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Metalúrgicos paralisam atividades na ArcelorMittal contra demissões, redução de salários e acidentes de trabalho

22/06/2012

Apesar do aparato policial, categoria promete intensificar mobilizações contra as arbitrariedades cometidas pelas empresas do grupo

Escrito por: CUT-MG, com informações do Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem

Os metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem realizaram uma grande manifestação nas portarias da ArcelorMittal na manhã desta quinta-feira (21), em Contagem, para protestar contra as demissões, a redução nos salários, o número assustador de acidentes de trabalho  que estão acontecendo e outras arbitrariedades que vem sendo cometidas pelas empresas do grupo em todo Brasil.

 

A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), vários sindicatos da Região Metropolitana e do interior de Minas Gerais e a Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM/CUT-MG) participaram do ato, além de representantes da rede de trabalhadores da Arcelor de outros Estados do Brasil.

 

Em mais uma vergonhosa a atitude da polícia do governador tucano Anastasia, aproximadamente 30 viaturas da Policia Militar com apoio do Batalhão de Choque estiveram estacionadas nas portarias para ajudar a empresa na sua tentativa de evitar o contato dos trabalhadores com o Sindicato. A PM chegou a fechar a João Cesar, principal Avenida de Contagem, para facilitar a entrada dos especiais na empresa, tentando prejudicar a atividade do Sindicato.

 

Enquanto a polícia cede para a empresa um enorme aparato policial, a cidade de Contagem continua sendo classificada como uma das mais violentas do país. Mas não podia ser diferente. Com tantos policiais e viaturas reprimindo trabalhadores, o caminho fica aberto para a malandragem praticar seus crimes na cidade.

 

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região, Geraldo Valgas, esta foi a maior manifestação realizada na Arcelor pelos metalúrgicos da região metropolitana de Belo Horizonte nos últimos anos. “Estão de parabéns as centenas de trabalhadores que, mesmo com a presença intimidatória da policia e do RH na portaria, ficaram do lado de fora da empresa para ouvir o recado do Sindicato.”

 

“O ato é muito importante para demarcar a posição dos metalúrgicos contra a rotatividade, as demissões, a redução dos salários e as mortes por acidentes de trabalho. Apesar do aparato repressivo, conseguimos dialogar com os trabalhadores e paralisar a produção. A manifestação mostra os pontos que devem ser debatidos na campanha salarial no segundo semestre”, disse Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da CUT-MG e coordenador do Sindicato dos Eletricitários (Sindieletro-MG), que esteve no ato com o vice-presidente da Central, Carlos Magno de Freitas, e o secretário de Comunicação, Neemias Rodrigues.

 

Para Carlos Magno de Freitas, vice-presidente da CUT-MG, o aparato policial durante a manifestação demonstra o “terrorismo psicológico” adotado pela ArcelorMittal. “A empresa se apropria da estrutura de segurança do Estado para reprimir os trabalhadores e isolar o sindicato. Os metalúrgicos mostraram força e resistência. O ato possibilitou a unidade da categoria com outros segmentos, como os eletricitários, os bancários, entre outros, e os movimentos sociais, o que nos mostra um momento diferente no Estado.”

 

Este, segundo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem, Geraldo Valgas, foi apenas o primeiro passo de vários outros que virão, pois o Sindicato e a FEM/CUT-MG e a rede de trabalhadores da ArcelorMittal definiram que a partir de agora outras atividades de peso serão realizadas para contrapor a política vergonhosa da empresa que quer aumentar os seus lucros reduzindo salários e direitos dos trabalhadores.

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