CUT NACIONAL > LISTAR NOTÍCIAS > AGÊNCIA DE NOTÍCIAS > TRABALHADORES OCUPAM PRÉDIO DA PREVIDÊNCIA, EM SALVADOR
29/11/2007
Com muito espírito de luta e firmes em defesa de seus direitos, trabalhadores vindos de todo o estado realizaram uma manifestação em defesa da Previdência Social, na manhã da última quarta-feira (28/11), em frente ao prédio do INSS do Comércio, em Salvador. Esse foi o segundo protesto sobre a Previdência em Salvador nesta semana. Na última terça (27/11), os manifestantes estiveram em frente ao prédio do INSS das Mercês.
Com palavras de ordem, bandeiras e cartazes, os trabalhadores exigiram ser atendidos pela gerência do órgão, para reivindicar a garantia de melhor atendimento previdenciário aos trabalhadores baianos. Nas camisetas dos manifestantes, os dizeres: Previdência aos 70 anos. Diga Não!
Em seu discurso, o presidente da CUT-Bahia, Martiniano Costa, ressaltou que a CUT estará nas ruas em defesa da Previdência Social para todos e contra a reforma que retira direito dos trabalhadores. “Vamos protestar até que o governo atenda as reivindicações dos trabalhadores. A Previdência para todos não interessa aos milionários, mas é muito importante para a classe trabalhadora”.
Revoltado com o descaso do INSS, o mecânico Clóvis Correira, 59 anos, veio de Ipirá para tentar solucionar problemas relativos à sua aposentadoria por invalidez e o extravio de documentos ocorridos dentro do INSS, segundo ele. O trabalhador conta que perdeu a conta de quantas vezes esteve em Salvador na tentativa de solucionar seus problemas e que mais de 10 anos enfrenta esse impasse, sem conseguir se aposentar. Devido a problemas de saúde, ele enfrenta sérias dificuldades para trabalhar.
Os eixos da campanha da CUT em defesa da Previdência incluem: recriação do Conselho Deliberativo da Gestão da Seguridade, com representação dos aposentados, dos trabalhadores, do governo e dos empresários; fim do Fator Previdenciário; incluir como Tempo de Contribuição o período de recebimento do seguro-desemprego; mudança na forma de contribuição das empresas, como forma de incentivar a contratação formal de trabalhadores; manutenção da pluralidade das fontes de financiamento da Seguridade Social; exclusão do Orçamento da Seguridade Social da DRU-Desvinculação da Receita da União.
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