Twitter Facebook YouTube Flickr Orkut Conexão Sindical

CUT NACIONAL > CLIPPING > CLIPPING 19/03/10

Clipping 19/03/10

Escrito por William Pedreira
19/03/2010

Edição nº 1543 sexta, 19 de março de 2010
Fechamento: 09:05


Edição número 1543 sexta-feira, 19 de março de 2010

 

 
Fechamento: 09h05

 

Veículos Pesquisados:


Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)

Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)

Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)

William Pedreira (estagio.imprensa@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)




O Estado de S.Paulo



Protesto de professor é 'trololó', diz Serra; Justiça autoriza ato
Categoria marcou para hoje nova assembleia no vão livre do Masp; último movimento na Avenida Paulista reuniu 12 mil
 
CLarissa Oliveira, Silvia Amorim, Paulo Saldaña e Carolina Stanisci (Vida)
 
No mesmo dia em que o governador de São Paulo, José Serra, descreveu as sucessivas manifestações de professores do Estado como um "trololó", a Justiça negou o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) de proibir a segunda assembleia dos docentes, que ocorrerá hoje, na Avenida Paulista, a partir das 14 horas. O MPE entrou com recurso.

Insinuando que os protestos têm objetivo eleitoral, o governador disse que nem sequer há um movimento grevista. "Não tem greve. Só tem marketing para a imprensa noticiar", declarou Serra, virtual candidato à Presidência da República pelo PSDB, sem disfarçar a irritação com o assunto. Questionado sobre quem estaria por trás do movimento, Serra retrucou: "Vocês sabem. São suficientemente inteligentes e observadores."

Uma parcela dos professores está em greve desde o dia 8. Segundo o governo, apenas 1% da categoria aderiu à paralisação. De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), mais de 60% dos docentes estão parados.

Serra cancelou ontem, de última hora, sua participação em uma inauguração onde professores em greve fariam um protesto. O evento, na capital paulista, que teve a presença do prefeito Gilberto Kassab (DEM), virou palco de bate-boca entre autoridades e manifestantes.

O governador disse que não teve "tempo" de comparecer ao evento. De acordo com os assessores, a presença de Serra não estava sequer confirmada, embora um aviso da Secretaria de Comunicação indicasse o evento como o primeiro compromisso público da agenda do governador.

Com apitos, vaias e faixas, cerca de 30 manifestantes tumultuaram a inauguração do segundo viaduto do Complexo Viário Jaraguá, na zona oeste. Em alguns momentos foi difícil ouvir os discursos das autoridades. Ontem, pela segunda vez consecutiva, professores da rede estadual foram a compromissos públicos de Serra para protestar.

Passeata. Na semana passada, cerca de 12 mil docentes se reuniram no vão livre do Masp e foram em passeata até a Praça da República, prejudicando o trânsito no centro.

Ontem, o MPE tentou proibir o ato agendado para hoje, mas o juiz da 20.ª Vara Cível, Flávio Abramovich, extinguiu o processo porque o pedido não teria sido feito de modo adequado. Na sentença, o juiz diz que a Polícia Militar e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) devem tomar providências para evitar transtornos à população.

O autor da ação, promotor José Carlos de Freitas, rebateu os argumentos. "A PM e a CET solicitaram que o MP interviesse desta vez e em 2008, pois os professores estão extrapolando o direito de se manifestar."

A GREVE
Reivindicações
Os professores querem reajuste salarial de 34% para compensar perdas relativas à inflação e o fim das provas dos temporários e do programa de promoção.
 
Quem lidera a classe
Apeoesp, Centro do Professorado Paulista (CPP), Sindicato dos Especialistas do Magistério Oficial de SP (Udemo).


TSE rejeita ação contra Lula e Dilma por propaganda antecipada em MG (Nacional)
Na ação, DEM, PPS e PSDB baseiam acusação nos discursos proferidos na inauguração de campus

Por 4 votos a 3, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta quinta-feira, 18, representação feita pela oposição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, por propaganda eleitoral antecipada. Na ação, DEM, PPS e PSDB baseiam a acusação nos discursos proferidos na inauguração de campus universitário em Araçuaí (MG), em 19 de janeiro deste ano, quando o presidente afirmou que seu governo faria a sucessão presidencial.

Com o voto de desempate do ministro Marcelo Ribeiro, o TSE concluiu o julgamento que havia sido interrompido na última terça-feira, 16, quando o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, e o ministro Fernando Gonçalves acompanharam a divergência aberta por Felix Fischer.

O ministro Marcelo Ribeiro rejeitou a acusação de antecipação de propaganda eleitoral por Lula e Dilma. "Apesar de ter sido feito referência à eleição e à sucessão presidencial, creio que faltou requisito essencial para a configuração da propaganda eleitoral antecipada, que é a menção direta ao candidato mais apto à sucessão", disse na mesma linha do relator da representação, ministro-auxiliar Joelson Dias.

Para o relator, as palavras de Lula externaram "convicção pessoal" sobre o sucesso de seu governo. "Muito embora o primeiro representado (Lula) tenha afirmado que 'vamos fazer a sucessão presidencial', em nenhum momento do seu discurso associou qualquer nome com a eleição vindoura, não fez pedido de voto, nem teceu elogios às qualidades de quem quer que seja. Na linha dos precedentes da Corte, penso que somente em tais hipóteses é que a sanção legal poderia ser aplicada", argumentou Dias, no que foi acompanhado também pelos ministros Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

Três ministros, no entanto, votaram pela aplicação de multa de R$ 5 mil contra Lula e Dilma por terem antecipado a propaganda eleitoral. "Até três meses antes do pleito, autoridades podem participar de inaugurações, mas não podem incutir um candidato no imaginário do eleitor. Ainda que não haja pedido explícito de voto, trata-se de propaganda disfarçada", opinou Fischer, que abriu a divergência.

Para Ayres Britto, falta aos governantes a distinção entre projeto de governo e projeto de poder. "Ninguém é eleito para fazer o sucessor. Quem se empenha em fazer o seu sucessor pensa em se tornar ele mesmo o sucessor de seu sucessor", disse.

Em outra decisão, o ministro Joelson Dias acolheu representação do PSDB por antecipação de propaganda eleitoral e aplicou multa no valor de R$ 5 mil ao presidente Lula, rejeitando a acusação contra a ministra Dilma. A Advocacia Geral da União já avisou que pretende recorrer para que a decisão seja submetida ao plenário da Corte Eleitoral.

Neste caso, o PSDB sustenta que, em evento realizado em 29 de maio de 2009 em Manguinhos, no Rio de Janeiro, Lula teria usado a inauguração de um complexo esportivo construído com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para promover a ministra. Para o ministro do TSE, ao interagir com o público presente à cerimônia, Lula antecipou a propaganda eleitoral.

"Afinal, ao interagir com os que assistiam à cerimônia, para inclusive dizer que esperava estar correto o que afirmavam, isto é, que a segunda representada (Dilma Rousseff) seria essa 'outra pessoa' para a qual entregaria o mandato, tenho que o primeiro representado findou por incorporar ao seu próprio discurso a aclamação do nome da segunda demandada", afirmou Dias em seu voto.


Perto de acordo, Câmara dos EUA deve votar reforma na saúde no domingo (Internacional)
Líderes democratas devem definir o texto final da lei ainda nesta quinta-feira

WASHINGTON- A Câmara dos Representantes vai votar no domingo o projeto de reforma do sistema de saúde do presidente Barack Obama. Líderes democratas devem definir o texto final da lei que vai à votação na Câmara ainda nesta quinta-feira. O presidente Barack Obama adiou uma viagem que faria ao leste asiático para acompanhar a votação.

O líder da maioria democrata na Câmara dos EUA, Steny Hoyer, disse nesta quinta-feira que a proposta final de lei para o sistema de saúde cortaria o déficit dos EUA em mais de 100 bilhões de dólares nos primeiros 10 anos.

Segundo Hoyer, o gabinete orçamentário do Congresso dos EUA (CBO, sigla em inglês) disse que a reforma geral no sistema de saúde cortaria o déficit em mais de US$ 1,2 trilhão na década seguinte. Espera-se que o CBO divulgue a estimativa oficial do custo para a nova lei, de autoria de democratas, nesta quinta-feira.

Hoyer disse que a força favorável da nova lei está crescendo apesar da sólida oposição republicana, e a Casa está no caminho certo para votar a proposta de lei neste domingo.

Se aprovado, o projeto será a maior reforma no sistema americano desde 1965, quando o Medicare, um plano de saúde para idosos, foi implementado.

Os republicanos prometem uma oposição total ao projeto. Por isso Obama precisa do apoio de deputados democratas moderados, que se opõem ao plano devido a seus custos e provisões para aborto.

No Senado, os democratas precisam obter os votos de dois senadores independentes e de um republicano para alcançar a maioria necessária.


Bernardo reafirma meta de superávit em 3,3% após anunciar cortes no orçamento
Números dos cortes no orçamento por Ministério não serão anunciados hoje porque Lula pediu alguns ajustes

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo (Economia)

BRASÍLIA - Após anunciar uma reprogramação orçamentária, que prevê um corte de R$ 21,8 bilhões no Orçamento, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou que o número considera o cumprimento da meta cheia de superávit primário nas contas do setor público em 2010. A meta é de 3,3% do PIB, equivalente a R$ 113,902 bilhões.
 
Ele fez questão de ressaltar, no entanto, que não está descartada a possibilidade de o governo utilizar o instrumento previsto em lei que permite o abatimento das despesas do PAC para o cumprimento da meta. "Poderemos fazer isso", admitiu Paulo Bernardo.

Ele comentou que o governo fez uma programação orçamentária compatível com as necessidades de manutenção dos investimentos do PAC, saúde, educação e projetos de assistência social. Ele admitiu, no entanto, que alguns investimentos em outras áreas poderão ser cortados, dependendo "das limitações de cada ministério".

O ministro informou que não divulgará nesta quinta-feira, 18, os números dos cortes no orçamento por órgão, porque, segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu alguns ajustes. Bernardo disse que o detalhamento estará no decreto de reprogramação orçamentária que terá que ser publicado dentro de 10 dias. O ministro antecipou, no entanto, que não sofrerão limitações no orçamento os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as despesas na área de saúde e educação e de assistência. "Os programas sociais serão preservados", disse Bernardo.

De acordo com documento divulgado nesta tarde pelo Ministério do Planejamento, o corte se deve a uma previsão de redução na receita líquida de R$ 17,773 bilhões em relação à Lei Orçamentária de 2010.O corte nas despesas considera também o aumento e R$ 3,968 bilhões da previsão de déficit das contas da Previdência Social em relação à estimativa que foi considerada na lei orçamentária. As contas do governo federal terão de registrar um superávit de 2,35% do PIB (R$ 81,112 bilhões). Desse total 2,15% do PIB para o governo central (R$ 74,209 bilhões) e 0,20% do PIB para as estatais federais (R$ 6,903 bilhões). Os Estados e municípios terão de apresentar superávit primário de 0,95% do PIB (ou R$ 32,790 bilhões).

Inflação
Ao ser questionado se o corte ajudaria no controle da inflação, Bernardo disse que o governo não trabalha com este critério. "Temos que cumprir um superávit primário e estamos ajustando as despesas para chegar no equilíbrio que precisamos", disse. Segundo ele, a postura do governo é a de fazer uma projeção "dura e conservadora" para que se no futuro houver erro, que seja para ter margem para liberar recursos depois.

O ministro disse que não sabe ainda se o governo usará para cumprimento da meta de superávit o abatimento dos recursos do PAC, que representam 0,65% do PIB. Os investimentos do PAC para este ano somam R$ 29,8 bilhões, mas somados aos créditos extraordinários, abertos em 2009, esse valor sobe para R$ 32 bilhões.

O ministro do Planejamento admitiu que o corte das despesas no orçamento atingem as emendas dos parlamentares, mas ressaltou que o governo deixou margem na reprogramação orçamentária para iniciar o atendimento de parte das emendas individuais. As negociações para a liberação dessas emendas serão feitas pelo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Ao ser questionado sobre a multa de R$ 5 mil, aplicada por um ministro do Tribunal Superior Eleitoral ao presidente Lula, por propaganda eleitoral antecipada à ministra Dilma Rousseff, Bernardo brincou e disse que esse gasto não estava previsto no orçamento deste ano. "Francamente não estava previsto nas minhas contas". Ele reafirmou que permanecerá no governo até o final e que nas horas vagas distribuirá "santinhos" de Dilma.
 
Reajuste de salário
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, praticamente fechou as portas para novos reajustes de salário dos servidores públicos. Ao anunciar o corte de R$ 21,8 bilhões no orçamento de 2010, Paulo Bernardo informou que a reprogramação orçamentária já considera os reajustes aprovados pelo Congresso mas "tudo o mais" será discutido com visão restritiva. Segundo ele, poderão ser feitos apenas pequenos ajustes. "Não tem previsão de novos aumentos", afirmou. A reprogramação orçamentária prevê uma queda de R$ 1,405 bilhão nas despesas com pessoal e encargos em relação à Lei Orçamentária aprovada pelo Congresso.

A proposta previa uma despesa de R$ 168,976 bilhões de despesas com pessoal e encargos sociais. Com a reprogramação orçamentária, estas despesas caíram para R$ 167,570 bilhões.

Questionado sobre os motivos desta queda, Paulo Bernardo limitou-se a dizer que a Secretaria de Orçamento Federal refez os cálculos sobre as despesas com planos de reestruturação de carreiras aprovados pelo Congresso. Questionado a dar mais detalhes sobre a revisão dos cálculos, o ministro disse rispidamente: "essa é a explicação que tenho. Não tenho mais detalhes".

Arrecadação
Bernardo disse que o governo trabalha com a projeção da Receita Federal de um crescimento real de 12% na arrecadação em 2010 ante 2009. No entanto, ele explicou que foi necessário reduzir a previsão de receita líquida em R$ 17,773 bilhões, em relação a lei aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo ele, a estimativa do governo é que as receitas liquidas somem este ano R$ 712,8 bilhões, enquanto que a lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional estimava uma receita líquida em torno de R$ 730 bilhões. Para a receita total, o governo estima um valor de R$ 851,5 bilhões, enquanto que a Lei orçamentária aprovada estimava em R$ 873,9 bilhões.

O ministro anunciou também que o governo está reestimando o déficit da previdência de R$ 43,293 bilhões, que estava na lei orçamentária, para R$ 47,262 bilhões. Além disso, o governo prevê na reprogramação orçamentária um aumento nas despesas obrigatórias (exceto benefícios previdenciários) de R$ 1,4 bilhão.


 

Folha de S.Paulo


Tesoureiro do PT é convocado a depor em CPI
João Vaccari Neto é investigado por desvio de recursos na Bancoop e será obrigado a comparecer à comissão das ONGs

Também foram aprovados convites para promotor que investiga o escândalo, para doleiro e para o irmão de ex-presidente da cooperativa
 
Renan Ramalho e Adriano Ceolin (Brasil)

A oposição na CPI da ONGs conseguiu aprovar a convocação para depor do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto -acusado de desviar recursos da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários) para campanhas eleitorais.

Senadores do PSDB e do DEM também aprovaram requerimentos de convite para ouvir o promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo, José Carlos Blat, que investiga o caso, o doleiro Lúcio Funaro, e o irmão do ex-presidente da Bancoop, Hélio Malheiro.

Instalada em outubro de 2007, com pouca atividade e quase esquecida, a CPI das ONGs foi prorrogada pela quinta vez. Agora, irá funcionar até setembro deste ano.
"[A CPI] Estava quase morta, nem eu acreditava mais", disse Heráclito Fortes (DEM-PI), segundo presidente da comissão depois que Raimundo Colombo (DEM-SC) saiu em 2008.

Relator da comissão, Inácio Arruda (PC do B-CE) criticou a manobra oposicionista. "A CPI não pode ser objeto de uma coisa ou outra a cada dia que alguém ache interessante. A Bancoop nem é uma ONG. Agora não há mais nada a fazer [para evitar os depoimentos]", disse.

Como foram convidados, Blat, Malheiro e Funaro não são obrigados a comparecer ao Senado. Vaccari, no entanto, foi convocado - o que torna sua presença obrigatória. A Folha apurou que o tesoureiro será orientado a permanecer calado em seu depoimento.

Heráclito marcou os depoimentos de Blat e Vaccari para a próxima terça-feira. O promotor será ouvido pela manhã e o tesoureiro pela tarde.

Acusações
Presidente licenciado da Bancoop, Vaccari é acusado de repassar recursos da cooperativa para os cofres de campanhas petistas. Ele nega. A Bancoop tem uma dívida estimada em cerca de R$ 100 milhões e deixou de entregar imóveis aos cooperados. Dos 53 empreendimentos prometidos, 19 não saíram do papel.

Blat é responsável pelas investigações. Após fazer acordo de delação premiada, o doleiro Funaro tornou-se a principal testemunha do caso.

De acordo depoimento dele em inquérito na Procuradoria-Geral da República, os recursos da Bancoop seriam utilizados para abastecer o esquema do mensalão.

Irmão do ex-presidente da Bancoop, Hélio Malheiro também é testemunha de acusação. Segundo a oposição, ele contou ao Ministério Público que o irmão repassou recursos da Bancoop para uma ONG. Hélio está incluído no programa de proteção a testemunhas.

Outra acusação diz respeito ao uso de dinheiro de fundos de pensão para abastecer a Bancoop. De acordo com um dos requerimentos apresentados pela oposição, a cooperativa "teria sido socorrida, em 2004, por uma imprudente aplicação de recursos, no montante de R$ 26 milhões, patrocinados pelos fundos de pensão públicos da Previ, Petros e Funcef".


Tempo de contribuição para previdência privada vai subir
Contribuinte terá de pagar de um a seis meses a mais para ter o mesmo benefício

Mudança decorre de nova tabela de expectativa de vida, a qual também deve ter o efeito de baratear apólice de seguro de vida
 
Pedro Soares (Dinheiro)

O Brasil ganhou um cálculo próprio de expectativa de vida para os clientes de seguros de vida e de previdência privada.

Os impactos são distintos: no primeiro caso, a previsão é que o custo das apólices caia; no segundo, o contribuinte terá de pagar de um (homens) a seis meses (mulheres) a mais para receber o mesmo benefício.

Iniciativa da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) -aprovada pela autarquia federal Susep (Superintendência de Seguros Privados)-, a tábua atuarial de mortalidade e sobrevivência estima a expectativa de vida de 81,9 anos para homens e 87,2 anos para mulheres. A atual é de 80 anos para homens e 86 para mulheres.

Essas regras só valerão para os novos seguros e planos. Os antigos permanecem corrigidos pelo modelo atual.

Elaborada pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a tábua tem como base de dados 32 milhões de CPFs (um cliente pode ter mais de um seguro) de consumidores com dados dos anos de 2004, 2005 e 2006. Antes, a referência usada era a dos clientes do mercado norte-americano para o ano 2000.

Mas um dos problemas das novas medidas é justamente a base de cálculo. Isso porque o mercado cresce a um ritmo médio de 10% ao ano, segundo a própria Fenaprevi, e incorpora pessoas de menor renda. Elas tendem a ter uma esperança de vida mais baixa. Ou seja, a expectativa de vida pode ter sido inflada ao se optar por uma base de dados mais antiga.

O superintendente da Susep, Armando Vergílio, nega tal hipótese, mas reconhece que os dados estão defasados. Disse, porém, que a base de 2004 a 2006 foi a mais viável para estimar a esperança de vida. "É melhor do que a dos EUA de 2000. Reflete muito mais a realidade brasileira." A cada cinco anos a base será atualizada.

Segundo Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi, a nova tábua mostra que o risco do seguro de vida caiu, o que indica custos menores para o cliente. Na faixa dos 40 anos -que mais consome o produto-, a previsão é de redução de 10% a 15%, de acordo com a seguradora e o perfil do cliente.

Já no caso dos planos de previdência, a maior esperança de vida vai elevar o tempo de contribuição, mas o setor espera uma redução das taxas de administração.

Tanto Rosi como Vergílio dizem que a tendência será cobrar taxas de administração mais baixas, já que os planos antigos e com tábuas desatualizadas obrigam bancos e seguradoras a fazerem provisões (reservas de recursos) maiores para cobrir eventuais rombos futuros em caso de desequilíbrio entre os benefícios pagos e as contribuições recolhidas.

Ajustada ao perfil do mercado brasileiro, dizem, a nova tábua de expectativa de vida reduz o risco desse descasamento. Mas as taxas são livres e só uma maior concorrência poderá derrubá-las.

No Brasil, os clientes possuem reservas de R$ 170 bilhões em seguros de vida e afins (acidentes, auxílio funeral e outros) e planos de previdência.

A tendência, diz Vergílio, é uma expansão mais acelerada daqui para a frente, com a popularização dos planos de previdência e dos seguros.


Retomada da economia reforça ganho salarial
Dieese mostra que inflação baixa e volta da confiança elevaram número de reajustes acima da inflação
 
Verena Fornetti (Dinheiro)

A desaceleração da inflação e o crescimento da economia no segundo semestre de 2009 beneficiaram as negociações salariais feitas entre sindicatos e empresas a partir de julho e reverteram a tendência dos acordos e convenções coletivas observada no início de 2009, quando os trabalhadores tiveram ganhos menos favoráveis.

Segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), 79,9% das 692 negociações monitoradas em 2009 obtiveram aumentos salariais acima da inflação. O número é melhor que o do ano anterior, quando o percentual registrado foi de 77,2%. O resultado é pior, porém, que o dos dois anos anteriores.

Considerados os reajustes acima ou, pelo menos, iguais ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE, o percentual alcança 92,6%.

O economista Fábio Romão, da LCA Consultoria, afirma que a inflação mais baixa no ano passado favoreceu as negociações. "A inflação escorregou três pontos percentuais, na taxa anualizada, ao longo do ano passado", afirma. Com a inflação baixa, é mais fácil para os sindicatos igualar o índice de preço nos reajustes salariais.

Por outro lado, a amplitude do reajuste foi afetada pela recessão econômica. Em pouco mais da metade das negociações, os aumentos reais -ou seja, acima da inflação- foram menores que 1%. Em 2007, ano que não sofreu influência da crise, ocorreu o inverso: em 48,5% dos acordos os reajustes reais variaram de 1% a 3%.

O levantamento do Dieese também mostra que alguns setores ainda tiveram dificuldades para repor a inflação nas negociações coletivas. Na indústria urbana (que inclui setores ligados ao saneamento e à energia), 20,6% dos acordos não conseguiram sequer repor a inflação no ano passado.

Perspectiva favorável
José Silvestre, coordenador de relações sindicais do Dieese, afirma que a tendência positiva para as negociações salariais deve se repetir neste ano, caso a inflação se mantenha em patamar próximo ao de 2009.

O economista da LCA acrescenta que, embora não haja perspectiva de desaceleração para a inflação neste ano, o que impulsiona os aumentos reais, a retomada da economia favorecerá os ganhos salariais acima da inflação neste ano.

"Passaremos de uma retração do PIB de 0,2% em 2009 para um crescimento em torno de 5,8% em 2010. Sem dúvida será um ano favorável para os ganhos reais", diz Romão.


Lucro da Embraer dobra e chega a R$ 895 mi em 2008 (Dinheiro)

A Embraer, terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, mais que dobrou o lucro no ano passado.

Foram R$ 894,6 milhões, 108,6% a mais do que os R$ 428,8 milhões obtidos em 2008. A receita de 2009 ficou em R$ 10,8 bilhões, ante R$ 11,7 bilhões do ano anterior.

Somente no último trimestre de 2009, por exemplo, o lucro foi de R$ 167,5 milhões, revertendo prejuízo de R$ 40,5 milhões no mesmo período de 2008, apesar da queda de 32,4% na receita entre os dois trimestres.

O resultado foi consequência, sobretudo, de créditos tributários. Enquanto nos três últimos meses de 2008 houve despesa de R$ 227,5 milhões com impostos, em igual período de 2009 houve receita de R$ 106,5 milhões.

O ano de 2009 foi marcado por uma série de cancelamentos de encomendas nos segmentos de aviação comercial e executiva, em meio à crise econômica global que reduziu a demanda das companhias aéreas por aviões.

Para este ano, a Embraer informou que espera entregar 90 aviões comerciais e 137 jatos executivos. Em 2009, foram entregues 244 unidades, incluindo também o segmento de defesa.

Em 18 de fevereiro, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informou que, nos últimos 12 meses, a Embraer demitiu pelo menos outros 704 funcionários além dos cerca de 4.200 dispensados no corte em massa de fevereiro de 2009. Na época, a empresa não confirmava esse número.


Governo marca leilão de Belo Monte para 20 de abril (Dinheiro)
Segundo maior projeto do PAC, usina só perderá para Itaipu no país em potência instalada

Aneel aprova edital da hidrelétrica, que tem custo estimado pelo governo em R$ 19 bi; leilão deve ter dois consórcios competidores
 
O governo marcou para 20 de abril o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). O edital da obra, com custo estimado pelo governo em R$ 19 bilhões, foi aprovado ontem pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Quando pronta, a usina terá potência instalada de 11.200 MW (megawatts) e será a maior 100% brasileira. Só perderá para Itaipu (14.000 MW), que é binacional (Brasil-Paraguai). A primeira turbina deve começar a funcionar em fevereiro de 2015, e a última, em janeiro de 2019.

A obra é a segunda maior do PAC (só perde para o trem-bala Rio-São Paulo) e deverá ter dois competidores, organizados em consórcios: 1) Andrade Gutierrez, Neoenergia (associação entre a Iberdrola, a Previ e o Banco do Brasil), Vale e Votorantim; e 2) Camargo Corrêa e Odebrecht e, provavelmente, CPFL Energia, controlada hoje pela Camargo Corrêa.

Ainda é desconhecida a forma de participação da Eletrobrás. A estatal, por meio de alguma de suas subsidiárias, poderá se juntar a um dos consórcios, a ambos (com subsidiárias diferentes) ou entrar depois da disputa, como sócia estratégica.

Pelas regras do leilão, vence a disputa o consórcio que oferecer a menor tarifa pela energia, respeitado o teto fixado pelo governo, de R$ 83 por MWh (megawatt-hora). Nas últimas licitações para hidrelétricas na região amazônica, os preços após a disputa foram de R$ 78,87 por MWh em Santo Antônio e R$ 71,4 em Jirau, ambas no rio Madeira (RO).

As regras da licitação da hidrelétrica de Belo Monte permitem que o concessionário destine até 30% da energia produzida para o mercado livre. Nesse mercado, a energia é vendida por preços acertados livremente entre o produtor e o consumidor, não regulados pela Aneel. Nos leilões anteriores, esse percentual foi de 10%.

Para conseguir destinar 30% da produção para o mercado livre, o vencedor deverá ter, entre seus membros, um consumidor livre, que será equiparado a autoprodutor e que ficará com 10% dos 30% que iriam para o mercado livre. Com o mecanismo, o governo visa atrair investidores para o leilão. Num dos consórcios, a Vale já está como autoprodutora.

A Aneel decidiu também reduzir, de 7,5% para 5,5% do custo estimado da obra, a garantia de fiel cumprimento que os interessados em disputar a usina têm que depositar.

Geografia
Depois da polêmica causada pela mudança de local de construção da hidrelétrica de Jirau, a Aneel decidiu deixar explícito, no texto do edital, que as coordenadas geográficas do projeto de Belo Monte são "referenciais", ou seja, a usina poderá ser construída em outro lugar, desde que as características do aproveitamento hidrelétrico (produção de energia hidráulica por meio da queda d'água) sejam mantidas.

No caso de Jirau, o consórcio vencedor decidiu construir a usina nove quilômetros distante do ponto que constava no projeto, o que gerou protestos do consórcio perdedor.




Valor Econômico

Por paz na região, Lula manda Amorim para a Síria

Decidido a participar ativamente das negociações de paz no Oriente Médio depois de ouvir palavras de encorajamento de autoridades israelenses, palestinas e jordanianas, nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou à Síria o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, para discutir o tema com o presidente do país, Bashar Assad, que deve visitar o Brasil em julho. Lula disse que, na visita ao Irã, em maio, pedirá ao país para participar dos esforços de solução dos conflitos entre Israel e palestinos. Para o presidente, a Organização das Nações Unidas (ONU) precisa assumir um papel mais forte nas negociações de paz.
 
Síria e Irã são acusados por Israel de apoiar e armar os fundamentalistas radicais do grupo Hamas, que controla a faixa de Gaza, na fronteira com o Egito. Os israelenses, que reivindicam sanções contra o Irã por temer que o país esteja construindo armas nucleares, já anunciaram a disposição de conversar com os sírios (segundo integrantes da comitiva de Lula no Oriente Médio, o presidente de Israel, Shimon Peres, chegou a sugerir que Brasil servisse de intermediário entre Assad e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que também foi convidado a visitar o Brasil neste ano).

"A ONU pode fazer mais", cobrou Lula, ao afirmar que a apresentação de uma proposta de conciliação entre os interesses palestinos e israelenses deveria partir das Nações Unidas. Hoje, a ONU, com Estados Unidos, União Europeia e Rússia, já faz parte do grupo conhecido como Quarteto, que já intermedeia as conversas entre as partes em conflito no Oriente Médio. Lula disse acreditar que a proposta de negociação deveria partir da "ONU fortalecida", pela qual o Brasil "está brigando" - o governo Lula reivindica aumento dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, para incluir o Brasil, Japão, Alemanha e um representante da África.

O presidente informou que levará o debate sobre a paz no Oriente Médio aos encontros que manterá, em abril, no Brasil, com o grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e o Ibas (Índia, Brasil e África do Sul). "Vamos estar com mais da metade da humanidade reunida no Brasil, é o momento de a gente discutir assuntos importantes", argumentou. "Qual é o papel da China, da Índia, da África do Sul, da Rússia, nisso?", exemplificou. "Ora, esse não pode ser um tema secundário nessas discussões."

Amorim, pouco antes de partir para Damasco, disse acreditar que o Brasil e outros países podem ajudar a trazer um "novo olhar" às discussões e vencer desconfianças entre os atuais negociadores. "Não se trata de esquecer o que já foi feito, mas principalmente de apresentar novas ideias, sem os interesses militares e político-estratégicos de muitos dos outros negociadores. Talvez o Brasil, por não ter essa bagagem, seja mais ouvido", disse.

Na véspera, em Belém, na Cisjordânia, Lula disse estar disposto a falar com todas as forças com influência no conflito Israel-palestinos, ao lhe perguntarem se estaria disposto a conversar com o Hamas, grupo que disputa agressivamente com a Autoridade Nacional Palestina (ANP) a hegemonia entre os palestinos, negando o direito de Israel à existência. O presidente da ANP, Mahmmoud Abbas, ao sair da entrevista coletiva, com Lula, disse ver com agrado a disposição brasileira e acreditar que poderia ser útil ao processo de paz.

Lula, nas manifestações públicas e encontros com palestinos e jordanianos fez questão de lembrar a necessidade de respeitar e garantir a segurança de Israel, e cobrou de Abbas esforços para a unidade dos palestinos. "Sem unidade não há vencedores, só perdedores, palestinos um povo sem fronteiras e Israel sentindo-se ameaçado dentro das suas."

Lula negou que tenha criado desconfianças nos israelenses com as fortes críticas levantadas por ele nesta semana contra a decisão de Israel de expandir assentamentos para judeus em Jerusalém Oriental, reivindicada pelos palestinos como sua futura capital. O congelamento dos assentamentos, lembrou, era parte de um acordo firmado entre Israel e os palestinos para retomar negociações. Os EUA ficaram "zangados" com Israel pela quebra do acordo, avaliou Lula que voltou a classificar de positiva a crise entre Israel e EUA, devido ao anúncio de construção de 1,6 mil casas em Jerusalém. "Os Estados Unidos tiveram uma reação importante de não concordância com tudo aquilo que Israel faz", comentou.

"Volto dessa reunião com a sensação de que o povo israelense quer a paz e o povo palestino quer a paz", disse Lula, sem atentar para a diferença de significado da palavra "paz" entre os dois grupos. "Há, pelas conversas, uma disposição, uma boa vontade, mas tem coisas históricas, ressentimentos históricos, discursos históricos que não permitem", disse. Apesar da disposição em participar das negociações de paz, Lula também não soube apontar responsáveis pela situação de conflito, que envolve desde brigas territoriais entre Israel, palestinos e territórios árabes, a disputa de poder, a região e sobre a população muçulmana, entre o Irã e países de maioria árabe como a Síria. "Quando eu descobrir os que não querem (a paz), pode ficar certo de que eu terei imenso prazer de dizer", afirmou.


Com medo de alta na Selic, empresas antecipam IR

A arrecadação de tributos apresentou, no mês passado, uma cifra inédita para os meses de fevereiro e foi estimulada pelo avanço das vendas, pela produção industrial e pelo fim do processo de desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo dados da Receita Federal, divulgados ontem, o valor total arrecadado atingiu R$ 53,5 bilhões, 13,23% a mais do que os R$ 47,2 bilhões obtidos em igual mês de 2009, em dados deflacionados pelo IPCA.

A cifra superou o recorde de R$ 53,4 bilhões alcançados em fevereiro de 2008. Um destaque foi o aumento da receita de tributos provenientes das taxas de PIS/Cofins, que incidem sobre as vendas do comércio, que cresceram 10,3% em janeiro deste ano sobre igual mês de 2009, segundo dados do IBGE. Tal resultado, conforme os auditores da Receita Federal, refletiu-se na arrecadação de fevereiro, pois a receita de tributos reflete o fato gerador do mês anterior.

Na comparação com janeiro, o Fisco arrecadou 27,25% menos do que os R$ 73,5 bilhões de fevereiro. Esse resultado era previsto pelos auditores fiscais, pois os dados do primeiro mês do ano refletem o comportamento das vendas de dezembro (sazonalmente superiores as dos demais meses).

Além disso, a Receita também identificou que ocorreu antecipação de arrecadação de alguns impostos em janeiro. A arrecadação do Imposto de Renda, cuja participação caiu de 30,67%, no primeiro bimestre de 2009 para 27,18% em igual etapa deste ano, totalizou R$ 11,8 bilhões em fevereiro, uma queda de 3,13% sobre fevereiro do ano passado e de 48,18% sobre janeiro deste ano.

Para o auditor da Receita Federal Marcelo de Melo, a queda relativa a janeiro mostra que houve uma antecipação dos pagamentos dos impostos diante das perspectivas de retomada de alta da taxa Selic. Caso aumentasse a Selic, haveria uma oneração de 1 ponto percentual sobre os valores. A estimativa é de que 70% das empresas tenham quitado os valores à Receita relativos ao primeiro trimestre deste ano. No primeiro bimestre de ano, o IR gerou R$ 34,4 bilhões, ante R$ 32,6 bilhões no primeiro bi-mestre de 2009, alta de 5,28%.

Outro dado que demonstra a recuperação da arrecadação de impostos é o número acumulado nos últimos 12 meses, até fevereiro, quando ficou positivo, pela primeira vez, após os estragos deixados pela crise internacional. Entre março de 2009 e fevereiro deste ano, a receita de tributos acumulou alta de 0,21%, atingindo R$ 689,5 bilhões. O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, avalia que a receita de tributos administrada (que exclui os royalties) vai crescer 12% este ano sobre 2009 (em termos reais) em função da recuperação econômica.

Refletindo o aumento das vendas de janeiro, a arrecadação da Cofins, em fevereiro, totalizou R$ 10,1 bilhões, alta de 27,96% sobre o mesmo mês de 2009. No primeiro bimestre, a arrecadação deste imposto somou R$ 21,6 bilhões, aumento de 29% sobre os R$ 16,6 bilhões arrecadados em igual bimestre do ano passado - quando as vendas ainda estavam desaquecidas. No primeiro bimestre deste ano, a contribuição da Cofins no bolo total dos tributos subiu de 15,60% para 17,07%.

Para Melo, a arrecadação poderia ter sido maior se a receita do IPI tivesse acompanhado a evolução da produção industrial, que cresceu 16% em janeiro deste ano sobre 2009, após cair 17% em janeiro do ano passado. Ela não acompanhou a produção em decorrência dos benefícios fiscais concedidos no ano passado para automóveis (populares e intermediários), construção civil, motocicletas, móveis, caminhões e eletrodomésticos, entre outros. As desonerações atingiram R$ 25 bilhões. Em fevereiro, a arrecadação do IPI-total (inclui o imposto vinculado à importação) rendeu ao Fisco R$ 2,5 bilhões, 16,27% mais que em fevereiro de 2009.
 

 

Jornal da Tarde


Mínimo de R$ 560 vale a partir de abril no Estado

Marília Almeida

O novo salário mínimo estadual, de R$ 560, passará a valer a partir do dia 1º de abril para cerca de 1,4 milhão de trabalhadores no Estado, entre eles empregados domésticos. Assim, em abril, os empregadores deverão aplicar um reajuste de 10,89% no salário desses trabalhadores.

Isso porque o governador José Serra sancionou ontem a lei 13.983, que reajusta os pisos salariais do Estado. Ela já havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa Estadual no dia 10 de março e aguardava a sanção para passar a ser aplicada.


A partir da sanção, os novos valores devem começar a ser aplicados no 1º dia do mês subsequente, ou seja, no dia 1º de abril.


São três faixas de trabalhadores e valores, mas o maior aumento, de 10,89%, vale para a primeira lista de ocupações, que abrange a maioria dos empregados e os menores salários. Empregados domésticos, auxiliares de serviços gerais de escritório e motoboys, entre outros, passarão a receber R$ 560 por mês.


Já pedreiros, manicures e pintores são algumas das ocupações situadas na segunda faixa. Esses trabalhadores terão seu salário reajustado em 7,55% e passarão a receber R$ 570.


Na terceira faixa, técnicos em eletrônica, trabalhadores de serviços de higiene e saúde e supervisores de compras terão seu salário elevado em 6,42% e passarão a ganhar R$ 580.


Como o cálculo inclui apenas o Produto Interno Bruto (PIB) de 2008, para o ano que vem o reajuste deve ser menor, já que irá incluir o PIB de 2009, ano de crise econômica.

Vigente desde 2007, o piso regional vale para 105 ocupações que não têm piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo. Eles representam cerca de 10% dos trabalhadores no Estado - só os formais somam 11 milhões de pessoas, mas o aumento se reflete também na remuneração dos informais.


 
 

Correio Braziliense


Siemens cortará 4.200 postos de trabalho em todo o mundo

France Presse 

O gigante industrial alemão Siemens anunciou nesta quinta-feira (18/3) que planeja eliminar, até 2011, 4.200 postos de trabalho em seus serviços de informática, a metade deles na Alemanha.

A Alemanha emprega 9.700 dos 35 mil trabalhadores neste setor, precisou a Siemens em comunicado.

O grupo já investiu 500 milhões de euros em sua reestruturação depois de ter cortado, no final de 2009, 23 mil vagas, em um quadro mundial de 405 mil operários.




Gazeta do Povo


Sob vaias, audiência pública na AL sobre salário mínimo regional é suspensa
Trabalhadores vaiaram o pronunciamento da presidente da Associação Comercial do Paraná, Avani Slomp Rodrigues, e então o deputado estadual Durval Amaral (DEM-PR) decidiu encerrar a audiência

Fernanda Leitóles, com informações de Kátia Chagas

A audiência pública que discutiria o reajuste do salário mínimo regional na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná foi suspensa por causa das manifestações de trabalhadores que ocupavam as galerias da Casa na tarde desta quinta-feira (18). Trabalhadores vaiaram o pronunciamento da presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Avani Slomp Rodrigues, e então o deputado estadual Durval Amaral (DEM-PR), que presidia a sessão, decidiu encerrar a audiência.

A movimentação era grande na Casa por causa do debate salarial e aumentou ainda mais quando a presidente da Associação Comercial do Paraná, Avani Slomp Rodrigues, passou a defender que se estudasse melhor a proposta de reajuste salarial feita pelo executivo estadual. Avani afirmou que o reajuste proposto era alto e que traria impacto aos empresários. Por esse motivo, segundo a presidente da ACP, os empresários teriam que repassar parte dos custos ao preço de produtos e serviços.

Nesse momento, houve intensa manifestação por parte dos trabalhadores da Força Sindical e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que acompanhavam o pronunciamento. As vaias interromperam o discurso de Avani.

Dessa forma, Amaral ameaçou encerrar a audiência caso a manifestação continuasse e os trabalhadores também começaram a vaiá-lo. Então, ele cumpriu a ameaça e encerrou a audiência pública sobre o mínimo regional.

Não havia data definida para uma nova audiência pública. Amaral afirmou que não irá presidir outra reunião com os trabalhadores. O deputado do DEM defendeu ainda que as audiências públicas que devem acontecer em Londrina, no Norte do Paraná, e em Maringá, no Noroeste do estado, no próximo dia 25 sejam canceladas.

Reajuste
A proposta do governo do estado é de que o reajuste do salário mínimo regional fique entre 11,9% e 21,5%. Dessa forma, os salários passariam da faixa entre R$ 605,52 e R$ 629,45 para valores entre R$ 663,00 e R$ 765,00.

O mínimo regional é dividido em quatro faixas salariais, dependendo da categoria profissional, e é pago aos trabalhadores que não têm acordo coletivo.

Outro lado
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) divulgou nota sobre a audiência pública na AL que foi suspensa nesta quinta-feira (18). A entidade defendeu que a interrupção da audiência foi um indicativo de que o mínimo regional precisa de discussões mais aprofundadas.

O órgão afirmou ainda que há necessidade de chegar "a uma proposta equilibrada e benéfica tanto para o setor produtivo quanto para os trabalhadores do estado".


Apenas 20% dos servidores do MTE aderem à paralisação em Curitiba
Já no interior, a adesão foi considerada "muito boa" pelo sindicato. Se reivindicações não forem atendidas, servidores ameaçam iniciar greve no dia 6 de abril
 
Felippe Aníbal

A paralisação dos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego do Paraná (MTE-PR), iniciada nesta quinta-feira (18), teve adesão parcial em Curitiba e, mesmo com número reduzido de trabalhadores, os serviços estão mantidos regularmente. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Paraná (Sindprevs), apenas 20% dos funcionários do MTE-PR de Curitiba estão paralisados, mas no interior a adesão foi considerada "muito boa". O sindicato aponta que em Ponta Grossa, Apucarana, Maringá, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu os funcionários pararam.

A mobilização, que faz parte de um movimento deflagrado em âmbito nacional, deve durar dois dias. Os servidores do MTE reivindicam uma série de benefícios, com destaque para a criação de um plano de carreira próprio. Se a categoria não for atendida, uma greve deve ser iniciada a partir do dia 6 de abril. "O governo adotou uma estratégia de não fazer propostas. Se o governo não amolecer seu coração, nós, os servidores de unidades de todo o país vamos parar até que sejamos atendidos", disse Ruy Santos, do comitê estadual de mobilização.

De acordo com o sindicato, o governo federal recebeu a pauta de reivindicações da categoria em fevereiro do ano passado. Sem um retorno quanto aos pedidos, os servidores iniciaram, no final de 2009, uma greve que durou 45 dias. O sindicato alega que o governo descumpriu um acordo, de apresentar uma nova proposta no dia 8 de março. "Vejam bem. O governo ficou 13 meses com nossas propostas nas mãos e neste tempo todo nem se dignou a examiná-las com o devido respeito", observou Santos.

Reivindicações
Os trabalhadores do MTE reivindicam a criação de um plano de carreira específico e independente de outros órgãos. Atualmente, a categoria está atrelada aos servidores da Seguridade Social, que engloba ainda funcionários da Saúde, Funasa e Previdência. "Recebemos o pior salário do serviço público do país", garante Santos.

De acordo com ele, o salário inicial de um servidor do MTE, com as gratificações, não chegaria a R$ 2 mil. Em 2009, cerca de 1,9 mil trabalhadores para o ministério foram contratados para atuar em todo o país. Mas, segundo o sindicato, mais de 40% já pediram exoneração em função dos salários. "A última reposição salarial que tivemos foi concedida em 2008 e veio escalonada em quatro anos", reclamou o líder da categoria.

O sindicato pede ainda jornada de trabalho com atendimento de 12 horas, em dois turnos de 6 horas e que as gratificações sejam imediatamente incorporadas aos salários. Os servidores também pleiteiam melhores condições de trabalho, com a melhoria dos prédios onde as unidades do Ministério estão sediadas.


 

Agência Brasil


Mulheres pedem fim da violência e legalização do aborto em marcha que passou por dez cidades de São Paulo
 
Elaine Patricia Cruz

São Paulo - Com um ato político em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo, cerca de 3 mil mulheres de várias partes do Brasil e de vários movimentos sociais encerraram a participação na Marcha Mundial das Mulheres, que teve início no dia 8 de março, com uma caminhada saindo de Campinas (SP).

A intenção das mulheres, que passaram por nove cidades até chegar à capital paulista, foi chamar a atenção para o papel da mulher na sociedade, centrando as reivindicações em quatro temas: a autonomia econômica, a paz e desmilitarização, a não violência contra a mulher e a contrariedade à privatização dos serviços e bens públicos. Entre os principais temas reivindicados estavam a legalização do aborto, a realização da reforma agrária e o fim da violência contra a mulher.

"A manifestação é a prova de que o feminino não está morto. Está muito vivo. E as mulheres precisam somar suas forças. Acredito que saindo daqui vamos estar muito mais fortalecidas para a luta das mulheres", disse Carmen Foro, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que ressaltou que uma das principais lutas das brasileiras hoje é com relação à questão da violência.

"A cada quinze segundos uma mulher é violentada pelo pai, pelo marido ou pelos filhos. E hoje estamos chamando a atenção do mundo sobre essa marcha", disse Claudinéia Santos Cruz, do Conselho Municipal do Direito das Mulheres de Santo André (SP).

Com camisetas roxas, a cor do movimento feminista, as mulheres chegaram por volta das 15h45 na capital, num trem que veio da cidade de Osasco (SP) e parou na Estação Barra Funda. De lá, a caminhada seguiu para o Pacaembu. Em cada cidade por onde passaram, as mulheres participaram de cursos e atividades de formação com temas como saúde da mulher, economia solidária, reforma agrária, agroecologia e direito ao aborto.

A técnica em higiene dental Railene Ribeiro Cardoso saiu de Belém (PA) para participar da marcha em São Paulo pela primeira vez. Segundo ela, a ideia agora é transferir o conhecimento adquirido e as histórias acumuladas durante todo o trajeto da marcha para os netos. "Quero levar um amanhã melhor para meus netos e netas e que eles tenham conscientização de que a mulher deve ser valorizada", afirmou.

A marcha é parte de um ato internacional que vai terminar em uma grande mobilização no dia 17 de outubro, na República Democrática do Congo.


Cepal diz que 71% da população do Haiti vivem na extrema pobreza depois do terremoto

Renata Giraldi

Brasília - O pior terremoto dos últimos anos no Haiti, registrado no dia 12 de janeiro atingindo 7,0 graus na Escala Richter, fez o país recuar aos níveis de pobreza de quase uma década atrás. A análise é da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). De acordo com a Cepal, 71% da população do Haiti vivem na linha de extrema pobreza. O estudo foi apresentado ontem (18) em Granada, na Espanha.

A secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, apresentou o documento na reunião do Comitê de Desenvolvimento do Caribe e da Cooperação. Segundo ela, o relatório é preliminar. Mas tem como objetivo apontar as necessidades de ação e as possibilidades de reconstrução no Haiti.

"Estes acontecimentos trágicos servem para que se reforce o conceito da necessidade de medidas que visam à redução de risco de desastres especialmente no Caribe", afirmou Bárcena.

Na quarta (17) o Ministério da Economia, Planejamento e Desenvolvimento da República Dominicana divulgou um estudo indicando que em decorrência do terremoto no Haiti  222.570 pessoas morreram, 310 mil se feriram e 810 ainda estão desaparecidas.

O mesmo documento informa ainda que cálculos iniciais indicam perdas materiais avaliadas em US$ 7,7 bilhões. De acordo com o governo do Haiti, serão necessários cerca de US$ 11,5 milhões para a reconstrução do país.

Desde a última segunda-feira (15), autoridades estrangeiras estão reunidas em Santo Domingo, na República Dominicana, para discutir providências para o Haiti. A reunião é uma prévia de uma conferência internacional destinada a discutir exclusivamente a questão do Haiti promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, no próximo dia 31.


Regulação da mídia é fundamental para a democracia, diz Vannuchi

Daniel Mello

São Paulo - O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse que é fundamental para a democracia estabelecer um modelo de regulação da mídia. "É uma angular nos concentrarmos em uma solução para a questão de mídia", afirmou durante debate sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos na Universidade de São Paulo (USP).

A metáfora de que os meios de comunicação são o quarto poder da República foi utilizada pelo ministro. Ele destacou que apesar de os veículos de comunicação agirem como se fossem essa quarta parte do Estado, eles se colocam "a salvo" de qualquer forma de regulação. "Esse quarto poder tem que entrar na roda para ser submetido ao mesmo sistema de controles recíprocos", ressaltou.

Vannuchi criticou, entretanto, o modelo cerceador de liberdades adotado em Cuba. "Não é suportável a ideia de que a Revolução Cubana não consegue conviver com uma blogueira", disse em referência à cubana Yoani Sanches, que faz críticas ao regime de Fidel Castro em seu blog.

O ministro rejeitou a ideia de criar uma empresa de comunicação subordinada ao governo como forma de "equacionar" a questão da comunicação social. "Não é criando uma bela TV estatal [que vamos resolver o problema]. Onde isso foi feito, não se criou um sistema melhor do que esse que tem aí", ressaltou.




Folha Online


Manifestantes protestam em evento em SP e Serra cancela participação
 
Catia Seabra

Cerca de 50 manifestantes realizaram um protesto nesta quinta-feira durante a entrega do segundo viaduto do Complexo Viário Jaraguá para a transposição das linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), cancelou de última hora sua participação no evento.

O grupo é ligado à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), entidade relacionada com a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o PT. O evento, no entanto, foi representado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).

Na quarta-feira, Serra foi hostilizado por manifestantes durante a inauguração de uma escola em Francisco Morato, na Grande SP. Na saída, o grupo lançou um ovo contra o carro de Serra.

Os cerca de 50 manifestantes chegaram à Etec (escola técnica) aproximadamente uma hora e meia antes de Serra --na maioria, eram professores temporários ligados à Apeoesp, o sindicato dos docentes da rede estadual; a categoria faz greve desde a semana passada.


Impedidos de entrar, eles gritaram palavras de ordem quando o carro do governador chegou e parou dentro da escola.

Enquanto Serra fazia um discurso em que pregava a "libertação pela sala de aula", cinco manifestantes que conseguiram entrar na escola o interromperam aos gritos de "Brasil urgente, Dilma presidente" --pré-candidato do PSDB à Presidência, o governador deve enfrentar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), do PT.


Serra minimiza greve dos professores e "fuga" de evento em SP

Ygor Salles

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), minimizou nesta quinta-feira a greve dos professores estaduais e negou que não tenha ido a um evento na manhã de hoje devido à presença de professores protestando no local.

No final da manhã, estava programada a presença de Serra na inauguração de um viaduto no Jaraguá (zona norte de SP), mas ele não foi. Cerca de 50 professores ligados à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) estavam no local para protestar contra o mandatário.

Segundo Serra, sua presença não estava garantida, e ele foi fazer vistoria de algumas obras que deve inaugurar nos próximos dias, como o trecho sul do Rodoanel. "Na verdade, eu tinha uma agenda minha de supervisão de obras, sozinho, obras que estão para ser inauguradas. Só isso. Eu fui cumprir essa agenda", disse. "Fui fazer essa supervisão e não deu tempo [de ir do evento]."

Logo em seguida, Serra ainda disse que, como normalmente faz, acordou tarde. "[Ontem] Estava com sono, fiz o Twitter e dormi", brincou, se referindo às suas postagens no serviço de microblogs, onde tem uma das páginas mais visitadas do país.

Movimento esvaziado
Para Serra, o movimento grevista dos professores do Estado é apenas "marketing" e não está prejudicando as atividades na maioria das escolas.

"Não tem movimento de greve. É marketing para a imprensa noticiar", disse o governador. "Não pegou. Não tem movimento de greve. Querem prejudicar os alunos, mas nem isso estão conseguindo."

Questionado se o movimento grevista tem motivações políticas, Serra disse apenas que os jornalistas "são suficientemente inteligentes e observadores para tirarem conclusões".

A Apeoesp é uma entidade sindical ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e ao PT, o que levantou a suspeita.

A greve, iniciada no dia 8, foi mantida na última sexta-feira após assembleia sob o vão livre do Masp, na avenida Paulista.


Doação a haitianos cria polêmica entre GM e sindicato no interior de SP

Estelita Hass Carazzi
 
Uma doação de aproximadamente R$ 300 mil para a recuperação do Haiti, atingido por um terremoto em janeiro, causou uma polêmica na fábrica da GM em São José dos Campos (100 km de São Paulo).

Na semana passada, a empresa anunciou que não iria realizar um desconto em folha para permitir a doação, aprovada em assembleia de trabalhadores.

De um lado da polêmica, está o Sindicato dos Metalúrgicos de São José, filiado à Conlutas (formado por sindicatos dissidentes da CUT e ligados ao PSTU). Foi ele quem promoveu, no dia 11 de fevereiro, a assembleia que aprovou, "com 99% dos votos", o desconto de 1% do salário de todos os trabalhadores, com vistas à doação.

Do outro lado, está a GM, que justifica sua posição com base na falta de unanimidade da decisão --cerca de 60% dos funcionários foram à assembleia. Para viabilizar o desconto em folha, diz a empresa, seria necessário a autorização dos empregados, uma por uma.

Para o sindicato, que fala em "atentado à liberdade sindical' e "crime de lesa-humanidade", a assembleia é soberana e não pode ser contrariada.

"Precisávamos de uma arrecadação grandiosa para fazer frente à tragédia. Uma coleta em nível de sacolinha seria muito mais difícil", diz o líder sindical Vivaldo Araújo.

O montante, diz o sindicato, seria repassado a "organizações operárias e populares" do Haiti.

Ontem, Araújo reuniu-se com um representante da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que prometeu marcar uma audiência de conciliação entre empresa e sindicato. Até agora, porém, a GM não pensa em retroceder na decisão, segundo sua assessoria.

A empresa diz que, logo após a tragédia, doou US$ 100 mil ao Haiti, em nome de todos os funcionários do grupo, por meio da Fundação GM.

 

 

R7


Após percorrer dez cidades, marcha de mulheres termina na zona oeste de SP
Cerca de 3.000 manifestantes percorreram os municípios do Estado em dez dias

A 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres será encerrada nesta quinta-feira (18), na praça Charles Miller, no Pacaembu, zona oeste de São Paulo. Por volta das 16h50, pelo menos mil mulheres haviam chegado ao local.

A marcha passou por dez cidades do Estado, do dia 8 até esta quinta: Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea, Cajamar, Jordanésia, Osasco e São Paulo .


A manifestação teve o lema "Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres". Na reivindicação foram focados quatro eixos: autonomia econômica das mulheres; bens comuns e serviços públicos; paz e desmilitarização; e violência contra as mulheres.

Neste último tópico, mesmo com o maior número de ligações na central de denúncias coordenada pela Secretaria Especial de Política para as Mulheres - em 2009, houve um aumento de 49% em relação ao ano passado - a redução de agressões ainda não é significativa.


De acordo com uma das integrantes da coordenação da marcha, Lurdes Simões, a lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006.


- Ainda há falta de política pública para essa questão. Para coibir a violência contra mulher, a lei precisa ser respeitada. Para existir de fato, tem que haver mudança no pensamento de alguns juízes, que precisam aceitar que as agressões existem.


Trânsito 
A CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) não havia realizado interdições na região da praça Charles Miller até as 17h.

A Polícia Militar diz que a manifestação é pacífica e não registrou nenhuma ocorrência.




Vermelho


Entidades promovem ciclo de debates sobre realidade maranhense
Ciclo de debates vai questionar a contradição do desenvolvimento econômico com os baixos indicadores sociais no Maranhão.

Com o tema "Alternativas Populares e Democráticas para o Maranhão", será realizado nesta sexta, 19, um Ciclo de Debates promovido por várias entidades da sociedade civil, entre elas as centrais sindicais CUT e CTB; o MST, FETAEMA, Fundação Maurício Grabois e Cebrapaz. O evento acontecerá no Hotel Holiday In (antigo La Ravardiere) das 14 às 19 horas.

Com duas mesas redondas, o Ciclo pretende analisar a realidade maranhense e apontar alternativas. O texto do convite já antecipa as contradições existentes entre, de um lado, "a implantação de grandes empreendimentos abrindo uma nova fase de desenvolvimento econômico, com profundos impactos ambientais, sociais e políticos no território, e, por outro, a dura realidade dos índices sociais maranhenses, que estão entre os mais baixos do país, implicando em uma população desamparada de políticas públicas e meios efetivos de participação, discussão e ação".


As exposições das mesas redondas serão feitas pelo professor Wagner Cabral, da UFMA, e por Milton Campelo, da direção da ONG Ceprabaz. Após debate com os participantes será elaborado um manifesto para ampla divulgação na sociedade.

Um dos coordenadores do evento, o professor Cristiano Capovilla, diretor da Fundação Maurício Grabois, diz que as entidades promotoras pretendem realizar outros eventos similares em São Luís e nas maiores cidades do estado. "Há uma necessidade muito grande de debatermos a realidade maranhense e sobretudo de formularmos propostas concretas capazes de alterá-la", avalia.



 

Alemtemporeal.com.br


Conferência debate políticas na área da Saúde Mental em Tapera

Mais de 200 pessoas participaram, nesta quarta-feira (17), da I Conferência Regional de Saúde Mental realizada no município de São José da Tapera. A ação foi promovida pela Gerência do Núcleo de Saúde Mental da Secretaria de Estado da Saúde e contou com a presença de gestores da saúde, profissionais que atuam na área, usuários dos serviços, familiares e comunidade em geral. A iniciativa teve o objetivo de discutir alternativas que possam garantir os direitos humanos dos usuários da rede de Saúde Mental do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na ocasião, o gerente do Núcleo de Saúde Mental da Sesau, Berto Gonçalo, ressaltou a necessidade de ampliação dos serviços de Saúde Mental nos municípios e intersetorialidade entre os órgãos públicos, a exemplo das secretarias de Educação, Assistência Social e de Trabalho. "A conferência regional é um momento muito importante, porque o município junto com a comunidade sabe da sua necessidade", afirmou.

Berto Gonçalo falou ainda dos avanços da reforma psiquiátrica, da importância da descentralização dos serviços, da disponibilidade de leitos nos hospitais e dos Centros de Atenção de Psicossocial (Caps) para os usuários do SUS. "A conferência representa uma estratégia muito positiva e contou com a participação efetiva de diversos gestores, de entidades importantes como a CUT, do Conselho Estadual de Saúde, da Ufal e da Uncisal", destacou Gonçalo, acrescentando que Alagoas conta com 42 Caps, distribuídos entre 39 municípios, além de 15 para ser habilitados pelo Ministério da Saúde.

Durante a conferência foram discutidas questões referentes as políticas estaduais, a consolidação da rede de atenção psicossocial e sobre os direitos humanos e a cidadania como desafios éticos e intersetorial.

Fizeram parte da conferência os gestores dos municípios de Delmiro Gouveia Água Branca, Piranhas, Pão de Açúcar, Santana do Ipanema, Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Olivença, Olho D'água das Flores, Canapi, Ouro Branco, Mata Grande, Maravilha, Olho D'água do Casado, Poço das Trincheiras, Inhapi Senador Rui Palmeira, Carneiros e Pariconha.

Na sexta-feira (19), a conferência será voltada para a 2ª regional, em Junqueiro; de 24 a 26 será realizada na 4ª região, em Palmeira dos Índios e Arapiraca. No dia 31, a ação irá acontecer em União dos Palmares, com os profissionais da 5ª Região. Para os que integram a 1ª região, a conferência irá acontecer de 7 a 14 de abril em Matriz do Camaragibe, Pilar e Maceió.

Já a conferência estadual de Saúde Mental, que terá como tema [WINDOWS-1252?]"Saúde mental, direito e compromisso de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios", irá acontece em sua etapa estadual de 19 a 21 de maio, no Maceió Mar Hotel, em Maceió. Durante o evento, serão escolhidos os 21 delegados que irão participar da Conferência Nacional de Saúde Mental, a ser realizado em Brasília, de 27 a 30 de junho.
 

 

Tribunadonorte.com.br


Mais de 90% das negociações no RN repuseram inflação

Em 2009, 91% das negociações salariais realizadas no Rio Grande do Norte conseguiram repor a inflação dos 12 meses anteriores ao reajuste, com todos os setores da economia do estado sendo beneficiados.  De acordo com estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os dados demonstram que os reajustes salariais foram pouco afetados pela crise financeira internacional, que durou dos últimos meses de 2008 até meados de 2009. Mesmo com o resultado positivo, a representação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Natal afirma que os salários estão longe do ideal.

O levantamento mostra que ao longo de 2009, todos os setores da economia norte-riograndense obtiveram correção nos salários em patamares acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ficou em 5,26% no ano passado. Os dois setores com maior destaque foram a indústria e o comércio, por apresentarem esse comportamento em 100% das convenções analisadas. Em 2008, 50% das negociações analisadas no estado haviam apresentado ganhos superiores ao INPC.

A análise do Dieese mostra também que o reajuste anual do salário mínimo nacional vem se tornando um aliado na elevação dos valores dos pisos salariais, bem como nos reajustes dos salários mais baixos, incidindo sobre as faixas salariais próximas do mínimo.

O presidente da representação da CUT em Natal, José Rodrigues Sobrinho, diz considerar o quadro mostrado pelo Dieese como bastante positivo. Entretanto, ele enfatiza que a mobilização de classes por melhores salários é essencial, uma vez que as categorias mais combativas costumam conseguir aumentos significativos. "O ganho que conseguimos no ano passado foi o possível, mas está longe do ideal", avalia.

Para 2010, é esperado um resultado ainda mais positivo do que em 2009, entre as negociações coletivas de salários, pelas estimativas atuais apontarem para uma expansão do nível de emprego até o final deste ano.


Brasil
Em todo o país, o Dieese apontou que em um universo de 692 negociações, 553 obtiveram correções salariais acima do INPC, o que corresponde a 80%. Dentre as demais, 12,7% conseguiram correção igual ao INPC e nas outras 7,3% o reajuste foi inferior ao índice.


Em 2009, mais de 80% das categorias analisadas apresentaram ganho real com os reajustes salariais, enquanto no ano anterior, o percentual foi de 76,1%.


Resultado positivo deve se repetir

A inflação baixa e o crescimento econômico elevado deverão contribuir para que todas as categorias trabalhistas acompanhadas pelo Dieese consigam reajustes salariais iguais ou acima da inflação neste ano. A previsão é do coordenador de Relações Sindicais da entidade, José Silvestre Prado de Oliveira. Em 2009, 93% de 692 categorias obtiveram esse resultado.

Segundo ele, se confirmada a tendência de uma inflação semelhante à de 2009 e um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 5% e 6%, "a proporção de categorias com reajustes iguais ou maiores que a inflação vai chegar a 100% em 2010, superando o resultado de 2009", afirmou.


Silvestre explicou que, em 2009, a inflação teve mais influência que o PIB na definição dos reajustes salariais. No ano passado, o INPC ficou, em média, em 5,26% em cada data-base, e o PIB caiu 0,12%. Em 2008, por exemplo, a economia cresceu 5,1%, a inflação registrou média de 6,46% e a porcentagem de categorias com reajustes iguais ou maiores que a inflação foi de 88,5%, menos que os 93% de 2009.

 

 

Rádio Web - Jornal Brasil Atual


Mulheres encerram a maior e mais longa marcha já realizada no país

A praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, se encheu de tons roxos e lilases a medida que chegavam as delegações de mulheres vindas de todas as regiões do país. Ao som de uma adaptação da música "Ô abre alas" de Chiquinha Gonzaga, as mulheres que chegavam eram recepcionadas com abraços e muitas vezes choros emocionados de quem chega com sucesso ao fim de uma jornada.  A mobilização fez parte da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres sob o lema "Seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres" teve suas reivindicações baseadas em quatro campos de ação: autonomia econômica das mulheres, bens comuns e serviços públicos, paz e desmilitarização e violência contra as mulheres. Para ouvir acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=boletim%5Fmateria%5F2010%5F3%5F19%5F7%5F35%5F25%5F54%2Ewma&nm_audio=Mulheres+encerram+a+maior+e+mais+longa+marcha+j%E1+realizada+no+pa%EDs

Greve dos professores da rede estadual de São Paulo

Maria Izabel Noronha, da Apeoesp, fala sobre a assembleia desta sexta-feira que decidirá sobre continuidade da greve. Para ouvir acesse:

http://www.jornalbrasilatual.com.br/pop-player.asp?nm_caminho_audio=especial%5F2010%5F3%5F18%5F8%5F56%5F56%5F87%2Ewma&nm_audio=Trabalhadores+do+HSBC+e+Santander+apresentam+proposta+de+acordo+global  


  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • Orkut
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

FNDC Redes Sociais CUT Comitê Brasil em defesa das florestas e do desenvolvimento sustentável Clipping CUT Brasil Atual 2 TVT Banner Água para o Brasil

Copyright © 2002-2009 CUT Central Única dos Trabalhadores | 3.438 - Entidades Filiadas | 7.464.846 - Sócios | 22.034.145 - Representados
Rua Caetano Pinto nº 575 CEP 03041-000 Brás, São Paulo SP | Telefone (0xx11) 2108 9200 - Fax (0xx11) 2108 9310