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Sindimetrô-RS: Greve dos funcionários da Trensurb segue até segunda-feira (8)

05/06/2009

Escrito por: Diário de Canoas com Sindimetrô-RS

 

A greve dos metroviários, deflagrada na terça-feira (2), continua e as empresas de ônibus, que já estão trabalhando com uma frota maior desde o início da paralisação, se mobilizam para colocar mais carros nas ruas também no fim de semana. Conforme o presidente do Sindicato dos Metroviários (Sindimetrô), Renato Schuster, a mobilização deve continuar pelo menos até segunda-feira (8), pois a Trensurb ainda não ofereceu uma contraproposta que fosse aceita pelos trabalhadores. Na segunda, os trabalhadores preparam um ato público na Estação Mercado a partir das 17 hrs.


Veja abaixo carta entregue pelo Sindicato ao Ministro do Trabalho e Emprego

Porto Alegre, 04 de junho de 2009.

Exmo. Senhor Ministro do Trabalho e Emprego

Sr. Dr. Carlos Lupi

Excelência,
Ao longo de anos nossa categoria vem lutando por reajustes salariais que busquem reconduzir os Metroviários gaúchos a uma vida digna. A cada ano as reposições concedidas deixam de atender o mínimo, ou seja, o salário sequer é recomposto em suas bases anteriores.

No dia treze do mês de abril do corrente ano foi entregue a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S. A. - Trensurb, nossa pauta de reivindicações (data-base 1º de maio). Passaram-se mais de trinta dias até que a Empresa agendou a primeira reunião de negociações. Iniciadas, a Trensurb informou a não prorrogação dos termos do Acordo Coletivo até então em vigor, sendo esta prorrogação cláusula indispensável para qualquer negociação desta natureza.

O posicionamento arbitrário da Diretoria da Empresa conduziu a categoria ao estado de greve e, mesmo após a decretação deste, prosseguiram com uma conduta que passa ao longe daquela que é um dos marcos fundamentais do atual governo, ou seja, respeito aos trabalhadores.

Como resultado deste processo degradante, do descaso com os trabalhadores, dos constantes atos de verdadeira humilhação, não restou alternativa além da deflagração do movimento paredista.

Pois mesmo após este evento, a Diretoria da Trensurb prossegue com atos de total intransigência. Demonstra não estar preocupada com os trabalhadores ou com a Sociedade Gaúcha. O próprio Presidente da Trensurb, Marco Arildo Prates da Cunha (PT), demonstrou este descaso ao prever, em reunião realizada do Ministério Público do Trabalho, "uma longa e inevitável greve".

Basicamente os Metroviários reivindicam uma reposição salarial de 12, 15% com renovação de Acordo Coletivo por um ano. Destaque-se que o último acordo assinado pela categoria, com vigência por dois anos, foi totalmente desastroso aos trabalhadores.

A Empresa, por sua vez, oferece 10,50% de reposição salarial para um Acordo Coletivo com vigência para dois anos. Alegam ser esta uma política de governo. Conforme declarações, existiria a expressa proibição do Governo Federal à Trensurb para assinar qualquer acordo com os trabalhadores, cuja vigência fosse inferior a dois anos.

Questionamos Vossa Excelência acerca deste fato, eis que a própria legislação em vigor, CLT, estaria ferida em seus regramentos, ao proibir trabalhadores de realizarem acordo de vigência inferior ao que ora é imposto de forma inconteste pela Empresa. È realmente esta a política do Governo para com os trabalhadores?

Por outro lado, a categoria metroviária vinha percebendo, desde 1989, adicional noturno na ordem de 50%. Excluem-se deste, aqueles trabalhadores que ingressaram na Empresa após a edição da Resolução n° 9 de 08 de Outubro de 1996, do Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais - CCE.

Agora, passados vinte anos, a Empresa nega a renovação da cláusula que garantia tal adicional, sob alegação de estar sendo investigada pelo Ministério Público Federal. Até o presente momento, inexiste qualquer determinação administrativa ou judicial que ampare a medida adotada.

Quanto a Resolução ora declarada, é extremamente vil, quando discrimina dentro de uma própria empresa, trabalhadores que executam tarefas exatamente iguais e que possuem apenas diferenciações quanto a sua data de admissão.

É triste reconhecer que em um Governo Popular tais regramentos, que anteriormente eram objeto de repúdio, permaneçam abrigados e mantidos pelos mesmos que o rejeitavam em épocas anteriores à ascensão ao Governo.

É vontade da Entidade Sindical, chegar a bom termo nas tratativas que ponham fim ao movimento grevista, evitando prejuízos a ambas as partes e à própria Sociedade.

Neste sentido, pedimos a intervenção de Vossa Excelência para garantir a continuidade das negociações entre a Diretoria da Trensurb e Metroviários, e que tais ajustes possam culminar com a edição de Acordo Coletivo cujas cláusulas ofertem um mínimo de dignidade aos trabalhadores metroviários gaúchos.

Ainda, solicitamos Vosso empenho na garantia da não supressão de cláusulas históricas conquistadas ao longo de anos de luta por esta categoria, bem como tratativas no sentido de eliminar completamente a famigerada Resolução n°9 da vida dos trabalhadores. 

Certos de que nossas reivindicações serão objeto de apreciação e de esforço pessoal de Vossa Excelência, na busca da composição entre Trabalhadores Metroviários e Empresa, agradecemos a atenção dispensada e aproveitamos o ensejo para renovar nossos votos de total estima e consideração.

Saudações trabalhistas,

Renato José Schuster
Presidente - Sindimetrô-RS



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