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Clipping 18/03/10

Escrito por William Pedreira
18/03/2010

Edição nº 1542 quinta, 18 de março de 2010
Fechamento: 08:50


Edição número 1542 quinta-feira, 18 de março de 2010

 

 
Fechamento: 08h50

 

Veículos Pesquisados:


Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)

Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)

Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)

William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)

 


O Estado de S.Paulo

 


Vantagem de Serra sobre Dilma cai para 5 pontos, indica CNI/Ibope

Levantamento mostra tendência de crescimento da ministra, que passou de 25% para 30% das intenções de voto em um mês

 

Daniel Bramatti (Nacional)

 

A vantagem do tucano José Serra sobre a petista Dilma Rousseff na corrida presidencial caiu para cinco pontos porcentuais, segundo a última pesquisa CNI/Ibope. Em fevereiro, de arcordo com o o mesmo instituto, a distância entre os dois era de 11 pontos.

 

Serra teve 35% das preferências no levantamento divulgado nesta quarta-feira, 17, feito a pedido da Confederação Nacional da Indústria. Em fevereiro, em pesquisa encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, ele aparecia com 36%.

 

Dilma, por sua vez, cresceu cinco pontos e atingiu pela primeira vez a marca dos 30% de preferências, em um cenário que inclui ainda Ciro Gomes (11%) e Marina Silva (6%).

 

Um dado inédito do levantamento mede o potencial de transferência de votos do presidente: 53% dos eleitores querem eleger um candidato apoiado por Luiz Inácio Lula da Silva, e 10% pretendem optar por um nome da oposição. Outros 33% afirmam que não levarão em conta a posição do presidente.

 

A desinformação é o que explica o descompasso entre o potencial eleitorado lulista e o desempenho de Dilma. Nada menos que 42% dos entrevistados ignoram o fato de que a ministra é a candidata de Lula.

 

Segundo Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope, esse nível de desconhecimento não é anormal a mais de seis meses das eleições. "Hoje, só quem busca informações sabe algo sobre as eleições. Quando começar o horário eleitoral gratuito, as informações chegarão a todos de forma homogênea." Ela afirma que o apoio de Lula tende a impulsionar a ministra, mas ressalva que, no decorrer da campanha, Serra também tende a se beneficiar por ganhar mais exposição.

 

O potencial de crescimento da ministra da Casa Civil se revela, por exemplo, no Nordeste, onde 69% do eleitorado se declara inclinado a votar em um governista, mas pouco mais da metade da população sabe quem é a escolhida pelo presidente.

 

Cruzamentos

O Ibope mostra que Serra deve às mulheres sua posição de liderança. No eleitorado feminino, o governador de São Paulo tem 12 pontos de vantagem sobre Dilma (37% a 25%). Entre os homens, Dilma tem 36%, e o adversário, 34%.

 

Em um mês, as intenções de voto na petista subiram em três das regiões pesquisadas. No Sul, ela passou de 19% para 34% e ficou em situação de empate técnico com Serra (36%). No Nordeste, onde lidera por 14 pontos, a petista subiu de 33% para 39%.

 

Na região Sudeste, a mais populosa do País, é Serra quem está na frente (40% a 25%). No Norte/Centro-Oeste, o tucano saiu de uma situação de empate técnico para uma vantagem de 15 pontos (41% a 26%).

 

Na divisão da população pelo grau de instrução, o governador paulista tem a maior vantagem entre os eleitores que estudaram até o ensino médio (37% a 30%). Na segmentação por faixa de renda, Dilma lidera entre os que têm renda mensal de até um salário mínimo (32% a 28%).

 

No cenário em que o nome de Ciro Gomes não é apresentado aos entrevistados, Serra aparece com 38%, Dilma, com 33%, e Marina, com 8%.

 

 


CNI/Ibope: diferença entre Serra e Dilma cai 16 pontos em três meses (Nacional)

Pré-candidata do PT, que tinha 17% das intenções em dezembro, foi para 30%. Tucano caiu de 38% para 35%

 

A pré-candidata do PT à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), reduziu em 16 pontos porcentuais a vantagem do governador de São Paulo e possível candidato do PSDB, José Serra, na comparação entre a mais recente pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quarta-feira, 17, e o levantamento realizado em dezembro pelo instituto, também encomendado pela Confederação Nacional da Indústria. Embora o tucano continue à frente da petista, a diferença entre os dois principais postulantes ao Palácio do Planalto passou de 21 pontos em dezembro para 5 em fevereiro. Em fevereiro, pesquisa Ibope encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, mostrava Serra com 36% e Dilma com 25%.

 

Segundo o Ibope, no cenário com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), Serra tem hoje 35% das intenções de votos, contra 30% de Dilma. A petista cresceu 13 pontos porcentuais em relação a última pesquisa CNI/Ibope, quando tinha 17%. O tucano, que no levantamento anterior tinha 38%,  perdeu três pontos, um a mais do que a margem de erro, que é de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Ainda assim, ele mantém a vantagem em todas as simulações de segundo turno.

 

O levantamento foi feito entre os dias 6 e 10 de março, com 2002 entrevistas em 140 municípios. Ciro, que tem mantido a disposição em concorrer ao Planalto, tem 11% das inteções de voto, e a senadora Marina Silva (PV-AC), 6%.   

        

Sem Ciro, tudo igual

No cenário estimulado sem Ciro Gomes, Serra tem 38% e Dilma, 33%. Na mesma lista, Marina aparece com 8%. Do total de entrevistados, 10% disseram que irão votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 8% informaram que não sabem ou não responderam à pesquisa. 

 

Apesar dos resultados diferentes, a distância de 5 pontos porcentuais entre o tucano e a petista é mantida sem o deputado do PSB, o que indica que Ciro poderá não influenciar uma mudança significativa no cenário com Serra e Dilma na disputa. De acordo com o Ibope, com ou sem Ciro Gomes, Dilma conseguiria levar a disputa para o segundo turno, já que a soma de suas intenções de voto às de Marina Silva supera as de Serra (42% contra 38% do tucano)

 

Com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) no lugar de Serra, Dilma lidera a pesquisa com 34%, seguida por Ciro (21%). O mineiro aparece em terceiro, com 13%, enquanto Marina continua com 8%.

 

Apesar do crescimento vigoroso da ministra Dilma, o governador Serra manteve a vantagem em todas as simulações do segundo turno. Em uma possível disputa com a petista, o tucano vence por 44% a 39%.

 

Serra tem o menor índice de rejeição (25%), mas a rejeição da ministra caiu de 41% para 27% desde dezembro, enquanto para Ciro e Marina caiu de respectivamente 33% para 28% e 40% para 31%. A candidata do PV e Aécio têm os porcentuais de rejeição mais altos entre os candidatos.

 

Fator Lula

Segundo a pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBOPE, mais da metade dos brasileiros (53%) prefere votar no candidato apoiado pelo presidente Lula. Neste momento, 58% dos entrevistados sabem que Dilma é a candidata do presidente. Na pesquisa espontânea, o presidente lidera com 20% e Dilma fica à frente de Serra (14% a 10%).

 

A avaliação positiva do governo Lula atingiu nível recorde de 75%. A maneira de governar é aprovada por 83% da população e 77% dos entrevistados confiam no presidente Lula, quase o mesmo porcentual de dezembro de 2009. A percepção de que o segundo mandato de Lula é melhor do que o primeiro atinge 49%, e a aprovação da atuação do governo aumentou em seis das nove áreas pesquisadas. No entanto, o porcentual de desaprovação supera o de aprovação nas áreas de Saúde, Segurança Pública e impostos.

 

Houve queda de 12% na percepção de que o noticiário sobre o governo Lula é mais desfavorável. As notícias mais lembradas sobre o governo Lula foi a visita do presidente ao Haiti e Hillary Clinton no Brasil, com 12%.

 

 


Manifestantes atiram ovo contra carro de Serra na Grande SP (Nacional)

Cerca de 50 pessoas, muitas ligadas à Apeoesp, protestaram contra o governador durante inauguração de Etec

 

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), enfrentou grande tumulto na saída da inauguração de uma Etec no município de Francisco Morato, na Grande SP.

 

Cerca de 50 manifestantes, muitos deles ligados a Apeoesp, tentaram impedir a saída do carro que levava o governador com chutes e murros. Um ovo chegou a atingir a parte traseira do veículo. Muitos usavam as palavras de ordem "Serra a culpa é sua, professor esta na rua" e xingavam a comitiva.

 

O carro teve a passagem obstruída, levando a um empurra-empurra entre os manifestantes, polícia e seguranças particulares do governador. Alguns pegaram pedaços de pau com pregos para ameaçar a polícia.

 

Pouco antes disso, ao terminar seu discurso dentro da Etec, Serra foi provocado por um grupo de estudantes, que gritou "Brasil urgente, Dilma presidente."

 

O prefeito da cidade, José Aparecido Bressane, que é do PT, estava no local.

 

 


Fevereiro registra novo recorde de emprego

No melhor resultado para o mês, segundo o Caged, 209.425 vagas formais foram abertas

 

Renata Veríssimo (Economia)

 

O mercado de trabalho formal do País voltou a registrar geração recorde de vagas. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a abertura de 209.425 vagas em fevereiro, o melhor resultado da história para o mês. O recorde anterior para meses de fevereiro havia sido obtido em 2008, quando foram abertas 204.963 vagas formais. Neste ano, o País já havia registrado recorde de geração de postos em janeiro, com a criação de 181.419 vagas, também a melhor marca para o mês desde 1992, quando teve início o levantamento do Ministério do Trabalho. 

 

No acumulado dos dois primeiros meses de 2010, a criação de vagas superou as demissões em 390.844 postos de trabalho formais. A meta do governo para este ano é atingir 2 milhões de novos empregos com carteira assinada. Em fevereiro de 2009, o Caged havia registrado a abertura de 9.179 postos de trabalho com carteira assinada.

 

Os setores de serviços, indústria de transformação e construção civil registraram recorde para os meses de fevereiro na abertura de novas vagas de trabalho formal. Segundo os dados do Caged, o setor de serviços registrou a criação de 85.607 vagas líquidas em fevereiro, enquanto a indústria de transformação teve um saldo de 63.024 postos. De acordo com o Ministério do Trabalho, 7 dos 12 ramos da indústria pesquisados tiveram desempenho recorde no mês passado: metalurgia, calçados, têxtil, química, material de transporte, madeira e mobiliário e minerais não-metálicos.

 

A construção civil  teve um saldo líquido de 34.735 vagas em fevereiro. Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o resultado forte da construção civil refletiu o desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal. Ele lembrou que os processos de licenças ambientais, por exemplo, demoram e que, por isso, o efeito do programa habitacional será sentido de verdade este ano.



Março também terá recorde de empregos, diz Lupi

A última marca histórica para este mês ocorreu em 2008, com 207 mil postos formais

 

Renata Veríssimo (Economia)

 

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, previu nesta quarta-feira, 17, que a criação de empregos formais no País deve bater novo recorde este mês. Segundo ele será o melhor resultado para meses de março na história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Lupi disse que o último recorde foi em março de 2008, quando foi gerado o saldo líquido de 207 mil empregos com carteira assinada.

 

Lupi afirmou ainda que deve reforçar as contratações este mês a melhoria na produção de alguns setores, como de máquinas pesadas e tratores, "que voltará a vender bem", e do próprio setor automotivo que, segundo o ministro, está com os estoques baixos, em função do estímulo nas vendas causado pela redução do IPI.


Segundo o ministro, no mês de março também há a contratação de professores e uma aceleração nas obras da construção civil. "Os setores se preparam para começar o ano a partir de março. Todo o processo produtivo está crescendo, com consistência há alguns meses", afirmou Lupi.


O ministro disse  ainda que o desempenho recorde de fevereiro, na geração de empregos, já reflete a recuperação da indústria de transformação que, segundo ele, deve ter "o melhor ano da história". Ele disse que o setor está com os estoques baixos e por isso terá que aumentar a produção. Lupi lembrou que setores intensivos em mão de obra, como calçados e textil, voltaram a contratar. Ele disse também que os setores que mais empregaram em fevereiro são os que pagam melhores salários e que por isso também deve haver, em 2010, uma recuperação dos salários do trabalhador.


De acordo com o ministro, também foi recorde o desempenho do Caged no primeiro bimestre de 2010, quando foi registrado um saldo líquido de empregos gerados de 390.844. Lupi destacou também o fato de, "pela primeira vez na história", a região Nordeste ter um desempenho positivo no mês de fevereiro. O número de contratação, no Nordeste superou em 2.146 o de as demissões realizadas no período. Ele disse que os estados da Bahia e do Ceará lideraram as contratações na região, principalmente na área de serviços, como hotelaria e restaurantes, por causa do carnaval, e que apesar do caráter sazonal, ele acredita que esses empregos serão mantidos.





Folha de S.Paulo


Em 8 horas, Câmara do DF aprova lei para fazer eleição indireta
Mudança foi aprovada em duas comissões e no plenário e agora depende apenas de mais uma votação, daqui a dez dias

Objetivo é afastar chance de uma intervenção federal; procurador-geral rechaça manobra e diz que é prova da necessidade de intervir


Larissa Guimarães, Lucas Ferraz e Nancy Dutra (Brasil)

Para tentar se blindar contra uma possível intervenção federal, a Câmara Legislativa do DF se apressou ontem em aprovar o projeto que prevê votação indireta para governador e vice caso esses cargos fiquem vagos.

Em menos de oito horas, a proposta passou pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), pela Comissão Especial e ainda pelo plenário. Daqui a dez dias, o projeto terá de voltar ao plenário, para aprovação em segundo turno, por se tratar de emenda à Lei Orgânica do DF.


Oficialmente, os deputados afirmam que o corre-corre não tem relação com o temor de uma intervenção no DF.


Depois que o projeto for aprovado, a eleição indireta pode ser realizada em até 30 dias.


Hoje, a lei estabelece uma linha sucessória para a substituição de governador e vice -assumiria o presidente da Câmara Legislativa, seu vice ou o presidente do Tribunal de Justiça do DF. Com a mudança, o DF seguiria o mesmo que estabelece a Constituição Federal.


No mesmo dia em que a eleição indireta foi aprovada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, criticou a proposta. Para ele, os deputados não têm legitimidade para escolher um novo sucessor.


"Quem serão os eleitores? Os mesmos deputados envolvidos? Seria a prova mais eloquente da necessidade de intervenção. Porque temos os mesmos deputados acusados de participação nesse esquema criminoso que domina o DF elegendo um novo governador", afirmou Gurgel, autor de pedido de intervenção federal.


Agora, os deputados correm para tentar definir nomes para a possível eleição indireta. O governador interino do DF, Wilson Lima, é defendido por parte dos governistas. Mas há também uma frente que quer buscar um nome de fora da Câmara, na tentativa de mostrar isenção.



Dividido, Copom mantém juros e indica alta em abril
Três dos oito membros do comitê votaram pela elevação da Selic em 0,5 ponto

Principal foco da autoridade monetária é a inflação, cuja projeção para 2010 já supera 5%; reunião pode ter sido a última com Meirelles


Eduardo Cucolo (Dinheiro)

Naquela que pode ter sido a última reunião sob o comando do presidente Henrique Meirelles, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu ontem manter a taxa básica de juros inalterada em 8,75% ao ano.


A decisão, no entanto, não foi unânime, ao contrário do que ocorreu nas cinco reuniões anteriores. Foram cinco votos a favor da manutenção e três pelo aumento dos juros em 0,5 ponto percentual. Na avaliação de economistas, esse é um sinal de que a taxa Selic vai começar a subir no final de abril, quando o Copom volta a se reunir.


No comunicado divulgado pelo Banco Central após a reunião, a instituição diz que "irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".


O principal indicador a ser monitorado será a inflação. O BC tem como objetivo deixar o índice oficial de preços dentro da meta de 4,5% em 2010. Nos últimos 12 meses, a taxa acumulada está em 4,83%, e as previsões dos analistas são que passe de 5% em dezembro.


Diante de um BC dividido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao presidente da instituição que tentasse evitar uma alta dos juros às vésperas de uma definição no quadro eleitoral, segundo reportagem publicada na Folha de segunda-feira.


No final do mês, os candidatos a cargos públicos nas próximas eleições terão de deixar o governo. Isso inclui a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência, e o próprio Meirelles, que deve concorrer ao Senado pelo PMDB de Goiás.


Além de evitar críticas da oposição neste momento, parte do governo, incluindo o Ministério da Fazenda, não vê necessidade de um aumento dos juros agora. Um dos argumentos é que o BC já vai retirar, a partir de abril, R$ 71 bilhões da economia por meio da elevação nos depósitos compulsórios (parcela do dinheiro depositado pelos clientes que os bancos têm de deixar parada no BC).


Essa foi uma das principais medidas adotadas no final de 2008 para amenizar os efeitos da crise, ao lado da redução dos juros. Embora também afete o crédito, o BC avalia que essa mudança não substitui a necessidade de elevar os juros.


Outro fator que também coloca pressão sobre o BC para mexer nos juros são os dados recentes que mostram a recuperação da economia, o que foi confirmado na semana passada pela divulgação do PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país em um determinado período), que avançou 4,3% no quarto trimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano anterior.


Se forem confirmadas as previsões feitas pelos economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus, a Selic deve terminar o último ano do governo Lula em 11,25%. Os juros subiram pela última vez em setembro de 2008, antes da quebra do banco Lehman Brothers. A piora na crise financeira que se seguiu levou o BC a reduzir a Selic entre janeiro e julho, de 13,75% ao ano para o patamar atual.


Com a estabilidade da Selic, o Brasil mantém a liderança no ranking dos países com maior juro real do planeta (4% ao ano), deixando em segundo lugar a Indonésia (2,6%), de acordo com a consultoria UpTrend. O Copom volta a se reunir em 27 e 28 de abril.



Com a economia aquecida, todos os setores contratam
Saldo de novos empregos formais pelo Caged foi de 209,4 mil vagas em fevereiro

Foi o melhor resultado da história para o segundo mês do ano; pela primeira vez, todos os setores contrataram mais do que demitiram

 
Eduardo Rodrigues (Dinheiro)

O ritmo veloz de retomada da atividade econômica no início do ano fez com que o saldo de novos empregos formais no país chegasse em fevereiro a 209.425 vagas, o melhor resultado da história para o segundo mês do ano. Pela primeira vez, todos os setores da economia contrataram mais do que demitiram, e indústria, comércio e serviços também bateram o recorde para o período.

Com a necessidade de recompor os estoques a tempo de acompanhar a expansão do consumo interno e o início da recuperação das exportações, a indústria de transformação foi responsável pela abertura de 63.024 novos postos de trabalho com carteira assinada.


Mesmo assim, os 290.170 empregos criados no setor desde abril de 2009 ainda estão longe de superar as 501.390 vagas fechadas no auge da crise. "A indústria vai ter o melhor ano da história. Há uma recuperação em toda a cadeia produtiva e as vendas externas começaram a responder, principalmente nas indústrias têxtil e calçadista", afirmou o ministro Carlos Lupi (Trabalho).


Em fevereiro houve o segundo maior número de admissões da série do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), com 1,526 milhão de vagas preenchidas. Já o número de demissões ficou em 1,316 milhão no mês.


Além da indústria, o setor de serviços também registrou bom desempenho, beneficiado pelo Carnaval e pelas viagens de férias. Somente o segmento de alojamento e alimentação teve saldo de 17.738 postos no mês. Da mesma forma, o comércio absorveu 10.682 novos trabalhadores no período.


A disseminação do aumento do emprego na economia também ocorreu geograficamente. Pela primeira vez, todas as regiões do país registraram alta em um mês de fevereiro. Das 27 unidades da Federação, em 13 houve recorde de vagas.

Juro pode atrapalhar

Na avaliação de Anselmo Luiz dos Santos, professor do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, o resultado de fevereiro já era esperado diante dos últimos dados de produção industrial e das vendas no varejo. "A economia está retomando o dinamismo de 2008, de antes da crise. A evolução do emprego é compatível com esse crescimento", considera.

Para ele, no entanto, o ritmo de crescimento do emprego tende a se acomodar a partir do segundo trimestre, ainda que a taxas elevadas de aumento.
Para Lupi, o desempenho inédito no primeiro bimestre, que acumulou a abertura de 390.844 postos de trabalho, deve ser a tendência no ano, cuja meta chega a 2 milhões de novos empregos formais.


Segundo o ministro, um eventual aumento nos juros neste ano poderia prejudicar a expansão do emprego no país. "Não vejo risco nenhum de inflação. O único risco que vejo é os juros subirem e atrapalharem o mercado produtivo."



Protesto por royalties reúne 80 mil no Rio (Dinheiro)
Ato foi convocado por Sérgio Cabral, que decretou ponto facultativo; governador não quer perder recursos com nova divisão

Devido à chuva, não houve discursos no palanque, deixando sem tom político a manifestação, resumida a show com artistas

Um ato político sem discurso de políticos; uma manifestação popular sustentada pela máquina pública. Assim pode ser definida a mobilização que reuniu ontem no centro do Rio, sob temporal, cerca de 80 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, que responderam à convocação do governador Sérgio Cabral (PMDB) para protestar contra mudanças na lei que regula repasses a Estados e a municípios calculados a partir da produção de petróleo no país.

Houve ponto facultativo no Estado e em muitos municípios, e operários do PAC pararam os trabalhos às 12h e foram obrigados a ir ao evento.


A falta de discursos no palanque deixou sem tom político a manifestação, resumida a show de música, com artistas, como Xuxa, esporadicamente criticando a emenda dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), que redistribui os royalties do petróleo, o que deve tirar cerca de R$ 7,5 bilhões de receitas do Estado do Rio.


O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), foi o único político a falar, por cerca de um minuto, e disse que era um evento de celebração, com "a cara do Rio", iniciada com um funk preparado para o ato que dizia: "Pré-sal é nosso sim/É do nosso povão/Não adianta olho grande e ambição".


Para Cabral, foi um sucesso. "Vocês estão preocupados com isso? Milhares vieram, foi evidentemente um ato político, com gente de todos os partidos. Além de estar muita chuva, ia ser uma discurseira muito longa e os artistas tinham que dar a sua mensagem. Eu e [o governador do Espírito Santo, Paulo] Hartung já estamos falando todo dia sobre isso."


Mais cedo, em almoço com o ex-ministro Tarso Genro, Cabral havia atacado a mudança nos royalties: "Esses recursos roubados do Rio não resolvem o problema de nenhuma unidade da Federação".


A ex-governadora Rosinha Garotinho criticou Cabral. "Estou decepcionada. A população veio aqui para quê? Para defender os royalties. Mas cadê o discurso político, o comando?"


Embora convidado anteontem pelo governo estadual, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), pré-candidato do PV à sucessão de Cabral, preferiu seguir no meio da multidão.


Coube aos 5.000 policiais militares organizar o caos, sem sucesso. Vestidos com a camisa oficial da manifestação, carregavam cordas da área VIP, para políticos e convidados.


A concentração começou no início da tarde em frente à igreja da Candelária. Marcada para as 16h, a passeata começou 45 minutos depois. Por causa da chuva, andou rapidamente. Menos de meia hora depois já chegara à Cinelândia.


"O que é royalty"?

Longe do palco, entre uma foto e outra com os amigos, o funcionário da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) Plínio Silva dos Santos, 37, pediu ajuda aos amigos para explicar o mote da passeata.

"É que eles querem levar nosso dinheiro para outros Estados." Que dinheiro? "Espera um pouco. Vem aqui falar com a menina!", disse, puxando o amigo, também funcionário da Cedae, Roger Goboni, 46.


"É o dinheiro do petróleo, que não é do pré-sal, é do pós-sal, sabe como é?", ensina Bogoni. E os royalties? "Vixe... O que é royalty?"



Rede Marisa é autuada por trabalho irregular
Fiscais encontram bolivianos em condições consideradas análogas à escravidão em oficina ligada à empresa, que contesta a punição

Além da Marisa, autuada em R$ 634 mil pelo Ministério do Trabalho, outras três grandes redes de varejo estão sob investigação


Cláudia Rolli e Fátima Fernandes (Dinheiro)

A Marisa, uma das maiores redes de roupas do país, foi autuada em R$ 633,67 mil pelo Ministério do Trabalho (MTE) em São Paulo, após auditores fiscais do trabalho encontrarem funcionários estrangeiros em condições consideradas análogas à escravidão em oficina que presta serviço à rede.

Trabalho análogo ao de escravo é aquele em que a pessoa é submetida a condições degradantes, como jornada exaustiva (acima de 12 horas, como prevê a lei), servidão por dívida (tem a liberdade cerceada por dívida com o empregador) e corre riscos no ambiente de trabalho.


A Marisa tem até amanhã para apresentar defesa. A rede discorda da autuação e diz que não tem responsabilidade sobre as condições de trabalho em empresas subcontratadas por seus fornecedores diretos. A oficina fiscalizada é a quarta na etapa de terceirização do processo produtivo da Marisa.


No entender do Ministério do Trabalho, a empresa tem responsabilidade. Para responsabilizar a loja, os fiscais informam que se basearam em um conjunto de provas que mostra que a Marisa tem controle de todos os processos da cadeia produtiva e que ela utilizou empresas interpostas para não contratar diretamente os trabalhadores estrangeiros.


O Grupo de Combate à Fraude e à Terceirização Irregular do MTE entregou 43 autos de infração à loja no dia 10. Os autos detalham condições degradantes no ambiente, na segurança e na saúde do trabalhador constatadas na oficina GSV, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo. A fiscalização foi feita em 18 de fevereiro por uma equipe de cinco fiscais, após denúncia do Sindicato das Costureiras.


Da autuação de R$ 633,67 mil, pouco mais da metade (R$ 394,03 mil) se refere a valores sonegados de FGTS dos 18 trabalhadores -17 bolivianos e um peruano- que não tinham carteira assinada. A Marisa foi notificada para registrá-los e deve fazer a rescisão de contrato de cada um deles no dia 5 de abril. Terá de pagar verbas rescisórias (férias, FGTS, 13º salário), como determina a lei.


"É o primeiro caso comprovado de trabalho análogo à escravidão que ocorre em um ambiente urbano. A Marisa tinha conhecimento desse problema e já vinha sendo alertada pelos órgãos públicos desde a CPI do Trabalho Escravo, feita pela Câmara Municipal de São Paulo em 2007", diz Renato Bignami, chefe da Seção de Fiscalização do Trabalho Substituto.


Os fiscais estimam que de 8.000 a 10.000 oficinas da Grande SP, que empregam entre 80 mil e 100 mil sul-americanos, também exploram mão de obra de forma irregular.


O MTE considera que, apesar de a legislação não ser "explícita" para autuar a rede, há decisões na Justiça que têm indicado que as empresas podem ser responsabilizadas se no processo produtivo ficar constatado o vínculo de emprego com a empresa principal.


"A Marisa está sendo responsabilizada diretamente porque a fiscalização identificou que existe uma cadeia produtiva fraudulenta para mascarar as relações de emprego dos bolivianos. Na oficina GSV, foram encontradas blusas com etiquetas da Marisa, notas fiscais [das subcontratadas] e, no dia da fiscalização, constatamos que ela estava trabalhando com exclusividade para a rede", diz. Bignami. Em um relatório de 151 páginas encaminhado à Secretaria de Inspeção do Trabalho, em Brasília, os fiscais pedem que a Marisa seja incluída na chamada "lista suja" do MTE. Essa lista é uma forma de divulgar proprietários rurais e empresas que tenham sido flagrados com empregados em situação análoga à de escravo.


Outras redes de varejo que usam o mesmo sistema de terceirização da cadeia produtiva de costura também estão sendo investigadas. "Há indícios de outras situações idênticas à constatada na Marisa nas redes C&A, Renner e Riachuelo", diz Bignami. As três redes, porém, dizem que cumprem a lei.





Valor Econômico


União e Estados gastam R$ 1,7 bi por ano com pagamento indevido a servidores

Tarso Veloso

O governo gasta anualmente cerca de R$ 1,7 bilhão por ano com pagamentos irregulares a servidores públicos, como salário duplicado e acúmulo de funções, por exemplo. A conclusão é de um estudo sobre o funcionalismo da União e dos Estados, apresentado ontem pelo Ministério do Planejamento, que também lançou um projeto para criação de um cadastro único de servidores públicos do país.

O cadastro se destina a controlar melhor as contratações feitas pela União e Estados. Ao realizar o compartilhamento das bases de dados de servidores da União e de 13 Estados, o ministério encontrou 164 mil indícios de irregularidades, em cerca de 3 milhões de registros analisados.

O levantamento foi divulgado pelo Planejamento e pelo Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad), que reuniu-se durante dois dias, em Brasília, para debater o aperfeiçoamento da gestão pública. O estudo usa informações da União e dos governos de Tocantins, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Sergipe, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Ceará, Piauí, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Maranhão e Paraíba. A Bahia aderiu ao projeto, mas não começou a compartilhar os dados.

As irregularidades foram classificadas por tipos. Foram encontrados 53.793 servidores com mais de dois cargos. Com contrato de dedicação exclusiva e com mais de um cargo, foram localizados 47.360 servidores. O número de casos que violam o artigo 37 da Constituição Federal, que regula todo o funcionamento da administração pública, atinge 36.113. Outros 26.898 mostram indícios de irregularidades graves, que exigem maiores investigações: 17 deles, por exemplo, são servidores que possuem cinco vínculos; 252 com quatro vínculos e 3,8 mil com aposentadoria por invalidez e com vínculo de serviço ativo.

A confirmação de irregularidade dos casos detectados só acontecerá somente a conclusão de todos os procedimentos legais, que envolvem desde a notificação do servidor até a exoneração. O prazo para que o relatório seja finalizado é fim de 2010. Para a secretária-adjunta de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Maria do Socorro, o objetivo é garantir a transparência da administração pública. "Não somos a polícia, somos gestores de pessoas", disse a secretária.


Desapropriação para reserva indígena será indenizada

Mauro Zanatta

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem projeto de mudança na Constituição para permitir indenização a proprietários rurais cujas terras sejam usadas pela União na criação de novas reservas indígenas. Até então, apenas as chamadas benfeitorias eram indenizadas nesses casos.

Um texto substitutivo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3, de fevereiro de 2004, estendeu o direito de indenização aos donos de terras com títulos de domínio emitidos após a promulgação da Constituição de 1988. O relatório do senador Valter Pereira (PMDB-MS) também garantirá aos proprietários a opção de reclamar na Justiça os direitos sobre a terra nua, o que atualmente é proibido pela Constituição.

"A Constituição não prevê recursos à Justiça nesses casos de desapropriação. Isso feria cláusulas pétreas como o direito de propriedade e o ato jurídico perfeito", avalia Pereira. "Estamos resgatando o direito de ação e o respeito ao princípio da propriedade. É uma obrigação da União indenizar o dono da terra." O texto será submetido ao plenário do Senado antes de ir à Câmara.

A nova regra pode alterar as relações institucionais em futuras desapropriações para demarcação de novas terras indígenas. Na região de Dourados (MS), produtores rurais contestam estudos da Fundação Nacional do Índio (Funai) para a criação de uma extensa nova área indígena reivindicada pela etnia guarani-caiuá. No Paraná e no Pará também se discute o direito de indígenas sobre áreas usadas na agropecuária. Em 2009, houve intensa polêmica sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar fazendeiros da reserva macuxi Raposa-Serra do Sol (RR), na região da fronteira com a Venezuela. Nesse caso, não houve indenização pela terra nua, mas apenas pelas benfeitorias. A Polícia Federal e a Força Nacional foram chamadas para garantir a execução da decisão do STF. "Este texto soluciona um grave problema que ressurge todas as vezes que a Funai anuncia a demarcação de terras indígenas. Acho que é capaz de selar, de uma vez por todas, a paz entre os índios e os não índios", diz o senador Valter Pereira.

A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), que representa mais de 1 milhão de produtores rurais, comemorou a decisão do Senado. "Um país que não proporciona segurança ao cidadão não merece crédito. Hoje, construímos um importante marco na segurança jurídica deste país", discursou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO). A norma em vigor, segundo ela, não preserva os direitos do produtor rural. "Ele está submetido ao risco de perder todo o dinheiro investido durante anos no aprimoramento da sua fazenda". No mesmo tom, o senador Jayme Campos (DEM-MT) afirmou que os conflitos fundiários entre fazendeiros e índios podem "tornar impossível" a convivência desses grupos em algumas regiões do país. Pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Campos acusou a Funai de realizar avaliações "equivocadas" sobre terras indígenas e de estimular a "intranquilidade social".


 

Jornal da Tarde


Consórcio de imóvel já pode ser amortizado com FGTS
Profissionais do segmento acreditam em melhora de 40% no movimento do setor com as novas regras de uso do Fundo. Até ontem, esse recurso só podia ser usado para complementar carta de crédito ou para dar lance na compra da casa 

Marcos Burghi

A partir de hoje, consumidores cotistas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) contemplados em grupos de consórcio imobiliário podem usar os recursos do fundo para amortização total ou parcial da dívida. A medida, que na prática beneficia todos os trabalhadores cotistas do FGTS que se encaixem nas regras gerais para o benefício (veja quadro), deve levar a um crescimento de 40% do mercado de consórcios de imóveis, de acordo com estimativas de especialistas.

Segundo nota da Caixa Econômica Federal, para ter direito ao benefício, o consumidor cotista do fundo deverá ser também o titular do consórcio, terá de residir há mais de um ano na cidade onde se localiza o imóvel e não pode ter outro financiamento pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) em andamento. Além disso, o valor do imóvel não pode ultrapassar R$ 500 mil, limite atual estabelecido pelo SFH.


Luiz Fernando Savian, presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), afirma que, pelas novas regras, aprovadas em outubro do ano passado, o contemplado poderá utilizar o saldo do FGTS para quitar total ou parcialmente sua dívida. No caso de optar pelo pagamento parcial poderá abater até 80% do equivalente a doze parcelas. "Quem paga R$ 1 mil por mês passará a pagar R$ 200 pelo período de um ano", exemplifica. Savian ressalta, no entanto, que o cotista que vier a atrasar ou esteja atrasado em mais de três parcelas perde o direito à liberação.


Segundo o presidente da Abac, em 2009, do total de 65 mil contemplados em grupos de consórcio de imóvel, cerca de 11 mil, algo como 17% do total, utilizaram o FGTS para complementar a carta de crédito recebida no sorteio ou para dar o lance com o objetivo de adquirir o imóvel, situações nas quais a lei permitia até ontem a utilização do FGTS nos grupos de consórcio dessa modalidade. "Esperamos que o porcentual de utilização dobre com a nova regra", afirma.


Segundo dados da Abac, o volume total de participantes ativos na modalidade passou de cerca de 515 mil em 2008 para 533 mil no ano passado.


Savian diz que, além de regulamentar as regras, o Conselho Curador do FGTS vai credenciar as administradoras de consórcio como agentes do FGTS, o que permitirá que as liberações dos recursos tenham um número menor de etapas que aquelas pelas quais teriam de passar caso tivessem de ser analisadas pela Caixa Econômica Federal.

Sebastião Cirelli, diretor executivo do consórcio Rodobens, afirma que as expectativas com as novas regras são "as melhores possíveis". Segundo ele, a possibilidade da utilização do FGTS na amortização ou liquidação total ou parcial da dívida de um grupo de consórcio de imóvel atrairá mais consumidores para o sistema. "Certamente, o volume de pessoas interessadas vai aumentar", acredita. Ele considera que, com as novas regras, a previsão de crescimento dos grupos de consórcios de imóveis na carteira da empresa seja revista de 10% para 15%.


Cirelli lembra que os consorciados que lançarem mão do FGTS para abatimento total ou parcial da dívida com grupo de consórcio só poderá repetir a dose após dois anos da última utilização. "Esta é a regra geral do SFH e vale também para os consórcios", diz.


Alberto Petrucchi, gerente regional do consórcio Embracon, prevê um crescimento entre 30% e 40% da carteira da modalidade na sua companhia. "Hoje, o consórcio de imóveis corresponde a 70% do nosso movimento total", informa.


Tharcisio Souza Santos, diretor do MBA da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), acredita que as novas regras para os consórcios são mais justas que no sistema anterior, que permitia a liberação do fundo apenas para uso parcial.


Ele recomenda que, antes de optar por um grupo de consórcio de imóvel, o consumidor deve buscar o máximo de informações possível sobre a administradora. "Se for uma instituição financeira de grande porte, melhor", indica. "Caso contrário, certifique-se da idoneidade da empresa", completa.


A assistente-administrativa Marli Zanolli, 42 anos, afirma que pretende ir atrás do benefício ainda hoje. Ela conta que entrou em um grupo de consórcio de imóvel com duração de 120 meses em março de 2004 e foi contemplada em dezembro do mesmo ano.


Marli afirma que pretende quitar a dívida parcialmente, imagina utilizar o fundo para abater 80% das próximas doze parcelas. "Hoje, pago R$ 755 por mês. Com a nova regra vou desembolsar cerca de R$ 151 pelo período de um ano. Vai ser um alívio considerável no orçamento", comemora.


Condições para uso do benefício

Consorciados que sejam cotistas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e tenham sido contemplados com a carta de crédito e adquirido o imóvel

O imóvel escolhido deve estar localizado onde o trabalhador exerça ocupação principal ou resida há mais de um ano (incluindo os municípios vizinhos ou da mesma região metropolitana)


O interessado não pode ser proprietário de imóvel no local onde exerça ocupação principal, nem ser detentor de financiamento ativo do SFH em qualquer parte do território nacional, na data de aquisição do imóvel


O imóvel e a cota de consórcio devem estar em nome do trabalhador titular da conta vinculada


O imóvel tem de ser residencial urbano e deve ter sido adquirido com os recursos da carta de crédito do consórcio


O valor avaliado para o imóvel, na data da aquisição, deve respeitar o limite de R$ 500 mil estabelecido pelo SFH





Agora S.Paulo


Greve de professor afeta quatro em dez escolas

Thiago Braga

A Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual) realizará amanhã uma assembleia na avenida Paulista (região central de São Paulo) para decidir se os professores continuarão ou não a greve iniciada na semana passada.

A paralisação no Estado começou no dia 8. A reportagem fez ontem um levantamento da greve. Foram consultadas 108 escolas estaduais da capital e das regiões de Ribeirão Preto (313 km de SP), Campinas (93 km de SP), Jundiaí (58 km de SP) e São José dos Campos (97 km de SP) escolhidas aleatoriamente. Desse total, em 66 escolas todos os docentes trabalharam normalmente (61,5%).

Outras 42 unidades foram afetadas de alguma maneira pela greve (38,5%) --em nove nenhum professor trabalhou (8%) e em 33 uma parte não deu aula (30,5%).

Ontem, o governador José Serra (PSDB) foi hostilizado por grevistas.

Funcionários de escolas dizem que foram orientados pelas diretoras a substituírem os grevistas por professores temporários para evitar que as crianças fiquem sem aulas.

O principal pedido dos grevistas é um reajuste salarial de 34,3%. De acordo com o sindicato, a tendência é que a greve continue. "Até hoje não fomos recebidos para discutir a questão salarial", diz a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha. O governo diz que o movimento é político e que apenas 1% dos professores aderiram à greve.


 

Jornal do Comércio


Empresários relatam a deputados prejuízos da redução da jornada
Representantes da indústria do Estado encaminharam suas reivindicações aos parlamentares

Uma comitiva formada por 60 empresários de 19 segmentos da indústria gaúcha esteve ontem na Câmara dos Deputados, em Brasília, para mostrar aos parlamentares os prejuízos que a eventual aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/95) trará às empresas brasileiras. A PEC reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e aumenta o adicional na hora extra de 50% para 75% do valor da hora trabalhada.

"Mesmo que o Brasil tenha conseguido, em 2009, passar melhor pelas dificuldades da crise internacional do que muitos outros países, no momento em que diminuirmos a jornada de trabalho para 40 horas, com mesmo salário e aumentarmos o valor da hora extra, estaremos elevando nossos custos e diminuindo a competitividade dos nossos produtos no exterior", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre, que liderou a comitiva e contou com as participações dos presidentes da Fecomércio, Moacyr Schukster, e da FCDL, Vítor Koch.

Os empresários percorreram os gabinetes de líderes de partidos e visitaram deputados da bancada federal gaúcha. Além disso, a comitiva foi recebida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. Ele destacou que os líderes partidários, na prática, indicam as PECs que serão encaminhadas à votação no plenário.

"Pedi aos líderes que escolhessem duas ou três PECs para votar até o fim do primeiro semestre porque temos 62 propostas prontas para ir a plenário. Então sugiro que haja mais pressão junto a eles", explicou Temer.

O presidente da Fiergs destacou que os empresários já estão conversando com os líderes partidários para evitar a votação da PEC neste ano eleitoral. "Devemos continuar trabalhando pelo nosso ponto de vista e equilibrar a situação. E as Federações de Indústrias estão se posicionando para esse diálogo", completou Tigre. A comitiva foi integrada por representantes dos segmentos metalmecânico, construção civil, eletroeletrônico, têxtil e confecção, reparação de automóveis, madeira, gráfico, couro, calçados, laticínios, fumo, material de transporte, plástico, borracha, máquinas e equipamentos, vinho, móveis, construção pesada, e alimentos.

Ministro critica argumentos contra as 40 horas semanais
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, apresentou aos deputados as metas de sua pasta para este ano. Lupi afirmou ontem que o debate sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas (PEC 231/95) não tem sido tratado com sinceridade por parte do empresariado. De acordo com o ministro, boa parte dos argumentos dos empresários não é correta, como o de que a redução da jornada levaria as empresas à falência.

"A quase totalidade dos países do mundo desenvolvido, grupo no qual o Brasil pretende estar, utiliza carga horária de trabalho de 36, 37 horas. Então, quando dizem que em nenhum lugar do mundo se aplica esse tipo de escala, não faz sentido. Quanto ao argumento de que empresas vão quebrar por causa disso, sabemos que esse também não é verdade", disse Lupi durante audiência pública na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público para discutir as metas e programas do ministério para 2010.

Lupi lembrou que os empregados gastam entre uma e duas horas para ir ao local de trabalho e outro tanto para voltar para casa. "Por que o Brasil não pode evoluir?", questionou o ministro, durante audiência da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Os parlamentares apresentaram outras questões ao ministro durante a audiência. A deputada Emilia Fernandes (PT-RS) afirmou que o ministério precisa priorizar políticas para as mulheres. A parlamentar pediu maior empenho do ministério na aprovação da licença-maternidade de 180 dias (PEC 30/07) para as trabalhadoras do setor privado.

Lupi aproveitou para pedir a ajuda de deputados e senadores para assegurar as verbas do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem). Destinado aos jovens desempregados de 18 a 29 anos, tem como objetivo a preparação para o mercado de trabalho e em ocupações alternativas geradoras de renda. O jovem participante desta modalidade poderá receber um máximo de seis auxílios financeiros de R$ 100,00.

Ele lembrou que o Orçamento de 2009 previa R$ 1 bilhão para a qualificação profissional, mas apenas R$ 400 milhões foram liberados em virtude de cortes. Ele ressaltou que o ProJovem tem grande relevância na área social, pois 90% dos jovens que frequentam os cursos do programa são de famílias que ganham menos de um salário-mínimo.




Gazeta do Povo


Servidores do Ministério do Trabalho anunciam paralisação de dois dias
Serviços de expedição de carteiras de trabalho, homologações e protocolos devem ser prejudicados no Paraná. No dia 6 de abril, categoria deve iniciar greve

Felippe Aníbal

Os servidores do Ministério do Trabalho e Emprego do Paraná (MTE-PR) vão promover, na quinta-feira (18) e na sexta-feira (19), uma paralisação para reivindicar uma série de benefícios, com destaque para a criação de um plano de carreira para a categoria. Com o ato - que acompanha um movimento em âmbito nacional -, não deve haver atendimento à população nos dois dias de mobilização. No dia 6 de abril, os trabalhadores devem retomar uma greve deflagrada no ano passado.

Às 9 horas, uma assembleia será realizada na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social do Paraná (Sindprevs), para definir que tipos de manifestações serão feitas no período da paralisação. Segundo o sindicato, unidades do MTE-PR de todo o estado vão aderir à mobilização.

Em todo o Paraná, cerca de 200 servidores integram o quadro do MTE-PR. Com a paralisação, devem ser comprometidos como confecção e expedição de carteiras de trabalho, homologações e protocolos. Segundo o sindicato, só em Curitiba, mais de 500 atendimentos são feitos por dia.

Reivindicações
Os trabalhadores do MT-PR reivindicam a criação de um plano de carreira específico e independente de outros órgãos. Atualmente, a categoria está atrelada aos servidores da Seguridade Social, que engloba ainda funcionários da Saúde, Funasa e Previdência. "Somos o esgoto do serviço público federal. Temos a pior remuneração do executivo federal", disse o servidor do MT-PR, Gilberto Félix da Silva Júnior.

A categoria pede ainda jornada de trabalho com atendimento de 12 horas, em dois turnos de 6 horas e que as gratificações sejam imediatamente incorporadas aos salários. "Isso porque quando um servidor se aposenta, ele passa a receber 60% menos e passa a viver em estado de miséria", apontou Silva Júnior. Os servidores também pleiteiam melhores condições de trabalho, com a melhoria dos prédios onde as unidades do Ministério estão sediadas.


Empresa clandestina fez segurança na inauguração da Repar, diz Sindicato
Sem possuir registro junto à Polícia Federal, empresa estaria sediada em uma casa no Bairro Alto. Sindivigilantes quer que contratantes sejam responsabilizados

Felippe Aníbal
 
Os serviços de segurança da inauguração da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), realizada dia 12 de março, foram executados por uma empresa clandestina. É o que aponta o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região (Sindivigilantes), que, nesta quarta-feira (17), denunciou o caso à Polícia Federal (PF). O sindicato afirma que a empresa, a J. Nascimento Segurança, não possui registro nem está cadastrada junto a PF, e que, portanto, não pode prestar esse tipo de serviço.

"Consideramos uma irresponsabilidade a segurança de um evento deste porte ser conduzida por uma empresa que não está preparada para isso. Até mesmo pela notabilidade das autoridades que estavam presentes", disse o presidente do Sindivigilantes, João Soares. A solenidade foi prestigiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e outras autoridades.

Os serviços de segurança privada são normatizados e fiscalizados pela PF. Sem o registro junto a Polícia, a J. Nascimento não poderia estar operando. O Sindivigilantes vai pedir o fechamento da empresa e que os responsáveis pela contratação do serviço de segurança na inauguração da Repar sejam responsabilizados. "Os seguranças clandestinos são pessoas contratadas aleatoriamente e não se sabe a origem e nem o preparo que cada um tem para lidar com situações inerentes a um evento como este", apontou o presidente.

Representantes do sindicato que estavam na solenidade fotografaram a equipe de segurança e viaturas da empresa. A reportagem telefonou para o número grafado nos carros da empresa e a ligação foi atendida por uma criança, que confirmou que a J. Nascimento Segurança fica sediada naquela residência. O responsável pela empresa, no entanto, estaria em viagem, fora do estado. Pelo celular, ele não foi encontrado. De acordo com o sindicato, a empresa está estabelecida em um sobrado localizado no Bairro Alto.


 

O Tempo


Cidade Administrativa vira palco de protesto de servidor
Ato reivindica piso nacional na área da educação; Aécio sinaliza reajuste

Andréa Silva

Depois de uma inauguração, há 12 dias, marcada pela presença de celebridades, políticos de várias partes do país e uma legião de apoiadores do governador Aécio Neves, a Cidade Administrativa, nova sede do governo de Minas, no bairro Serra Verde, se transformou, ontem, em palco para uma grande manifestação de servidores. Liderados por funcionários do setor da educação, que não trabalharam ontem, 4.000 manifestantes - segundo cálculos dos sindicatos e da Polícia Militar - tomaram o gramado no entorno da sede administrativa.

O protesto foi acompanhado por 400 policiais de seis batalhões especiais da capital, segundo números oficiais, que cercaram as principais entradas dos prédios onde funcionam as secretarias estaduais e outros órgãos da administração estadual. Cavalos e cães foram usados pelos policiais. Segundo a Polícia Militar, não houve qualquer incidente entre policiais e manifestantes.

Os servidores usaram um carro de som e muitas bandeiras. Eles bloquearam, por quase uma hora, a MG-010, que margeia a Cidade Administrativa. Em frente à entrada principal da sede do governo, professores, funcionários do setor da saúde e policiais civis fizeram o enterro simbólico do governador Aécio Neves. Eles utilizaram um caixão de verdade. Um boneco representando o governador foi queimado no meio da rodovia.

Segundo estimativa do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE MG) a maioria dos manifestantes era do setor da educação. Eles seguiram para a Cidade Administrativa em ônibus fretados pelos sindicatos. Só do interior, calculam as entidades, 50 caravanas partiram em direção ao bairro Serra Verde. De acordo com coordenadora geral do Sind-UTE MG, Beatriz Cerqueira, os ônibus com os manifestantes saíram de todas as regiões do Estado.
 
A categoria, conforme Beatriz, está em campanha pela implementação em Minas da lei nº 11.738, sancionada no dia 16 de julho de 2008, que instituiu o piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.

"Durante toda a gestão do governador Aécio Neves não foi realizada qualquer política salarial para os professores, que recompensasse as perdas de décadas. Nosso último reajuste foi em 2007 de 5%", explicou a sindicalista.
 
Representantes da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG) também participaram do protesto de ontem. "Essa manifestação é também para mostrar à população que o governo construiu uma obra de grande magnitude, como a Cidade Administrativa, mas deixa de lado os servidores, responsáveis pela educação", disse Marco Antônio de Jesus, presidente da CUT-MG.

Motivos da manifestação
A reivindicação dos professores
Os servidores estaduais da educação lutam pela implementação da lei do Piso Salarial Profissional Nacional

O que é a lei
Sancionada em 16 de julho de 2008, a lei n° 11.738, institui o piso salarial l nacional para os profissionais do magistério público da educação básica

O piso nacional

O atual é de R$ 1.312,00 para a jornada de 24h semanais

O piso em Minas

O salário base dos professores é R$ 850,24




Agência Brasil


Cresce avaliação positiva do governo Lula, revela pesquisa CNI/Ibope

Flávia Albuquerque

São Paulo - Pesquisa feita pelo Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que 75% dos entrevistados avaliam como positivo (ótimo ou bom) o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No levantamento anterior, divulgado em dezembro de 2009, esse percentual era de 72%.

De acordo com a pesquisa apresentada hoje, 83% aprovam a maneira de Lula governar, o mesmo índice registrado há três meses.

A pesquisa também mostra que 77% dos entre vistados têm confiança no presidente, resultado 1 ponto percentual inferior ao verificado em dezembro (78%).

Outro dado do estudo é que 49% consideram o atual mandato de Lula melhor do que o primeiro. Em dezembro, esse percentual era de 46%.

Foram ouvidos 2.002 eleitores de 16 anos ou mais em 140 municípios, no período de 6 a 10 de março.


Temer promete colocar em votação projeto que beneficia deficientes

Iolando Lourenço

Brasília - Portadores de necessidades especiais pediram ontem (17) ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), para colocar na pauta de votações projeto de lei do ex-deputado mineiro Leonardo de Matos. O projeto reduz de três a dez anos o tempo de contribuição para essas pessoas se aposentarem.

De acordo com Matos, Temer prometeu conversar com os líderes, na reunião da próxima terça-feira (23),  para incluir o projeto na pauta.

A proposta classifica em três níveis os portadores de necessidades especiais para a aposentadoria: leve, moderada e grave, com redução de contribuição de três anos, seis anos e dez anos, respectivamente de acordo com a classificação.

Matos disse que, se a proposta for aprovada, serão beneficiadas cerca de 100 mil pessoas, o que corresponde a 8% da população deficiente do país.


STF garante cobertura do SUS para tratamentos e remédios de alto custo

Lísia Gusmão

Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu ontem (17) que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve garantir o fornecimento de remédios ou arcar com procedimentos médicos nos casos em que o paciente em tratamento não tiver condições de fazê-lo.

A decisão, que abre precedente para outras ações, foi tomada no julgamento de nove recursos movidos pela União, estados e municípios para suspender determinações judiciais que mantinham a cobertura do SUS para tratamentos, procedimentos cirúrgicos, realização de exames e fornecimento de medicamentos.

Em uma delas, o estado de Alagoas contestava decisão do Tribunal de Justiça do estado que determinou o fornecimento de um remédio usado no tratamento da leucemia. O paciente alegou não dispor de condições financeiras para arcar com os custos do tratamento calculado em R$ 162 mil. Em outra ação, o estado do Ceará recorreu ao Supremo contra decisão da Justiça que garantiu a cinco pacientes o recebimento de medicamentos de alto custo empregados contra o mal de Alzheimer, câncer e artrite reumatóide.

A decisão tomada hoje sinaliza o entendimento que o Supremo deverá adotar no julgamento do recurso sobre o fornecimento de remédios de alto custo. Neste caso, a decisão da Corte repercutirá em todas as ações sobre o tema no Judiciário.

Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, para evitar uma enxurrada de ações contra o SUS, o Supremo deverá estabelecer requisitos para que procedimentos, exames e remédios sejam assegurados aos pacientes sem condições de custear seu tratamento. Lewandowski manifestou preocupação com tentativas de fraudes e comércio clandestino.

"É possível que o Supremo Tribunal Federal estabeleça condições ou requisitos para o fornecimento de remédios pelo SUS", opinou o ministro.


 

G1


Greve dos professores tem adesão de 63% em SP, diz sindicato
Para Secretaria da Educação do estado, participação ainda é inferior a 1%. Nova assembleia foi marcada para esta sexta na capital paulista.

A greve dos professores da rede estadual de São Paulo prosseguiu nesta quarta-feira (17) e, de acordo com sindicado dos docentes, a adesão subiu para 63%. Ontem, a participação era de 60%.
 
A Secretaria de Educação do governo, no entanto, mantém que menos de 1% aderiu ao movimento, informou, por meio da assessoria de imprensa. A paralisação teve início na segunda-feira da semana passada (8).

De acordo com nota do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), os professores realizarão nova assembleia no vão livre do Masp, na capital paulista, para decidir os rumos do movimento. Encontro similar ocorreu na sexta-feira da semana passada.

Os docentes reivindicam reajuste salarial de 34,3% e afirmam que estão com os salários congelados há cinco anos. Eles se opõem à incorporação da gratificação em três parcelas anuais.

De acordo o governo do estado, a folha de pagamentos da Secretaria de Educação cresceu 33% entre 2005 e 2009, passsando de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões. Em relação às gratificações, segundo a Secretaria, são feitas na medida das disponibilidades orçamentárias.


Desconto no salário
A Secretaria da Educação já havia divulgado na semana passada, em nota, que os grevistas terão desconto salarial relativo às faltas. Além disso, perderão participação no Bônus por Resultados, que paga anualmente até 2,9 salários para as equipes escolares que superarem suas metas e, também, no Programa de Valorização pelo Mérito, que permite aumentos salariais de 25%.





Ilustrado.com.br

Audiência pública debate hoje mínimo regional na Assembléia

Curitiba - A Assembleia Legislativa promove hoje, a partir das 13h30, no Plenário, a segunda audiência pública para discutir o novo valor do salário mínimo regional, que pode passar das atuais variações de R$ 605,52 a R$ 629,45 para R$ 663,00 a R$ 765,00, pago às categorias que não têm acordo coletivo. Além disso, deputados, empresários e trabalhadores irão discutir a possibilidade de a política salarial adotada no Governo Requião passar a ser permanente em governos futuros.

O coordenador de Estudos, Pesquisas e Relações do Trabalho da Secretaria de Estado do Trabalho, Núncio Mannala, apresentará um vídeo e fará explicações sobre a iniciativa do governo estadual, que se aprovada pode representar reajuste que varia entre 9,5% e 21,5%. Na sequência, a presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Avani Tortato Slomp Rodrigues, também falará sobre o reajuste e suas implicações no meio empresarial. O debate contará ainda com a participação de empresários e deputados.


A audiência pública terá também a participação de representantes do Ministério Público, da Força Sindical, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, da Central Geral dos Trabalhadores e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).


Londrina e Maringá também sediarão as audiências públicas sobre o mínimo regional. As discussões estão agendadas para o próximo dia 25. Em Maringá o debate será às 10 horas e, em Londrina, a partir das 17 horas. Os debates acontecerão na Câmara Municipal de cada cidade.


Criado em 2006
O mínimo regional foi criado em 2006, tendo o primeiro valor ficado estipulado em R$ 437,00, pago às categorias que não têm acordo coletivo. No ano passado, o reajuste foi de 14,9%, fixando os valores em seis faixas salariais variáveis entre R$ 605,52 a R$ 629,65, o que, segundo o governo, beneficiou diretamente 174 mil empregados domésticos, no comércio e em atividades rurais, entre outras categorias, e injetou R$ 754 milhões anuais na economia paranaense.


 

Msnoticias.com.br


Rede Estadual vai repor dia letivo perdido com paralisação

A reposição do dia letivo de terça (16), perdido em função da paralisação nacional dos professores, será feita por quase metade das escolas estaduais. De acordo com levantamento realizado, 56% das escolas da rede estadual de ensino aderiram à paralisação e são elas que irão fazer a reposição.

Cada escola vai decidir quando repor a aula perdida. A maioria das escolas resolveu retardar em um dia o período de férias do primeiro semestre deste ano. Em alguns municípios, onde o transporte escolar é de responsabilidade das prefeituras, o dia será reposto junto com as aulas da rede municipal.

O ato de protesto de docentes de todo o país, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), foi para discutir a implantação do Piso Nacional e carreira do Magistério. No Estado o movimento teve participação da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems).



 

Paraiba.com.br


Fetag-PB defende uso de produtos orgânicos para combater praga

Paulo Cosme

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB) defende a utilização de produtos orgânicos para o combate a praga da Mosca Negra que vem destruindo as lavouras de vários municípios paraibanos. "Temos que acabar com esse mal, mas também temos que pensar na saúde de nossos trabalhadores e das pessoas de um modo em geral", disse o presidente da entidade Liberalino Ferreira de Lucena. 

O presidente da Fetag, Liberalino Ferreira de Lucena, explicou que enquanto representante dos agricultores e trabalhadores rurais cobrou do Governo do Estado que respeite as alternativas por eles utilizadas para controlar e combater esta praga. "Não somos contra a utilização dos agrotóxicos, mas já temos casos exitosos da aplicação de inseticidas naturais como o Nim ou Amargosa com este fim. É preciso, portanto, deixar a cargo dos agricultores a escolha pela opção que consideram mais adequada", destacou o presidente.

O assunto foi o tema de um encontro que aconteceu na tarde de quarta-feira (17) na sede da Fetag-PB, em João Pessoa. Durante o evento foram discutidas propostas para uma ação conjunta entre o Governo do Estado e as organizações da sociedade civil para o combate e controle da Mosca Negra na Paraíba. 

O evento contou com as presenças do Secretário da Agricultura e Pesca do Estado, Ruy Bezerra, do promotor de Defesa do Meio Ambiente da Comarca de Campina Grande, José Eulâmpio Duarte, além de representantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário (DFDA), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB) e Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), as entidades da sociedade civil apresentarão alternativas agroecológicas para o controle e combate da Mosca Negra.

Entre as entidades da sociedade civil que participaram do encontro, estão a Fetag-PB, Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR's) de Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Alagoa Nova, Esperança, Remígio, Areia, Matinhas, Campina Grande e Massaranduba, Pólo Sindical da Borborema, Conselho das Associações Rurais e Desenvolvimento Agrário do Município de Esperança (Cardame), Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), Território da Cidadania da Borborema, e a Central Única dos Trabalhadores (CUT-PB).

Durante o encontro foram apresentadas as boas práticas agrícolas para combate a praga da Mosca Negra  e que já foram monitoradas, testadas e aprovadas por técnicos da Universidade Federal do Campus de Areia e apresentação do Plano de Combate e Controle da Mosca Negra.  
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