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CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO EM ALAGOAS APONTA PARA UM NOVO MODELO DE COMUNICAÇÃO
Conferência de Comunicação em Alagoas aponta para um novo modelo de comunicação
26/11/2009
Nos dias 21 e 22 de novembro, Alagoas realizou a sua
1ª Conferência Estadual de Comunicação. Um momento histórico, onde os
movimentos sociais conseguiram debater com o poder público e os empresários do
ramo, um novo modelo para a comunicação em nosso país. Desde março deste ano,
uma comissão trabalha incansavelmente para construir essa conferência, que é
apenas uma etapa preparatória da Conferência Nacional de comunicação.
Foram muitas idas e vindas, dificuldades impostas pelo
governo do Estado e pelos empresários, falta de verbas para a realização de
conferências preparatórias nos municípios do interior do Estado, pouco tempo
para a organização, mas os movimentos sociais superaram tudo, e conseguiram
fazer em Alagoas um debate significativo e eleger entidades representativas
para participar da conferência em Brasília.
Em outubro, foram realizadas quatro conferências entre
regionais e intermunicipais. Dos 102 municípios, cerca de 50% não tiveram
conferência preparatória, mas tiveram a oportunidade de participar da
conferência estadual e conhecer o debate. Além dessas conferências, o movimento
negro e o movimento estudantil realizaram conferências livres em Maceió durante
o período.
A CUT Alagoas participou do processo desde o começo,
quando apenas a sociedade civil pressionava o governo estadual para publicar o
decreto convocando a conferência. Na realização da conferência estadual, a
Secretária de Comunicação Nacional da central, Rosane Bertotti, veio a Maceió,
e participou efetivamente de todo o processo. Ministrou palestra, ajudou a
nortear o debate, esclareceu dúvidas sobre regimento e contribuiu para que o
processo evoluísse.
A programação foi intensa. Desde o início, na aprovação
do regimento que durou cerca de 3 horas, a discussão teve participação de
vários segmentos. Durante o sábado, mesas temáticas baseadas nos eixos
temáticos da conferência nacional trouxeram para os alagoanos o peso de grandes
nomes nacionais, como Roseli Goffman, do Conselho Federal de Psicologia; José
Sotter, da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias; Cláudia Verde, da
campanha pela ética na mídia (quem financia a baixaria é contra a cidadania); O
doutor em Comunicação Sivaldo Pereira, do Coletivo Intervozes; Caio Bruno, Da
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação; Marcos Dantas, da
Universidade Federal do Rio de Janeiro; e José Carlos Torves, da Federação
Nacional dos Jornalistas.
No domingo pela manhã, os participantes se dividiram em
seis grupos de discussão, onde continuaram o debate e tiraram propostas. Ao
final da manhã, cada segmento se reuniu e elegeu seus delegados para a
conferência nacional, que acontece entre os dias 14 e 17 de dezembro, em
Brasília. Alagoas tem direito a 12 vagas para a sociedade civil, 12 para a
sociedade civil empresarial e 3 para o poder público.
A sociedade civil escolheu como formato de eleição
dividido: Uma chapa, que contemplasse entidades que construíram todo o processo
desde o começo, e representantes das regiões do interior que estavam presentes.
Além disso, ficou em aberto uma vaga, para ser disputada por voto nominal.