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Minas Gerais: servidores e servidoras da saúde saem às ruas para denunciar descaso do governo estadual

05/07/2012

Manifestantes usam correntes, roupas manchadas de vermelho, cruzes pretas e fazem enterro simbólico do governador Anastasia

Escrito por: Rogério Hilário, com informações do Sind-Saúde/MG

Os servidores e servidoras da saúde, em greve deste o dia 14 de junho, realizaram, na manhã desta quarta-feira (4), uma marcha da Assembleia Legislativa (ALMG) até o Centro de Belo Horizonte com o objetivo de denunciar o descaso do governo do Estado com os profissionais do setor e com a qualidade do serviço prestado. Os trabalhadores e trabalhadoras participaram de ato público na Praça 7, que teve também participação de sindicatos da base da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de entidades dos movimentos sociais.

 

Os manifestantes usaram correntes, roupas manchadas de vermelho,cruzes pretas e um caixão para o enterro do governador Antônio Anastasia. Os trabalhadores e trabalhadoras pintaram a cara de vermelho e fecharam a pista da Avenida Afonso Pena na Praça 7 para denunciar os desmandos na saúde pública em Minas.

 

A tradicional cruz vermelha da saúde foi trocada pela cruz preta como símbolo do luto dos trabalhadores pelo descaso do governo Anastasia com a saúde pública do estado e com os trabalhadores da saúde. O enterro simbólico foi do governador que deve levar junto o sucateamento dos serviços públicos, as medidas ditatoriais e o desrespeito ao trabalhador para fora de Minas.

 

Trabalhadores e trabalhadoras reivindicam reajuste salarial igual para todos, revisão do plano de carreira, redução da jornada de trabalho sem prejuízo dos salários, pagamento dos direitos trabalhistas como adicional de insalubridade e adicional noturno, dentre outros pontos da pauta de reivindicação.

 

No trajeto até a Região Central da capital mineira, os servidores e servidoras da saúde e apoiadores do movimento fizeram manifestação em frente à sede da Cemig, na Avenida Barbacena, para fortalecer a luta do Sindieletro-MG contra as demissões arbitrárias, que atingem até dirigentes sindicais, pela companhia.

 

“Estamos aqui para protestar contra o governo e sua gestão na Cemig. O mesmo governo que sucateia a saúde é o que dá um tratamento desumano aos trabalhadores da Cemig, com perseguições, demissões e terceirização. Estamos juntos nesta luta”, disse Jair Gomes Pereira Filho, do Sindieletro-MG.

 

O secretário de Comunicação da CUT/MG e diretor do Sindicato dos Bancários de BH e Região, Neemias Rodrigues, que representou a direção da Central no ato, reafirmou o apoio irrestrito ao movimento. “Estamos com vocês desde o início e estaremos até depois da vitória.  É preciso denunciar para a população de Belo Horizonte que este governo não cumpre a lei, ao não aplicar na saúde o percentual que a Constituição determina. Em vez que valorizar a saúde, prefere buscar termo de ajustamento no Ministério Público para investir menos na área.”

 

A direção do Sindicato Único dos Trabalhadores na Saúde do Estado de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG) optaram por suspender a assembleia estadual porque as negociações com o governo não avançaram, principalmente com relação aos profissionais da Fhemig. A atividade será retomada assim que o deputado estadual Carlos Mosconi, um dos interlocutores do governo, anunciar uma proposta concreta do Executivo.

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