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Clipping 19 e 20/06/10

Escrito por William Pedreira
21/06/2010

Edição nº 1610 segunda, 21 de junho de 2010
Fechamento: 08:57


Edição número 1610 sábado e domingo, 19 e 20 de junho de 2010


Veículos Pesquisados:

 

Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da

Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com

Leonardo Severo (leonardo@cut.org.br)

Isaías Dalle (isaias@cut.org.br)

Paula Brandão (paula.imprensa@cut.org.br)

Luiz Carvalho (luiz@cut.org.br)

William Pedreira (william@cut.org.br)

Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti (rosanebertotti@cut.org.br)





Zero Hora



Como Lula optou pelos 7,72% - 20/06/10

Terça-feira, dia de estreia da Seleção na Copa. Três horas antes de o time de Dunga entrar em campo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona o aumento de 7,72% aos aposentados que ganham acima de um salário mínimo. Apesar das declarações dúbias dos dias anteriores - dizendo que não se deixaria "seduzir por qualquer extravagância por conta do processo eleitoral" -, a decisão já havia sido tomada há pelo menos duas semanas.

No final de maio, irritado com a demora na definição da fonte de recursos para o reajuste, Lula convocou a equipe econômica:

- Quando eu disse que era para resolver, é para resolver. Porra, vocês têm de dar um jeito nisso. Se eu vetar, a gente não elege a Dilma e nem mesmo o Paim - disse ele aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), referindo-se a sua candidata à Presidência e ao senador gaúcho Paulo Paim (PT).

Lula estava pressionado pelo Congresso, que havia aumentado o índice de 6,14% para 7,72%, provocando um déficit extra de R$ 1,6 bilhão na Previdência. Um veto à medida seria usado pela oposição e poderia prejudicar Dilma.

O Planalto também passou a ser constrangido pela própria base governista, temerosa dos custos políticos de um veto. Duas semanas antes de o presidente sancionar o aumento, expoentes do PT na Câmara convocaram o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) para uma conversa à noite. Sem rodeios, advertiram o ministro de que a bancada não poderia arcar com o prejuízo dos vetos sugeridos pela área econômica.

- É muito difícil para nós, que temos origem no movimento sindical, nos posicionar contra - desabafou Ricardo Berzoini (PT-SP).

Ministro sugeriu cobrar a conta do Congresso
Padilha concordou e prometeu levar as ponderações ao presidente. Bernardo e Mantega, porém, continuavam irredutíveis. Repetiam que não havia espaço para um gasto bilionário. O próprio Lula estimulava a cisão interna no governo, incentivando os ministros Carlos Lupi (Trabalho) e Carlos Eduardo Gabas (Previdência) a dizer que era possível pagar os 7,72%.

Na estrada em campanha, Dilma era cobrada por aposentados e sindicalistas. Durante uma visita a Chapecó (SC), o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski, pediu que a ex-ministra interviesse junto a Lula para garantir o aumento. Prudente, Dilma preferiu não se comprometer:

- Vou conversar com o presidente e vamos procurar tomar a melhor solução possível.

Na manhã de terça-feira - dia em que se esgotava o prazo para a decisão -, Lula comandou três reuniões em seu gabinete. O presidente estava disposto a fazer um afago nos aposentados, mas não queria comprometer as contas. Lula questionou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), sobre a possibilidade de aprovar outra MP no Congresso, com índice menor. Vaccarezza não deu esperanças:

- Não temos a mínima condição de aprovar 6,14%, presidente. Pode acontecer coisa pior, como a aprovação dos 8,5% articulados pela oposição.

Diante de Bernardo, Mantega, Vaccarezza e Gabas, Lula pediu uma alternativa urgente. A solução partiu então de Bernardo, que sugeriu um corte nas emendas parlamentares. O presidente aprovou a ideia de imediato. Além de faturar eleitoralmente com o reajuste a 8,3 milhões de aposentados, devolvia ao Congresso o abacaxi imposto pelo aumento do índice previsto para a correção, podando os repasses usados para irrigar a base eleitoral de deputados e senadores.

- Se o Congresso fez uma opção, também tem de se responsabilizar por ela - justificou Mantega.


 

Jornal do Comércio


Metalúrgicos de Canoas terão reajuste de 8% - 18/06/10

Foi fechado, nesta quinta-feira (17), um acordo salarial para os trabalhadores da base de Canoas e Nova Santa Rita. De acordo com a Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul (FTMRS/CUT), a nova proposta oferecida à categoria, de 8% de reajuste sobre os salários de maio de 2009 - sendo 7% retroativo a 1° de maio de 2010 e 1% em 1° de setembro próximo - foi aprovada em assembleia.

O reajuste vale somente para os trabalhadores e trabalhadoras que ganham salários até R$ 3.267,00 mensais. Para quem ganha acima deste valor, o reajuste limita-se a 5,49% (inflação entre maio de 2009 e abril de 2010, segundo o INPC).

Na assembleia, que contou com a participação do presidente da Federação dos Metalúrgicos, Milton Viário, também foi aprovada a proposta de reajuste de 10% sobre os pisos da categoria, além de ratificadas as cláusulas sociais da Convenção Coletiva fechada no ano passado, que estarão em vigor até o próximo ano.


 

Agência Brasil


Aumento de renda faz 2,2 milhões de famílias saírem do Programa Bolsa Família

Gilberto Costa - 19/06/10

Brasília - Dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) informam que até janeiro deste ano mais de 4,1 milhões de famílias tiveram o benefício do Programa Bolsa Família cancelado. O principal motivo do corte é a renda per capita familiar superior à renda mínima estabelecida pelo programa. Mais de 2,2 milhões de famílias (54% dos casos) abriram mão do benefício ou tiveram o auxílio suspenso pela elevação da renda.

Toda família com renda mensal por integrante de até R$ 140 tem direito ao benefício. O valor varia conforme o tamanho da família, o número de crianças e adolescentes na escola. O auxílio vai de R$ 22 a R$ 200 por mês.

O motorista Eduardo Rodrigues, que mora em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, e é pai de uma menina, abriu mão de R$ 40 mensais porque passou em um concurso público. "Não era justo continuarmos recebendo". Também suspendeu o benefício Sônia de Morais Mendes, moradora de Belo Horizonte. Mãe de três filhos, recebia R$ 112 por mês. Ela aumentou a renda familiar porque voltou com o ex-marido e conseguiu trabalho. "Eu hoje não preciso mais desse dinheiro, por isso fui à prefeitura e dei baixa", contou.

O vendedor da Feira Livre de Marília (SP) Osvaldo Dutra de Oliveira Primo, pai de dois filhos, precisou do benefício do programa por cerca de três anos. "Foi uma época que estava desempregado, com problema de saúde. Eu praticamente alimentava minha família com esse dinheiro", lembra. Depois de voltar a trabalhar não sacou mais o auxílio. "Eu usei na extrema necessidade. Assim que tive condições, procurei dar baixa para que outras famílias pudessem ter o benefício".

Para o governo, os pedidos de cancelamento mostram que o programa tem porta de saída. "Sempre teve", comentou secretária nacional de Renda e Cidadania, Lúcia Modesto, quando o ministério divulgou o perfil das famílias beneficiadas pelo programa em 31 de maio. A professora Célia de Andrade Lessa Kerstenetzky, do Centro de Estudos Sociais Aplicados, Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) pondera que é "incontestável" que há uma saída, mas "o significado dela é menos claro". Ela "especula" que a razão principal para a saída do programa deva estar relacionada com a melhoria no mercado de trabalho, "essa hipótese parece forte, dadas as evidências de crescimento da renda e do emprego".

Na avaliação do economista Serguei Soares, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a porta de saída do programa é o crescimento econômico. "Ótimo que essas pessoas conseguiram sair, espero que outras consigam também, mas não vai ser pelo fato de que alguns conseguiram sair que a gente pode ter um acento ejetor ou vá responsabilizar o MDS pelas saídas. Essas dependerão do crescimento econômico", comentou.

O Bolsa Família também foi tema de uma tese de doutorado defendida recentemente no Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB). Para a autora da tese, Ana Lúcia Figueiró, o programa tem méritos, mas "abandonou a perspectiva inclusiva e fez opção pela gestão da pobreza". De acordo com ela, o programa previa além da transferência de auxílio, assistência social, geração de emprego e renda, e a participação política. Ela avalia que essas ideias iniciais, já estabelecidas nas ações da cidadania contra a fome e nas discussões do Conselho Nacional de Segurança Alimentar foram abandonadas. "A transferência de renda é vista como um fim em si mesmo. Isso não deveria retirar o foco de uma política emancipatória", assinala.

Atualmente, 12,6 milhões de famílias recebem um total de R$ 1,1 bilhão do programa. A meta do governo é chegar a 12,9 milhões de famílias até o final do ano e atingir grupos vulneráveis ainda não alcançados como os moradores de rua.
 

Mercadante promete renegociar pedágios de rodovias paulistas

Alex Rodrigues - 20/06/10

São Paulo - O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante, prometeu que, se eleito, irá renegociar com as empresas concessionárias o valor das tarifas cobradas nos pedágios paulistas. Para Mercadante, o valor cobrado dos motoristas é "abusivo" e tem contribuído para inviabilizar investimentos econômicos em algumas regiões do estado.

"Temos que rever isso. Algumas cidades estão perdendo competitividade. Os pequenos agricultores, por exemplo, não conseguem fazer seus produtos chegarem nos grandes centros [com preços competitivos]", disse o senador ao chegar à convenção do PCdoB, em São Paulo.

Mercadante criticou o PSDB, alegando que o partido privatizou estradas e abandonou a malha ferroviária estadual. Ele disse que, se eleito, precisará de apenas dois anos para dobrar a capacidade dos trens, além de realizar obras para melhorar o acesso de caminhões ao Porto de Santos e ao Polo Industrial de Cubatão, ambos na Baixada Santista.

"Nos meus dois primeiros anos de governo eu me comprometo a dar qualidade ao metrô e dobrar a oferta de vagas nos 260 quilômetros da CPTM na grande São Paulo", afirmou o candidato, que disse ainda não estar descartada a possibilidade do senador petista Eduardo Suplicy assumir a vaga de candidato a vice-governador em sua chapa.

"Vamos dialogar com os doze partidos coligados, especialmente com o PDT, com quem assumimos o compromisso de procurarmos um nome de comum acordo. Até o próximo sábado deveremos decidir qual será o nome", concluiu Mercadante.


 

Diariodepernambuco.com.br (Pernambuco)


Diario Político

Marisa Gibson - 19/06/10

Medindo força
Antes, o São João de Caruaru servia apenas de passarela para políticos se exibirem diante dos eleitores. Neste ano, no entanto, a temperatura política no município esquentou tanto que as festas juninas se transformaram em palcos para duelos eleitorais por conta de dois caruaruenses: o vice-governador João Lyra Neto (PDT), que está na corda bamba para ser ou não o vice na chapa do governador Eduardo Campos (PSB) que concorre à reeleição, e a deputada estadual Miriam Lacerda (DEM), candidata a vice na chapa do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB). E, no rastro da sucessão estadual, o município também atrai os candidatos a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), cada um no seu estilo fingindo que gosta de forró. Mas o que está em jogo mesmo são as questões estaduais. Com uma base aliada no município bem mais ampla do que a dos oposicionistas, vencer em Caruaru é ponto de honra para o governador. Além do vice-governador que representa o grupo Lyra, Eduardo tem o apoio do prefeito José Queiroz, também pedetista, e ainda o vice-prefeito Jorge Gomes e sua mulher, a vereadora Laura Gomes, ambos do PSB, e mais o PT local. Do lado de Jarbas está o DEM representado por Miriam Lacerda e por seu marido, Tony Gel, ex-prefeito e vereador, que são uma ameaça municipal para os governistas, sobretudo depois que Miriam foi alçada à condição de vice. Agora, em que pese a ampla base governista no município, as intrigas internas continuam separando os Lyra dos Queiroz, algo que o governador não esperava. O que divide os dois grupos são questões locais, o que poderia até ser minimizado por conta do projeto maior que é a reeleição de Eduardo. Mas interior é interior - ninguém leva desaforo pra casa - e as sequelas das agressões feitas por João Lyra Neto ao prefeito José Queiroz podem até ter sido arquivadas publicamente, mas continuam pesando na conta do grupo Queiroz e podem tumultuar mais adiante. Bem, Caruaru está para Pernambuco assim como o estado está para o Nordeste. O que acontece no município reverbera emoutras cidades do Agreste, região que tem um peso em qualquer eleição estadual. E é justo por Caruaru que Jarbas começa a medir força com Eduardo no interior do estado.

Sujos e limpos // A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que a Lei Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de pessoas com condenações por órgãos colegiados, vale também para condenações anteriores à sanção da lei, em 7 de junho, dá um ânimo aos brasileiros. Mas a questão ainda pode ser levada ao Supremo Tribunal Federal, até porque os interesses são muitos. Se for para a ponta do lápis tem mais sujos do que limpos.

Só no telefone // Como acontece todas as vezes que vem ao Recife, o apartamento do senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, se transformou ontem em local de romaria para os tucanos oposicionistas e governistas do estado. Mas muitos tiveram de se contentar em ficar ouvindo o senador falando ao telefone.

Chapa verde // O PV ainda tem algumas indefinições, mas converge para as candidaturas de Sérgio Xavier, governador, Jacques Ribemboim e René Patriota para as duas vagas do Senado e Nelly Queiroz para vice. No dia 27, os candidatos serão oficializados na convenção estadual do partido, no Centro de Convenções.

Deficientes // Candidato a deputado estadual, Sérgio Goiana, presidente da CUT/PE e coordenador geral do Sindicato dos Servidores Federais do Estado (Sindsep), promete lançar no início de julho o site de sua candidatura com um diferencial: acessibilidade para os deficientes visuais.

Anonimato // O Ministério Público Eleitoral quer retirar do ar blogs dos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), por considerar que são mecanismos de propaganda política antecipada. Mas essa é uma batalha para ser perdida. Enquanto se tira um ou dois blogs, aparecem outros e sob o manto do anonimato.

Pé-de-valsa // João Paulo (PT) aproveita as agendas políticas para cair no forró. Neste fim de semana, o ex-prefeito está no circuito Caruaru, Arcoverde e Pesqueira, acompanhado pelo presidente da Câmara, Múcio Magalhães (PT). João Paulo também acompanhará toda a agenda da candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, na terça-feira, em Caruaru.

A cidade do Recife e as chuvas
Todo inverno rigoroso é um drama para os recifentes, com ou sem frentes frias. Mas passados os piores momentos, as autoridades voltam a trabalhar como se o Recife não necessitasse de cuidados permanentes para vencer as águas. E o resultado está aí: a cidade abatida por tragédias e as autoridades se reunindo às pressas como se tudo não tivesse sido anunciado. Agora, depois que passar este inverno, tem outro no próximo ano. Vamos ver o que o prefeito da vez, João da Costa (PT) fará até lá.
 

 

Tribunadonorte.com.br (Rio Grande do Norte)


Centrais ainda querem fim do fator previdenciário - 20/06/10

Brasília (AE) - As centrais sindicais continuam unidas para ainda arrancar do governo do presidente Lula o fim da contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos e do fator previdenciário. A PEC 555/2006, do ex-deputado Carlos Mota (PSB-MG), que propõe o fim da contribuição dos inativos, está em comissão da Câmara.

O fim do fator previdenciário foi vetado pelo presidente na Medida Provisória que deu reajuste de 7,72% aos 8,3 milhões de aposentados que ganham benefício acima do salário mínimo, mas as centrais já pediram ao governo uma audiência para reabrir a negociação sobre o assunto.

Segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que também preside a Força Sindical, já foi pedida uma audiência com Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência, "para tratar do fator previdenciário".

No caso da contribuição dos inativos, há pelo menos duas correntes no debate: quem quer o fim puro e simples da contribuição, e a corrente que acha que pode aprovar uma flexibilização. Do tipo: a partir de certa idade, o aposentado ficaria isento da contribuição; ou uma escala de idades que permitiram a redução progressiva da contribuição. Hoje, a contribuição é de 11% sobre a parte do benefício acima do teto da Previdência, que hoje está em R$ 3.467,40.

O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, disse que não aceitará apenas um projeto de flexibilização. "Vamos defender a proposta pelo fim da contribuição. Não vamos negociar uma flexibilização".

Injustiça. Para o diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antonio Lisboa, "a PEC 555 vai corrigir uma injustiça com os servidores públicos". Em audiência pública na Câmara, ele disse que "o compromisso (da Central) é votar na comissão para começar outra luta no plenário da Câmara".

Na semana passada, os aposentados que recebem benefícios acima do salário mínimo (R$ 510) tiveram algumas vitórias. Primeiro, o presidente Lula confirmou o reajuste de 7,72%. E a omissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou um projeto de lei que possibilita a equiparação do valor do benefício ao número de salário mínimos recebidos no momento da aposentadoria. Se confirmada pelo plenário da Câmara e sancionada, a medida pode criar um esqueleto de até R$ 85 bilhões.




Infonet.com.br (Sergipe)


Sindijor discute eleições para diretorias - 20/06/10
Eleições para o sindicato acontecem nos dias 28 e 29 de julho; Comissão Eleitoral já foi escolhida

Reunidos em assembléia na noite da última quinta-feira, 17, na sede da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT), jornalistas discutiram o processo de eleições diretas para renovação da Diretoria, Conselho Fiscal e da Comissão de Ética, Direitos Humanos e Liberdade de Expressão do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor) para o triênio 2010-2013.

As eleições para o Sindijor acontecem nos dias 28 e 29 de julho, data em que se realiza também a eleição para renovação da Direção e Conselho Fiscal da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), bem como do Conselho de Ética (CE) da entidade.

Na assembléia, foi eleita a Comissão Eleitoral que irá conduzir as eleições. Apresentaram-se para compor a CE os jornalistas Jairo Alves, Edivânia Freire e Bruno Almeida. Colocados os nomes e feitas as discussões, a assembléia homologou, por unanimidade, os três jornalistas para comporem a CE e conduzir todo o processo de eleição da entidade. Logo em seguida, os três tomaram posse e iniciarão os trabalhos a partir da semana que vem.

Eleita e empossada, a Comissão deverá realizar a sua primeira reunião e publicar edital convocando a eleição do Sindijor. A partir daí, será aberto período para apresentação de chapas.

Para votar nas eleições do Sindijor, o jornalista deve estar quite com suas obrigações sindicais.


 

Carta Maior


Lula, imprensa neutra e diversidade informativa - 19/06/10

Beto Almeida

O tema da falta de neutralidade da imprensa voltou à baila nesta semana por iniciativa do presidente Lula. Quando ele pede que a imprensa seja neutra ou no mínimo diga que tem candidato, está levantando um problema real e verdadeiro. Mas, a solução para isto, está muito longe da simples decisão dos proprietários de veículos de converterem-se repentinamente a uma neutralidade ou a uma diversidade informativa que nunca praticaram historicamente. A solução caminha para o fortalecimento das mídias públicas e pela construção, no caso brasileiro, de um grande jornal popular e nacionalista. E para esta solução, o próprio presidente Lula poderia sim ser um grande aliado.

A reclamação de Lula foi feita em discurso na Convenção do PT que indicou oficialmente Dilma Roussef como candidata presidencial. Ele registrava o desequilíbrio que sente ao assistir pela televisão a cobertura jornalística da campanha eleitoral. Os tempos e o tratamento são obviamente diferenciados. A preferência dos barões da mídia é escandalosa. Há uma unanimidade contra a candidata de Lula. Exceção feita, nas revistas de circulação nacional, à Carta Capital. Exceção que também se verifica na chamada mídia alternativa, porém extremamente pulverizada e de escassa circulação nacional. Com todo o heroísmo que significa a sua sustentação.

No mesmo discurso Lula fala que "somos todos defensores da imprensa mais livre do mundo" e que não se incomoda com as críticas que recebe. Mas, o que é realmente uma imprensa livre? A que temos no Brasil é prisioneira do poder econômico, controlado pelas classes endinheiradas. Rigorosamente aprisionada dos preconceitos e visões destas classes. Imprensa livre de quem, então?

Mais adiante, no mesmo discurso, Lula fala que é preciso ficar atento e "mudar de canal". Como mudar de canal? Para qual, se não há alternativas?!!

Neutralidade na imprensa do capital?
Aqui entramos no problema que reiteradamente, não apenas este escriba mas também outros mais qualificados, vem tratando de enfrentar, propondo a fundação de um programa público de estímulo da edição e leitura de jornais. Certamente, os barões da mídia, advertimos com antecipação, vão gritar escandalizados. Estatização da mídia!!! Dirão, alguns. Querem o dinheiro público para fazer política!!! Dirão outros.

Ué, mas isto não vem ocorrendo historicamente?! Como é que se sustenta, esta mesma mídia que ataca editorialmente a participação do estado em ramos essenciais da economia e da sociedade, entre os quais acrescentaria a obrigação de garantir informação diversificada e idônea aos cidadãos? Basta reflefir sobre a informação de que a maior empresa de comunicação do país recebe, apenas ela, mais de 60 por cento das bilionárias verbas públicas federais. Não faz muito tempo, a Revista Veja trazia, numa só edição, 14 páginas de publicidade da Petrobrás, um dos alvos prediletos do cada vez mais precário jornalismo do veículo.

O governo paga para apanhar
Que o governo paga para apanhar, pode ser uma conclusão. Verdadeira, mas não esgota o problema. Aliás, o governo até promoveu um critério novo e mais democrático para a distribuição de sua publicidade. Ainda assim, a grande massa de brasileiros não pode nem mudar de canal, nem pode ler jornal, já que continuamos com a quase unanimidade dos jornais de circulação mais relevantes aprisionados pelos empresários que praticam o desequilíbrio informativo, que estão muito longe da neutralidade sugerida por Lula - aliás, duvido que ela exista. E também não temos, como em outros países ou como já tivemos no passado, um jornal nacional de ampla circulação que refletisse o ponto de vista das classes populares e nacionalistas, que, afinal, existem na sociedade. Ou não? A tomar pela imprensa do capital hoje, parece que estes outros pontos de vista não existiriam. Paradoxo: estas conseguem eleger o presidente da república mas não conseguem construir um jornal que tenha a sua cara e os seus sonhos??

A experiência do jornal "Última Hora"
Já tivemos o Jornal "Última Hora", nacionalista e popular. Uma página importantíssima na história da imprensa brasileira, tema já tocado aqui por este escriba e também pelo jornalista Laurindo Leal Filho. Tal como Lula hoje, Vargas também percebia que toda a imprensa se voltava contra o nacionalismo, condenava as leis trabalhistas e previdenciárias, hostilizava o salário mínimo, defendia os interesses das oligarquias e, sobretudo, do capital estrangeiro. O presidente Vargas comenta então o problema da desinformação crônica do país com o jornalista Samuel Wainer. E sugere: "Por que tu não montas um jornal?" O encorajamento veio de Vargas. Houve um empréstimo do Banco do Brasil e de outras instituições e nasceu o ‘Última Hora". Hoje, o presidente Lula poderia ir além da reclamação e das críticas corretas que faz à esta imprensa desequilibrada e propor uma solução. Se disserem que é um absurdo que um presidente encoraje á formação de uma iniciativa deste porte, lembraremos as nebulosas condições em que foi criada a maior rede de televisão do Brasil, inclusive afrontando a lei, conforme demonstrou a histórica CPI do Grupo Time-Life. O encorajamento, digamos, veio de longe...

Aliás, a solução já vem sendo proposta reiteradas vezes por segmentos do movimento de democratização da comunicação. Tanto no Seminário "A imaginação a serviço do Brasil", de julho de 2002, que preparou um programa específico entregue ao então candidato Lula, como também nos debates da Confecom e nos Congressos Nacionais de Jornalistas, muito embora nem todos os sindicatos a sustentem de modo militante. Clamam por Diploma!! Diploma!!!, mas onde este exército de jornalistas diplomados, espelidos pela indústria do canudo, irá trabalhar? Temos fatores soltos que necessitam ser coordenados. Temos um povo praticamente proibido da leitura. Nossos índices de leitura de jornal, segundo a UNESCO, perdem para os da Bolívia! Temos um exército de jornalistas e escritores talentosos desempregados, vítimas da propaganda enganosa que foi a explosão de faculdades de comunicação no país, prometendo emprego para todos. E temos uma indústria gráfica com 50 por cento de capacidade ociosa crônica. Gráficas paradas e um povo sem poder ler!!!

Esta solução trilha por uma Fundação para o Jornalismo Público. Muitos fundos de pensão de empresas públicas, altamente rentáveis aliás, poderiam associar-se a esta Fundação.

Hipocrisia
Quando os barões da mídia, fingindo-se escandalizados, reclamarem do uso de recursos públicos para um jornalismo de missão pública, que não é o deles, apresentaremos uma tabela com todos os monumentais recursos que durante décadas estas empresas de mídia drenaram do estado. E diremos que estamos apenas reivindicando isonomia. Por que o BNDES pode oferecer empréstimos para a Vale do Rio Doce, para grandes empresários e até poderosas empresas estrangeiras, ou para as empresas de comunicação já instaladas, e esta Fundação para um Jornalismo Público não pode também receber? Que a dívida que grandes empresas de mídia possuem com o INSS seja convertida em favor de um programa que edifique um programa público de leitura e edição de jornais no Brasil é algo ser examinado. E também denunciaremos a hipocrisia desta mídia que ataca o estado editorialmente, mas ante qualquer dificuldade de caixa bate exatamente às portas deste mesmo estado para o uso , sim, do dinheiro público. Elas não se transformaram nestes poderosos conglomerados por eficiência empresarial, mas, sobretudo, por irrigação privilegiada de recursos do estado para sua contabilidade privada!

Jornal popular, nacionalista, a baixo preço
O papel essencial desta Fundação é a de editar e distribuir nacionalmente um jornal de grande circulação, a preços populares, estabelecendo a diversidade informativa preconizada na Constituição. Não é livre uma imprensa aprisionada por uma única classe social poderosa que edita apenas seus desejos e sua vassalagem ante aos grandes interesses. Não esqueceremos jamais: esta mídia que aí está a atacar o fortalecimento das políticas públicas atuais, foi a mesma que atacou Vargas por criar a Petrobrás, chegando até mesmo a proclamar - pasmem - que no Brasil não havia petróleo! Nesta onda de recall das grandes empresas, bateu a inspiração para escrever artigo com o título "E o dia em que fizerem o recall da mídia?". Quanta informação adulterada, defeituosa, falsificada!!! Será possível corrigir? Afinal, não estamos falando de um tapete, um pedal ou um cabo de freio....Estamos falando de informação, pedra preciosa para a cidadania!

A solução é construir, expandir e qualificar o campo da mídia pública. Mudanças mais audazes nos critérios de distribuição de publicidade oficial já ajudariam muito a reequilibrar o campo de mídia. Com o valor das 14 páginas de publicidade dadas exclusivamente à Veja, uma TV Comunitária se sustenta por vários anos!

Escola de Jornalismo
Além de editar um jornal, esta Fundação para o Jornalismo Público bem que poderia ter uma escola de jornalismo, pois a ideologia da notícia emanada pela imprensa comercial hoje já penetrou de tal modo nas escolas de comunicação que, em certos casos, parece uma cooptação informativo-cultural em torno de valores alheios e até mesmo antagônicos aos do povo brasileiro, dos que produzem e constroem este país. E jornalismo não é fábrica de sabão. Não é pecado sonhar em ter uma escola de jornalismo nesta Fundação sob a orientação de geniais jornalistas, como Mauro Santayanna, por exemplo, que trabalhou naquele valente Última Hora. E tantos outros. É preciso abrir uma página nova no jornalismo brasileiro, pensando nas próximas gerações. E também poderia instalar nesta Fundação uma editora especializada em temas que permitissem ao povo brasileiro ter acesso a livros de qualidade, a baixo custo, e, tematicamente, ajudando na superação das vulnerabilidades ideológicas, padrões de informação e de cultura que querem nos impingir alguns governos intervencionistas, pelos braços de suas ONGs, alardeando ambíguas e ardilosas bandeiras democráticas.

Se nasceu a TV Brasil, a EBC, em sintonia com inúmeras mudanças democráticas da comunicação em vários países da América Latina, por que não avançamos? Por que não ir além da constatação de que estamos padecendo de uma manipulação informativa clamorosa? Denunciar é rigorosamente necessário, tanto quanto apresentar caminhos a seguir. Na Argentina, existe o jornal Página 12 e o fortalecimento da TV e Rádio Públicas, além de uma nova lei de comunicação que proíbe o monopólio. Na Bolívia nasceu o jornal Câmbio e em 8 meses de vida já vende tanto quanto o mais antigo jornal do país, o La Razón, com 70 anos de vida. Na Venezuela, nasceu o jornal Correio do Orenoco, resgatando o jornal original de Simon Bolívar, no qual foi redator o general pernambucano Abreu e Lima, que lutou ao lado do Libertador. No México há o jornal La Jornada, uma espécie de cooperativa.

Já passou da hora do povo brasileiro dar um passo novo para fazer uma nova história do jornalismo. Se oferecemos ao mundo com engenhosidade e criatividade a mais bela festa popular do planeta, se já oferecemos ao mundo um Alberto Santos Dumont, se já lançamos ao mundo um Paulo Freire, um Josué de Castro, um Oscar Niemeyer e uma música de inventividade admirável, por que não podemos pretender criar um outro caminho para um jornalismo tal como previsto na Constituição: humanista, diversificado, plural, respeitando os mais elevados valores da nação, sua diversidade cultural e coibindo o daninho processo de concentração midiática?

Para os que temem nesta proposta alguma nostalgia guttemberguiana, nada disso: o povo brasileiro pode, finalmente, entrar na Era de Guttemberg e, simultamentemente, fazer este jornalismo espalhar-se pelo digital, sobretudo agora que a Telebrás pública irá cuidar de democratizar a banda larga. Mas, é preciso fazer jornalismo, o velho e bom jornalismo, de Jack London, de John Reed, do Barão de Itararé, de Barbosa Lima Sobrinho e do jornalista negro e socialista Gustavo de lacerda, fundador da ABI.

E bem que o presidente Lula, deixando a presidência, pode ser uma espécie de presidente de honra desta Fundação para um Jornalismo Público

 

 

Osamigosdopresidentelula.blogspot


Coragem, Folha! Ocultar provas da justiça é crime.

O jornal Folha de São Paulo volta com a ladainha de acusar quebra de sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira.

É tentativa de pautar o noticiário com Eduardo Jorge, retirando o foco do livro de Amaury Ribeiro Junior, onde mostra a sociedade, em uma empresa no exterior, da filha de José Serra (PSDB/SP) com a irmã de Daniel Dantas, e outros negócios dela e do marido (genro de Serra) envolvendo paraísos fiscais.

O PT (vilanizado pela estória de ficção da Folha) já representou na Polícia Federal, para abrir inquérito apurando esta suposta quebra do sigilo bancário e fiscal do Eduardo Jorge.

A Folha precisa ter coragem e colaborar com investigações, entregando os documentos que diz ter em mãos, para perícia da Polícia Federal. Isso nada tem a ver com revelar fontes.

A Folha não precisa dizer quem lhe passou os documentos (a fonte), mas não pode ocultar nem destruir provas de crime.

A falta de encaminhar cópias à justiça é uma conduta imoral e criminosa do Jornal, pois trata-se de ocultação de provas de crime.

Neste caso, a Polícia Federal não tem escolha, senão solicitar à um Juiz Federal, expedição de mandado de busca destas provas.

Da última vez que a Folha brincou com esse tipo de especulação com a Polícia Federal, as investigações levaram a descobrir que informações internas, de uso exclusivo da Casa Civil, haviam sido surrupiadas e receptadas pelo gabinete do Senador Álvaro Dias (PSDB/SP) que, em vez de denunciar ao Ministério Público e a nação do alto da Tribuna do Senado, tramou uma conspiração midiática com à imprensa, da qual a Folha participou ativamente.

Serviço de burrice da Folha
A Folha, de forma irresponsável e leviana, acusa a campanha de Dilma de ter um "serviço de inteligência" com insinuações de que comete crimes de quebra de sigilo fiscal.

Parece que quem tem um "serviço de burrice", e não de inteligência, é a redação da Folha.

Não faz o menor sentido alguém fazer "dossiês" contra Eduardo Jorge, com fins eleitorais. Ele não é candidato a nada, é burocrata de partido e não político popular, por isso, mesmo que se comprovassem escândalos, não tem potencial para influir em uma eleição, porque é um personagem obscuro no imaginário popular. A Folha ofende a inteligência do leitor quando insiste nesta ênfase.

O "serviço de burrice" da Folha ofende mais ainda a inteligência do leitor, quando insinua que o suposto "serviço de inteligência" na campanha petista teria acesso criminoso aos computadores da Receita Federal e, se fosse verdade, em vez pegar declarações de Serra, de sócios de Serra, e de outros tucanos famosos, iria pegar logo do obscuro Eduardo Jorge. Haja burrice para acreditar numa trama bufã destas, criada pela Folha.


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