Twitter Facebook YouTube Flickr Orkut Conexão Sindical

CUT NACIONAL > LISTAR NOTÍCIAS > AGÊNCIA DE NOTÍCIAS > FIM DA VIOLÊNCIA NA ÁREA RURAL E NAS FLORESTAS

Fim da violência na área rural e nas florestas

01/07/2011

Escrito por: CUT Nacional

Nos últimos meses, diversos trabalhadores rurais foram assassinados no campo ou sofreram algum tipo de violência. Ao menos seis pessoas foram assassinadas em um período de 15 dias. Motivo: lutavam contra os interesses das madeireiras, do agronegócio e das mineradoras, que destroem o meio ambiente, realizam comércio ilegal e, ainda, dificultam a realização da reforma agrária.

Para que seja possível acabar com a violência no campo, é preciso realizar a reforma agrária. É preciso garantir o acesso à terra. Não é possível aceitarmos que cerca de 2% dos proprietários tenham mais da metade das terras.

Não podemos deixar que pessoas que lutam pela terra e pelo meio ambiente sejam assassinadas e os seus assassinos fiquem impunes.  Por isso, inclusive, o nosso Presidente Nacional da CUT, Artur Henrique, no dia 6 de julho, estará no estado do Pará, onde, infelizmente, ocorrem assassinatos políticos com frequência.

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • Orkut
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

  • Oscar Souto em 06/07/2011 às 11:29
    Morte de ambientalista completa sete anos - Em Novo Progresso/Pará
    Morte de ambientalista completa sete anos
    Domingo, 19/06/2011, 03h29 – Diário do Pará (Jornalista Carlos Mendes)
    Faz sete anos que ninguém fala mais nesse crime. A não ser, é claro, a família da vítima. O pistoleiro e os mandantes estão livres, leves e soltos. O processo não anda. O Ministério Público e o Judiciário simplesmente não têm o que dizer sobre este caso. No dia 3 de julho de 2004, por volta das 10h30, dois homens saltam de uma motocicleta e cumprem um enredo traçado meses antes por homens poderosos do oeste do Pará, acusados de grilagem de terras, tráfico de drogas, crimes contra pessoas e contra a floresta amazônica.
    Não havia a menor chance de defesa para o ambientalista, pequeno produtor rural e militante da Pastoral da Juventude da Comissão Pastoral da Terra (CPT) Adilson Prestes, 33 anos, o alvo dos pistoleiros. Chamado pelo jornal “O Globo” de o “novo Chico Mendes da Amazônia”, Prestes foi morto com seis tiros à queima-roupa na frente de sua casa.
    Um terceiro homem, ligado ao esquema da execução, observa alguns metros adiante os dois motoqueiros sumirem rapidamente pelas ruas de terra batida da cidade de Novo Progresso. Preço da morte: R$ 70 mil. Apenas R$ 10 mil teriam sido pagos.
    Prestes era um homem marcado para morrer e sabia disso. Não recuou um palmo. Pelo contrário: esteve por três vezes em Belém, entregando dossiês às autoridades da Secretaria de Segurança Pública, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Deu nomes, endereços, telefones e CPF dos envolvidos. Em sua lista, além de fazendeiros e madeireiros, havia políticos e policiais militares graduados de Santarém, Itaituba e Moraes de Almeida, assim como um delegado e investigadores da Polícia Civil.
    Em qualquer país sério, as denúncias feitas pelo corajoso Prestes seriam investigadas a fundo. Fosse para confirmá-las e tomar as providências cabíveis para proteger o interesse público e as pessoas ameaçadas da fúria dos predadores da floresta, ou para declará-las improcedentes e enquadrar o denunciante por falsa comunicação de crime. Nada foi feito até agora. Com muita má vontade, alguns policiais limitam-se a dizer que Prestes ‘falava mal de todo mundo’, como se isso justificasse ter sido abatido a tiros.
    MARCADA
    Um fato novo em mais este caso de omissão das autoridades: na sexta-feira, apareceu em Novo Progresso uma comissão ligada aos direitos humanos da presidência da república.
    O objetivo era ouvir dona Ivanilde Prestes, irmã de Adilson. Ela está na lista de marcados para morrer porque não se conforma com a impunidade que protege os criminosos que mataram o irmão dela.
    Ivanilde perdeu a saúde e a paz. Vive enclausurada e deprimida. Já os assassinos e mandantes desfilam sorridentes pelas ruas de Novo Progresso. Derrubam a floresta, enchem os bolsos de dinheiro e compram o silêncio dos que lhes criam problemas.
Nome:
E-mail:
Título:

FNDC Redes Sociais CUT Comitê Brasil em defesa das florestas e do desenvolvimento sustentável Clipping CUT Brasil Atual 2 TVT Banner Água para o Brasil

Copyright © 2002-2009 CUT Central Única dos Trabalhadores | 3.438 - Entidades Filiadas | 7.464.846 - Sócios | 22.034.145 - Representados
Rua Caetano Pinto nº 575 CEP 03041-000 Brás, São Paulo SP | Telefone (0xx11) 2108 9200 - Fax (0xx11) 2108 9310