro. O líder do
governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), criticou duramente o
Ministério Público de São Paulo, afirmando que o promotor não falou a verdade
ao fazer as denúncias contra Vaccari. Irritado, Vaccarezza desafiou o promotor
José Carlos Blat a provar que houve saques de R$ 100 milhões feitos por Vaccari
nas contas da Bancoop. Desde domingo, o próprio Vaccari vem conversando com os
demais dirigentes do partido. A intenção de Vaccari, segundo dirigentes
petistas, é apresentar queixa contra Blat na Corregedoria do Ministério
Público.
-
Não é verdade que houve saque pessoal ou da Bancoop no valor de R$ 100 milhões.
Desafio o promotor a pedir informações ao Coaf (órgão federal que controla as
movimentações financeiras) e liberar para todo o país. Não é verdade o que o
Ministério Público falou. Se não houver (esses saques), ele vai ficar
desmoralizado. O PT não correu risco (ao escolher Vaccari como tesoureiro). O
Vaccari é um sindicalista que foi da CUT, tem tradição política e no movimento sindical. Estamos
tranquilos em relação a ele - disse Vaccarezza, prometendo
"renunciar" caso encontrem algo contra Vaccari.
Segundo
o líder do governo, foi o próprio Vaccari que, ao assumir o comando da Bancoop,
entrou em contato com o Ministério Público e fazer um acordo, denunciando erros
anteriores, como o mecanismo de "espelhamento de notas". Ele disse
ainda que as transferências que ocorreram foram de recursos de contas
específicas de cada sede da Bancoop para a conta principal.
Para
Vaccarezza, as denúncias são vazias e questionou as motivações do promotor.
O
líder do governo - que participa das reuniões do comando de campanha da Dilma _
disse que já estava certado que a campanha de Dilma terá um outro tesoureiro -
assim como fez Lula em 2006, mas disse que o nome ainda não está fechado.
-
Se a Justiça for célere e a aposta verdadeira, o Líder do Governo não cumpre o
mandato até o final do ano - ironizou o líder do PSDB, deputado João Almeida
(BA).
No
Senado o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) leu em plenário depoimento do bancário
aposentado Oscar Costa, dado a revista Veja, contando como foi lesado pela
Bancoop. Diagnosticado com câncer de pulmão, Oscar usou as economias para pagar
um apartamento da cooperativa, mas nunca conseguiu receber o imóvel. Dias pediu
providências providências para a responsabilização civil e criminal dos
envolvidos no escândalo da Bancoop.
Agência Brasil
Professores
da rede estadual de SP estão em greve por tempo indeterminado, diz sindicato
Ivy Farias
São Paulo - Professores da rede estadual de São Paulo estão em greve por tempo
indeterminado, informou o Sindicato
dos Professores do Ensino Oficial do estado. De acordo com boletim
enviado à imprensa pelo sindicato, a greve foi aprovada em assembleia na última
sexta-feira (5).
De
acordo com o texto, a categoria reivindica reajuste salarial imediato de 34,3%,
incorporação de todas as gratificações, plano de carreiras e concurso público.
Segundo o comunicado, uma nova assembleia deverá ser realizada no dia 12 no vão
livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Em
carta aberta à população, a diretoria do sindicato informou que 100 mil
professores (cerca de 48% do total) são temporários e defendeu a realização de
concursos públicos.
"Estamos
em greve por tempo indeterminado, até que o governo negocie conosco o
atendimento de nossas reivindicações em busca da melhoria da escola
pública".
A
Secretaria Estadual de Educação afirmou que ainda não foi informada sobre a
greve e que não tem conhecimento de paralisação em nenhuma escola.
Camex
libera lista de produtos que Brasil vai sobretaxar para retaliar subsídio
americano ao algodão
Daniel Lima
Brasília - A lista de produtos e serviços que será usada pelo Brasil como forma
de retaliar os EUA por subsídios ilegais dados aos produtores americanos de
algodão foi liberada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). A relação dos
produtos está no Diário Oficial da União e inclui arenque, um tipo de peixe,
peras, cerejas e batatas, além de trigo e automóveis.
Também
foram incluídas na lista gomas de mascar sem açúcar, águas-de-colônia, xampus e
pasta de dente. O maior peso, no entanto, poderá mesmo ser na importação do
trigo, cuja tarifa, embora passe de 10% para 30%, e em tese poderia afetar a
população de menor poder aquisitivo.
Mas
a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, Lytha Spíndola, descarta esse problema porque o Brasil conta
hoje com mercados alternativos para a compra de trigo.
"Esse
assunto foi estudado com o Ministério da Agricultura e examinada a necessidade
de importação do Brasil. Nós temos uma produção interna, que aumentou e temos
fornecedores como a Argentina, o Uruguai e o Canadá, além de outros mercados",
disse.
O
valor total da retaliação chega a US$ 591 milhões. Outros US$ 238 milhões serão
aplicados nos setores de propriedade intelectual e serviços, mas a decisão
sobre a forma de adotar essas medidas deve ser definida até o dia 23 de março.
A
retaliação tem prazo de 30 dias para ser aplicada e as novas alíquotas do
Imposto de Importação para as mercadorias escolhidas pela Camex têm vigência de
um ano.
No
ano passado, a Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o governo
brasileiro a retaliar os Estados Unidos em até US$ 829 milhões depois de uma
ação do Brasil contra subsídios proibidos pelas regras da organização, mas
concedidos pelos Estados Unidos a seus produtores de algodão.
No
início de fevereiro, a lista já havia sido aprovada, mas precisava de ajustes
técnicos. Inicialmente, o valor da lista chega a US$ 560 milhões. O restante
será usado à retaliação em serviços e propriedade intelectual, que poderá ser
usada se o Brasil julgar necessário.
O
diretor do Departamento de Economia do Ministério das Relações Exteriores
(MRE), Carlos Márcio Cozendey, explicou que o governo resolveu incluir outros
setores, além do agrícola, para despertar interesse de industriais
norte-americanos que não se beneficiam do algodão, de modo a pressionar o
Congresso daquele país.
"O
industrial americano vai se perguntar porque está sendo retaliado, perdendo
mercado no Brasil para defender uma política do setor de algodão que prejudica
vários países em desenvolvimento e os da África?", disse.
O
governo brasileiro espera o cumprimento do governo americano das medidas. O
prazo de 30 dias também indica que o diálogo não está fechado, segundo
Cozendey. Por isso, ele espera que no ano que vem não seja necessário a criação
de uma nova lista de bens e serviços para manter a retaliação.
Homens
tomam conta de passeata pelo direito das mulheres em São Paulo
Ivy Farias
São
Paulo - Foi em Copenhague, na Dinamarca, que a Internacional Comunista decidiu,
durante uma reunião com 100 mulheres de 17 países, a importância de criar um
dia para chamar a atenção para o cumprimento dos direitos das mulheres.
Cem
anos depois, o movimento feminista ganhou adeptos do sexo masculino, ontem (8),
nas ruas de São Paulo, que participaram, ao lado de mulheres, em passeata em
homenagem a elas.
Há
mais de 30 anos participando das passeatas e manifestações no dia 8 de março, o
médico e vereador de São Paulo Jamil Murad foi ao Largo do Patriarca, no centro
de São Paulo, para defender os direitos das mulheres.
"A
luta pelos direitos e emancipação da mulher faz justiça não apenas para elas
como para toda a sociedade, que fica melhor quando há igualdade entre os
gêneros", afirmou. Para Murad, não é possível que haja um Brasil melhor
sem "que a mulher tenha um papel de destaque".
Na
passeata, estava também o balconista de farmácia Laercio Severino da Silva.
"A mulher é especial e o homem não vive sem ela. Por isso, acho que todas
têm direito à saúde e ao respeito", disse.
Silva
contou que está cuidando do seu filho de 3 anos sozinho porque a mulher teve
que viajar para cuidar da mãe. "Homem não consegue dar conta de lavar
roupa, criar filhos e ainda trabalhar. Hoje que estou nesta situação, vejo como
as mulheres são importantes", relatou.
O
secretário de Formação Política do Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias
de Fiscalização do Exercício Profissional e Entidades Coligadas no Estado de
São Paulo (Sinsexpro), Paulo Rogério Prado, foi à passeata representar as
trabalhadoras do seu sindicato e aproveitou para homenagear todas as mulheres.
"Se não fosse por uma mulher, eu não estaria aqui."
Prado
disse que sua presença na manifestação foi uma forma de lutar por um futuro
melhor para suas duas filhas. "Estou plantando uma sociedade melhor, mais
justa e igualitária para elas."
O
estudante de direito Danilo Queiroz contou que, na faculdade, ao ter contato
com representantes do movimento feminista, passou a entender "questões que
não são óbvias para nós, homens". "De fato, a mulher é tratada como
um objeto e é oprimida por esta sociedade machista", afirmou.
Para
o estudante, uma forma de resolver os problemas que as mulheres enfrentam é a
conscientização dos homens. "Acredito que haveria redução da violência
doméstica se os homens fossem conscientizados que as mulheres precisam ser
respeitadas", avaliou.
Mãe
e filho foram à passeata com camisetas da União Brasileira das Mulheres para se
manifestar favoráveis à igualdade de direitos entre homens e mulheres. A dona
de casa Jozelma Araujo dos Santos levou o filho Paulo Tadeu dos Santos Junior,
de apenas 10 anos, para mostrar a ele o quanto é importante a questão. "Eu
acho que é meu dever, como mulher e mãe, ensinar os meus filhos de que homens e
mulheres são iguais".
Ela
disse que faz questão de ensinar ao filho que as mulheres devem ser respeitadas
desde cedo. "Eu quero quebrar esta cultura machista através da educação
que dou para o meu filho, quero que ele cresça aprendendo que cada um tem o seu
espaço", afirmou.
No
princípio, o marido de Jozelma era contra o menino participar da vida
doméstica, ajudando em afazeres como lavar a louça ou arrumar a cama. "Ele
[o marido] foi criado com outros valores, mas, depois, entendeu que o mundo
mudou e, hoje, ele mesmo fala pro Junior ajudar em casa e não crescer com a
mesma mentalidade", disse.
Para
ela, a consciência dos homens mudaria o cenário da passeata no Largo do
Patriarca. "A gente não precisa de tanta mulher, precisa do apoio dos
homens e que eles passem a nos respeitar." No que depender de Jozelma, os
próximos 8 de março seriam comemorados no "Largo da Matriarca", e não do
Patriarca.
Estado
reconhece direitos de mulheres vítimas da ditadura
Luciana Lima
Brasília
- O Dia Internacional da Mulher teve um significado diferente para 15 mulheres
que tiveram seus processos de anistiadas julgados ontem (8) na sessão especial
da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. A sessão foi marcada por
emoções fortes, lembranças das torturas, dos estupros e do terror sofrido pelas
mulheres que se colocaram contrárias ao regime ditatorial (1964-1985).
"Ser
anistiada lavou a minha alma", disse Celeste Fon, ao receber a decisão.
Funcionária concursada do Banespa, ela foi presa junto com o pai e o irmão no
final dos anos 1960. Na empresa foi perseguida, vigiada pelo regime, impedida
de ter contato com outras colegas do banco, mesmo após a anistia de 1979.
Maria
Alice Albuquerque Saboya também foi anistiada. Antes da proclamação, ela leu e
entregou à Comissão de Anistia uma carta endereçada aos jovens, contando o que
passou nos anos de ditadura e no exílio. Maria Alice foi presa aos 20 anos,
junto com o marido, acusada de contribuir para formação de um partido político
contrário ao regime. Foi torturada e viu colegas sendo torturados.
"É
muito pior ver tortura que ser torturada. Tenho gravada em minha memória a vez
de um prisioneiro que pedia: 'Pelo amor de Deus, me matem', disse Maria Alice.
Ela divulgou uma carta aos jovens pedindo para que eles lutem em defesa do
Plano Nacional de Direitos Humanos, proposta do governo que prevê a criação da
Comissão da Verdade para apurar os crimes cometidos pelo Estado durante a
ditadura.
"Essa
história não é minha, essa história não é nossa. É a história de um país que
precisa ser contada para que aprendamos com ela", afirmou.
Para
a psicóloga fluminense Vitória Lúcia Martins Pamplona, sua anistia significou
"uma vitória simbólica de todas as mulheres". "Que não se repita jamais o que
aconteceu conosco durante a repressão", disse Vitória, que foi demitida da
Infraero, presa e torturada na década de 1970.
Além
de Vitória, Celeste e Maria Alice, mais 12 mulheres foram declaradas anistiadas
políticas e receberam desculpas do governo brasileiro. Esta foi a terceira vez
que a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça homenageou as mulheres no
dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
Também
tiveram seus direitos de anistiadas reconhecidos pelo Estado: Ana Lima Carmo
Montenegro, Celeste Fon, Maria Cândida Raizer Cardinalli Perez, Isa Mariano
Macedo, Maria Beatriz de Albuquerque David, Maria da Glória Lung, Denise
Fraenkel Kose, Vera Lúcia Marão Sandroni, Elizabel Maria da Paixão Couto,, Vera
Lucia Carneiro Vital Brazil, Vitória Lúcia Martins Pamplona Monteiro, Maria
Inêz da Silva, Maria Albertina Gomes Bernaccio, e Helena Sumiko Hirata.
Câmara
pode votar regime de partilha do pré-sal
Brasília
- O plenário da Câmara pode votar hoje (9) o projeto sobre o regime de partilha
e a distribuição de royalties do petróleo do pré-sal. A sessão está marcada
para as 16h.
Para
concluir a análise desse projeto, os deputados precisam votar um recurso contra
a decisão do presidente da Câmara, Michel Temer, de não admitir emenda
apresentada pelos deputados Humberto Souto (PPS-MG) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS)
por falta de assinaturas de apoio. A emenda determina que os royalties e a
participação especial devidos pela exploração do petróleo (do pré-sal ou não) sejam
distribuídos de acordo com os critérios dos fundos de participação dos estados
(FPE) e dos municípios (FPM).
Também
consta da pauta de votação o projeto de lei que estabelece piso salarial para
os policiais e bombeiros dos estados, a PEC dos Cartórios e o projeto que
estipula a presença de pelo menos uma mulher nas mesas diretoras da Câmara e do
Senado e nas comissões.
Agência
Estado
Manifestação
marca Dia Internacional da Mulher em BH
Eduardo Kattah
BELO
HORIZONTE - Mulheres da Via Campesina e de movimentos urbanos
participaram hoje de uma marcha na região central de Belo Horizonte como parte
da manifestação nacional pelo Dia Internacional da Mulher. As representantes
femininas acamparam no sábado numa praça em frente à Assembleia Legislativa de
Minas Gerais. Na entrada principal, cerca de 500 mulheres, segundo os
organizadores, fizeram palestras e participaram de estudos de formação
política.
Ônibus de várias regiões do Estado trouxeram as militantes do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos Atingidos por Barragens
(MAB), do Movimento dos Pequenos Agricultores (MAP) e de outros. Na capital, as
militantes se juntaram a integrantes de movimentos urbanos, como as Brigadas
Populares, de luta pela moradia; a Marcha Mundial de Mulheres e a Assembleia
Popular.
De acordo com Ana Penido, representante da Via Campesina, a concentração tinha
o objetivo de denunciar a violência contra a mulher e a tentativa de
"setores da mídia" de "criminalização dos movimentos
sociais". "A gente também vem denunciar que esse modelo do
agronegócio, da forma como está estruturado e com a relação que se desenvolve
com as indústrias multinacionais, com o agrotóxico, com os transgênicos, está
acabando com a soberania alimentar (dos pequenos agricultores do País)."
No início da tarde, as mulheres recolheram as lonas e parte do grupo participou
de uma passeata organizada por sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) até a
Praça Sete, no centro de Belo Horizonte. Um pequeno grupo se concentrou no
local e as manifestantes se revezaram no microfone.
Uma representante do Sindicato
Único dos Trabalhadores em Educação de Minas acusou o governo estadual
de abdicar das políticas de inclusão social no Estado. Outra militante exigiu a
retirada das tropas do Brasil do Haiti, acusando os militares brasileiros de
praticar abuso sexual contra as haitianas. Não foram registrados incidentes.
Terra
Dilma:
Brasil está preparado para ter uma mulher presidente
Mariana Canedo
RIO
- Nesta segunda-feira, em evento de comemoração do Dia Internacional da Mulher,
no Rio de Janeiro, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o
País está preparado para ter uma mulher na Presidência da República. "O
Brasil está preparado e as mulheres também estão preparadas para serem
representadas. Nossa história política mostra que o País sempre esteve
preparado, mas agora está muito mais", disse.
Também
presente no evento, na Estação da Leopoldina, no centro da capital fluminense,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a questão é um desafio.
"Uma sociedade machista como a nossa não está totalmente preparada para
ver uma mulher prefeita, governadora ou presidente. O desafio, portanto, não é
só político, é biológico", disse. "Se a mulher é capaz de parir um
político, por que não seria capaz de parir uma administração mais
competente?", afirmou.
A
ministra falou sobre os planos para a segunda edição do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC). "Nossa decisão é de dar muita importância às creches
no PAC II. Vamos incluir no programa mais de 5 mil creches espalhadas pelo
Brasil, de acordo com a proposta que vamos deixar para o próximo governo",
disse.
"Nosso
governo entende a questão da mulher não como um drama individual mas como uma
questão de Estado", afirmou Dilma. Sobre a presença feminina no mercado de
trabalho, a ministra disse que "o fato de termos filhos não pode ser fator
de discriminação". "Não queremos mais ser invisíveis", disse.
Cápsula do tempo
No
começo do evento, um documento de intenção de construir o Memorial da Mulher
Brasileira foi assinado pela secretária especial de Políticas para a Mulher,
Nilcea Freire. Um dossiê sobre a atual situação da mulher no País foi guardado
em uma cápsula do tempo, que deve ser aberta em 50 anos. O objeto será guardado
no Arquivo Nacional.
A
ministra Dilma ressaltou o trabalho de Nilcea na secretaria. "A lei Maria
da Penha foi uma grande conquista, cuja maior importância é o respeito à
vítima", disse.
O
presidente parabenizou a secretária que, segundo ele, tinha a pretensão de
concorrer a deputada federal. Lula pediu que ela continuasse na secretaria.
Manifestos
marcam Dia da Mulher no centro do RJ
O
Dia Internacional da Mulher foi lembrado com protestos na manhã desta
segunda-feira, 8 de março, no centro do Rio de Janeiro (RJ). As manifestações
chamaram a atenção de quem passou pelo Largo da Carioca e pela Cinelândia.
Um
ato público reuniu mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT), participantes do Fórum
Feminista, da Marcha Mundial das Mulheres e de movimentos sociais no Largo da
Carioca. "Entre as reivindicações, elas pediam a diminuição da carga
horária de trabalho para as mulheres", conta o carioca José Carlos Pereira
de Carvalho. Segundo a CUT,
a ação estava programada para acontecer entre as 10h e as 14h.
Na
praça Floriano, na Cinelândia, as "Mães de Acari" lembraram os 20
anos do ocorrido em 26 de julho de 1990, quando 11 pessoas, sete com idade
inferior a 18 anos, foram sequestradas em um sítio no bairro Suruí, em Magé
(RJ) e desapareceram. O grupo pendurou faixas cobrando a justiça no caso.
Comemoração
Às 18h desta segunda-feira, a escadaria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro
será palco do show Mulheres do Samba. Acompanhada do grupo Samba com Atitude, a
cantora Dorina apresentará um repertório com grandes nomes da música
brasileira. O evento será promovido pela Câmara em homenagem ao Dia
Internacional da Mulher.
Agência
Diap
Agenda
Política: empatada, Adin do DEM retorna à pauta do STF
Dos quatros votos
faltantes, a tendência é que dois sejam favoráveis à Adin e dois favoráveis às centrais sindicais. A votação conclusiva poderá acontecer, nesta quarta-feira
(10), no STF
Com
o "voto-vista" do ministro Eros Grau contra a Ação Direta de
Inconstitucionalidade (Adin) 4067, que discute a legalidade da destinação da
contribuição sindical para as centrais sindicais, a matéria retorna à pauta do
Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (10).
Agora,
a votação está empatada em três votos favoráveis à Adin e três contrários.
Ainda faltam votar quatro ministros: Gilmar Mendes (presidente), Ellen Gracie,
Carlos Britto e Celso de Mello. O ministro José Antonio Dias Toffoli está
impedido de votar, pois se posicionou contrário à Adin quando era
advogado-geral da União.
Na
avaliação do DIAP, dos quatro votos faltantes, apenas um será favorável às
centrais. Os outros três, pelo perfil conservador desses ministros, serão
contrários às entidades. Vamos aguardar.
Veja,
a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:
Segunda-feira
(8)
-
Presidente Lula inaugura 20% das obras do PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento) na favela da Rocinha, zona sul do Rio, o que equivale a R$ 42
milhões de um total de R$ 231,2 milhões prometidos para a comunidade.
-
PSDB faz, a partir das 15 horas, na sede do diretório estadual da legenda em
São Paulo, a primeira grande reunião para discutir as estratégias e o
planejamento que serão adotados na campanha presidencial deste ano.
-
Divulgação do IGP-DI de fevereiro.
-
Camex divulga lista de produtos americanos que podem sofrer retaliações
comerciais por conta dos incentivos concedidos pelo governo dos EUA ao algodão.
Terça-feira
(9)
-
Câmara tenta concluir votação de projeto de lei que trata do regime de partilha
na exploração do petróleo do pré-sal.
-
Câmara deve encaminhar para análise do Senado o projeto de lei que trata da
capitalização da Petrobras (pré-sal).
-
Reunião do Conselho Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
discute edital da usina hidrelétrica de Belo Monte.
Quarta-feira
(10)
-
Presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP) se reúne com líderes partidários
para propor que seja acelerado o ritmo de votações na Casa, a partir da
definição de uma pauta de prioridades para este semestre.
-
Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara realiza
audiência pública sobre as perspectivas energéticas da indústria brasileira no
cenário de crise comercial. Foram convidados o diretor-geral da Aneel, Nelson
Hubner, o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores
Industriais de Energia e de Consumidores Livres, Ricardo Lima, e o presidente
do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau.
-
Supremo Tribunal Federal (STF) julga Ação Direta de Inconstitucionalidade
(Adin) 4067, que questiona o repasse de 10% da arrecadação da contribuição
sindical às centrais sindicais. Também pode ser julgada adin da Confederação
Nacional dos Transportes (CNT) contra dispositivos da Lei Complementar 87/96
que regulamenta a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS). A entidade quer excluir a incidência do ICMS sobre a prestação
de serviço de transportes rodoviários interestadual, intermunicipal e internacional
de passageiros.
-
Guido Westerwelle, ministro das Relações Exteriores alemão, faz visita oficial
ao Brasil e discute Irã.
-
Departamento do Tesouro dos EUA divulga contas do governo relativo a fevereiro.
Quinta-feira
(11)
-
Reunião da Executiva Nacional do PV, em Brasília, para discutir lançamento de
candidaturas próprias nos estados com o objetivo de fortalecer Marina Silva na
disputa à Presidência República.
-
Último dia para os senadores apresentarem emenda ao projeto de lei que cria a
Petrosal (PLC 309/09).
-
IBGE divulga PIB de 2009.
-
IBGE divulga resultado das vendas do varejo em janeiro.
-
Sebastián Piñera, presidente eleito do Chile, toma posse.
-
Departamento de Comércio dos EUA divulga déficit comercial relativo ao mês de
janeiro.
Dci.com.br
Com
horas extras não pagas Brasil perde 1 milhão de empregos
SÃO
PAULO - Com os 20,3 bilhões de horas extras que as empresas deixam de
pagar, o Brasil perde por ano a geração de quase 1 milhão de
empregos. A estimativa é da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), baseada nos dados da Relação Anual de
Informações Sociais (RAIS).
Já o montante sonegado ao FGTS é R$ 1,6 bilhão por conta do não-pagamento
dessas horas extras, enquanto o valor que não é pago à Previdência Social pela
empresas atinge R$ 4,1 bilhões, conforme aponta o mesmo levantamento do MTE.
Os resultados foram apresentados na última quarta-feira (3) em uma reunião
coordenada pala secretária de Inspeção do Trabalho do MTE. Os presidentes e
diretores da Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Segundo cálculos do Dieese,
se as horas extras fossem diminuídas, haveria uma contribuição maior
para a geração de novas vagas no mercado de trabalho, criando mais 1,2 milhão
de novos empregos. A medida se associa à campanha feita pela CUT e demais centrais
sindicais pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem
redução de salário, que, conforme estudos do Dieese, levará à criação de cerca de 2,2 milhões
de novos postos de trabalho no país.
Pa.gov.br
Caminhada
reafirma nas ruas de Belém a luta pelos direitos da mulher
Uma
caminhada pelos direitos das mulheres, organizada pela Coordenadoria de
Promoção dos Direitos da Mulher (CPDM) e pelo Conselho Estadual dos Direitos da
Mulher (CEDM), reuniu nesta segunda-feira (8) dezenas de pessoas em apoio
às ações e manifestações referentes ao Dia Internacional da Mulher, com a
participação de representantes da União Brasileira das Mulheres (UBM), Central Única dos Trabalhadores
(CUT/Pará), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Fundação
Papa João XXIII (Funpapa).
O Arraial
do Pavulagem acompanhou a manifestação desde a concentração, na Escadinha da
Estação das Docas, até a Assembléia Legislativa. Foi entregue um documento
solicitando audiência pública com as parlamentares para tratar das pautas
referentes à aprovação do fundo para o Conselho dos Direitos da Mulher, além da
garantia de capacitação às profissionais da área da segurança pública
e um maior orçamento público para as políticas destinadas aos direitos das
mulheres.
Coordenador
de dança e representante do Arraial do Pavulagem, Max Soares avalia
que as mulheres estão cada vez mais ativas e presentes. "Eu atuo com
muitas mulheres, coordenadoras de dança, instrutoras e dançarinas, e
todas são bastante capacitadas. É a mulher mostrando, de uma vez por todas, que
somos todos iguais".
A
representante da União Brasileira das Mulheres (UBN), Socorro Pereira, fez
uma síntese das conquistas femininas no País. "Conseguimos a
aprovação da lei que garante a licença maternidade com duração de seis meses a
todas as gestantes e adotantes brasileiras. Além de diversos outros projetos em
andamento, como a diminuição da jornada de trabalho para todas as gestantes,
sem que haja diminuição de salário", ressalta Socorro.
Gazetaweb.globo.com
Movimentos
sociais celebram o Dia Internacional da Mulher
Em
Maceió, trabalhadores rurais sem terra realizaram ato no Calçadão do Comércio
Os
movimentos sociais de Alagoas realizaram, nesta segunda-feira, 08, várias
atividades celebrando a passagem do Dia Internacional de Lutas das Mulheres,
com ações nas principais cidades do Estado. A Via Campesina, organização que
reúne os principais movimentos de luta pela terra, realizou, durante toda a
semana, a "Jornada Nacional de Mulheres Camponesas na Luta Contra o Agronegócio
e Contra a Violência: por Reforma Agrária e Soberania Alimentar".
Em Maceió, as movimentações organizadas pela Marcha Mundial das Mulheres (MMM)
e Central Única dos
Trabalhadores (CUT) teve início às 14 horas, no Calçadão do Comércio,
reunindo cerca de 500 trabalhadoras do meio rural, mobilizadas pelo Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O acampamento das trabalhadoras do
MST foi erguido na praça dos Martírios, em frente ao Palácio República dos
Palmares, ficando ali instalado para as atividades da semana.
Em Arapiraca, maior cidade do interior do Estado, cerca de 350 trabalhadores da
Via Campesina (MST, Movimento de Pequenos Agricultores - MPA e Movimento de
Mulheres Camponesas - MMC) realizaram ato na manhã desta segunda, na Praça
Marques, região central daquela cidade. O ato mobilizou a opinião pública de
Arapiraca sobre a implementação da Vale Verde, empresa de capital canadense
pertencente à Aura Gold Minerals, que está previamente licenciada para explorar,
para fins privados, as cerca de 200 milhões de toneladas de minério de ferro,
cobre e ouro na região Agreste.
Em
Delmiro Gouveia, uma marcha com os trabalhadores rurais e o povo indígena
Geripankó tomou as ruas do município sertanejo. A caminhada discutiu a
construção do Canal do Sertão, obra que, para o MST, deve privilegiar os
grandes latifundiários, 'já que seu usufruto será comercial'. Em todos os atos,
na capital e no interior, o tema da "criminalização dos movimentos sociais"
prevaleceu entre as discussões, devido à prisão de José Aparecido, assentado em
Inhapi, em suposta repressão à reocupação da fazenda Capim. "Cido" foi
transferido na noite da sexta-feira (05/03) para a delegacia de São Miguel dos
Campos, a pedido da Secretaria de Defesa Social.
Segundo o MST, as atividades da "Jornada Nacional de Mulheres Camponesas na
Luta Contra o Agronegócio e Contra a Violência: por Reforma Agrária e Soberania
Alimentar" têm como objetivo denunciar os prejuízos para a sociedade com a
manutenção do Agro-hidronegócio, questionando o modelo de desenvolvimento
'imposto pelas empresas transnacionais, pelos bancos e pelo governo à
sobrevivência no campo'.
Protesto no calçadão do Centro
Com
o slogan ‘Igualdade no Trabalho e na Vida', integrantes do MST se fizeram
presentes no calçadão do Centro de Maceió, na tarde desta segunda-feira (08),
em protesto contra as desigualdades de toda a classe feminina e trabalhadora.
De acordo com a vice-presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT), Lenilda Lima, há 100 anos
que a mulher luta para conquistar seu espaço perante o machismo discriminatório
e centralizador. "A nossa bandeira de luta tem o objetivo de colocar um basta
nessa cultura desenfreada, que é a ditadura masculina", protestou a
vice-presidente.
A manifestação diz respeito não somente ao ‘belíssimo dia de comemoração da
mulher', como Lenilda fala, mas também remete a várias lutas contra as divisões
sexuais de trabalho e a uma política na qual reina a figura do homem.
"Precisamos conscientizar a toda a população brasileira e não somente aos que
passam por este calçadão. Áreas como política, economia e a própria inserção da
figura feminina na sociedade precisam ser vistas o mais rápido possível. Mulher
não é só sinônimo de beleza e glamour, mas sim de garra e ousadia", comenta
enfatizando que a lembrança que deve vir à mente de todo brasileiro não é
somente as centenas de mulheres operárias de uma fábrica em Nova York, que
foram queimadas vivas, mas também essas mulheres socialistas que lutam pela
redemocratização do país.
Lenilda Lima, que se considera integrante da marcha mundial, traz o slogan
geral do movimento ‘Contra a Pobreza e a Violência Sexista' e dados do censo do
IBGE de 2006 que contêm informações da participação das mulheres em vários
cenários políticos. "Elas compõem 51,2% de inserção na população brasileira,
51,7% são eleitoras, 43,7% estão na população economicamente ativa, 8,7%
integram a Câmara Federal, 14,8% no Senado E 11,6% na Assembleia Legislativa. O
que precisamos acabar é com essa diferença de mais de 40% de participação em
relação aos homens", explicou.
Segundo o assessor do MST, Rafael Soriano, ‘esse dia não é uma comemoração de
embelezamento, e sim uma luta contra a criminalização dos movimentos sociais.
Tem um integrante nosso, José Aparecido, preso por simplesmente mostrar sua
vontade de lutar. Estamos, mais uma vez, brigando por sua liberdade'.
Alemtemporeal.com.br
Dia da Mulher é
marcado com homenagens de Movimentos Sociais
Aconteceu
na tarde desta segunda feira (8) uma homenagem ao dia Internacional da mulher.
O evento que teve como tema "Igualdade no Trabalho e na vida" aconteceu no
calçadão do comercio e reuniu e vários movimentos sócias de Alagoas que marcaram
a comemoração da data feminista.
As
movimentações organizadas pela Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e Central Única dos Trabalhadores
(CUT) teve início às 14 horas, no Calçadão do Comércio, reunindo cerca
de 500 trabalhadoras do meio rural, mobilizadas pelo Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
De
acordo com assessora de imprensa da CUT Emanuelle Wanderley a ideia do evento é homenagear a lutas
das mulheres, destacar a bandeira de cada movimento na conquista de seus
direitos e acordar a sociedade para a realidade, afirma.
Segundo
a coordenadora geral da Macha Mundial das Mulheres Andreia Malta, "Estamos
Comemorando e reivindicando a continuação dos direitos, pois estamos em um
momento de luta, de reflexão, e de avançarmos nas nossas conquistas", relata.
Infonet.com.br
Movimentos
sociais fazem marcha em prol do Dia Internacional da Mulher
Ato marca o início
de movimento que unificará 45 organizações e movimentos sociais que lutarão por
avanços de causas femininas
Mesmo
centenário, o Dia Internacional da Mulher ainda é uma data marcada por
manifestações. Na tarde desta segunda-feira, 8, aproximadamente mil mulheres de
45 organizações e movimentos sociais saíram em cortejo pelas principais
avenidas do centro da capital, na 10º Marcha das Mulheres. A ação marca o
início do movimento homônimo, que passará a atuar no Estado unificando a luta
de todos os segmentos envolvidos.
Apesar
de a caminhada ter como marco essa data comemorativa, as manifestações se
estenderão por todo o ano. De acordo com a secretária da Mulher Trabalhadora da
Central Única dos
Trabalhadores (CUT-SE), Maria da Conceição, dessa forma os movimentos,
ao unificar suas bandeiras, terão mais transparência e os avanços ganharão
força.
"Nós
já tivemos muitos progressos. Hoje a mulher é mais política, mas ainda nos
resta lutar por um mundo melhor para nossa família e, claro, para nós, porque
também devemos aproveitar", afirma.
Os
eixos a serem seguidos pelas organizações tratam, ainda, de emprego, saúde e do
fim de estigmas. "Hoje a mulher tem uma dupla jornada de trabalho, pois
trabalha na rua e quando chega em casa tem os afazeres domésticos. Não há uma
troca de funções com os homens tampouco os direitos são idênticos", explana
Conceição.
Violência
Já a presidente da Associação Sergipana de Prostitutas, Candelária, lembrou que
o combate à violência tende a ganhar força com a unificação dos movimentos. "Só
se muda a situação se cobrarmos e reivindicarmos a mudança dos homens. Acabado
a violência dentro de casa, inclusive, estaremos acabando com a violência nas
ruas", diz.
Ainda
de acordo com a militante, a união dessas iniciativas com o apoio dos
governantes é de extrema importância para que haja uma transformação da
sociedade. "Hoje nós estamos em todos os espaços, mas há muita coisa a desejar.
A partir do momento que tivermos o respaldo que queremos, ganharemos mais
respeito", teoriza.
Correiodesergipe.com
Mulheres
marcham pela igualdade e respeito
Lembrando os 100 anos da criação do Dia Internacional da Mulher, em decorrência
das mulheres presas e queimadas em uma fábrica em Nova York, nos Estados
Unidos, por reivindicarem seus direitos, é que representantes da Central Única dos Trabalhadores
(CUT) e de movimentos sociais, participaram na tarde de ontem da 1ª
Marcha das Mulheres, que teve como objetivo dar maior visibilidade aos
movimentos sociais feministas e, desta forma, poder unificar as bandeiras
propostas por estes. De acordo com a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Maria Conceição
Branco, "a proposta da CUT
é que essa marcha não seja somente no dia de hoje (8 de março), mas se estenda
durante todo ano com várias negociações", relatou a secretária. Com carros
de som e faixas, a marcha saiu da Praça da Bandeira que teve ponto de
concentração rumo às principais ruas do centro da capital até chegar à Praça
Fausto Cardoso. A marcha reuniu cerca de quinhentas pessoas de várias cidades
do interior do Estado que clamavam por liberdade, solidariedade, igualdade e,
acima de tudo, contra a violência.
Rádio Web
- Jornal Brasil Atual
Marcha
Mundial das Mulheres deixa Campinas rumo a São Paulo
Teve
início nesta segunda (8) na cidade de Campinas, a 3ª Ação Internacional da
Marcha Mundial de Mulheres no Brasil. As manifestações marcaram o 100 anos do Dia
Internacional de Luta das Mulheres. Sônia Auxiliadora, da Secretaria da Mulher
Trabalhadora da CUT-SP, explica que a organização da Marcha espera reunir cerca
de 3 mil mulheres de todos os estados brasileiros numa série de atividades que
serão desenvolvidas em algumas cidades no trajeto em direção a São Paulo. Para
ouvir acesse:
http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=boletim%5Fmateria%5F2010%5F3%5F9%5F8%5F15%5F25%5F87%2Ewma&nm_audio=Marcha+Mundial+das+Mulheres+deixa+Campinas+rumo+a+S%E3o+Paulo